sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Malangatana


Desapareceu de entre nós um grande amigo de Portugal e um dos maiores vultos da arte moçambicana, o que nos faz sentir mais pobres, culturalmente: o pintor Malangatana sucumbiu, aos 74 anos, após vários dias de internamento, no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos.

Malangatana Valente nascera a 6 de Junho de 1936, numa povoação de nome Matalana (pertencente ao distrito de Marracuene, perto de Lourenço Marques, hoje conhecida por Maputo).

Em criança, estudou só até à terceira classe. Aos 11 anos foi trabalhar, e pode dizer-se que na sua vida, fez um pouco de tudo: foi pastor de gado, empregado de bar, mainato (empregado doméstico que, normalmente, passa a roupa a ferro), aprendiz de curandeiro, apanha-bolas num clube de ténis e tomou  conta de crianças. 

Começou a vender quadros há 50 anos, tendo decidido instalar-se com a família, em Maputo. Também fez gravura, cerâmica, escultura; foi ainda poeta, músico, deputado, filantropo, ator e dançarino.


Os portugueses Augusto Cabral (biólogo e artista plástico) e o arquiteto Pancho Guedes ajudaram-no a iniciar-se na pintura. Passados alguns meses,  Malangatana decidiu fazer uma exposição, obtendo grande sucesso.

Nas suas pinturas, Matalana está sempre presente, bem como a guerra civil ou a opressão colonial; o quotidiano é uma constante, mas a paz e a sensualidade também acabam por surgir nas suas obras, principalmente nestes últimos anos do seu trabalho.

Criou o Museu Nacional de Arte de Moçambique, dinamizando o Núcleo de Arte, foi colaborador da UNICEF e fundou um Centro Cultural em Matalana. Expôs em muitos países estrangeiros, tais como (para além de Portugal e de Moçambique), na Áustria, na Alemanha, em Angola, em Cuba, na Índia, nos Estados Unidos, na Bulgária, no Chile, no Brasil... Foi bolseiro da Gulbenkian.

Maputo e a cidade da Beira, bem como a Suécia, a Colômbia, a África do Sul e a Suazilândia,  têm a felicidade de possuir alguns murais seus. Muitas outras obras encontram-se em coleções privadas, museus, galerias...

Há pouco tempo, em Évora, recebeu o título de doutor honoris causa; a Unesco nomeou-o Artista pela Paz e Portugal atribuiu-lhe uma medalha da Ordem do Infante D. Henrique.


Pesquisa efectuada em:

http://www.instituto-camoes.pt/noticias-ic-portugal/morreu-o-pintor-mocambicano-malangatana.html

Zeca Afonso em vídeo, cantando:"Vamos cantar as janeiras" (Natal dos Simples)

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Hoje é Dia de Reis: Vamos cantar as janeiras!


Natal dos simples

Letra e música: Zeca Afonso

(reis, janeiras, canção de Natal)

In: Cantares de Andarilho;

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Vamos cantar as janeiras

Vamos cantar as janeiras

Por esses quintais adentro vamos

Às raparigas solteiras


Vamos cantar orvalhadas

Vamos cantar orvalhadas

Por esses quintais adentro vamos

Às raparigas casadas


Vira o vento e muda a sorte

Vira o vento e muda a sorte

Por aqueles olivais perdidos

Foi-se embora o vento norte


Muita neve cai na serra

Muita neve cai na serra

Só se lembra dos caminhos velhos

Quem tem saudades da terra


Quem tem a candeia acesa

Quem tem a candeia acesa

Rabanadas pão e vinho novo

Matava a fome à pobreza


Já nos cansa esta lonjura

Já nos cansa esta lonjura

Só se lembra dos caminhos velhos

Quem anda à noite à ventura


                                              Arménia Rua

Encontrei aqui:


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A tradição da Noite de Reis

A madrugada do dia 6 de Janeiro marca para os católicos, a veneração aos três Reis Magos, altura em que estes terão visitado Jesus Cristo, acabado de nascer. É uma tradição que se pensa ter surgido no século VIII, altura em que Baltasar, Gaspar e Belchior, terão sido convertidos em santos.

Muitas famílias seguem a tradição de servir no fim do jantar, frutos secos, bolo-rei (trazendo dentro uma fava), queijo amanteigado e pão-de-ló com recheio de ovo. A pessoa que comer a fatia de bolo-rei onde se encontra a fava, fica "obrigada" a pagar o bolo-rei seguinte. Antigamente, esse bolo trazia um brinde.

