quinta-feira, 1 de novembro de 2012

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Hoje é o Dia Mundial da Poupança


imagem obtida em:
 http://blog.imoguia.com/3569-dia-mundial-da-poupanca
A poupança desempenha ao longo da nossa vida um papel importante na medida em que ensina e disciplina os indivíduos a saber gerir os seus recursos, contribuindo para um sistema financeiro mais sólido e um  crescimento económico sustentado.

Os cidadãos devem desenvolver hábitos de poupança e obter formação financeira, aprendendo a planear as suas despesas e a gerir o orçamento familiar, bem como a escolha de produtos bancários adequados à sua situação pessoal ou familiar.

A população deve tentar motivar-se para a poupança e saber onde deseja aplicar o seu dinheiro.
"História do Dia Mundial da Poupança


O Dia Mundial da Poupança foi criado em 1924, durante o primeiro congresso do World Society of Savings Banks em Milão, Itália. No final deste congresso, a 31 de outubro, o Professor Filippo Ravizza declarou este dia como o "Dia Internacional da Poupança". Nas resoluções do Congresso foi decidido que o Dia Mundial da Poupança "deveria ser um dia dedicado à promoção da poupança em todo o mundo."


Links úteis relacionados
World Savings Day - 30-31 October" 

Homenagem a um Brasileiro Famoso: Carlos Drummond de Andrade



Há 110 anos nascia Carlos Drummond de Andrade, poeta, contista e cronista brasileiro.

Aqui fica a homenagem:


A Palavra Mágica

Certa palavra dorme na sombra de um livro raro.

Como desencantá-la?

É a senha da vida

a senha do mundo.

Vou procurá-la.


Vou procurá-la a vida inteira

no mundo todo.

Se tarda o encontro, se não a encontro,

não desanimo,

procuro sempre.


Procuro sempre, e minha procura

ficará sendo

minha palavra.


                                   Carlos Drummond de Andrade,
                                      in 'Discurso da Primavera'

Uma portuguesa encantadora: Luísa Sobral (Jazz)



"Luísa Sobral – Anuncia concertos na Alemanha com Melody Gardot Posted: October 17th, 2012


Luísa Sobral foi convidada para fazer a primeira parte de Melody Gardot na sua tour alemã, já no final deste mês. Quatro datas em quatro das principais cidades alemãs marcarão a estreia ao vivo de Luísa na Alemanha. Oportunidade também para editar neste país europeu o seu álbum de estreia, ‘The Cherry on My Cake’. A digressão começa em Berlim a 29 de Outubro e segue para Frankfurt (30 Outubro), Colónia (1 de Novembro) e Hamburgo (3 de Novembro). Recorde-se que Luísa Sobral já tinha agendado um outro concerto com Melody Gardot, no âmbito do London Jazz Festival, no Barbican em Londres, no próximo dia 10 de Novembro. Perto do galardão de Platina em Portugal, Luísa Sobral entrará em estúdio brevemente para a gravação do seu segundo álbum, previsto para 2013.

Datas: 29/10: Tempodrom, Berlim 30/10: Alte Oper, Frankfurt 01/11: Kölner Philharmonie, Colónia 3/11: Laeiszhalle Hamburg, Hamburgo"


Encontrei aqui:

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Uma anedota sobre moeda antiga: dez escudos...


  imagem:
http://rosyluzes.blogspot.pt/2009/07/avos-pais-filhos-e-netos.html
O avô conta ao neto as grandes mudanças que aconteceram na sociedade, desde a sua juventude até agora:

« Sabes, quando eu era pequeno, a minha mãe dava-me dez escudos (0,05 € hoje) e mandava-me à mercearia da esquina. Então, eu voltava com um pacote de manteiga, dois litros de leite, um saco de batatas, um queijo, um pacote de açúcar, um pão e uma dúzia de ovos. »


E o neto respondeu-lhe: « Mas avô, na tua época não havia câmaras de vigilância? »

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Mais uma anedota, esta por imagem:

http://riremuitomais.blogspot.pt/2010/03/anedotas.html

James Bond 007- SKYFALL

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Os Professores, de Valter Hugo Mãe


                     

Tendo recebido de uma colega minha este artigo por e-mail, resolvi partilhar a sua leitura com todos os interessados:

"Este artigo de opinião de um Professor é do mais autêntico e espantoso em relação à profissão de Professor e à importância da Escola.

Foi-me enviado por uma Professora, amiga e companheira de longos anos neste percurso de elevarmos o papel da Escola na sociedade e de procurarmos abrir aos nossos alunos caminhos mais luminosos e tornar-mo-nos todos mais sábios.

É simplesmente belo e, por isso, recomendo a sua leitura."

