terça-feira, 2 de junho de 2020

Ruth Rocha: biografia de uma grande defensora dos direitos das crianças

imagem in https://entretenimento.uol.com.br

Biografia de Ruth Rocha

Ruth Rocha (1931) é uma importante escritora brasileira de literatura infanto juvenil. É autora do Best-Seller “Marcelo, Marmelo, Martelo”. Foi eleita para a cadeira 38 da Academia Paulista de Letras.
Ruth Rocha nasceu em São Paulo, no dia 2 de março de 1931. Formou-se em Ciências Políticas e Sociais pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Começou a trabalhar na biblioteca do Colégio Rio Branco. Foi orientadora educacional do mesmo colégio.
Em 1967 passou a escrever sobre educação para a revista Cláudia que é voltada para o público feminino. Recebeu o convite para trabalhar para a revista Recreio, onde publicou uma série de histórias infantis. Em 1973 passou a coordenar o departamento de publicações infantojuvenil da Editora Abril.
Em 1976 publicou seu primeiro livro, “Palavras, Muitas Palavras”, com imagens de Raul Fernandes, para mostrar as crianças que aprender a ler pode ser uma diversão. Seu segundo livro, “Marcelo, Marmelo, Martelo” (1976) foi traduzido para vários idiomas e se tornou um Best-seller.
Defensora dos direitos das crianças, Ruth Rocha escreveu em parceria com Otávio Roth, a “Declaração Universal dos Direitos Humanos Para Crianças” (1988), lançado na sede da Organização das Nações Unidas em Nova Iorque.
Ruth Rocha tem mais de duzentos títulos publicados e sua obra já foi traduzida para vinte e cinco idiomas. A escritora se dedica também à tradução de diversos livros infanto juvenis. É coautora de livros didáticos, entre eles, “Pessoinhas”, em parceria com Anna Flora, e a coleção “O Homem e a Comunicação”, em parceria com Otávio Roth.
Ruth Rocha foi condecorada, em 1998, pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, com a Comenda da Ordem do Ministério Cultural. Recebeu prêmios da Academia Brasileira de Letras, da Associação Paulista dos Críticos de Arte, da Fundação Nacional do livro Infantil e Juvenil, oito Jabutis da Câmara Brasileira de Letras, entre outros.
Ruth Rocha foi escolhida para fazer parte do Pen Clube - Associação Mundial dos escritores, localizada no Rio de Janeiro. Foi eleita para a cadeira n.º 38 da Academia Paulista de Letras.

Obras de Ruth Rocha
  • Marcelo, Marmelo, Martelo
  • Mil Pássaros
  • Almanaque Ruth Rocha
  • O Macaco Bombeiro
  • Este Admirável Mundo Novo
  • O Coelhinho Que Não Era de Páscoa
  • O Velho, O Menino e o Burro
  • O Sistema de Caderninho Preto
  • Armandinho, o Juiz
  • A Rua do Marcelo
  • A Menina Que Aprendeu a Voar
  • Gabriela e a Titia
  • Viva a Macacada
  • O Que é, O Que é?
  • De Hora em Hora
  • Solta o Sabiá
  • Faz Muito Tempo
  • O Gato e a Árvore
  • O Reizinho Mandão
  • Atras da Porta
  • O Menino Que Quase Morreu Afogado no Lixo
  • Como se Fosse Dinheiro
  • As Coisas Que Agente Fala
  • Palavras Muitas Palavras
  • Uma História de Rabos Presos
  • Declaração Universal dos Direitos Humanos Para Crianças
  • Pessoinhas - Natureza e Sociedade
  • Pessoinhas - Matemática
  • A Arte de se Expressar Bem em Público
  • Escrever e Criar, Uma Nova Proposta
  • Minidicionário da Língua Portuguesa
REFERÊNCIA: in ebiografia.com

segunda-feira, 1 de junho de 2020

1 de junho, Dia Mundial da Criança


in https://jpn.up.pt

Neste  lindo dia 1 de junho dedico um poema de Ruth Rocha às crianças de todo o mundo!

Ruth Rocha, escritora brasileira lançou o livro voltado para as crianças "Declaração Universal dos Direitos Humanos "em 1986, em co-autoria com o ilustrador Otavio Roth.

Ruth Rocha
in nacoesunidas.org




O Direito das Crianças 


Toda a criança no mundo
Deve ser bem protegida
Contra os rigores do tempo
Contra os rigores da vida. 

Criança tem que ter nome
Criança tem que ter lar
Ter saúde e não ter fome 
Ter segurança e estudar. 