A data que encerra os festejos de Natal é, precisamente, o dia de Reis, aproveitando-se para desarmar o presépio e desfazer o pinheiro, retirando-se também todos os enfeites decorativos alusivos a esta época festiva.


terça-feira, 4 de janeiro de 2011

...Acordo Ortográfico (VIII)

8 - Acento na última sílaba (´)  (^)

  • com (´) - estás, já, até, é, avó, dominó, só,...
  • bebé, croché, cocó, guiché, puré, matiné... (nas variedades brasileiras, o acento agudo é substituído pelo acento circunflexo, como se pode ver em exemplos como crochê, bebê, guichê, bidê, matinê...)...
       adorá-lo, trá-la-á, habitá-las...
      
       porém,também...

       céu, herói...
  • com (^) - cortês, português, avô, pôs...
       detê-lo, compô-las, fazê-las, vê-los...

  • sem acento
        cor, colher (verbo) e colher (nome)...

... Acordo Ortográfico (VII)

6 - Vogais Nasais:

  • a nasalidade é representada com (~) sobre vogal; vogal + M; vogal + N

à - Exs: lã, cristãmente, manhãzinha, afã, lãzudo, rã...

AM EM IM OM UM - exs: ambos, tempo, clarim, tom, um...

AN EN IN ON UN - exs: andar, tenda, clarins, tons, uns...


7 - Duas vogais, uma sílaba:

  • ditongos orais: duas vogais orais=uma sílaba: AE (Caetano); AO  (aos)...
       AI (caixote); EI (eira); ÉI (pincéis); OI (foi); UI (uivo)...

       AU (cacau);  EU (deus); ÉU (pitéu); IU (pediu); OU (louvor)...

       EA (áurea); EO (áureo); IA (calúnia); IE (espécie); IO (exímio)...

       OA (mágoa); UA (língua); UE (ténue); UO (tríduo)...

       UI (fluido, gratuito...) (ele influi)...
  • ditongos nasais: uma vogal nasal+uma vogal oral= uma sílaba: ÃE (mãe); ÃI (cãibra); ÃO (mão); ÕE (botões)...;
       (muito constitui uma exceção)

       AM (escreveram)...

       EM (bem, também); EN (bens, enfim)...

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Gotan Project - Um tango diferente!



Encontrei aqui:
http://www.cursodehistoriadaarte.com.br/lopreto/index.php/arte-musica-gotan-project-1999/

"O grupo musical Gotan Project foi formado em Paris em 1999 pelos músicos Eduardo Makaroff, Chritoph H. Müller e Philippe Cohen Solal, respectivamente um argentino, um suisso e um francês. Seu primeiro trabalho foi ” Vuelvo Al Sur “ e El Capitalismo Foraneo “ no ano de 2000. Sua característica é a mistura do Tango, Jazz e Música Eletrônica em grande medida um louvor a Astor Piazzolla. Entre os trabalhos do grupo encontramos, de 2001 ” La Revancha del Tango “, ” Inspiración Espiración ” de 2004, ” Lunático ” e ” El Norte ” de 2006 e o mais recente ” Tango 3.0 ” de 2010. A partir do primeiro disco, o grupo passou a incorporar elementos Beats e Breaks e um jogo popular de inversão de sílabas e palavras, comum na Argentina, de ler de traz para frente, que da nome ao Grupo TAN/GO por GO/TAN".



domingo, 2 de janeiro de 2011

A linda Rua Das Flores, em Córdoba


Um encanto de passeio, neste dia de férias de Natal!

Córdoba é uma linda cidade, cheia de história; tem monumentos fabulosos que merecem ser visitados. São de uma riqueza inigualável.

O rio Guadalquivir está com um caudal muito intenso, devido às chuvas; e ao olhá-lo, quando se atravessa a ponte, sente-se a sua imponência: a envolvê-lo, de um  lado, na Córdoba antiga, a mesquita/catedral, cuja arte  nos deixa estupefactos, de tanta beleza; do outro lado, uma Córdoba mais moderna, mais dinâmica, cheia de hotéis e edifícios modernos!

As ruas estão cheias de vida, percorridas não só pelos seus cidadãos, como de turistas e excursionistas de muitos países que a visitam, denunciados pelas centenas de autocarros espalhados por toda a cidade.

Uma das ruas a visitar é, sem dúvida, a Rua das Flores, em que as casas, as varandas e as paredes estão cheias da planta do Natal, em que o vermelho forte contrasta com o branco dos muros. É um recanto estreito, mas cheio de espiritualidade, convidando à meditação!