sexta-feira, 29 de novembro de 2013
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
A Arte do Origami
| en.wikipedia.org |
O origami usa apenas um pequeno número de dobras diferentes, que no entanto podem ser combinadas de diversas maneiras, para formar desenhos complexos. Geralmente parte-se de um pedaço de papel quadrado, cujas faces podem ser de cores ou estampas diferentes, prosseguindo-se sem cortar o papel. Ao contrário da crença popular, o origami tradicional japonês, que é praticado desde o Período Edo (1603-1868), frequentemente foi menos rígido com essas convenções, permitindo até mesmo o corte do papel durante a criação do desenho, ou o uso de outras formas de papel que não a quadrada (retangular, circular, etc.).
Segundo a cultura japonesa, aquele que fizer mil grous de origami (Tsuru, "grou") teria um pedido realizado - crença esta popularizada pela história de Sadako Sasaki, vítima da bomba atômica.
Conforme se foram desenvolvendo métodos mais simples de criar papel, o papel foi tornando-se menos caro, e o Origami, cada vez mais uma arte popular. Ainda assim as pessoas menos abastadas se esforçavam em não desperdiçar; guardavam sempre todas as pequenas réstias de papel, e usavam-nas nos seus modelos de origami.
Durante séculos não existiram instruções para criar os modelos origami, pois eram transmitidas verbalmente de geração em geração. Esta forma de arte viria a tornar-se parte da herança cultural dos japoneses. Em 1797 foi publicado um livro (Hiden Senbazuru Orikata) contendo o primeiro conjunto de instruções origami para dobrar um pássaro sagrado da India. O Origami tornou-se uma forma de arte muito popular, conforme indica uma impressão em madeira de 1819 intitulada "Um mágico transforma folhas em pássaros", que mostra pássaros a serem criados a partir de folhas de papel.
Em 1845 foi publicado outro livro (Kan no mado) que incluía uma coleção de aproximadamente 150 modelos Origami. Este livro introduzia o modelo do sapo, muito conhecido hoje em dia. Com esta publicação, o Origami espalha-se como atividade recreativa no Japão.
Não seriam apenas os Japoneses a dobrar o papel, mas também os Mouros, no Norte de África, que trouxeram a dobragem do papel para Espanha na sequência da invasão árabeno século VIII. Os mouros usavam a dobragem de papel para criar figuras geométricas, uma vez que a religião proibia-os de criar formas animais. Da Espanha espalhar-se-ia para aAmérica do Sul. Com as rotas comerciais terrestres, o Origami entra na Europa e, mais tarde, nos Estados Unidos.
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Bricolage
Sentido de várias expressões em calão, com o verbo "fazer"...
| http://pesquisa.fnac.pt/ia105963/Eduardo-Nobre |
«Dizemos hoje "gíria" ou "calão" para, numa só palavra, definir essas muitas que tomamos de empréstimo ao idioma pátrio para delas nos servirmos como instrumento quotidiano. Seja que a gíria, o calão é o português diário, comum ou quase secreto, que caldeamos na gramática para que a língua se sinta viva e útil.
As palavras e expressões, formadas pela tradição e automatismo que regem a linguagem popular, serviram desde sempre a determinados grupos sociais ou profissionais, para simplificar o seu falar ou o tornar imperceptível a estranhos.»
Eduardo Nobre, dicionário de CALÃO, Texto Editores, 2010
- Fazer a cama - contribuir para uma punição; comprometer
- Fazer a corte - namorar; galantear
- Fazer a festa e deitar os foguetes - divertir-se só; rir das próprias graças
- Fazer a folha - ajustar as contas; vingar-se
- Fazer a parte - fingir; mostrar o que não sente: guardar as conveniências
- Fazer bico/fazer boca - comer qualquer coisa antes de beber
- Fazer caixinha - guardar para si e alguns íntimos qualquer segredo ou confidência
- Fazer cantar - obrigar a falar ou a revelar uma confidência
- Fazer cera - mandriar; não se esmerar no trabalho
- Fazer chorar as pedras - emocionar
- Fazer cruzes na boca - diz-se quando algo se gora
- Fazer das fraquezas forças/Fazer das tripas coração - enfrentar com coragem qualquer revés; cobrar ânimo; arriscar-se
- Fazer em fanicos - bater; sovar; partir em pedaços
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Expressões em calão
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Nuno Júdice recebe hoje Prémio Rainha Sofia
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| imagem conseguida em: bibliotecamunicipaldamarinhagrande.blogspot.com |
"O escritor Nuno Júdice recebe hoje, em Madrid, o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana, no Palácio Real. A entrega da distinção, que será feita pela rainha espanhola, decorre numa cerimónia marcada para as 19h (18h em Lisboa), na sala das Colunas, e inclui uma evocação do poeta colombiano Álvaro Mutis, galardoado com o prémio em 1997, recentemente falecido. A evocação estará a cargo do poeta Jaime Siles, disse à Lusa fonte oficial.
