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terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

As Musas e a origem da palavra "mosaico"





Mosaico verde em escada
imagem encontrada (com a devida vénia) em
 https://arquitetura.vivadecora.com.br
(mosaico verde em escada)


Mosaico: o que é, origem + 20 exemplos criativos!
imagem obtida em https://arquitetura.vivadecora.com.br


Ouvi há dias na Rádio, na Antena 1, Mafalda Lopes da Costa explicar, de modo sucinto, a origem desta palavra.

Achei a explicação muito interessante e resolvi pesquisar e aprofundar os meus conhecimentos sobre este tema, pois trata-se de "arte" e "cultura", tão importantes nas nossas vidas. 

Sendo assim, segue-se partilha escolhida por mim sobre esta expressão artística, uma vez que existem muito sites com informação sobre o tema, mas todos com algumas curiosidades ou especificidades diferentes.


Qual é a origem do Mosaico?

Mosaico é uma palavra de origem grega, mousaikón, e significa “obra das musas”.

Os mosaicos são encontrados principalmente na Itália, no Egito, na Macedónia – hoje ocupada pelos territórios da Grécia, Jugoslávia e Bulgária – , China e outros países.

O registo mais antigo de um mosaico é de 3.500 a.C, na cidade de Ur, na região da Mesopotâmia.

Trata-se do Estandarte de Ur, uma caixa de madeira com painéis nos quatro lados e um mosaico feito de arenito avermelhado, lápis-lazúli e outros materiais preciosos.

O mosaico retrata cenas quotidianas da sociedade mesopotâmica. 
Vale pena lembrar que, no ocidente, provavelmente os maias e os astecas já conheciam a técnica de Mosaico antes disso e, por esse motivo, há controvérsias sobre o seu surgimento.

Mas o mosaico só começou a ganhar destaque no mundo greco-romano, especificamente na decoração de pisos e paredes.

Os gregos costumavam criar pisos com pedaços de mármore branco ou de cor, assentados com uma massa compacta e resistente. Já os romanos, a partir do século I a.C, começaram a usar a técnica de mosaico também em murais, fontes e até painéis transportáveis.

Mas, afinal, quando foi que a arte do mosaico se consolidou no mundo? Essa ascensão ocorreu no Império Bizantino, que surgiu no século IV e foi até o século XV.

Diferente dos mosaicos gregos e romanos, que retratavam cenas quotidianas, de guerra, mitológicas e paisagens, a arte do mosaico bizantino era estritamente religiosa.

A arte em mosaico é vista em obras bizantinas retratando figuras sagradas como Cristo, a Virgem, santos e mártires.

Além disso, o regime do período era teocrático, ou seja: o imperador tinha plenos poderes administrativos e espirituais sobre a população.

Por esse motivo, não é raro encontrar na arte e arquitetura bizantina mosaicos onde ele aparece, juntamente com a esposa, cercando a Virgem Maria e o Menino Jesus. 

Durante o período moderno, o mosaico foi perdendo força para outras expressões artísticas como a pintura e a escultura.

Na Idade Média, assim como outras manifestações artísticas, o mosaico entrou em declínio.

Já no Renascimento ele ressurgiu, mas precisou de incorporar o estilo realista de representações para tentar criar imagens mais próximas do real.

Um exemplo famoso é o Mosaico na Basílica de São Marcos, em Florença. Como era muito difícil e caro conseguir esse resultado, o mosaico tornou-se uma técnica menos popular durante muitos anos.

Mas vários artistas ao longo dos últimos séculos aplicaram o mosaico nos seus trabalhos. Entre eles, podemos citar Cândido Portinari e Tomie Ohtake.

Quais são as principais características do Mosaico?

Conhecida também como arte musiva, o mosaico consiste na colocação de tesselas sobre qualquer superfície.

Trata-se de pequenos fragmentos quadriculares ou cúbicos do material escolhido para a execução do trabalho.

Materiais usados na criação de mosaicos:

Pedras
Azulejos
Pastilhas de Vidro
Conchas
Papéis
Botões
Plásticos
Couros
Grãos de Alimentos

REFERÊNCIA: arquitetura.vivadecora.com.br
(com algumas substituições de vocábulos do português do Brasil para o português de Portugal, tendo eu escolhido os excertos que me interessavam publicar)

    sexta-feira, 30 de agosto de 2024

    Algumas particularidades da escrita da Língua Portuguesa

    Quantas vezes somos assaltados por dúvidas no momento de escrever certas palavras?  🤨    🤨

    Bem, porque a nossa Língua não é fácil e porque com a passagem do tempo as palavras também evoluem, sofrem alterações (a língua é dinâmica!).

