"Ouvindo Beethoven" Venham leis e homens de balanças, mandamentos d'aquém e d'além mundo. Venham ordens, decretos e vinganças, desça em nós o juízo até ao fundo. Nos cruzamentos todos da cidade
a luz vermelha brilhe inquisidora, risquem no chão os dentes da vaidade e mandem que os lavemos a vassoura. A quantas mãos existam peçam dedos para sujar nas fichas dos arquivos. Não respeitem mistérios nem segredos
que é natural os homens serem esquivos. Ponham livros de ponto em toda a parte, relógios a marcar a hora exacta. Não aceitem nem queiram outra arte que a presa de registro, o verso acta. Mas quando nos julgarem bem seguros,
cercados de bastões e fortalezas, hão-de ruir em estrondo os altos muros e chegará o dia das surpresas.
Em 2011, o romance premiado O Retorno,
de Dulce Maria Cardoso, foi talvez o corolário da atenção de várias
gerações de autores portugueses ao efeito disruptivo da descolonização
na sociedade portuguesa - nos que nasceram ou emigraram para África e lá
deixaram vidas depois de 1975 e nos “continentais”, como descreve o
actor João Reis, que num período de redesenho social e político (não)
acolhem os chamados retornados. Para Luís Marinho, director-geral de
conteúdos da RTP, Depois do Adeus “retrata um período histórico controverso, e a série também será controversa por isso”.
Depois do Adeus,
título emprestado da canção de Paulo de Carvalho que foi a senha para a
revolução de Abril e que agora toca no genérico da série, propõe-se
como uma viagem do 25 de Abril (no qual terminava Conta-me como foi,
série de época de sucesso da RTP1 e que fez a direcção de programas
querer “completar o ciclo”) à eleição de Ramalho Eanes, com paragens no
Verão Quente ou no 25 de Novembro através da vida de famílias vindas de
Angola e residentes em Lisboa.
Tem carochas e colarinhos
pontiagudos, a ponte aérea, maoístas e nostálgicos de Luanda. Cada um
dos 26 episódios está ligado a acontecimentos da época, não só pela
cronologia, mas também por imagens dos arquivos da RTP (a Antena 1
lançou também o programa Começar de Novo, com histórias e sons do período, e a webradio Antena 1 Memória - Depois do adeus, começar de novo).
Tudo
para contar “um passado recente em relação ao qual temos algumas
mágoas”, resume o actor Diogo Infante que, como João Reis, interpreta um
retornado na série protagonizada por Ana Nave e José Carlos Garcia e
produzida pela SPTV. "Contamos esse passado agora porque são “histórias
absolutamente extraordinárias de fuga, de sobrevivência, de resistência e
portanto é normal que, como qualquer povo, gostemos das nossas boas
histórias”, diz Helena Matos.
Se Diogo Infante vê em Depois do Adeus
uma ligação directa com o momento actual - “Daqui a 20 anos talvez
possamos estar a fazer uma série sobre os tempos de hoje e o sofrimento
de famílias que vivem momentos dramáticos; a ficção devolve-nos essa
realidade humana” -, João Reis acredita que a reaproximação a este
passado, seja pela série documental A Guerra, pela literatura ou com esta nova série, conheceremos melhor “o modus operandi
do português”. Helena Matos é peremptória: “A história destas pessoas e
do país nos anos de 1975 e 76 mostra que há sempre uma saída”.
Parece que vem aí mais um imposto, desta vez, a aplicar-se a todos os equipamentos tecnológicos que permitam gravações, a saber, telemóveis, tablets, MP3, caixas descodificadoras, entre outros aparelhos, que passarão a ser taxados em conformidade com a sua capacidade de armazenagem. A nova lei, ainda em preparação, visa proteger os direitos de autor, adianta o Jornal de Negócios.
Governo quer taxar telemóveis, tablets e MP3
DR
ECONOMIA
Não entrará nos bolsos do Governo, mas sairá dos bolsos dos contribuintes. Trata-se de uma nova proposta de lei do Executivo que determina que todos os equipamentos tecnológicos que permitam gravações, dos telemóveis aos tablets, passando pelos MP3 e caixas descodificadoras, venham a ser taxados de acordo com a sua capacidade de armazenagem.
PUB
Com esta iniciativa, o Governo quer alargar as taxas que remuneram os direitos de autor pelas obras que sejam copiadas para uso privado. Ora, em causa está a lei da cópia privada, que está em discussão no Conselho Nacional de Cultura.
A proposta, que ainda não chegou a Conselho de Ministros, podendo, como tal, vir a ser sujeita a bastantes alterações, indica que cada GB (gigabyte) num telemóvel ou num tablet venha a ser taxado em 0,25 euros, o que significa, a título de exemplo, que um iPad com 16 GB pague 4 euros, ilustra o Jornal de Negócios. Os MP3 terão uma taxa de 0,4 euros e as caixas descodificadoras de 0,05 euros por GB.
Refira-se que já o PS havia tentado implementar proposta idêntica, contudo, o diploma que está a ser preparado pelo actual Executivo é substancialmente diferente, contemplando taxas mais baixas."
"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, Mas na intensidade com que acontecem Por isso existem momentos inesquecíveis, Coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis"
Fernando Pessoa
"Um dia a maioria de nós irá separar-se. Sentiremos saudades de todas as conversas atiradas fora,
das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhámos. Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos fins-de-semana, dos finais de ano, enfim...
do companheirismo vivido. Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje já não tenho tanta certeza disso. Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum
desentendimento, segue a sua vida. Talvez continuemos a encontrar-nos, quem sabe... nas cartas que trocaremos. Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices... Aí, os dias vão passar, meses... anos... até este contacto
se tornar cada vez mais raro. Vamo-nos perder no tempo... Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos... que eram nossos amigos e... isso vai doer tanto! - Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida! A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto...
reunir-nos-emos para um último adeus a um amigo. E, entre lágrimas, abraçar-nos-emos. Então, faremos promessas de nos encontrarmos mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a
sua vida isolada do passado. E perder-nos-emos no tempo... Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de
grandes tempestades... Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!" Fernando Pessoa
Las 21
bailarinas son todas sordomudas, contando solo con las señales de los
monitores en la cuatro esquinas del escenario, estas extraordinarias
artistas realizan un espectáculo visual que es al mismo tiempo
intrigante y estremecedor. Su primer gran debut internacional fué en
Atenas en la Ceremonia de clausura de los Juegos Paraolímpicos del
2004.
Este video se grabó en Pekin durante la Celebración de las Fiestas de la Primavera, este año.