Morreu Eddy Quintela, o português dos Fleetwood Mac
Morte do teclista e compositor dos Fleetwood Mac aconteceu esta sexta-feira, no Estoril
Escritor de canções, teclista e compositor de origem portuguesa, Eddy Quintela foi também o segundo marido de Christine McVie, elemento fundamental na formação dos Fleetwood Mac. Para a banda norte-americana, Quintela compôs com McVie inúmeras canções entre os anos de 1987 e 1997. Entre elas encontra-se o êxito, "Little Lies" do álbum Tango in the Night, publicado em 1987. O hit ajudou este LP a tornar-se o segundo mais vendido de toda a carreira dos Fleetwood Mac.
Viriam a divorciar-se em 2003 mas continuaram a colaborar no álbum a solo de Christine McVie publicado no ano seguinte. Um dos temas de Eddy Quintela para a banda americana, "Nights in Estoril", alude ao tempo passado pelo casal em Portugal, onde o músico estabeleceu várias ligações, nomeadamente na linha de Cascais, com Marita Leon (com quem manteve um projecto musical nos anos 1990) e Fernando Cunha dos Delfins. A canção seria publicada no álbum Time, dos Fleetwood Mac, que saíu em 1995. Em entrevista ao jornal britânico Guardian, McVie diria no entanto que "não foi feliz no amor".
Eduardo Quintela de Mendonça, de seu nome completo, terá ainda colaborado com Adelaide Ferreira, no tempo de "Baby Suicida" e do rock português. Numa publicação na sua página no Facebook, Manuel Falcão, fundador da BLITZ, diz que conheceu Eddy Quintela através de um amigo comum, Pedro Baltazar. "Viveu grande parte da sua vida nos Estados Unidos e Grã-Bretanha e há uns vinte anos regressou a Portugal. Era um criativo, estava empenhado num projecto musical que o apaixonava, uma ópera rock sobre John Kennedy, que deixou quase pronta, agora que partiu"
(in blitz.pt 16.10.2020)
imagem in blitz.pt Eddy Quintela e sua esposa Christine McVie de quem viria a divorciar-se em 2003
Espírito de equipa, união e patriotismo são alguns valores que se tentam recuperar e incentivar neste dia. Comemorações do Dia do Exército Português
O Dia do Exército Português comemora-se a 24 de outubro.
O Exército Português é a vertente terrestre das Forças Armadas Portuguesas, responsável pela defesa militar de Portugal. Estas forças terrestres fizeram parte da luta pela independência de Portugal desde o seu início, estando intimamente ligadas à História de Portugal.
Origem do Dia do Exército Português
No dia 24 de outubro comemora-se o dia em que as tropas de D. Afonso Henriques, o Patrono do Exército Português, conquistaram Lisboa aos mouros.
Após quatro meses, o cerco de Lisboa chegava ao fim, com a ajuda dos Cruzados. A tomada de Lisboa aconteceu em 1147.
Atividades do Dia do Exército
Não só durante o dia, mas é também durante toda a semana desta data que se realizam muitas atividades pelo país.
Estas iniciativas são de cariz militar, desportivo, cultural e recreativo. Realizam-se assim exposições patrimoniais, exibições de capacidade militar, concertos musicais, missas e cerimónias militares, entre outros.
Hino do Exército Português
Iremos até onde a Pátria for,
e seja em paz,
ou seja em guerra,
que este clamor
vibre imortal,
de mar em mar,
de serra em serra:
Portugal! Portugal!
Portugal!
(Letra de Adolfo S. Muller)
Com a "devida vénia", encontrei o que transcrevi na referência:
Celebra-se hoje, a 18 de outubro, o Dia Mundial das Missões.
Nele se destaca o trabalho dos missionários em todo o mundo, com o objetivo de olharmos uns para os outros como "irmãos", tentando sempre, em cada momento das nossas vidas, ajudar "o próximo".
Com a devida vénia, permito-me transcrever a notícia que considero mais importante neste dia e que é da Agência Ecclesia (agencia.ecclesia.pt):
Cidade do Vaticano, 18 out 2020 (Ecclesia) – O Papa assinalou hoje no Vaticano o Dia Mundial das Missões 2020, celebrado pela Igreja Católica, destacando o trabalho dos missionários e missionárias na construção da “fraternidade”, em todo o mundo.
