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terça-feira, 13 de maio de 2025

13 de maio - dia de Nossa Senhora de Fátima

 


Acabo de ler na pt.euronews.com num artigo de hoje, 13 de maio de 2025 (de Ricardo Figueira), uma notícia comovente.

Está relacionada com as celebrações do Dia de Nossa Senhora de Fátima, que recebe no seu Santuário milhares de peregrinos.

Estes apelam à presença do novo Papa, Leão XIV no Santuário de Fátima. A peregrinação celebra as aparições da Virgem Maria quando esta apareceu em 1917 pela primeira vez aos três pastorinhas.

Partilho uma parte da notícia:

Prevost era primeira escolha para presidir às cerimónias

Antes de ser eleito Papa, Robert Francis Prevost era a primeira escolha para presidir às cerimónias deste ano, como confessou, em conferência de imprensa, o bispo de Leiria-Fátima e presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. José Ornelas: "Inicialmente disse que viria com muito gosto, mas depois evocou motivos de agenda para não vir nesta altura, mas sim na peregrinação de outubro", disse. Acabou por ser o cardeal brasileiro Jaime Spingler, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), a dirigir as celebrações.

Ornelas disse também que o bispo emérito da mesma diocese, D. António Marto, já convidou, informalmente, o Papa a visitar o santuário.

É grande o desejo de todos de ver Leão XIV presidir às cerimónias, talvez já no próximo ano. O padre espanhol Juan Carlos López vem de Toledo e visita o santuário várias vezes por ano: "Imagino que sim, que em breve (Leão XIV) fará uma visita a este santuário, que é o centro da espititualidade mariana, não só em Portugal, como em todo o Mundo", diz. Sobre o novo Papa, não tem dúvidas: "Penso que é o melhor que o Espírito Santo nos poderia dar nestes tempos. Estamos muito contentes com o Santo Padre. Rezamos muito por ele. Aliás, vamos pedir pelo pontificado do Papa aqui em Fátima e consagrar o seu ministério. É o Papa que o Espírito Santo escolheu para gerir a Igreja nestes tempos tão difíceis e acredito que o fará muito bem", diz à Euronews.

O Santuário de Fátima é o lugar de peregrinação católica mais importante em Portugal e um dos mais importantes em todo o Mundo. Os antecessores de Leão XIV vieram cá muitas vezes. O Papa Francisco esteve cá duas vezes, em 2017, no centenário das aparições, e em 2023, por ocasião das Jornadas Mundiais da Juventude.

Este ano, pelo menos no primeiro dia, as celebrações bateram já os números do ano passado em termos de participação, com 270 mil pessoas a assistir à tradicional Procissão das Velas, que acontece na noite de 12 para 13 de maio.

Sinto-me muito feliz como crente e praticante da Igreja Católica, com a perspetiva do Santo Padre vir um dia a Fátima, reunindo-se com esta grande família portuguesa.

É que o Santuário de Fátima, como podemos ler no artigo transcrito é mesmo o centro da espiritualidade portuguesa.

sexta-feira, 1 de novembro de 2024

Todos os Santos - dia 1 de novembro (2024)

Todos os Santos, de Fra Angélico
(imagem in pt.wikipedia.org)

Por que razão celebramos este dia? 

Celebramos este dia, porque é a festa do Dia de Todos-os-Santos. 

E porquê? Porque nele são homenageados Todos os Santos e Mártires. 

Esta homenagem a Todos os Santos é festejada a 1 de novembro pela Igreja Católica Romana, dando-se-lhe o nome  de Festum Omnium Sanctorum!

Já o Dia Dos Fiéis Defuntos é celebrado no dia seguinte, a 2 de novembro; este é que é o dia verdadeiro para se celebrar o desaparecimento dos nossos entes queridos, amigos ou conhecidos, porque neste dia se assinala o Dia de Finados

Feita uma pesquisa online na Wikipedia sobre o Dia dos Fiéis Defuntos, Dia de Finados ou Dia dos Mortos é uma data que a Igreja Católica dedica aos mortos e às suas almas, no dia 2 de novembro de cada ano. Desde o século II, alguns cristãos rezavam pelos falecidos quando visitavam os túmulos dos mártires. 


A festa do dia de Todos-os-Santos é celebrada em honra de todos os santos e mártires, conhecidos ou não. A Igreja Católica Romana celebra a "Festum Omnium Sanctorum" a 1 de Novembro seguido do dia dos fiéis defuntos a 2 de Novembro. (in pt.wikipedia.org)

Dia de Todos os Santos é uma festa celebrada em honra de todos os santos e mártires, conhecidos ou não. Esta festa é celebrada pelos crentes de muitas das igrejas da religião cristã, por ser herdada a partir da tradição apostólica.

A Igreja Católica celebra a Festum Omnium Sanctorum (Festa de Todos os Santos) a 1 de novembro que é seguido pelo dia dos fiéis defuntos a 2 de novembro, (a data pode as vezes ser transferida para o domingo seguinte). A Igreja Ortodoxa celebra esta festividade no primeiro domingo depois do Pentecostes, fechando a época litúrgica da Páscoa, tal como a Igreja Católica Oriental. A Igreja Anglicana também celebra o dia de Todos os Santos com o mesmo significado que nas Igrejas Católica e Ortodoxa. Na Igreja Luterana, o dia é celebrado principalmente para lembrar que todas as pessoas batizadas são santas e também aquelas pessoas que faleceram no ano que passou, pelo que o significado da celebração também é quase idêntico ao de outras igrejas cristãs.