Nuno Júdice, que acabou de publicar um novo livro de poesia, "Navegação de acaso", é o 23.º distinguido com o galardão e o segundo português a recebê-lo, dez anos depois de Sophia de Mello Breyner Andresen. O prémio, atribuído pelo Património Nacional espanhol e pela Universidade de Salamanca, tem o valor pecuniário de 42.100 euros e reconhece o conjunto da obra poética de um autor vivo que, pelo seu valor literário, constitua uma contribuição relevante para o património cultural partilhado pela comunidade ibero-americana.
O júri considerou o poeta, ensaísta e ficcionista português como autor de uma poesia "muito elaborada, de um classicismo depurado", mas, ao mesmo tempo, com um grande compromisso com a realidade, segundo a agência EFE.
Numa pequena entrevista publicada hoje pelo "El País", Nuno Júdice apresenta-se como "um operário da escrita". "Obrigo-me a escrever todos os dias. Escrever é a minha vida. Gosto de fazê-lo, não vivo disso, mas está na minha maneira de ser", revela o escritor de 64 anos." http://expresso.sapo.pt/nuno-judice-recebe-hoje-premio-rainha-sofia=f843245#ixzz2lsI1wz2j
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Prémio Rainha Sofia
terça-feira, 26 de novembro de 2013
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Morreu Diane Disney, filha de Walt Disney
- 20 de Novembro 2013, 09h14
Diane Disney sofreu queda em setembro e não chegou a recuperar.
Diane Disney, a única filha de Walt Disney que estava viva, morreu na terça-feira aos 79 anos na sua casa em Napa, a norte de São Francisco, informou o diário ‘Los Angeles Times’. De acordo com o mesmo jornal, Disney sofreu uma queda em setembro, da qual estava ainda a recuperar.
Nascida em Los Angeles, a filha mais velha de Walt e Lillian Disney casou com Ron Miller, que foi presidente executivo da Walt Disney Company entre 1980 e 1984. A irmã mais nova de Diane, Sharon, morreu em 1993.
Diane Disney dedicou-se à filantropia, à produção de vinho e desempenhou um papel fundamental na construção do auditório que tem o nome do seu pai, Walt Disney Concert Hall, e que é a ‘casa’ da orquestra filarmónica de Los Angeles, doando 50 milhões de dólares para o projeto e defendendo a sua assinatura pelo arquiteto Frank Gehry.
"Diane será lembrada e deixará saudades a todos os que a conheciam", disse o atual presidente da Walt Disney Company, Robert Iger.
Notícia copiada integralmente do Correio da Manhã, 25 de novembro 2013
| Diane Disney, filha de Walt Disney |
domingo, 24 de novembro de 2013
Finalmente...uma decisão do Presidente Cavaco Silva que agrada aos partidos de esquerda e sindicatos...!!!
23 Novembro 2013, 16:15 por Jornal de Negócios com Lusa
PS, PCP, BE, CGTP e UGT convictos que a convergência de pensões é inconstitucional e que por isso o Presidente da República não tinha outra opção.
O líder parlamentar socialista defendeu hoje que Cavaco Silva cumpriu com o seu "dever institucional" ao enviar a convergência de pensões para o Tribunal Constitucional, sublinhando que os socialistas já tinham assumido que enviariam para fiscalização sucessiva.
"Esta lei de corte retroativo nas pensões estava condenada a ser enviada para o Tribunal Constitucional", afirmou à Lusa o presidente da bancada parlamentar do PS, Alberto Martins.
O líder parlamentar socialista sublinhou que "o secretário-geral do Partido Socialista tinha assumido" que enviaria o diploma para o Tribunal Constitucional através do mecanismo de fiscalização sucessiva.
"Para além da inconstitucionalidade, esta lei é injusta e imoral, ao retirar aos pensionistas uma parte do seu rendimento. O Presidente da República cumpriu com o seu dever institucional", declarou.
PCP: PR cumpriu “pela metade”
O PCP defendeu hoje que o Presidente cumpriu "pela metade" o envio da convergência das pensões para o Tribunal Constitucional, argumentando que há outras normas que suscitam dúvidas constitucionais que os comunistas não descartam submeter a fiscalização sucessiva.