    Há sempre "neologismos" a entrar (que são palavras ou expressões novas numa língua, ou então, que adquirem um sentido novo), saindo os "arcaísmos" (as que deixaram de ser usadas, ou ainda faladas ou escritas utilizando palavras "antiquadas").

    Eis aqui apenas três exemplos, que transcrevo do livro "RTP - ACORDO ORTOGRÁFICO-  BOM PORTUGUÊS - PORTO EDITORA":

    • Matemática/matemática - Hoje tenho exame de Matemática.

    Por que tenho que aprender matemática?
    imagem in matemática.pt

    Grafa-se Matemática com maiúscula ou minúscula inicial?

    Pelo novo Acordo Ortográfico, as duas formas são corretas.

    Os nomes de áreas do saber, cursos e disciplinas podem grafar-se com letra maiúscula ou minúscula inicial.

    • megaprojeto/megaprojectoA palavra megaprojeto escreve-se com ou sem c?

    O megaprojeto chinês que deve revolucionar a conexão logística do país |  Revista Fórum
    imagem in revistaforum.com.br

    Segundo o novo Acordo Ortográfico, a forma correta é megaprojeto.
    A palavra não se escreve com c porque esta consoante não é pronunciada.


    Guia sobre a profissão Mestre de Obras - Sienge
    imagem obtida em sienge.com.br

    • mestre de obras/mestre-de-obrasEscreve-se mestre-de-obras com ou sem hífen?
    A forma correta é mestre de obras, sem hífenes.
    Com o Acordo Ortográfico, não se usa hífen na maioria das locuções.

    ....................................................................................................

    quarta-feira, 15 de maio de 2024

    O que é um insulto?

    20 insultos pouco conhecidos e inconvenientes - O nosso idioma -  Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
    https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/
    El fino arte de insultar – Reporte Catolico Laico
    in  https://reportecatolicolaico.com


    Todos sabemos que o insulto tem como objetivo "atingir" ou "injuriar" alguém!

    Aquele (a) que está a agredir o outro (a), normalmente, profere palavras caluniosas, tentando "ofender", "atacar".

    Um insulto, ofensa, xingamento, injúria, agravo, ultraje ou afronta é uma forma de violência verbal em que, geralmente, o agressor se utiliza de palavras - verdadeiras, com exageros ou não - com o propósito de humilhar de alguma forma ou atingir um ponto fraco da vítima. ) in Wikipédia (pt. wikipedia.org)

    Baseando-me também no livro de Sérgio Luís de Carvalho - Dicionário de Insultos, Estranhas Origens e Bizarras Histórias dos Insultos Portugueses, do Grupo Planeta Manuscrito, de 2014 - resolvi escolher um deles e contar "outros modos de apoucar quem nos azucrina".

    O autor nasceu em 1959 e é licenciado em História, tendo um mestrado em História Medieval.

    Por exemplo, Sérgio de Carvalho considera que o insulto impertinente é um grande chato, "incomoda e encanzina, fala e age a despropósito, chegando a ser malcriado". 

    A origem do termo designava aquilo que estava desajustado, não tinha propriamente uma forte vertente de má educação. 

    Impertinens (do latim) era o contrário de pertinens, é um antónimo (in+pertinens); assim pertinens tinha o sentido daquilo que era correto, ajustado.

    O autor refere ainda que o verbo latino tenere é o étimo mais "distante" de pertinens/impertinens e que aquele terá originado vocábulos, como conter, reter, ter, pertencer, obter, pertinaz...etc!

    Dicionário de Insultos de Sérgio Luís de Carvalho - Livro - WOOK
    imagem encontrada in wook.pt

    E acrescenta: "Assim sendo, o impertinente romano era o que não tinha ajuste ou enquadramento. O ator Luís Aleluia interpretou exemplarmente um miúdo impertinente. Quem não se lembra do programa da televisão portuguesa "O Menino Tonecas?

    Morreu Luís Aleluia. Adeus, menino Tonecas! – Notícias de Coimbra
    imagem in: noticiasdecoimbra.pt


    Agora, na versão do https://ciberduvidas.iscte-iul.pt

    '« [...] Os insultos são impropérios ditos ou vociferados com o intuito de magoar, humilhar ou achincalhar o destinatário. [...]»