Não é questão de querer
Nem questão de concordar
Os direitos das crianças 
Todos têm de respeitar. 

Tem direito à atenção
Direito de não ter medos
Direito a livros e a pão 
Direito de ter brinquedos. 

Mas criança também tem 
O direito de sorrir.
Correr na beira do mar,
Ter lápis de colorir... 

Ver uma estrela cadente, 
Filme que tenha robô,
Ganhar um lindo presente, 
Ouvir histórias do avô. 

Descer do escorregador,
Fazer bolha de sabão,
Sorvete, se faz calor, 
Brincar de adivinhação. 

Morango com chantilly,
Ver mágico de cartola,
O canto do bem-te-vi, 
Bola, bola, bola, bola! 

Lamber fundo da panela
Ser tratada com afeição
Ser alegre e tagarela 
Poder também dizer não! 

Carrinho, jogos, bonecas,
Montar um jogo de armar,
Amarelinha, petecas, 
E uma corda de pular. 

Um passeio de canoa, 
Pão lambuzado de mel,
Ficar um pouquinho à toa... 
Contar estrelas no céu... 

Ficar lendo revistinha,
Um amigo inteligente,
Pipa na ponta da linha, 
Um bom dum cachorro quente. 

Festejar o aniversário,
Com bala, bolo e balão!
Brincar com muitos amigos, 
Dar pulos no colchão.
Livros com muita figura,
Fazer viagem de trem,
Um pouquinho de aventura... 
Alguém para querer bem... 

Festinha de São João,
Com fogueira e com bombinha,
Pé-de-moleque e rojão, 
Com quadrilha e bandeirinha. 

Andar debaixo da chuva,
Ouvir música e dançar.
Ver carreira de saúva, 
Sentir o cheiro do mar. 

Pisar descalça no barro,
Comer frutas no pomar,
Ver casa de joão-de-barro, 
Noite de muito luar. 

Ter tempo pra fazer nada,
Ter quem penteie os cabelos,
Ficar um tempo calada... 
Falar pelos cotovelos. 

E quando a noite chegar,
Um bom banho, bem quentinha,
Sensação de bem-estar... 
De preferência um celinho. 

Uma caminha macia,
Uma canção de ninar,
Uma história bem bonita, 
Então, dormir e sonhar... 

Embora eu não seja rei,
Decreto, neste país,
Que toda, toda criança 
Tem direito a ser feliz!!!



in leme.pt

domingo, 31 de maio de 2020

Remexendo no baú das canções francesas e recordando




Le bal allait bientôt se terminer

Devais-je m'en aller ou bien rester?

L'orchestre allait jouer le tout dernier morceau

Quand je t'ai vu passer près de moi


C'était la dernière valse 

Mon cœur n'était plus sans amour 

Ensemble cette valse 

Nous l'avons dansée pour toujours


On s'est aimé longtemps toujours plus fort 

Nos joies nos peines avaient le même accord 

Et puis un jour j'ai vu changer tes yeux 

Tu as brisé mon cœur en disant "adieu" 


C'était la dernière valse 

Mon cœur restait seul sans amour 

Et pourtant cette valse, aurait pu durer toujours 

Ainsi va la vie, tout est bien fini 

Il me reste une valse et mes larmes... 

La la la la la la la la la la 


C'était la dernière valse 

Mon cœur restait seul sans amour 

Et pourtant cette valse, 

aurait pu durer toujours 

La la la la la la la la la la

sábado, 30 de maio de 2020

ESTÔMBAR, uma vila algarvia e a brancura do seu casario (2)


Quinta dos Vales, Estômbar
in: discoverportugal2day.com

Quinta dos Vales Wine Estate, Estômbar,
in: discoverportugal2day.com


A minha pesquisa online sobre ESTÔMBAR:

Brasão de armas de Estômbar

brasão de armas


gentílico: estombarense


Localização no concelho de Lagoa (Algarve)
localização de Estômbar no concelho de Lagoa


Mapa e Localização - Hotel Algarve Casino - Praia da Rocha ...










Estômbar, Igreja de São Tiago, portal manuelino
in: discoverportugal2day.com


Igreja Matriz - interior da Igreja de São Tiago
in discoverportugal2day.com
Estômbar é uma vila portuguesa do concelho de Lagoa, com 24,21 km² de área e 4 985 habitantes (2011). Densidade: 205,9 h/km².

Foi elevada a vila em 16 de agosto de 1991.

Foi sede de uma freguesia extinta em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, para, em conjunto com Parchal, formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Estômbar e Parchal da qual é a sede.