“Cada cristão é chamado a ser tecedor de fraternidade. São-no, de modo especial, os missionários e missionárias – sacerdotes, leigos, consagrados – que semeiam o Evangelho no grande campo do mundo. Rezemos por eles e ofereçamos-lhe o nosso apoio concreto”, disse Francisco, desde a janela do apartamento pontifício, após a recitação da oração do ângelus.
Perante milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, o Papa manifestou publicamente a sua gratidão pela recente libertação do padre italiano Pier Luigi Maccalli, da Sociedade de Missões Africanas.
“Desejo agradecer a Deus pela tão aguardada libertação do padre Pier Luigi Maccalli. Saudemo-lo com um aplauso”, referiu.
O missionário foi libertado a 8 de outubro, no Mali, depois de mais de dois anos em cativeiro às mãos de um grupo jihadista.
“Alegramo-nos também porque, com ele foram libertados outros 3 reféns”, disse o Papa, em referência ao italiano Nicola Chiacchio, à trabalhadora humanitária francesa Sophie Pétronin e ao político maliano Soumaila Cisse.
Francisco convidou a rezar pelos missionários, os catequistas e por todos “os que são perseguidos ou sequestrados em várias partes do mundo”.
A celebração do Dia Mundial das Missões acontece anualmente no terceiro domingo de outubro; os donativos recolhidos nas Missas destinam-se a apoiar o trabalho das Obras Missionárias Pontifícias.
Foto: Lusa/EPA
A mensagem do Papa o 94.º Dia Mundial das Missões, divulgada na última solenidade do Pentecostes (31 de maio), assume que a pandemia de Covid-19 deve ser um “desafio também para a missão da Igreja”.
“Desafia-nos a doença, a tribulação, o medo, o isolamento. Interpela-nos a pobreza de quem morre sozinho, de quem está abandonado a si mesmo, de quem perde o emprego e o salário, de quem não tem abrigo e comida”, escreve Francisco.
A mensagem sublinha ainda o impacto da suspensão das celebrações comunitárias, que levou a pensar nas “muitas comunidades cristãs que não podem celebrar a Missa todos os domingos”.
Num texto com o título ‘Eis-me aqui, envia-me’, passagem do livro bíblico do profeta Isaías (Is 6, 8), Francisco evoca as “tribulações e desafios causados pela pandemia de Covid-19” e recorda a intervenção da bênção especial ‘Urbi et Orbi’ de 27 de março, numa Praça de São Pedro deserta: “Neste barco, estamos todos”.
Taras Shevtchenko, em ucraniano Тарáс Григóрович Шевчéнко, transl. Tarás Hryhórovych Shevtchénko (Moryntsi, 25 de fevereiro (c. juliano) / 9 de março de 1814 — São Petersburgo, 26 de fevereiro(c. juliano) / 10 de março de 1861), foi um poeta, pintor, desenhador, artista e humanista ucraniano. Foi fundador da literatura moderna ucraniana e visionário da Ucrânia moderna. Sua maior obra foi a colectânea poética Kobzar.
O famoso pintor e professor russo Karl Briullov doou o seu retrato do poeta russo Vasily Zhukovsky a uma lotaria, para angariar o dinheiro para libertar Shevtchenko, algo que aconteceu no dia 5 de Maio de 1838.
Primeiro sucesso
Neste mesmo ano Shevchenko foi aceito para estudar na Academia de Artes, no classe de Briullov. Em 1839, a Academia Imperial de Arte atribuiu uma medalha de prata a uma tela sua. Em 1840 ele publicou a sua maior obra, a colectânea poética Kobzar. Em 1841 publicou o poema épico Haydamaky, e em 1842 completou o drama Nazar Stodolya.