    O insulto é uma forma de violência verbal a que o ser humano recorre com mais frequência que o desejável. A integração da vida em sociedade fica sempre menos saudável quando estamos no trânsito ou a ver futebol e nos deixamos levar pelas emoções e libertamos uma enxurrada de insultos.

    Os insultos são impropérios ditos ou vociferados com o intuito de magoar, humilhar ou achincalhar o destinatário. Ao dizermos algo ofensivo, grosseiro ou indecente, estamos a insultar alguém a quem pretendemos roubar a dignidade e assaltar ou lesar a sua honra.

    A etimologia da palavra insulto revela muito do que a palavra representa ainda hoje. A origem das palavras assalto e insulto é similar. Em latim, insultare significa, literalmente, «saltar para cima».

    Sinónimos

    Existem diferentes palavras que podem ser entendidas como sinónimos da palavra insulto. Ofensa, xingamento, injúria, agravo, ultraje ou afronta são alguns deles.

    20 insultos pouco conhecidos e inconvenientes

    1. Abécula
    É um idiota, um azelha, um palerma. Pessoa lenta ou pouco inteligente; desajeitada ou que se desorienta facilmente.

    2. Abentesma
    Pessoa pouco inteligente, incompetente. É um cretino, imbecil, burro, badameco, besta.

    3. Achavascado
    Pessoa mal-educada, bruta, rude, ignorante.

    4. Alimária
    Animal irracional, pessoa estúpida.

    5. Andrajoso
    Pessoa mal arranjada; esfarrapado.

    6. Barregã
    Usado para insultar de forma violenta alguém do sexo feminino que vive de expedientes, que não tem objetivos, que vive da prostituição.

    7. Biltre
    Pessoa que se comporta de maneira vil; que gosta de praticar canalhices. Aquele que é um patife, um canalha.

    8. Cacóstomo
    Aquele que tem mau hálito.

    9. Cuarra
    Usado para insultar de forma violenta alguém do sexo feminino que vive de expedientes, que não tem objetivos, que vive da prostituição.

    10. Estólido
    Pessoa desprovida de inteligência e/ou de discernimento. Estúpido, parvo, tolo. Pessoa que mostra falta de bom senso ou de sensatez.

    11. Estroso
    Parvo, idiota.

    12. Estultilóquio
    Que faz tolices, disparates. Com discurso néscio. Razão de tolo.

    13. Nefelibata
    Pessoa que «vive ou anda nas nuvens». Aquele que é muito distraído. Aluado; sonhador que foge frequentemente da realidade. Escritor excêntrico que não cumpre regras literárias.

    14. Néscio
    Ignorante, inepto, estúpido. Pessoa que não sabe ou não é muito inteligente. Alguém que não é sensato ou prudente; irresponsável.

    15. Pechenga
    Usado para insultar de forma violenta alguém do sexo feminino que vive de expedientes, que não tem objetivos, que vive da prostituição.

    16. Sevandija
    Pessoa sem escrúpulos que explora outra financeiramente. Aquele que vive à custa alheia. Pessoa de baixos valores morais, desprezível, ignóbil. Aquele que humilha sem ressentimentos. Repugnante e parasita. Nome comum de todos os vermes imundos ou insetos parasitas.

    17. Somítico
    Pessoa que é muito apegada ao dinheiro e não gosta de o gastar; quando dá ou partilha, fá-lo com pouca generosidade. Sovina, avarento, forreta.

    18. Tatibitate
    Pessoa que tem dificuldade em falar ou pronunciar bem as palavras. Aquele que gagueja. Um gago, um palerma, parvo. Que tem pouca inteligência.

    19. Xexé ou Cheché
    Pessoa mentalmente senil ou gagá. Pessoa ou coisa considerada ridícula.

    20. Xexelento
    Pessoa ou coisa que tem pouco valor; não tem qualidade. Que não tem beleza ou possui aspeto desagradável. Pessoa ou coisa feia. Algo ou alguém que tem o hábito de implicar ou incomodar.

    Este artigo visa somente estimular a paixão pela língua portuguesa. Levar as pessoas a querer conhecer o significado das palavras e a valorizar o uso do dicionário.

    Fonte:
    Artigo publicado no magazine digital Ncultura no dia 6 de fevereiro de 2022.