Na prática cristã ocidental, a celebração litúrgica começa na véspera, na noite de 31 de outubro (Véspera de Todos os Santos), e termina no final de 1º de novembro. É assim um dia antes do Dia dos Fiéis Defuntos, que comemora a partida dos fiéis.

História

A Enciclopédia Católica define o Dia de Todos os Santos como uma festa em "honra a todos os santos, conhecidos e desconhecidos". No fim do segundo século, professos cristãos começaram a honrar os que haviam sido martirizados por causa da sua fé e, certos de que eles já estavam com Cristo no céu, oravam a eles para que intercedessem a seu favor. A comemoração regular começou quando, em 13 de maio de 609 ou 610, o Papa Bonifácio IV dedicou o Panteão (o templo romano em honra a todos os deuses) a Maria e a todos os mártiresMarkale comenta: "Os deuses romanos cederam seu lugar aos santos da religião vitoriosa."

A data foi mudada para novembro quando o Papa Gregório III (731-741) dedicou uma capela em Roma a Todos os Santos e ordenou que eles fossem homenageados em 1° de novembro. Não se sabe ao certo por que ele fez isso, mas pode ter sido porque já se comemorava um feriado parecido, na mesma data, na Inglaterra. A Enciclopédia da Religião afirma: "O Samhain continuou a ser uma festa popular entre os povos celtas durante todo o tempo da cristianização da Grã-Bretanha. A Igreja britânica tentou desviar esse interesse em costumes pagãos acrescentando uma comemoração cristã ao calendário, na mesma data do Samhain. É possível que a comemoração britânica medieval do Dia de Todos os Santos tenha sido o ponto de partida para a popularização dessa festividade em toda a Igreja cristã."

Markale menciona a crescente influência dos monges irlandeses em toda a Europa naquela época. De modo similar, a Nova Enciclopédia Católica afirma: "Os irlandeses costumavam reservar o primeiro dia do mês para as festividades importantes e, visto que 1° de novembro era também o início do inverno para os celtas, seria uma data propícia para uma festa em homenagem a todos os santos." Finalmente, em 835, o Papa Gregório IV declarou-a uma festa universal.

Relação com o Dia dos Mortos

O feriado do Dia de Finados, no qual as pessoas rezam a fim de ajudar as almas no purgatório a obter a bem-aventurança celestial, teve sua data fixada em 2 de novembro durante o século 11 pelos monges de Cluny, na França. Embora se afirmasse que o Dia de Finados era um dia santo católico, é óbvio que, na mente do povo, ainda havia muita confusão. A Nova Enciclopédia Católica afirma que "durante toda a Idade Média era popular a crença de que, nesse dia, as almas no purgatório podiam aparecer em forma de fogo-fátuo, bruxa, sapo, etc.".

Incapaz de desarraigar as crenças pagãs do coração do seu rebanho, a Igreja simplesmente as escondeu por trás de uma máscara "cristã". Destacando esse fato, a Enciclopédia da Religião diz: "A festividade cristã, o Dia de Todos os Santos, é uma homenagem aos santos conhecidos e desconhecidos da religião cristã, assim como o Samhain lembrava as deidades celtas e lhes pagava tributo..." Todavia, mais que uma semelhança a festa de Todos os Santos celebra-se os santos conhecidos ou não que fizeram de sua vida uma oração, testemunho e fé na paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. São, como revela o livro do Apocalipse, a multidão de pessoas de várias nações que alvejaram as suas vestes brancas no sangue do Cordeiro e diante do trono de Deus proclamam hinos e cânticos de louvor e agradecimento dizendo que a salvação procede do Cordeiro (Ap 7, 2-14). 

Na Igreja Católica, o dia de "Todos os Santos" é celebrado no dia 1 de novembro e o de "Finados" no dia 2 de novembro. Esta tradição de recordar (fazer memória) os santos está na origem da composição do calendário litúrgico, em que constavam, inicialmente, as datas de aniversário da morte dos cristãos martirizados como testemunho pela sua fé, realizando-se, nelas, orações, missas e vigílias, habitualmente no mesmo local ou nas imediações de onde foram mortos, como acontecia em redor do Coliseu de Roma. Posteriormente tornou-se habitual erigirem-se igrejas e basílicas dedicadas a sua memória nesses mesmos locais.

O desenvolvimento da celebração conjunta de vários mártires, no mesmo dia e lugar, deveu-se ao facto frequente do martírio de grupos inteiros de cristãos e também devido ao intercâmbio e partilha das festividades entre as dioceses/paróquias por onde tinham passado e se tornaram conhecidos. A partir da perseguição de Diocleciano o número de mártires era tão grande que se tornou impossível designar um dia do ano separado para cada um. O primeiro registo (Século IV) de um dia comum para a celebração de todos eles aconteceu em Antioquia, no domingo seguinte ao de Pentecostes, tradição que se mantém nas igrejas orientais.