Exílio
Em Março de 1845, o Conselho da Academia da Arte atribuiu a Shevchenko o título de "artista". No dia 5 de Abril de 1847Shevchenko foi preso no processo da Irmandade dos Santos Cirilo e Metódio, organização política que pretendia a liberalizar o Império Russo, transformando-a numa federação de estados eslavos. Embora seja provável que Shevchenko nem fosse membro efectivo da irmandade, a polícia russa encontrou com ele o poema "Sonho" (Son), que atacava a monarquia russa, satirizava o czarNicolau I e a sua esposa, rainha Alexandra.
Shevchenko foi enviado à prisão em São Petersburgo, e depois mandado para o exílio na base militar russa de Orsk, perto da cidade de Oremburgo, junto aos montes Urais. O czar Nicolau confirmou a sentença, acrescentando a proibição de “escrever ou desenhar”.
Em 1857 Shevchenko voltou do exílio, apôs receber o perdão real, mas na condição de não poder viver em São Petersburgo, ordenado a fixar a residência em Nijni-Novgorod. Só em Maio de 1859, Shevchenko finalmente recebeu a permissão de visitar a Ucrânia.
Morte
Taras Shevchenko dedicou os últimos anos da sua vida à poesia, pintura, gravuras, assim como a revisão do seu trabalho anterior. Mas os anos difíceis do exílio minaram a sua saúde e Shevchenko morreu em São Petersburgo no dia 10 de Março de 1861, apenas um dia após seu 47º aniversário.
Shevchenko foi primeiramente sepultado no Cemitério Smolensk, em São Petersburgo. Mas no poema "Testamento" ele expressou o seu desejo de ser sepultado na Ucrânia, algo que aconteceu em maio de 1861, nas arredores da cidade de Kaniv.
Grande poeta ucraniano Taras Shevchenko tem monumento em Lisboa
Taras Shevchenko, o mais importante poeta e humanista ucraniano, já possui monumento em Lisboa. O busto do mais famoso ucraniano de todos os tempos é da autoria do escultor português Helder de Carvalho.
No ano em que o povo ucraniano comemora os 205 anos de aniversário do nascimento do seu grande poeta Taras Shevchenko é inaugurado na Praça de Itália, Lisboa, um monumento com o busto do poeta. Na cerimónia, que decorreu a 14 de setembro, esteve presente a vereadora da Cultura e das Relações Internacionais da Camara Municipal de Lisboa (CML), Catarina Vaz Pinto e a Embaixadora da Ucrânia, em Lisboa, Ohnivets Inna Vasylivna.
Taras Shevchenko é considerado o mais importante poeta ucraniano de todos os tempos em se destaca a sua grande obra poética “Kobzar”. Taras Shevchenko foi também pintor, desenhador, artista, pensador e humanista, um visionário de uma Ucrânia moderna.
Considerado o mais ilustre dos ucranianos Taras Shevchenko tem inspirado ao longo do tempo o povo ucraniano na procura pela democracia e pelo progresso. Os seus poemas mantêm-se atuais, sendo muitas vezes citados, lidos ou declamados em momentos em que a liberdade e a justiça parece estarem em perigo.
O monumento a Taras Shevchenko, em Lisboa, da autoria do escultor português Helder de Carvalho, junta-se aos 128 existentes fora da Ucrânia, em 35 países.
Em Portugal o monumento era há muito desejado pela vasta comunidade de ucranianos residentes no país, no entanto, o processo demorou 8 anos a ser concretizado, desde a atribuição pela CML do local de implantação, passando pelo desenvolvimento de um concurso para a criação da obra e a atribuição, a 23 de março de 2019, ao escultor Hélder de Carvalho para a construção do monumento com o busto do poeta.
Taras Shevchenko, que viveu de 1814 a 1861, teve uma vida curta e difícil, pois dos 47 anos de vida 24 anos foram passados em escravidão e 10 no exílio, mas a sua obra perdura no tempo e encontra-se interiorizada em cada um dos ucranianos nas suas vontades e determinações. Um símbolo que se confunde com a própria nação ucraniana.
“Lutai! Combatei! Deus ajuda-vos! Convosco está a verdade, a glória e a sagrada liberdade”, o hino Kobzar, que o povo ucraniano tem como tesouro espiritual nacional. Para os ucranianos o Kobzar de Shevchenko mantém-se junto do pão, com as canções a serem bordadas em toalhas.