Com lugares desta freguesia foi criada em 1997 a freguesia de Parchal.

ESTÔMBAR


A vila de Estômbar é uma das mais antigas freguesias do Algarve. Encanta-nos pela silhueta da brancura do seu casario, figurando no concelho de Lagoa como a melhor produção de metal dos aglomerados urbanos.

Com uma importante estrutura denominada "Quinta dos Burros" ou refúgio dos burros que preserva esta especie ameaçada, Estômbar é uma das vilas mais importantes do Algarve devido à sua história da conquista do Castelo por D.Sancho I em 1191, e que serviu de base para a conquista de Silves.

Sanabus, designação da actual vila de Estômbar no tempo da ocupação árabe, constituiu um importante centro no interior de um castelo chamado Abenabeci, que as tropas de D. Sancho I conquistaram por alturas de 1191. Nesta bonita terra de contrastes, viram a luz do dia figuras como o poeta Abenamar, o lendário e valente Remexido, para além de nobres personalidades do Clero e da Nobreza (a quem falta dar destaque).

Dada a sua privilegiada localização, Estômbar foi outrora, centro económico de grande prosperidade. Baseada numa economia essencialmente agrícola, Estômbar passou a ganhar notoriedade e riqueza com o incremento das actividades ligadas à exploração do sal e ao tráfico comercial no Rio Arade. Porém, é com a dinamização dada à Industria Conserveira que a freguesia se expande, ganhando novos aglomerados populacionais e novas fontes de rendimento. Com a decadência das referidas actividades, a povoação foi encontrando noutras o seu ganha-pão.

Actualmente, a vila de Estômbar conta com um pequeno tecido empresarial ligado à construção civil, às obras públicas e à expansão infantil.

Apesar de sofrer os efeitos da interiorização, Estômbar encontra-se dotado de modernas infra-estruturas e equipamentos ligados à saúde, ao ensino, ao lazer, visando a qualidade de vida dos seus residentes.


Património



Castelo de Estombar

Transportes

A localidade é servida pela estação ferroviária de Estômbar-Lagoa.


Texto - REFERÊNCIA: pt.wikipedia.org



in discoverportugal2day.com



vista da vila de Estômbar
in discoverportugal2day.com



Estômbar - Uma outra pesquisa online:


Vila rural perto de Lagoa e Portimao em Barlavento Algarvio, Portugal

Estômbar é uma vila pertencente ao concelho de Lagoa, distrito de Faro (Algarve). Juntamente com a vila vizinha de Parchal formam a freguesia de Estômbar e Parchal.

Esta vila típica, quase imune ao turismo maciço, fica situada num pico a leste do curso mais baixo do rio Arade. Estômbar é uma das vilas mais antigas do Algarve, uma das primeiras a ser formada. Durante o período Mouro, o seu nome era Sanabus, aquando da conquista do forte Abenabeci por D. Sancho I em 1191 a caminho da reconquista de Silves. Ainda hoje , a arquitetura das casas pintadas de branco lembra o seu passado Arábico.

Durante os séculos 19 e 20 Estômbar era um centro da indústria conserveira, que conduziu ao crescimento e à prosperidade urbanos. A bonita igreja de estilo barroco de São Tiago, situada no alto do centro (...) com a sua portada em estilo Manuelino, pode ser vista á distância. Os visitantes poderão estacionar seus carros á entrada (...) e explorar a pé as ruas íngremes e estreitas. Um bonito cemitério, no lado oposto da igreja, proporciona vistas de tirar o fôlego para o vale do rio Arade.

As nascentes calcárias de Fontes de Sitio, com uma nora, podem ser encontradas num braço do rio Arade, e são as maiores do seu tipo no Algarve. O local foi convertido num parque de lazer, com zona para churrascos, um palco ao ar livre e um trilho educacional. A adega da Quinta dos Vales, situada nas proximidades, com uma exibição de estátuas modernas dentro da própria vinha, também merece uma visita. O parque de diversão Slide & Splash pode ser encontrado a meio caminho entre Estômbar e Lagoa.