Com o avançar do tempo, mais homens e mulheres se sucederam como exemplos de santidade e foram com estas honras reconhecidas e divulgadas por todo o mundo. Inicialmente apenas mártires (com a inclusão de São João Batista), depressa se deu grande relevo a cristãos considerados heróicos nas suas virtudes, apesar de não terem sido mortos. O sentido do martírio que os cristãos respeitam alarga-se ao da entrega de toda a vida a Deus e, assim, a designação "todos os santos" visa a celebrar conjuntamente todos os cristãos que se encontram na glória de Deus, tenham ou não sido canonizados (processo regularizado, iniciado no Século V, para o apuramento da heroicidade de vida cristã de alguém aclamado pelo povo e através do qual se pode ser chamado universalmente de beato ou santo, e pelo qual se institui um dia e o tipo e lugar para as celebrações, normalmente com referência especial na missa).

Intenção catequética da festividade

Segundo o ensinamento da Igreja, a intenção catequética desta celebração que tem lugar em todo o mundo, ressalta o chamamento de Cristo a cada pessoa para o seguir e ser santo, à imagem de Deus, a imagem em que foi originalmente criada e para a qual deve continuar a caminhar em amor. Isto não só faz ver que existem santos vivos (não apenas os do passado) e que cada pessoa o pode ser, mas sobretudo faz entender que são inúmeros os potenciais santos que não são conhecidos, mas que da mesma forma que os canonizados igualmente veem Deus face a face, têm plena felicidade e intercedem por nós. O Papa João Paulo II foi um grande impulsionador da "vocação universal à santidade", tema renovado com grande ênfase no Segundo Concílio do Vaticano.

Nesta celebração, o povo católico é conduzido à contemplação do que, por exemplo, dizia o Cardeal São John Henry Newman: não somos simplesmente pessoas imperfeitas em necessidade de melhoramentos, mas sim rebeldes pecadores que devem render-se, aceitando a vida com Deus, e realizar isso é a santidade aos olhos de Deus.


“ 957. A comunhão com os santos. Não é só por causa do seu exemplo que veneramos a memória dos bem-aventurados, mas ainda mais para que a união de toda a Igreja no Espírito aumente com o exercício da caridade fraterna. Pois, assim como a comunhão cristã entre os cristãos ainda peregrinos nos aproxima mais de Cristo, assim também a comunhão com os santos nos une a Cristo, de quem procedem, como de fonte e Cabeça, toda a graça e a própria vida do Povo de Deus.”

“ A Cristo, nós O adoramos, porque Ele é o Filho de Deus; quanto aos mártires, nós os amamos como a discípulos e imitadores do Senhor; e isso é justo, por causa da sua devoção incomparável para com o seu Rei e Mestre. Assim nós possamos também ser seus companheiros e condiscípulos! ”

“ 1173. Quando a Igreja, no ciclo anual, faz memória dos mártires e dos outros santos, proclama o mistério pascal realizado naqueles homens e mulheres que sofreram com Cristo e com Ele foram glorificados, propõe aos fiéis os seus exemplos, que a todos atraem ao Pai por Cristo, e implora, pelos seus méritos, os benefícios de Deus. ”

“ 2013. Os cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. Todos são chamados à santidade: Sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito (Mt 5, 48). Para alcançar esta perfeição, empreguem os fiéis as forças recebidas segundo a medida em que Cristo as dá, a fim de que [...] obedecendo em tudo à vontade do Pai, se consagrem com toda a alma à glória do Senhor e ao serviço do próximo. Assim crescerá em frutos abundantes a santidade do povo de Deus, como patentemente se manifesta na história da Igreja, com a vida de tantos santos. ”


Em Portugal tradicionalmente é dia feriado. Em 2013, 14 e 15 o feriado foi retirado, regressando em 2016.

Em algumas zonas de Portugal, no dia de Todos os Santos, as crianças saem à rua e juntam-se em pequenos bandos para pedir o pão-por-deus de porta em porta. As crianças quando pedem o pão-por-deus recitam versos e recebem como oferenda: pão, broas, bolos, romãs e frutos secos, nozes, amêndoas ou castanhas, que colocam dentro dos seus sacos de pano. É também costume em algumas regiões os padrinhos oferecerem um bolo, o Santoro. Em algumas povoações, chama-se, a este dia, o "Dia dos Bolinhos" ou "Dia do Bolinho".

Esta tradição já era registada no século XV. Tem origem no ritual pagão do culto dos mortos, com raízes milenares. Em 1756, também se cumpriu, 1 ano após o terramoto que destruiu Lisboa em 1º de Novembro de 1755, em que morreram milhares de pessoas e em que a população da cidade - na sua maioria pobre - ainda mais pobre ficou.

Como a data do terramoto coincidiu com uma data com significado religioso ( de Novembro), de forma espontânea, no dia em que se cumpria o primeiro aniversário do terramoto, a população aproveitou a tradição para desencadear, por toda a cidade, um peditório, com a intenção de manter uma tradição que lembrava os seus mortos. 

As pessoas, percorriam a cidade, batiam às portas e pediam que lhes fosse dada qualquer esmola, mesmo que fosse pão, dado grassar a fome pela cidade. E as pessoas pediam: "Pão por Deus". 

Noutras zonas do país, foram surgindo variações na forma e no nome da comemoração.

Nas décadas de 1960 e 1970, a data passou a ser comemorada mais de forma lúdica do que pelas razões que criaram a tradição. Havia regras básicas, que eram escrupulosamente cumpridas: Só podiam pedir o "Pão-por-Deus" crianças até os 10 anos de idade (com idades superiores, as pessoas recusavam-se a dar).
As crianças só podiam andar na rua a pedir o "Pão-por-Deus" até ao meio-dia (depois do meio-dia, se alguma criança batesse a uma porta, levava um "raspanete" do adulto que abrisse a porta).