    Sobre o autor
    José Ferreira
    Professor de Português. Colabora no magazine digital NCultura.'

    in Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/artigos/rubricas/idioma/20-insultos-pouco-conhecidos-e-inconvenientes/4802 [consultado em 18-05-2024]

    terça-feira, 5 de maio de 2020

    Dia Mundial da Língua Portuguesa (5 de maio)




    Dia Mundial da Língua Portuguesa

    5 de maio

    O ano de 2020 marca a 1.ª comemoração do Dia Mundial da Língua Portuguesa, desde a sua programação.

    O Dia Mundial da Língua Portuguesa comemora-se a 5 de maio. Em 2020, pela 1.ª vez! 

    Foi proclamado pela 40.ª Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em novembro de 2019. 

    A escolha do dia está articulada com a resolução de 2009 do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) sobre a Instituição do Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP.

    Devido à pandemia da COVID-19, os eventos programados por todo o mundo decorreram (quando possível) pela Internet e pela comunicação social.

    As celebrações aconteceram no YouTube do CamõesIP, às 12 horas de 5 de maio.

    in https://eurocid.mne.gov.pt/eventos/dia-mundial-da-lingua-portuguesa

    terça-feira, 17 de novembro de 2015

    A riqueza da Língua Portuguesa...

    imagem obtida em: createyourworldbook.com
    A nossa língua portuguesa é muito rica, prestando-se a que se brinque com ela, mesmo quando se atravessa uma crise como a que temos vivido nos últimos anos.

    E ainda bem que há quem escreva com facilidade sobre os tempos difíceis que temos atravessado; a grande capacidade que alguns têm de transformar as tristezas em pensamentos divertidos merece a minha maior admiração e é por isso que tomo a liberdade de partilhar neste espaço um texto muito criativo.

    Bem precisamos de nos distrair daquilo que é negativo e nada melhor do que ler estas frases retiradas de uma página do facebook, escritas por O SALOIO, a 17 de abril de 2014 (facebook.com):

    "NO QUE DÁ A CRISE:
    Aos padeiros falta massa
    Os padres já não comem como abades
    Os relojoeiros andam com a barriga a dar horas.
    Os talhantes estão feitos ao bife
    Os criadores de galinhas estão depenados
    Os pescadores andam a ver navios
    Os vendedores de carapau estão tesos
    Os vendedores de caranguejo vêem a vida a andar para trás.
    Os desinfestadores estão piores que uma barata
    Os fabricantes de cerveja perderam o seu ar imperial
    Os cabeleireiros arrancam os cabelos
    Os futebolistas baixam a bolinha
    Os jardineiros engolem sapos
    Os cardiologistas estão num aperto
    Os coveiros vivem pela hora da morte
    Os sapateiros estão com a pedra no sapato
    As sapatarias não conseguem descalçar a bota
    Os sinaleiros estão de mãos a abanar
    Os golfistas não batem bem da bola
    Os fabricantes de fios estão de mãos atadas
    Os coxos já não vivem com uma perna às costas
    Os cavaleiros perdem as estribeiras
    Os pedreiros trepam pelas paredes
    Os alfaiates viram as casacas
    Os almocreves prendem o burro
    Os pianistas batem na mesma tecla
    Os pastores procuram o bode expiatório
    Os pintores carregam nas tintas
    Os agricultores confundem alhos com bugalhos
    Os lenhadores não dão galho
    Os domadores andam maus como as cobras
    As costureiras não acertam agulhas
    Os barbeiros têm as barbas de molho.
    Os aviadores caem das nuvens
    Os bebés choram sobre o leite derramado
    Os olivicultores andam com os azeites
    Os oftalmologistas fazem vista grossa
    Os veterinários protestam até que a vaca tussa
    Os alveitares pensam na morte da bezerra
    As cozinheiras não têm papas na língua
    Os trefiladores vão aos arames
    Os sobrinhos andam “Ó tio, ó tio”
    Os elefantes andam de trombas
    Os Santos andam surdos...
    ... e que outra coisa seria de esperar de um país onde a crise é cada dia maior? 
    Assim se vive em Portugal!!!..."

    sexta-feira, 27 de junho de 2014

    "Mundanidade" ou "Mundanalidade"?

    imagem conseguida em: guiadoestudante.abril.com.br

    [Pergunta | Resposta]

    Mundanidade

    [Pergunta] Gostaria de saber qual das duas palavras seria a correta – terrenalidade ou terrenidade – relativamente a «qualidade ou estado de terreal ou terrenal». Tenho em vista, com isto, buscar a tradução da palavra inglesa earthliness.
    Obrigado.