Vamos, então, à transcrição do artigo de opinião "Os Professores, de Valter Hugo Mãe"

Achei por muito tempo que ia ser professor. Tinha pensado em livros a vida inteira, era-me imperiosa a dedicação a aprender e não guardava dúvidas acerca da importância de ensinar. Lembrava-me de alguns professores como se fossem família ou amores proibidos. Tive uma professora tão bonita e simpática que me serviu de padrão de felicidade absoluta ao menos entre os meus treze e os quinze anos de idade.

A escola, como mundo completo, podia ser esse lugar perfeito de liberdade intelectual, de liberdade superior, onde cada indivíduo se vota a encontrar o seu mais genuíno, honesto, caminho. Os professores são quem ainda pode, por delicado e precioso ofício, tornar-se o caminho das pedras na porcaria do mundo em que o mundo se tem vindo a tornar.

Nunca tive exatamente de ensinar ninguém. Orientei uns cursos breves, a muito custo, e tento explicar umas clarividências ao cão que tenho há umas semanas. Sinto-me sempre mais afetivo do que efetivo na passagem do testemunho. Quero muito que o Freud, o meu cão, entenda que estabeleço regras para que tenhamos uma vida melhor, mas não suporto a tristeza dele quando lhe ralho ou o fecho meia hora na marquise. Sei perfeitamente que não tenho pedagogia, não estudei didática, não sou senão um tipo intuitivo e atabalhoado. Mas sei, e disso não tenho dúvida, que há quem saiba transmitir conhecimentos e que transmitir conhecimentos é como criar de novo aquele que os recebe.

Os alunos nascem diante dos professores, uma e outra vez. Surgem de dentro de si mesmos a partir do entusiasmo e das palavras dos professores que os transformam em melhores versões. Quantas vezes me senti outro depois de uma aula brilhante. Punha-me a caminho de casa como se tivesses crescido um palmo inteiro durante cinquenta minutos. Como se fosse muito mais gente. Cheio de um orgulho comovido por haver tantos assuntos incríveis para se discutir e por merecer que alguém os discutisse comigo.

Houve um dia, numa aula de história do sétimo ano, em que falámos das estátuas da Roma antiga. Respondi à professora, uma gorduchinha toda contente e que me deixava contente também, que eram os olhos que induziam a sensação de vida às figuras de pedra. A senhora regozijou. Disse que eu estava muito certo. Iluminei-me todo, não por ter sido o mais rápido a descortinar aquela solução, mas porque tínhamos visto imagens das estátuas mais deslumbrantes do mundo e eu estava esmagado de beleza. Quando me elogiou a resposta, a minha professora contente apenas me premiou a maravilha que era, na verdade, a capacidade de induzir maravilha que ela própria tinha. Estávamos, naquela sala de aula, ao menos nós os dois, felizes. Profundamente felizes.

Talvez estas coisas só tenham uma importância nostálgica do tempo da meninice, mas é verdade que quando estive em Florença me doíam os olhos diante das estátuas que vira em reproduções no sétimo ano da escola. E o meu coração galopava como se tivesse a cumprir uma sedução antiga, um amor que começara muito antigamente, se não inteiramente criado por uma professora, sem dúvida que potenciado e acarinhado por uma professora. Todo o amor que nos oferecem ou potenciam é a mais preciosa dádiva possível.

Dá-me isto agora porque me ando a convencer de que temos um governo que odeia o seu próprio povo. E porque me parece que perseguir e tomar os professores como má gente é destruir a nossa própria casa. Os professores são extensões óbvias dos pais, dos encarregados pela educação de algum miúdo, e massacrá-los é como pedir que não sejam capazes de cuidar da maravilha que é a meninice dos nossos miúdos, que é pior do que nos arrancarem telhas da casa, é pior do que perder a casa, é pior do que comer apenas sopa todos os dias.

Estragar os nossos miúdos é o fim do mundo. Estragar os professores, e as escolas, que são fundamentais para melhorarem os nossos miúdos, é o fim do mundo. Nas escolas reside a esperança toda de que, um dia, o mundo seja um condomínio de gente bem formada, apaziguada com a sua condição mortal mas esforçada para se transcender no alcance da felicidade. E a felicidade, disso já sabemos todos, não é individual. É obrigatoriamente uma conquista para um coletivo. Porque sozinhos por natureza andam os destituídos de afeto.

As escolas não podem ser transformadas em lugares de guerra. Os professores não podem ser reduzidos a burocratas e não são elásticos. Não é indiferente ensinar vinte ou trinta pessoas ao mesmo tempo. Os alunos não podem abdicar da maravilha nem do entusiasmo do conhecimento. E um país que forma os seus cidadãos e depois os exporta sem piedade e por qualquer preço é um país que enlouqueceu. Um país que não se ocupa com a delicada tarefa de educar, não serve para nada. Está a suicidar-se. Odeia e odeia-se.



domingo, 28 de outubro de 2012