A partir dos anos 1980, a tradição foi gradualmente desaparecendo e, atualmente, raras são as localidades onde se pratica esta tradição. Em Fátima, por exemplo, esta tradição continua bem viva.

Embora não advoguem a crença no purgatório, há igrejas protestantes que também guardam o Dia de Finados. Com efeito, é o terceiro dentre três dias consecutivos que a cristandade considera como tendo relação especial com os mortos. O dia antes, 1° de novembro, é o Dia de Todos os Santos, em honra às almas dos "santos", que se pensa já terem chegado ao céu. E o dia anterior, 31 de outubro, é chamado Halloween (em inglês) ou Véspera de Todos os Santos, e seu nome em inglês deriva de ser a véspera do "Dia de Todos os Hallows [Santos]".

O Halloween também tem relação com os mortos. No calendário dos antigos celtas, 31 de outubro era a Véspera do Ano-Novo. Os celtas, junto com seus sacerdotes, os druidas, criam que, na véspera do Ano-Novo, as almas dos mortos perambulavam pela terra. Sustentava-se que alimentos, bebidas e sacrifícios podiam apaziguar tais almas perambulantes. O halloween também incluía fogueiras para expulsar os maus espíritos.

A respeito das fogueiras nessa época do ano, lemos em "Curiosidades dos Costumes Populares": 
“ Usavam-se também fogueiras em diferentes horas e lugares, na Noite de Todos-os-Santos, que é a véspera do Dia de Finados, e no próprio Dia de Finados, o 2 de novembro. Nestes casos, as fogueiras eram consideradas como típicas da imortalidade, e imaginava-se serem eficazes, como sinal exterior e visível, pelo menos, para iluminar as almas [isto é, ajudá-las a libertar-se] do purgatório. ”

FONTE: Pesquisa efetuada in pt.wikipedia.org

domingo, 26 de maio de 2024

Qual o significado de Pentecostes?

Pentecostes: O Espírito Santo age na Igreja e no mundo - Vatican News
imagem obtida in : https://www.vaticannews.va


Pentecostes: O Espírito Santo age na Igreja e no mundo

Pentecostes é a festa da unidade na diversidade, é a festa da luz diante das trevas do pecado e da morte. É a festa do amor de Deus manifestado em Jesus Cristo, caminho, verdade e vida (Jo 14,6).

Dom Vital Corbellini, Bispo de Marabá – PA.

No domingo seguinte à Ascensão do Senhor festeja a Igreja a solenidade de Pentecostes, a descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos, que estavam reunidos no mesmo lugar, em Jerusalém, como um vento impetuoso, que encheu toda a casa e onde apareceram como que línguas de fogo que pousavam sobre cada um deles. Todos ficaram repletos do Espírito Santo e eles começaram a falar outras línguas conforme o Espírito Santo lhes concedia de se exprimirem (At 2,1-4). Pentecostes é a festa da unidade na diversidade, é a festa da luz diante das trevas do pecado e da morte. É a festa do amor de Deus manifestado em Jesus Cristo, caminho, verdade e vida (Jo 14,6).

Pentecostes é uma palavra grega: Pentecoste, cujo significado é qüinquagésimo dia; é uma festa católica, celebrada no domingo quarenta e nove dias após a Páscoa, para lembrar a descida do Espírito Santo no Cenáculo sobre os Apóstolos e a Virgem Maria[1]. Antes da Ascensão, disse Jesus aos discípulos para não se afastarem de Jerusalém para aguardarem a realização da promessa do Pai, pois se João batizou com água, eles seriam batizados no Espírito Santo (At 1, 4-5).

Os Apóstolos receberam o poder do Espírito Santo que desceu sobre os apóstolos para serem testemunhas de Jesus Cristo em Jerusalém, em toda a Judéia e na Samaria, e até aos confins da terra (At 1,8). Desta forma o Espírito Santo, veio por pedido de Jesus ao Pai para a ação na Igreja e no mundo, em vista da unidade com Deus e pela salvação dos povos, como dom de Deus para todos.

A doutrina sobre o Espírito Santo

Os Padres da Igreja desenvolveram uma doutrina sobre o Espírito Santo pelas fórmulas pneumatólogicas no Antigo Testamento (AT), mas, sobretudo pelo Novo Testamento (NT). O Antigo Testamento falou da descida do Espírito sobre os reis e os chefes do povo (1 Sm 10,1;16,3), sobre os profetas (Is 11,2; Sl 50,13) percebido também como dom prometido para o dia do Senhor (Jl 3,1). A Sagrada Escritura também falou que o Espírito pairava sobre as águas originárias (Gn 1,2). No NT, o Espírito Santo faz-se em referência à pessoa de Jesus de Nazaré, confessado como o Cristo, por ser o Messias, o Salvador de Israel e de toda a humanidade, com isso a presença do Espírito Santo na vida da Igreja e no mundo.