    Marcelo Barros :: Aposentado :: Burlington, EUA

    [Resposta] Qualquer das formas é possível, mas, tendo em conta a oposição entre materialidade e espiritualidade, o termo tradicionalmente usado é mundanidade e mundanalidade, no sentido de «sistema de vida que apenas valoriza os bens materiais. Obs.: p. opos. a espiritualismo» (Dicionário Houaiss).
    in http://ciberduvidas.pt/pergunta.php?id=32687

    domingo, 7 de julho de 2013

    Como vai a nossa Língua Portuguesa...






    Tendo recebido por e-mail este texto tão ilustrativo de como o nosso português anda a ser tratado por quem o acha de somenos importância, não podia deixar de o partilhar com todos os meus leitores, pois merece uma grande reflexão da nossa parte.. 

    Assim vai a nossa língua materna... 

    (Texto verídico retirado de uma prova livre de Língua Portuguesa, realizada por um aluno do 9º ano, numa Escola Secundária das Caldas da Rainha, para ler, estarrecer e reflectir...!!!)
     
    "REDAXÃO

    'O PIPOL E A ESCOLA'

    Eu axo q os alunos n devem d xumbar qd n vam á escola. Pq o aluno tb tem Direitos e se n vai á escola latrá os seus motivos pq isto tb é perciso ver q á razões qd um aluno não vai á escola. Primeiros a peçoa n se sente motivada pq axa q a escola e a iducação estam uma beca sobre alurizadas.

    Valáver, o q é q intereça a um bacano se o quelima de trásosmontes é munto Montanhoso? Ou se a ecuação é exdruxula ou alcalina? Ou cuantas estrofes tem um cuadrado? Ou se um angulo é paleolitico ou espongiforme? Hã?

    E ópois os setores ainda xutam preguntas parvas tipo cuantos cantos tem 'os Lesiades''s, q é u m livro xato e q n foi escrevido c/ palavras normais mas q no  aspequeto é como outro qq e só pode ter 4 cantos comós outros, daaaah.

    Ás veses o pipol ainda tenta tar cos abanos em on, mas os bitaites dos profes  até dam gomitos e a Malta re-sentesse, outro dia um arrotou q os jovens n tem  abitos de leitura e q a Malta n sabemos ler nem escrever e a sorte do gimbras foi q ele h-xoce bué da rapido e só o 'garra de lin-chao' é q conceguiu  assertar lhe com um sapato. Atão agora aviamos de ler tudo qt é livro desde o Camóes até á idade média e por aí fora, qués ver???

    O pipol tem é q aprender cenas q intressam como na minha escola q á um curço de otelaria e a Malta aprendemos a faser lã pereias e ovos mois q são assim tipo as pecialidades da rejião e ópois pudemos ganhar um gravetame do camandro.
    Ah poizé. Tarei a inzajerar?"


    quinta-feira, 13 de junho de 2013

    Relações entre as palavras...




    Ao consultar um dicionário de língua portuguesa, encontro para a palavra "brinde" vários sinónimos que, em certos contextos, podem ser equivalentes. É o caso de: 
    • presente
    • oferta
    • dádiva
    • oferenda
    • doação
    • gratificação
    No caso de:
    • oferta 
    • presente
    • dádiva 
    • brinde
    são palavras que têm significado idêntico, mas cujos significantes são diferentes; por isso, são sinónimos. 

    Já no que diz respeito a:
    • doação
    • gratificação
    estas não podem ser utilizadas em vez de presente (no sentido geral de oferta).


    terça-feira, 26 de junho de 2012

    Uma declaração de amor muito especial à Língua Portuguesa (Teolinda Gersão)

                    
    imagem conseguida em:

    "Declaração de Amor à Língua Portuguesa
    Teolinda Gersão

    Escritora

    Tempo de exames no secundário, os meus netos pedem-me ajuda para estudar português. Divertimo-nos imenso,confesso. E eu acabei por escrever a redacção que eles gostariam de escrever. As palavras são minhas, mas as ideias são todas deles.

    Aqui ficam,e espero que vocês também se divirtam. E depois de rirmos espero que nós, adultos, façamos alguma coisa para libertar as crianças disto.