"Consideramos que era incompreensível e inaceitável que o Presidente da República não fizesse o pedido de fiscalização. O Presidente da República faz esse pedido de forma limitada, não considerando todas as questões que suscitam dúvidas de constitucionalidade, e dando cobertura à política do Governo de penalização dos reformados", afirmou à Lusa o líder parlamentar comunista.
BE: Cavaco fez "o que devia ter sido feito"
O BE defendeu hoje que o Presidente da República fez "o que devia ter sido feito" ao enviar a convergência de pensões para o Tribunal Constitucional, considerando que as "questões essenciais" de constitucionalidade estão contempladas.
"O Bloco acha que o Presidente da República fez o que devia ter sido feito, como é óbvio. O seu pedido baseia-se na leitura que o Bloco de Esquerda fazia", afirmou à Lusa a deputada bloquista Mariana Aiveca.
Mariana Aiveca reconheceu que um pedido de fiscalização sucessiva feito pelo BE "contemplaria muitas outras alíneas, como a da negociação coletiva e do respeito pela negociação suplementar", mas considerou que as "questões essenciais" foram contempladas.
"As principais dúvidas são relativas ao princípio da confiança, ao rompimento de um contrato que é realizado e à matéria da retroatividade", disse.
UGT recebe decisão com “grande satisfação”
O líder da UGT registou com "agrado" o pedido de fiscalização preventiva da constitucionalidade do regime de convergência de pensões entre o setor público e privado solicitado hoje pelo Presidente da República.
"É grande a satisfação e grande expectativa, porque vem ao encontro das preocupações e na defesa dos legítimos interesses e direitos de centenas de milhares de homens e mulheres deste país que seriam violentados, penalizadíssimos nos seus rendimentos ao fim do mês caso este diploma não fosse fiscalizado preventivamente ou não tivesse o crivo do Tribunal Constitucional", disse Carlos Silva, em Coimbra.
"Quero dizer que, em nome da UGT, registamos com satisfação que a competência do Presidente da República foi hoje a favor dos portugueses e dos trabalhadores, mas de uma forma particular dos pensionistas, sobretudo os da Caixa Geral de Aposentações", sublinhou Carlos Silva.
CGTP: PR teve a atitude "adequada"
O secretário-geral da CGTP disse hoje que o pedido de fiscalização preventiva da constitucionalidade do regime de convergência de pensões entre o setor público e privado solicitado pelo Presidente da República é a atitude "adequada".
Segundo Arménio Carlos, que falava aos jornalistas à margem do oitavo congresso da Federação Nacional de Médicos, que decorre hoje e domingo em Coimbra, a decisão de Cavaco Silva é uma "atitude aceitável, adequada à realidade e tomada no tempo oportuno".
"Pensamos mesmo que é um sinal que deve ser seguido no que respeita ao Orçamento de Estado, pois não podemos repetir as situações que se verificaram nos últimos dois anos e o senhor Presidente da República é a única instituição que pode recorrer à fiscalização preventiva do Orçamento", frisou o líder sindical.
O Presidente da República requereu hoje a fiscalização preventiva da constitucionalidade do regime de convergência de pensões entre o setor público e privado, que reduz cerca de 10% pensões superiores a 600 euros, anunciou a Presidência.
Cavaco Silva pediu ao Tribunal Constitucional que se pronuncie sobre a constitucionalidade das normas que determinam a redução em 10% de pensões em pagamento e das normas que determinam o recálculo do montante de pensões em pagamento, divulgou o Palácio de Belém na sua página na internet.
"O Presidente da República solicitou ao Tribunal Constitucional que verificasse a conformidade destas normas com a Lei Fundamental, designadamente com os princípios da unidade do imposto sobre o rendimento, da capacidade contributiva, da progressividade e da universalidade, e com o princípio de proteção da confiança, quando conjugado com o princípio da proporcionalidade", informa a Presidência.
O diploma do Governo que o Presidente da República enviou agora para o Tribunal Constitucional, e que foi aprovado apenas com os votos da maioria PSD/CDS-PP, define o regime de convergência de pensões entre o setor público e o setor privado e reduz em perto de 10% as pensões de valor superior a 600 euros.
Os cortes nas pensões do Estado, no âmbito da convergência dos regimes da Segurança social e da Caixa Geral de Aposentações, vão variar progressivamente entre os 9,87%, para as pensões obtidas antes de dezembro de 2005, e os 7,87%, para as pensões obtidas este ano.
| foto extraída do Jornal de Negócios Online 23 novembro 2013 |
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Política/Sociedade
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