O Espírito é dado a Jesus em vista da missão porque ele o consagrou para evangelizar os pobres, libertar os presos, dar a vista aos cegos, restituir a liberdade aos oprimidos e para proclamar um ano de graça do Senhor (Lc 4, 18-19). Mas o Senhor também falou da vinda do Espírito Santo, o Espírito da verdade que ensinará a verdade plena (Jo 16,13), levando as pessoas à vida com Deus e com as pessoas. Os Padres da Igreja colocaram as bases para uma doutrina pneumatológica do Espírito Santo, como Tertuliano, Hipólito de Roma, Orígenes, o Concílio de Constantinopla, São Cirilo de Jerusalém, São Basílio de Cesareia, São Gregório de Nazianzo, Santo Agostinho entre outros[2]. A seguir ver-se-á a forma como alguns deles deram uma reflexão do Espírito Santo, que ilumina as pessoas em vista do amor de Deus em Jesus Cristo às pessoas e para o mundo.
A ação do Espírito Santo

São Cirilo de Jerusalém, bispo, século IV disse que o Espírito Santo é onipotente, grandioso, extraordinário, nos dons do qual ele se faz portador. Ele age eficazmente estando no meio, no interior das pessoas de paz e de amor. Ele conhece a natureza das pessoas, discernindo os pensamentos e a consciência tudo aquilo que é pronunciado ou se faz na agitação da mente. A sua ação é para todas as pessoas de bem, que amam a Deus, ao próximo como a si mesmo. É preciso considerar a sua ação para todos os povos, os bispos, os presbíteros, os diáconos, os monges, as virgens, todos os fieis leigos e leigas. Ele é o grande protetor e doador de graças, em qualquer lugar do mundo, doando a um a modéstia, a simplicidade, a outro a castidade, a outra a misericórdia, a outro o amor para com os pobres, a outro ainda o poder de expulsar os espíritos adversos[3].
O Espírito é a luz divina

São Cirilo de Jerusalém ainda dizia que o Espírito Santo é a luz divina que esclarece tudo para a glória humana e de Deus. Ele possibilita na integridade com um único raio, a vida das pessoas e dos povos, trazendo-os à luz da verdade das coisas. Ele ilumina todas as pessoas que tem olhos para vê-lo: se alguém de fato não estando em grau de percebê-lo, não vem retido pela graça, não se atribui a culpa a ele, mas antes a incredulidade da própria pessoa[4]. O Espírito Santo age na pessoa se o coração humano for aberto às suas inspirações, em vista da conversão de vida e na unidade com Cristo e com o Pai.
É a terceira Pessoa da Santíssima Trindade

São Basílio Magno, bispo do século IV, de Cesareia, na Turquia disse que o Espírito Santo é a terceira pessoa da Santíssima Trindade, na qual forma a unidade onipotente em Deus. Ele é um com o Pai, e com o Filho de modo que ele é Deus como o Pai e é Deus como o Filho. O Espírito Santo santifica aqueles que são santificados.

Ele preenche os anjos, os arcanjos, santifica as potestades, vivifica tudo. Ele distribui dons sobre a inteira criação, de modo que não resulta diminuído. Ele doa a todos a sua graça, enche as pessoas que o invocam sem diminuir-se. O Espírito concede a todos a sua graça permanecendo intato e indiviso. Ilumina a todos ao conhecimento de Deus, entusiasma os profetas, torna sábios os legisladores, consagra os sacerdotes, consolida os reis, perfecciona os justos e as justas, dá o dom da santificação, ressuscita os mortos, liberta os prisioneiros, torna filhos e filhas os estrangeiros[5]
O dia aguardado

São Leão Magno, papa do século V afirmou que a descida do Espírito Santo foi um dia bem aguardado por todos os discípulos do Senhor. Ele foi consagrado ao Espírito Santo com o excelente milagre do dom que ele fez de si mesmo. Após uns dias no qual o Senhor ressuscitado subiu acima de todos os céus para se assentar à direita de Deus Pai, refulgindo como o qüinquagésimo dia, teve Pentecostes, encerrando grandes mistérios dos antigos e dos novos sacramentos, pela demonstração da graça preanunciada pela lei e esta cumprida pela graça.

Enquanto para o povo hebreu, libertado do Egito, no qüinquagésimo dia após a imolação do cordeiro, se celebrava a lei de Moisés, dada no monte Sinai (Ex 19,17), no qüinquagésimo dia, após a paixão de Cristo na qual foi imolado o verdadeiro Cordeiro pascal de Deus, o Espírito Santo desceu sobre os apóstolos e o povo fiel (At 2,3). É preciso que o cristão reconheça a realização da Aliança nova travada pelo Espírito a qual instituiu também a primeira[6].

O sopro do Espírito e o inicio da pregação evangélica

São Leão Magno tendo presente o dom do Espírito dado aos discípulos de falar em línguas, afirmou que o Espírito Santo sopra onde quer (Jo 3,8) de modo que as línguas próprias de cada povo, tornaram-se comuns nos lábios da Igreja. Com Pentecostes houve o início da pregação evangélica, com a chuva da carismas, rios de bênçãos a irrigarem o deserto e a terra árida em vista da renovação da terra, para dissipar as antigas trevas tendo os fulgores da nova luz, quando pelo esplendor das línguas brilhantes concebia o verbo luminoso do Senhor, superando a morte e o pecado[7].

