domingo, 11 de maio de 2014

Uma sugestão de leitura: Gabriela Ruivo Trindade, Prémio Leya 2013

Gabriela Ruivo Trindade vence Prémio Leya com um romance que junta ficção e fotografia

O romance Uma Outra Voz, escrito por uma portuguesa radicada em Londres, ganhou o Prémio Leya. Retrata a emigração para África de uma família de Estremoz.

Gabriela Ruivo Trindade numa foto retirada do Facebook
Manuel Alegre, presidente do júri, depois de aberto o envelope onde está escrito o nome do concorrente, comunicou por telefone a Gabriela Trindade a notícia de que era vencedora do Prémio Leya. Nessa altura ficou a saber que ela nunca tinha escrito um romance e também nunca tinha publicado. “É um romance onde se cruzam histórias individuais com a história colectiva. É um romance onde se cruzam várias personagens e é também a história de uma cidade do Alentejo, Estremoz”, disse ao PÚBLICO o escritor.
“Tem personagens femininas muito fortes, isso foi uma das coisas que mais me marcou e uma história de amor também muito forte”, acrescentou. E tem ainda “traços de originalidade e modernidade”, como o facto de mostrar algumas fotografias de um personagem que a certa altura vai para África, são fotografias dos anos 30, numa fazenda de café. “Foi uma boa escolha. Vê-se que num período de crise destes as pessoas estão a procurar soluções pela criatividade e neste caso pela criatividade literária.”
A obra vencedora, anunciada esta terça-feira de manhã, foi escolhida por um júri que incluiu também os escritores Nuno Júdice, Pepetela e José Castello, e ainda José Carlos Seabra Pereira, da Universidade de Coimbra, Lourenço do Rosário, reitor do Instituto Superior Politécnico e Universitário de Maputo, e Rita Chaves, da Universidade de São Paulo.
O poeta Nuno Júdice disse que destacaria em primeiro lugar “a qualidade da escrita” na obra da premiada. “A coerência com que a história de uma família de Estremoz é narrada desde o século XIX até este século sem seguir o cânone do romance realista do século XIX.”  Retrata a realidade, pouco conhecida, da emigração para África muito antes da guerra colonial. "É uma visão muito inovadora da nossa história com pouco mais de um século."
Com cerca de 300 páginas, é um romance contado a várias vozes, com personagens femininas muito fortes, em que o ponto de vista da história se vai alterando. Júdice, tal como Alegre, explicou que não se trata de uma narração simples, mas de um romance em que por vezes encontramos documentos visuais que nos permitem ver melhor o que foi essa época: “Junta fotografia com ficção.”
A força do livro está para o crítico literário brasileiro José Castello, que também fez parte do júri, “na insatisfação” que gera a escrita de Gabriela Ruivo Trindade. “É uma escrita polifónica. Uma escrita que mistura fotografia, árvore genealógica, é uma escrita inquieta”, disse Castello ao PÚBLICO. “Muitas vezes existem livros bem narrados, bem organizados mas escritos com medo. Escritos dentro de modelos clássicos, repetitivos. E esse livro, mal você começa a ler, começa a descobrir que está entrando num terreno que nunca pisou."
Para o crítico, "essa aposta numa escrita muito original, num olhar original sobre o mundo parece[-lhe] que foi o motivo mais forte para premiar esse livro”. O romance tem “um entrelaçamento de histórias”, mas “o principal são as vozes”. “Você nunca sabe direito os limites de fantasia e de realidade. É um livro muito interessante, só lendo mesmo para poder entender”, acrescentou.
Segundo o grupo Leya, esta foi, até agora, a edição “mais concorrida e internacional” do prémio, com 491 originais oriundos de 14 países. Instituído em 2008 com o objectivo de distinguir anualmente um romance inédito escrito em língua portuguesa, o prémio foi nesse ano atribuído ao livro O Rastro do Jaguar, do jornalista e ficcionista brasileiro Murilo Carvalho. No ano seguinte venceu o escritor e historiador moçambicano João Paulo Borges Coelho, com o romance O Olho de Hertzog, e em 2010 o júri, também então presidido por Manuel Alegre, decidiu não atribuir o prémio, entendendo que nenhum dos originais recebidos tinha qualidade para o receber.
Nos últimos dois anos, o Prémio Leya ficou em Portugal: em 2011 recebeu-o João Ricardo Pedro, com O Teu Rosto Será o Último, e ano passado foi a vez de Nuno Camarneiro, com o romance Debaixo de Algum Céu.
 http://www.publico.pt/cultura/noticia/gabriela-ruivo-trindade-vence-premio-leya-1609157

sábado, 10 de maio de 2014

"Vulgar de Lineu", o que significa?

"Pergunta | Resposta]

«Vulgar de Lineu»

[Pergunta] Que significado tem a expressão «vulgar de Lineu»?

Hugo Bom :: :: Portugal

[Resposta] Significa vulgar, normal.  
A expressão vem do médico e investigador sueco Lineu (cf. Dicionário de Expressões Correntes, de Orlando Neves, Notícias Editorial, Lisboa), que criou uma classificação de plantas e animais, base da ordenação científica da botânica e da zoologia. A sua obra mais importante intitula-se Systema Naturae, onde classifica as plantas segundo os seus órgãos sexuais.

J. M. C. :: 13/10/2004"

http://www.ciberduvidas.com/pergunta.php?id=14272
imagem obtida em: heledis.com

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Uma "FRASE" para meditar...

"Quem impõe tantos sacrifícios às pessoas e não cumpre merece ou não merece ser responsabilizado civil e criminalmente pelos seus actos?" 

Esta foi uma frase proferida pelo Presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, a 6 de novembro de 2010, um ano antes de chegar ao Palácio de São Bento...

Incrível, não é? 

Ainda pensará assim, neste momento? Vou meditar no assunto para ver a que conclusão chego...
noticias.sapo.pt

quarta-feira, 7 de maio de 2014

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Recordando algumas frases de Paulo Portas...

Os políticos, na verdade, esquecem-se muito depressa daquilo que dizem, e voltam atrás nas suas atitudes, fazendo, muitas vezes, exatamente o contrário...

As frases de Paulo Portas que a seguir transcrevo, proferidas não há muito tempo, demonstram exatamente isso...
foto obtida em:  www.publico.pt
"Com a apresentação do pedido de demissão, que é irrevogável, obedeço à minha consciência e mais não posso fazer. Ficar no Governo seria um acto de dissimulação." (Paulo Portas 2 de julho de 2013)

Este seu "discurso" teve lugar aquando da substituição de Vítor Gaspar por Maria Luís Albuquerque. E agora, leia-se ainda o que ele acrescentou: "O Primeiro-Ministro entendeu seguir o caminho da mera continuidade no Ministério das Finanças. Respeito mas discordo" (disse tudo isto num comunicado que mandou emitir...).

imagem obtida em:  globalnews.pt
A 6 de julho (portanto, quatro dias depois), Pedro Passos Coelho anunciava que Paulo Portas ocuparia o cargo de Vice-Primeiro-Ministro e que Maria Luís Albuquerque continuaria no cargo para que fora designada...