Texto - REFERÊNCIA: http://estombar.pt.algarve-portal.com
Slide and Splash 
 in discoverportugal2day.com

sexta-feira, 29 de maio de 2020

ESTÔMBAR: origem do nome da terra (1)

Arquivo de Estômbar - Algarve Marafado
in algarvemarafado.com

ESTÔMBAR - Origem do nome e significado: "Parece vir de um étimo céltico derivado de set, 'outeiro', alterado por influência arábica."
(pesquisei e encontrei em:  www.infopedia.pt)

"Estômbar, (freguesia., conc. Lagoa) - Os árabes batizaram de Sanabus a localidade, situada no interior de um castelo chamado Abenabeci, conquistado pelas tropas de D. Sancho I, no início da última década do século XII. O tempo acabaria por, supõe-se, fazer evoluir a denominação para o atual topónimo." (pesquisei e encontrei em: dicionário do nome das terras, por João Fonseca, editora casa das letras, maio 2007)



Estômbar é vila há 25 anos - Barlavento
in barlavento.pt


Nunca esquecerei esta terra, porque era para lá que íamos passar as nossas férias de verão em família, numa casa de campo que começámos a alugar, a partir da década de 80, em setembro, pertencente a uns emigrantes portugueses que tinham ido trabalhar para França. 

À noite, ouviam-se os grilos e quando subíamos à açoteia víamos os pirilampos a piscarem as suas luzinhas verdes. Durante o dia, as cigarras (os machos cantores) não se calavam, com o seu fratenir, produzindo sons estridentes, no topo das árvores que se encontravam no meio das alfarrobeiras e figueiras.

Lembro-me que era uma casa muito quente e tinha janelas de madeira que só abríamos à noite, para refrescar as divisões todas; se as abríssemos durante o dia, a casa tornava-se um autêntico forno e enchia-se de mosquitos. 

Era por isso que quando lá chegávamos para passar férias, a primeira coisa que fazíamos, depois de nos instalarmos, era ir às compras; não só para nos abastecermos, como para adquirir "inseticida", primeira palavra que constava da lista, infalivelmente; sem isso, não conseguíamos dormir! 

Ali passámos os nossos melhores momentos de verão durante algumas décadas, onde éramos recebidos por um casal que estava encarregue de tomar conta da casa e de todo o pomar circundante. Eram os caseiros e tinham um filho ainda bebé. 


Estômbar em festa - Algarve Marafado
vista da vila de Estômbar
in algarvemarafado.com

Ano após ano,  quando acabávamos de chegar, a caseira vinha trazer-nos sempre uma terrina com fruta. A partir de uma certa altura, já era o filho quem vinha bater à porta com uma grande travessa cheia de peras e que os pais enviavam para nos darem as "boas vindas". 

Assim que nos ouvia chegar da praia, ele vinha ter connosco e ali ficava a ver-me lavar os fatos de banho no pequeno tanque, e a estendê-los na corda, a querer ajudar, metendo as mãos na água e gostando de sentir os salpicos no seu rosto.

Até que, passados uns cinco anos, veio outro bebé; mais um rapaz! Muito risonho e muito dado. Lembro-me que era um bebé muito afetuoso.

Nós saíamos de manhã e passávamos o dia a passear conhecendo muitos lugarejos, bem como cidades e  praias. Normalmente íamos para as praias da Rocha ou do Alvor e era lá que almoçávamos e bebíamos o cafezinho que eu levava no termos. Corríamos o Algarve, de lés a lés. Antes de regressarmos a casa, o banho do final da tarde em Ferragudo, era sagrado. 


Ferragudo - Praia dos Caneiros
in tripadvisor. com.br


Para preparar o nosso farnel para todo o dia, eu tinha de me levantar cedo para ir fazer as compras à vila. Era sempre acordada por um "despertador" especial, um comboio que passava na linha férrea que ficava apenas a uns metros da casa, por volta das oito da manhã, apitando ruidosamente durante uns minutos à passagem por Estombar. 

E logo a seguir, eu saía de casa. No trajeto até à estrada, eu parava sempre diante de uma figueira carregada de figos de mel já bem maduros e provava alguns. Atravessava então a estrada para o outro lado, entrando na freguesia de Estômbar, afim de comprar o necessário para o passeio. Subia uma rua íngreme que passava mesmo ao lado da Junta de Freguesia, e deliciava-me a olhar as casinhas todas juntas, com as portadas abertas, e as pessoas que, simpaticamente, vinham à porta cumprimentar-me. Eu subia devagar, a rua quase parecia "de pé", sentindo os músculos das pernas muito presos pelo esforço, mas a cada dia mais vigorosos, tal era o exercício! 

E lá chegava um pouco esbaforida à padaria, mesmo no topo da vila, depois da Igreja Matriz. Comprava o pão para as sandes e também umas "línguas de sogra", tão estaladiças, tão douradinhas, com um sabor tal a canela, que não me lembro de ter voltado a experimentar semelhante até aos dias de hoje! 