O Espírito Santo é dado para superar a debilidade da carne

Santo Ireneu de Lião, bispo, séculos II e III colocou a importância da ação do Espírito Santo na pessoa em vista da superação da debilidade da carne. As pessoas que temem a Deus e crêem em Jesus, pondo o Espírito de Deus no seu coração, são consideradas viventes para Deus, porque possuem o Espírito do Pai que purifica o ser humano e o eleva à vida de Deus. O Senhor afirmou que a carne é fraca e o espírito está pronto (Mc 14,38), capaz de realizar o que deseja. O fato é que se alguém misturar a prontidão do Espírito à fraqueza da carne, o que é forte supera o fraco, a fraqueza da carne será absorvida pela força do Espírito. Assim os mártires testemunharam o amor de Cristo e desprezaram a morte não segundo a fraqueza da carne, e sim conforme a prontidão do Espírito. O Espírito Santo ao absorver a fraqueza, possui a carne em si e estes elementos constituem o ser humano vivente pela participação do Espírito na vida da pessoa[8].

A Igreja festeja Pentecostes como o acontecimento que marcou a vida da Igreja no inicio para testemunhar Jesus Cristo ressuscitado dentre os mortos, o amor do Pai para a vida da Igreja e do mundo.

[1] Cfr. Pentecòste. In: Il vocabolario treccani, Il Conciso. Milano, Trento, 1998, pg. 1156.

[2] Cfr.F. Bolgiani. Spirito Santo. In: Nuovo Dizionario Patristico e di Antichità Cristiane, diretto da Angelo Di Berardino, P-Z. Marietti, Genova, 2008, ps. 5093-5106.

[3] Cfr. Cirillo di Gerusalemme. Catechesi Battesimali, 16,22-23. In: La teologia dei padri, v. 2. Città Nuova Editrice, Roma, 1982, pg. 306.

[4] Cfr. Idem. Pgs. 306-307.

[5] Cfr. Basilio Il Grande. Omelia sulla fede, 3. In: idem, pg. 307.

[6] Cfr. LXXV Sermão. Primeiro Sermão de Pentecostes, 1. In: Sermões. Leão Magno. São Paulo, Paulus, 1996, pg. 178-179.

[7] Cfr. Idem. Pg. 179.

[8] Cfr. Ireneu de LIão, V,9,2. São Paulo, Paulus, 1995, pgs. 538-539.

FONTE: https://www.vaticannews.va/
pentecostes-o-espirito-santo-age-na-igreja-e-no-mundo.html

domingo, 21 de abril de 2024

Celebração do Dia do Bom Pastor - (21 de abril 2024)

A pintura
O Bom Pastor
de Bernhard Plockhorst

O Domingo do Bom Pastor ocorre no quarto domingo da época da Páscoa. O nome deriva da leitura do evangelho para o dia, que é tirada do décimo capítulo do Evangelho de João. Nesta leitura, Cristo é descrito como o "Bom Pastor" que dá a vida pelas suas ovelhas. O Salmo do dia é o Salmo 23, que também faz uso de imagens de pastor.

Na Liturgia latina tradicional (pré-1970) (ver Missa Tridentina), e no Livro de Oração Comum e também nos Lecionários e calendários luteranos, este Evangelho é definido para o 'Segundo Domingo após a Páscoa' (que é equivalente ao terceiro domingo de Páscoa).

No calendário litúrgico católico (romano) e no Lecionário Comum Revisado usado nas igrejas anglicana (episcopal), luterana e muitas outras igrejas protestantes, esta leitura do evangelho é definida para o quarto domingo de Páscoa (equivalente ao terceiro domingo após a Páscoa) e, portanto, alguns também chame este dia de "Domingo do Bom Pastor".

O quarto domingo de Páscoa também é mantido como Domingo das Vocações em muitas denominações religiosas.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. (in pt.wikipedia.org)


Mensagem do Papa para o 61º Dia Mundial de Oração pelas Vocações (21 de abril de 2024)

O Domingo do Bom Pastor, que este ano se celebra a 21 de abril, é dedicado a rezar especialmente pelas várias vocações na Igreja. O Papa Francisco escreveu uma mensagem na qual nos recorda que cada um de nós, no seu próprio lugar, pode, com a ajuda do Espírito Santo, ser um semeador de esperança e de paz.Queridos irmãos e irmãs!

O Dia Mundial de Oração pelas Vocações convida-nos, cada ano, a considerar o precioso dom da chamada que o Senhor dirige a cada um de nós, seu povo fiel em caminho, pois dá-nos a possibilidade de tomar parte no seu projeto de amor e encarnar a beleza do Evangelho nos diferentes estados de vida. A escuta da chamada divina, longe de ser um dever imposto de fora – talvez em nome de um ideal religioso –, é antes o modo mais seguro que temos de alimentar o desejo de felicidade que trazemos no nosso íntimo: a nossa vida realiza-se e torna-se plena quando descobrimos quem somos, as qualidades que temos e o campo onde é possível pô-las a render, quando descobrimos que estrada podemos percorrer para nos tornarmos sinal e instrumento de amor, acolhimento, beleza e paz nos contextos onde vivemos.