    Redacção – Declaração de Amor à Língua Portuguesa

    Vou chumbar a Língua Portuguesa, quase toda a turma vai chumbar, mas a gente está tão farta que já nem se importa. As aulas de português são um massacre. A professora? Coitada, até é simpática, o que a mandam ensinar é que não se aguenta. Por exemplo, isto: No ano passado, quando se dizia “ele está em casa”, ”em casa” era o complemento circunstancial de lugar. Agora é o predicativo do sujeito. “O Quim está na retrete” : “na retrete” é o predicativo do sujeito, tal e qual como se disséssemos “ela é bonita”. Bonita é uma característica dela, mas “na retrete” é característica dele? Meu Deus, a setôra também acha que não, mas passou a predicativo do sujeito, e agora o Quim que se dane, com a retrete colada ao rabo.

    No ano passado havia complementos circunstanciais de tempo, modo, lugar etc., conforme se precisava. Mas agora desapareceram e só há o desgraçado de um “complemento oblíquo”. Julgávamos que era o simplex a funcionar: Pronto, é tudo “complemento oblíquo”, já está. Simples, não é? Mas qual, não há simplex nenhum,o que há é um complicómetro a complicar tudo de uma ponta a outra: há por exemplo verbos transitivos directos e indirectos, ou directos e indirectos ao mesmo tempo, há verbos de estado e verbos de evento,e os verbos de evento podem ser instantâneos ou prolongados, almoçar por exemplo é um verbo de evento prolongado (um bom almoço deve ter aperitivos, vários pratos e muitas sobremesas). E há verbos epistémicos, perceptivos, psicológicos e outros, há o tema e o rema, e deve haver coerência e relevância do tema com o rema; há o determinante e o modificador, o determinante possessivo pode ocorrer no modificador apositivo e as locuções coordenativas podem ocorrer em locuções contínuas correlativas.
    Estão a ver? E isto é só o princípio. Se eu disser: Algumas árvores secaram, ”algumas” é um quantificativo existencial, e a progressão temática de um texto pode ocorrer pela conversão do rema em tema do enunciado seguinte e assim sucessivamente.

    No ano passado se disséssemos “O Zé não foi ao Porto”, era uma frase declarativa negativa. Agora a predicação apresenta um elemento de polaridade, e o enunciado é de polaridade negativa.

    No ano passado, se disséssemos “A rapariga entrou em casa. Abriu a janela”, o sujeito de “abriu a janela” era ela,subentendido. Agora o sujeito é nulo. Porquê, se sabemos que continua a ser ela? Que aconteceu à pobre da rapariga? Evaporou-se no espaço?

    A professora também anda aflita. Pelo vistos no ano passado ensinou coisas erradas, mas não foi culpa dela se agora mudaram tudo, embora a autora da gramática deste ano seja a mesma que fez a gramática do ano passado. Mas quem faz as gramáticas pode dizer ou desdizer o que quiser, quem chumba nos exames somos nós. É uma chatice. Ainda só estou no sétimo ano, sou bom aluno em tudo excepto em português, que odeio, vou ser cientista e astronauta, e tenho de gramar até ao 12º estas coisas que me recuso a aprender, porque as acho demasiado parvas.
    Por exemplo,o que acham de adjectivalização deverbal e deadjectival, pronomes com valor anafórico, catafórico ou deítico, classes e subclasses do modificador, signo linguístico, hiperonímia, hiponímia, holonímia, meronímia, modalidade epistémica, apreciativa e deôntica, discurso e interdiscurso, texto, cotexto, intertexto, hipotexto, metatatexto, prototexto, macroestruturas e microestruturas textuais, implicação e implicaturas conversacionais? Pois vou ter de decorar um dicionário inteirinho de palavrões assim. Palavrões por palavrões, eu sei dos bons, dos que ajudam a cuspir a raiva. Mas estes palavrões só são para esquecer. Dão um trabalhão e depois não servem para nada, é sempre a mesma tralha, para não dizer outra palavra (a começar por t, com 6 letras e a acabar em “ampa”, isso mesmo, claro.)

    Mas eu estou farto. Farto até de dar erros, porque me põem na frente frases cheias deles, excepto uma, para eu escolher a que está certa. Mesmo sem querer, às vezes memorizo com os olhos o que está errado, por exemplo: haviam duas flores no jardim. Ou : a gente vamos à rua. Puseram-me erros desses na frente tantas vezes que já quase me parecem certos. Deve ser por isso que os ministros também os dizem na televisão. E também já não suporto respostas de cruzinhas, parece o totoloto. Embora às vezes até se acerte ao calhas.
    Livros não se lê nenhum, só nos dão notícias de jornais e reportagens,ou pedaços de novelas. Estou careca de saber o que é o lead, parem de nos chatear. Nascemos curiosos e inteligentes, mas conseguem pôr-nos a detestar ler, detestar livros, detestar tudo. As redacções também são sempre sobre temas chatos, com um certo formato e um número certo de palavras. Só agora é que estou a escrever o que me apetece, porque já sei que de qualquer maneira vou ter zero.