Afeiçoámo-nos uns aos outros, ao longo dos anos; as crianças dos caseiros cresceram, mas quando chegávamos para as nossas férias, já não nos largavam, sempre a bater à nossa porta para nos verem e brincarem com as nossas, que, claro, também iam crescendo. 

Passámos alguns serões juntos, a petiscar umas deliciosas caracoletas com Knorr e orégãos, confeccionadas pelo caseiro, cujo sabor se tornou inesquecível! Eram "regadas" com um vinho da Lagoa, outras vezes o Lezíria de Almeirim, que ele ia buscar. Tudo isto acompanhado de broa de centeio ou pão cozido no forno doméstico.

in: eueaminhacomida.blogspot.com

Um pormenor interessante: para puxarmos as caracoletas cozinhadas para fora da sua "casa", aproveitando-as bem, o caseiro munia-nos de uns picos de folha de palmeira que ele ia buscar ao campo e preparava. Assim, ao espetarmos o pico na caracoleta, ela vinha inteira. Outras vezes, os caseiros assavam nas brasas do fogareiro as sardinhas que eu encomendava na peixaria, logo de manhã; isto, se eu tivesse ouvido o carro do peixe a buzinar por toda a vila!!! É que esse sinal sonoro era "um código especial" passando a mensagem de que havia muito peixe fresco à venda. Também havia febras assadas. No fim, melão ou melancia fresquinhos rematavam a nossa refeição. E foi assim, durante décadas.


Até que um dia, o proprietário da casa resolveu vendê-la e a partir daí, em cada ano, tivemos de começar a procurar apartamento noutros locais, para podermos gozar as nossas férias, que passaram a ser em julho ou agosto, partindo à descoberta de Quarteira, Vilamoura, Albufeira, Monte Gordo... 

Os nossos filhos, agora já adultos, adaptaram-se bem e nós acompanhámo-los, o ser humano adapta-se às mudanças. Mas dentro de mim, nunca esqueci Estômbar, os caseiros e os filhos, a casa no campo, a padaria e a Igreja, o Restaurante São Gabriel e o Palmeira, os outros em Portimão, e as nossas noites de passeio no carro ouvindo música, depois de termos jantado; ou passeando a pé pela Praia da Rocha, parando para comer gelados.

Também os caseiros se mudaram para uma casa em Monchique e como os amigos não se esquecem, visitamo-los aí ou encontramo-nos quando nos é possível. Para além  de tentarmos manter contacto pelo WhattsApp, falamos do presente e recordamos aquele passado que tantos momentos felizes nos proporcionou. 

É por tudo isto que Estômbar se tornou inesquecível para mim! Para além de continuar a gostar muito dessa vila, todo tão branca e tão especial, com alguns nomes de poetas árabes importantes nas suas ruas e os beirais das casas onde as andorinhas chilreiam, sinto sempre uma forte emoção misturada com saudade quando me lembro daquelas férias de verão, nas décadas de 80 e 90!

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Anedotas para dispor bem nestes tempos de "confinamento"...

O Joãozinho chegou muito atrasado à escola e a Professora perguntou:
- O que te aconteceu?
- Fui atacado por um crocodilo!
- O quêêê??? Estás magoado?
- Eu não, mas ele comeu o meu trabalho de casa todo...

A mãe pergunta à filha:
- Carolina, o que é que se passa? Já estás a comer esse iogurte há duas horas!
- Mas, mamã, aqui na embalagem diz que, depois de aberto, tenho de o  
  consumir em quatro dias...

O pai questiona a filha:
- Filhinha, porque levas para o quarto um copo com água e outro sem?
- Então, papá, porque posso ter sede ou não!

in wikijornal


terça-feira, 26 de maio de 2020

Buscando umas canções francesas guardadas no meu baú: "Est-ce que tu le sais?" perguntam Les chats sauvages




É isso mesmo: "toca a dançar"! Ouvir bem a música e o ritmo e, depois, é só acompanhar... Faz parte deste desconfinamento que devemos iniciar "com muito juízo"! 

Ora, então, vamos lá "desconfinar" devagarinho, com juízo e inteligência, nunca nos pondo em perigo! Não estraguemos o que construímos "antes", que é para este "depois" não nos trazer surpresas desagradáveis......

Prudente e gradualmente, doucement, como dizem os franceses!...

Vamos lá treinar bem este Rock'n roll, que animou tanta gente no passado e que penso ainda continuar a dispor bem no presente. São canções e danças intemporais! Pelo menos, os meus netos gostam muito de dançar este tipo de música bem "mexida"... 

Boa dança e boa disposição! E pensamentos positivos...sempre!

Bon Courage!