Assim, este Dia proporciona-nos sempre uma boa ocasião para recordar, com gratidão, diante do Senhor o compromisso fiel, quotidiano e muitas vezes escondido daqueles que abraçaram uma vocação que envolve toda a sua vida. Penso nas mães e nos pais que não olham primeiro para si mesmos, nem seguem a tendência dum estilo superficial, mas organizam a sua existência cuidando das relações com amor e gratuidade, abrindo-se ao dom da vida e pondo-se ao serviço dos filhos e seu crescimento. Penso em todos aqueles que realizam, dedicadamente e em espírito de colaboração, o seu trabalho; naqueles que, em diferentes campos e de vários modos, se empenham por construir um mundo mais justo, uma economia mais solidária, uma política mais equitativa, uma sociedade mais humana, isto é, em todos os homens e mulheres de boa vontade que se dedicam ao bem comum. Penso nas pessoas consagradas, que oferecem a sua existência ao Senhor quer no silêncio da oração quer na atividade apostólica, às vezes na linha de vanguarda e sem poupar energias, servindo com criatividade o seu carisma e colocando-o à disposição de quantos encontram. E penso naqueles que acolheram a chamada ao sacerdócio ordenado, se dedicam ao anúncio do Evangelho, repartem a sua vida – juntamente com o Pão Eucarístico – pelos irmãos, semeiam esperança e mostram a todos a beleza do Reino de Deus.

Aos jovens, especialmente a quantos se sentem distantes ou olham a Igreja com desconfiança, gostaria de dizer: deixai-vos fascinar por Jesus, dirigi-Lhe as vossas perguntas importantes, através das páginas do Evangelho, deixai-vos desinquietar pela sua presença que sempre nos coloca, de forma benfazeja, em crise. Ele respeita mais do que ninguém a nossa liberdade, não Se impõe mas propõe-Se: dai-Lhe espaço e encontrareis a vossa felicidade no seu seguimento e, se vo-la pedir, na entrega total a Ele.

Um povo em caminho

A polifonia dos carismas e das vocações, que a Comunidade Cristã reconhece e acompanha, ajuda-nos a compreender plenamente a nossa identidade de cristãos: como povo de Deus em caminho pelas estradas do mundo, animados pelo Espírito Santo e inseridos como pedras vivas no Corpo de Cristo, cada um de nós descobre-se membro duma grande família, filho do Pai e irmão e irmã de seus semelhantes. Não somos ilhas fechadas em si mesmas, mas partes do todo. Por isso, o Dia Mundial de Oração pelas Vocações traz gravada a marca da sinodalidade: há muitos carismas e somos chamados a escutar-nos reciprocamente e a caminhar juntos para os descobrir discernindo aquilo a que nos chama o Espírito para o bem de todos.

Além disso, no momento histórico presente, o caminho comum conduz-nos para o Ano Jubilar de 2025. Caminhamos como peregrinos de esperança rumo ao Ano Santo, para, na descoberta da própria vocação e pondo em relação os diversos dons do Espírito, podermos ser no mundo portadores e testemunhas do sonho de Jesus: formar uma só família, unida no amor de Deus e interligada pelo vínculo da caridade, da partilha e da fraternidade.

Este Dia é dedicado de modo particular à oração para implorar do Pai o dom de santas vocações para a edificação do seu Reino: «Rogai ao dono da messe que mande trabalhadores para a sua messe» (Lc 10, 2). E, como sabemos, a oração é feita mais de escuta que de palavras dirigidas a Deus. O Senhor fala ao nosso coração e quer encontrá-lo aberto, sincero e generoso. A sua Palavra fez-Se carne em Jesus Cristo, que nos revela e comunica toda a vontade do Pai.

Neste ano de 2024, dedicado precisamente à oração como preparação para o Jubileu, somos chamados a descobrir o dom inestimável de poder dialogar com o Senhor, de coração a coração, tornando-nos assim peregrinos de esperança, porque «a oração é a primeira força da esperança. Tu rezas e a esperança cresce, avança. Diria que a oração abre a porta à esperança. A esperança existe, mas com a minha oração abro a porta» (Francisco, Catequese, 20/V/2020).

Peregrinos de esperança e construtores de paz

Mas que significa ser peregrinos? Quem empreende uma peregrinação procura, antes de mais nada, ter clara a meta, e conserva-a sempre no coração e na mente. Mas, para atingir esse destino, é preciso ao mesmo tempo concentrar-se no passo presente: para o realizar, é necessário estar leve, despojar-se dos pesos inúteis, levar consigo apenas o essencial e esforçar-se cada dia por que o cansaço, o medo, a incerteza e a escuridão não bloqueiem o caminho iniciado. Por isso ser peregrino significa partir todos os dias, recomeçar sempre, reencontrar o entusiasmo e a força de percorrer as várias etapas do percurso que, apesar das fadigas e dificuldades, sempre abrem diante de nós novos horizontes e panoramas desconhecidos.

Este é precisamente o sentido da peregrinação cristã: estamos em caminho à descoberta do amor de Deus e, ao mesmo tempo, à descoberta de nós mesmos, através duma viagem interior, mas sempre estimulados pela multiplicidade das relações. Portanto, peregrinos porque chamados: chamados a amar a Deus e a amar-nos uns aos outros. Assim, o nosso caminho sobre esta terra nunca se reduz a uma labuta sem objetivo nem a um vaguear sem meta; pelo contrário, cada dia, respondendo à nossa chamada, procuramos realizar os passos possíveis rumo a um mundo novo, onde se viva em paz, na justiça e no amor. Somos peregrinos de esperança, porque tendemos para um futuro melhor e empenhamo-nos na sua construção ao longo do caminho.

Tal é, em última análise, a finalidade de cada vocação: tornar-se homens e mulheres de esperança. Como indivíduos e como comunidade, na variedade dos carismas e ministérios, todos somos chamados a «dar corpo e coração» à esperança do Evangelho neste mundo marcado por desafios epocais: o avanço ameaçador duma terceira guerra mundial aos pedaços, as multidões de migrantes que fogem da sua terra à procura dum futuro melhor, o aumento constante dos pobres, o perigo de comprometer irreversivelmente a saúde do nosso planeta. E a tudo isto vêm ainda juntar-se as dificuldades que encontramos diariamente com o risco de nos precipitar, às vezes, na resignação ou no derrotismo.