    E pronto, que se lixe, acabei a redacção – agora parece que se escreve redação.O meu pai diz que é um disparate, e que o Brasil não tem culpa nenhuma, não nos quer impôr a sua norma nem tem sentimentos de superioridade em relação a nós, só porque é grande e nós somos pequenos.
    A culpa é toda nossa, diz o meu pai, somos muito burros e julgamos que se escrevermos ação e redação nos tornamos logo do tamanho do Brasil, como se nos puséssemos em cima de sapatos altos. Mas, como os sapatos não são nossos nem nos servem, andamos por aí aos trambolhões, a entortar os pés e a manquejar. E é bem feita, para não sermos burros.

    E agora é mesmo o fim. Vou deitar a gramática na retrete, e quando a setôra me perguntar: Ó João, onde está a tua gramática? Respondo: Está nula e subentendida na retrete, setôra, enfiei-a no predicativo do sujeito.

    João Abelhudo, 8º ano, turma C (c de c…r…o, setôra, sem ofensa para si, que até é simpática)."

    quarta-feira, 20 de junho de 2012

    Esclarece-se ou Esclarecem-se?


    "[Pergunta
    Resposta]

    Esclarece-se ou esclarecem-se?

    [Pergunta]

    Gostaria que me esclarecessem uma pequena dúvida. A discutir com os meus colegas, chegámos todos a conclusões diferentes. Por esta razão, escrevo-vos para que nos possam elucidar. Qual das seguintes frases é a mais correcta e por que razão?


    a) Esclarecem-se dúvidas.

    b) Esclarece-se dúvidas.

    Desde já, quero agradecer e felicitar-vos por este excelente e útil “site”.

    Rita Lemos :: :: Portugal

    [Resposta] Para que ninguém fique zangado, saibam os contendores que ambas as formas são possíveis, embora signifiquem coisas ligeiramente diferentes, que, no entanto, vão dar praticamente ao mesmo, razão por que é frequente ouvir qualquer das estruturas.
    a) Quem diz «Esclarecem-se dúvidas» está a dizer: «Dúvidas são esclarecidas.» Aquele «se» é, no caso vertente, considerado uma partícula apassivante (isto é: leva a frase para a passiva), daí que o verbo concorde em número com «dúvidas»;

    b) Quem diz «Esclarece-se dúvidas» está a dizer: «Alguém [que não se sabe quem é ou que não interessa referir] esclarece dúvidas.» Nesta versão, o «se» é considerado um pronome indefinido, que indetermina o sujeito, a tal entidade que esclarece, e é por isto que o verbo está no singular.

    O «se», para além de partícula apassivante e de pronome indefinido, pode ser também pronome reflexo (como na frase «Ele lava-se», em que «se» = «a si mesmo»), e esta pode ser uma das razões por que alguns falantes preferem a forma b), evitando a possível ambiguidade de as «dúvidas se esclarecerem a si próprias».

    Apesar desta aparente vantagem da forma b), há também autores que consideram que ela é própria do falar corrente e popular, correspondendo a forma a) a um nível mais elevado. Será que é mesmo assim? É irrelevante, o que é importante é que os falantes percebam a subtil diferença que há entre as diferentes versões, já que todas são correctas.
    R. G. :: 04/03/2005

    segunda-feira, 11 de junho de 2012

    Origem e significado da expressão "Ser o sal da terra...e o Sermão da Montanha"

    Explicado por Mafalda Lopes da Costa, no seu programa Lugares Comuns, na Antena 1, a ideia é, aproximadamente a seguinte:

    "ser o sal da terra...", refere-se ao indivíduo mais distinto, do que mais se destaca, à "fina flor" (a nata de uma sociedade).

    A referência ao "sermão da montanha" tem origem na Bíblia e foi citada por Jesus Cristo, no Sermão da Montanha (segundo São Mateus), onde  fala da orientação da verdade da vida cristã, da conduta e moral, em que Cristo considera os apóstolos e todos os cristãos como "o sal da terra", a luz do mundo...

    sábado, 19 de maio de 2012

    Reveem ou Revêem?


    Ex: eles revêem as fotos antigas. (?)