Por isso é decisivo, para nós cristãos, cultivar um olhar cheio de esperança no nosso tempo, para podermos trabalhar frutuosamente respondendo à vocação que nos foi dada ao serviço do Reino de Deus, Reino do amor, de justiça e de paz. Esta esperança – assegura-nos São Paulo – «não engana» (Rm 5, 5), porque se trata da promessa que o Senhor Jesus nos fez de permanecer sempre connosco e de nos envolver na obra de redenção que Ele quer realizar no coração de cada pessoa e no «coração» da criação. Tal esperança encontra o seu centro propulsor na Ressurreição de Cristo, que «contém uma força de vida que penetrou o mundo. Onde parecia que tudo morreu, voltam a aparecer por todo o lado os rebentos da ressurreição. É uma força sem igual. É verdade que muitas vezes parece que Deus não existe: vemos injustiças, maldades, indiferenças e crueldades que não cedem. Mas também é certo que, no meio da obscuridade, sempre começa a desabrochar algo de novo que, mais cedo ou mais tarde, produz fruto» (Francisco, Exort. ap. Evangeliigaudium, 276). E o apóstolo Paulo afirma ainda que fomos salvos na esperança (cf. Rm 8, 24). A redenção realizada na Páscoa dá a esperança, uma esperança certa, fiável, com a qual podemos enfrentar os desafios do presente.

Então ser peregrinos de esperança e construtores de paz significa fundar a própria existência sobre a rocha da ressurreição de Cristo, sabendo que todos os nossos compromissos, na vocação que abraçamos e levamos por diante, não caiem no vazio. Apesar dos fracassos e retrocessos, o bem que semeamos cresce de modo silencioso e nada pode separar-nos da meta última: o encontro com Cristo e a alegria de viver na fraternidade entre nós por toda a eternidade. Esta vocação final, devemos antecipá-la cada dia: a relação de amor com Deus e com os irmãos e irmãs começa desde agora a realizar o sonho de Deus, o sonho da unidade, da paz e da fraternidade. Que ninguém se sinta excluído desta chamada! Cada um de nós, no seu lugar próprio, no seu estado de vida, pode ser, com a ajuda do Espírito Santo, um semeador de esperança e de paz.

A coragem de se envolver

Por tudo isso digo mais uma vez, como durante a Jornada Mundial da Juventude em Lisboa: «rise up – levantai-vos!» Despertemos do sono, saiamos da indiferença, abramos as grades da prisão em que por vezes nos encerramos, para que possa cada um de nós descobrir a própria vocação na Igreja e no mundo e tornar-se peregrino de esperança e artífice de paz! Apaixonemo-nos pela vida e comprometamo-nos no cuidado amoroso daqueles que vivem ao nosso lado e do ambiente que habitamos. Repito-vos: tende a coragem de vos envolver! Padre Oreste Benzi, apóstolo incansável da caridade, sempre da parte dos últimos e indefesos, repetia que ninguém é tão pobre que não tenha algo para dar, e ninguém é tão rico que não precise de receber alguma coisa.

Levantemo-nos, pois, e ponhamo-nos a caminho como peregrinos de esperança, para que também nós, como fez Maria com Santa Isabel, possamos comunicar boas-novas de alegria, gerar vida nova e ser artesãos de fraternidade e de paz.

Roma, São João de Latrão, no IV Domingo de Páscoa, 21 de abril de 2024.

FRANCISCO

REFERÊNCIA:
encontrei in opusdei.org

domingo, 24 de julho de 2022

Dia dos avós em 2022: é celebrado no domingo dia 24 de julho

Dia dos Avós 2022 – Informações e atividades didáticas
in twinkl.pt


O Dia dos Avós é comemorado anualmente em 26 de julho, Dia de São Joaquim e Santa Ana, os avós de Jesus.

... (...)... Sua origem é portuguesa e tem como objetivo homenagear e agradecer toda a consideração e carinho dos avós com os seus netos.

Em 2021 foi comemorado o 1.º Dia Mundial dos Avós e dos Idosos. Essa data foi instituída pelo Papa Francisco e deverá ser comemorada todos os anos próximo do dia 26 de julho. O 2.º Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, em 24 de julho de 2022, tem como tema "Dão fruto mesmo na velhice".

Você sabe como surgiu a data para homenagear os avós?

O Dia Mundial dos Avós é celebrado em 26 de julho, porque esse é o Dia de Santa Ana e de São Joaquim.

São Joaquim e Santa Ana eram os pais da Virgem Maria. Portanto, eles eram os avós de Jesus Cristo, que por esse motivo são considerados pela Igreja Católica os padroeiros de todos os avós. 

Mas antes da Dona Aninhas, o dia 26 de julho era uma data dedicada apenas aos santos, sem destacar a homenagem aos avós.

Dona Aninhas, cujo nome era Ana Elisa Couto (1926-2007), foi uma senhora portuguesa que tinha 6 netos. Durante quase 20 anos reivindicou a instituição de uma data comemorativa para os avós.

Em Portugal, a data foi instituída pela Assembleia da República em 2003. 

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REFERÊNCIA: in calendarr.com