    Ex: eles reveem as matérias para o teste. (?)



    A forma correta é reveem (sem acento).

    As formas verbais terminadas em -eem (graves), com o Novo Acordo Ortográfico, deixam de ter acento circunflexo.

    domingo, 22 de abril de 2012

    Confusão entre À e HÁ...

    Para saber qual a forma que deve usar, basta substituir por existe ou existem.

    Exemplos: duas pessoas dentro de casa = Existem duas pessoas dentro de casa.















    À é a contração da preposição a com o artigo definido feminino do singular a (a+a), fundindo-se num único vocábulo. Com esta fusão surge na letra a o acento grave. Exemplo: O André foi à praia. (à...)

    Em relação a : esta forma é a 3ª pessoa do singular do verbo haver, no presente do indicativo, sendo invariável e tendo o sentido de existir/acontecer/fazer

    terça-feira, 13 de março de 2012

    Furto e Roubo - qual a diferença de significado?

     Fonte: Dicionário Priberam da Língua Portuguesa

    http://www.priberam.pt/dlpo/Default.aspx

    Roubo versus furto

    roubo  

    s. m.
    1. Acto.Ato.Ato ou efeito de roubar. 

    2. Aquilo que se rouba.

    3. [Figurado]  Preço excessivo.

    roubar - Conjugar

    v. tr. e intr.v. tr. e intr.

    1. Tirar o que está em casa alheia ou o que outrem leva consigo.

    2. Cometer fraude em.

    3. Subtrair às escondidas, furtar.

    4. Rapar.

    5. Despojar de.

    6. Plagiar; dar como invenção sua o que outrem inventou.

    7. [Figurado]  Arrebatar, enlevar, arroubar, extasiar.

    v. pron.v. pron.

    8. Esquivar-se.

    furto



    s. m.

    1ª pess. sing. pres. ind. de furtar

    furto

    s. m.s. m.

    1. Acto.Ato.Ato ou efeito de furtar.

    2. Aquilo que se furtou.

    a furto: ocultamente, dissimuladamente.


    furtar - Conjugar

    v. tr.
    1. Subtrair fraudulentamente, sem violência.

    2. Apresentar como de própria lavra (o que é de lavra alheia).

    3. Desviar.

    4. Falsificar (imitando).

    v. pron.v. pron.

    5. Desviar-se; eximir-se, esquivar-se.

    furtar as voltas: não correr a direito, mas sim furtando o corpo.

    terça-feira, 13 de dezembro de 2011

    Português Correto - Alguns Exercícios de Língua Portuguesa

       
    1. Os miúdos vêem televisão.
    2. Os miúdos veem televisão.

    Qual a forma correta?

    A forma correta é veem.

    As formas verbais graves terminadas em -eem, deixam de ser acentuadas com o circunflexo. 

    Logo:Os miúdos veem televisão.

                       
    1. A Inês e o Fábio vêm a Portugal.
    2. Eles vem a Portugal.

    Destes dois exemplos, a forma correta é vêm, com acento.
    A 3ª pessoa do plural do presente do indicativo do verbo vir é acentuada, para que não se confunda com a forma do singular, vem.

    terça-feira, 29 de novembro de 2011

    Octogonal escreve-se com ou sem c?

    
              
    Octogonal escreve-se com c porque esta consoante é pronunciada.

    Como se escreve? Com ou sem hífen?

    Oitavos de final ou oitavos-de-final?

    O que é correto é: oitavos de final, sem hífenes.

    Segundo o Novo Acordo Ortográfico, não se emprega o hífen na maior parte das locuções.

                     

    sábado, 29 de outubro de 2011

    Como se escreve: "Abstracto" ou "Abstrato"?

    Escreve-se abstrato, sem o c porque este não é pronunciado; portanto, segundo o Novo Acordo Ortográfico, não se pronuncia, não se escreve.
    Pintura Abstrata Contemporânea
                     

    sexta-feira, 14 de outubro de 2011

    Português Correto

    Abjecção ou abjeção?

    Tem esta dúvida ao escrever?

    Pois segundo o Novo Acordo Ortográfico, as duas formas de escrita estão corretas. Só que, em Portugal, a forma é abjeção, porque não pronunciamos o c.

                           

    domingo, 9 de outubro de 2011

    Português Correcto

    Escreve-se abóbora-menina ou abóbora menina?

    Segundo o Novo Acordo Ortográfico, o hífen é obrigatório em palavras compostas que designam espécies botânicas.