domingo, 25 de novembro de 2018

Festa do Cristo-Rei: Solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo!

imagem in divinavontade.com


Tendo assistido à missa neste domingo, 25 de novembro, festa do Cristo-Rei, gostava de deixar aqui alguns cânticos que me deixaram muito emocionada, enquanto os ouvia toda embevecida, acompanhados por um belíssimo Coro, na Paróquia da Igreja da Senhora da Conceição, no Porto. 

"Solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo"

ENTRADA
Glória, glória ao Senhor
pelos séculos dos séculos, 
glória, glória, glória, glória ao Senhor

SALMO RESPONSARIAL
O Senhor é Rei mum trono de luz
O Senhor é Rei.

APRESENTAÇÃO DAS OFERTAS
COMUNHÃO
O Senhor está sentado como Rei eterno.
O Senhor abençoará o seu povo na paz.

FINAL
Ó Pastor de Israel,
que conduzes
os descendentes de Josué
como um rebanho.
Tu que tens o teu trono
sobre os querubins,
desperta o teu poder
e vem salvar-nos.
Aleluia!




Aleluia! Aleluia! Aleluia!  


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João (Jo 18, 33-37)

33Naquele tempo Pilatos entrou de novo no pretório, chamou Jesus e perguntou-lhe: «Tu és rei dos judeus?» 34Respondeu-lhe Jesus: «Tu perguntas isso por ti mesmo, ou porque outros to disseram de mim?» 35Pilatos replicou: «Serei eu, porventura, judeu? A tua gente e os sumos sacerdotes é que te entregaram a mim! Que fizeste?» 36Jesus respondeu: «A minha realeza não é deste mundo; se a minha realeza fosse deste mundo, os meus guardas teriam lutado para que Eu não fosse entregue às autoridades judaicas; portanto, o meu reino não é de cá.» 37Disse-lhe Pilatos: «Logo, Tu és rei!». Respondeu-lhe Jesus: «É como dizes: Eu sou rei! Para isto nasci, para isto vim ao mundo: para dar testemunho da Verdade. Todo aquele que vive da Verdade escuta a minha voz.»


quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Remodelação no Ensino é desejável. Irá o 2º ciclo acabar?


Vamos ter de esperar, para ver o que vai acontecer a nível do Ensino nas escolas, nos próximos tempos. 

Que algo tem de mudar, parece não haver dúvidas. 

"É preciso mexer nos alicerces do sistema educativo", dizem os especialistas! 

Os três ciclos nas escolas vão ter de ser repensados, é o que parece, depois da leitura deste artigo!

A ideia foi deixada pelo Conselho Nacional de Educação. 
Especialistas defendem que mudar o sistema seria desejável. 
Menos certo é que isso possa ajudar a diminuir os chumbos nos anos de transição.

O ano letivo de 2016/2017 foi um ano bem sucedido em termos de aproveitamento escolar: teve a mais baixa taxa de chumbos da última década, ao mesmo tempo que teve a maior taxa de conclusão do ensino básico (até ao 9º ano) nesse período. Ainda assim, a presidente do Conselho Nacional de Educação, Maria Emília Brederode Santos, está preocupada com as elevadas taxas de retenção: cerca de 30% dos alunos chumbaram pelo menos uma vez até aos 15 anos.
Nos últimos anos, a taxa de chumbos tem tido uma evolução positiva em todos os ciclos do ensino básico, mas os níveis continuam a ser particularmente altos nos anos de transição entre ciclos, como o 5.º e 7.º ano, e também no 2.º ano (quando se podem chumbar os alunos pela primeira vez). Estes factos levam a presidente do CNE a considerar que “a própria organização do sistema deveria ser repensada e as didáticas mais fortemente apoiadas”.
Aos jornalistas, durante a apresentação do relatório anual sobre o estado da educação, Maria Emília Brederode Santos disse que um dos pontos a avaliar nessa possível reorganização é a remodelação do 2.º ciclo, embora não tenha explicado como. O objetivo é reduzir a taxa de retenções. O Observador quis ouvir pessoas ligadas à educação para perceber até que ponto faz sentido acabar com o 2.º ciclo e se isso levaria a uma redução do insucesso escolar.

Faz sentido ter três ciclos no ensino básico?

O ensino básico em Portugal, do primeiro ao nono ano de escolaridade, está dividido em três ciclos: os quatro anos da antiga escola primária, os dois anos do antigo ciclo preparatório e mais três anos que, no passado, já fizeram parte do ensino secundário. Esta terça-feira, a presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), Maria Emília Brederode Santos, defendeu que a organização em três ciclos deveria ser repensada, em particular a existência do 2.º ciclo que tem apenas dois anos — um de entrada e outro de saída.
O 2.º ciclo do ensino básico, que inclui o 5.º e o 6.º ano, é um assunto mal resolvido, mas não é de agora. “Foi um ciclo criado para reforçar a escolaridade de seis anos, adotada em 1964, e depois nunca se resolveu”, disse ao Diário de Notícias David Justino, ex-ministro da Educação e, então, presidente do CNE, em 2016. Este ciclo preparatório do ensino secundário serviria de transição entre o ensino primário (até à então quarta classe) e o ensino secundário (o agora sétimo ano).
Era uma ideia experimental que foi ficando, disse ao Observador Joaquim Azevedo, professor da Universidade Católica Portuguesa. Com a Lei de Bases do Sistema Educativo, criada em 1986, perdeu-se a oportunidade de decidir se este ciclo era incluído no ensino primário ou não. Acabou por ficar pendurado e autónomo. A discussão sobre a alteração da organização dos ciclos começou logo no final dos anos 1990 e chegou mesmo a ser votada em Assembleia da República, em 2004, quando David Justino tutelava essa pasta. Mas a Lei de Bases da Educação, que alterava a lei de 1986, acabou por ser vetada pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio, que defendia que era preciso um consenso parlamentar mais alargado para um compromisso que se quer para muitos anos. Na altura, só a coligação PSD/CDS-PP votou a favor.
À semelhança do que era defendido nessa proposta de alteração à lei de bases, Joaquim Azevedo defende que o primeiro ciclo de ensino tenha seis anos, porque a infância só termina aos 11 ou 12 anos e não faz sentido obrigar a criança a uma transição tão grande aos 9 anos — mudar de um professor na escola primária para muitos professores com disciplinas específicas a partir do 5.º ano. “Perturba o desenvolvimento”, disse o especialista em políticas de educação. “A maior parte dos países resolveu a questão mantendo o ensino primário a acompanhar a infância, mas em Portugal não se resolveu no momento certo.”
Quem tem a responsabilidade de promover esta alteração é a Assembleia da República, afirmou Joaquim Azevedo, que acusa os sindicatos dos professores de serem os principais opositores a esta mudança. Ter um ciclo de seis anos poderia implicar que os professores do 5.º e 6.º ano passassem a trabalhar por áreas de saber e não por disciplinas e os sindicatos preocupam-se com a perda de lugares para professores nas escolas. A verdade, diz Joaquim Azevedo, é que “não existem estudos sobre as implicações da afetação dos lugares dos professores” caso estas alterações aconteçam. Logo, não se sabe se poderá ser prejudicial para os professores ou não.
João Dias da Silva, secretário-geral da Federação Nacional da Educação (FNE), confirmou ao Observador que a mudança dos grupos de recrutamento — professores de 1.º e 2.º ciclo a serem recrutados num único ciclo — poderia ter consequências para os professores, nomeadamente na previsibilidade da colocação. No entanto, “não é a questão determinante”, afirmou. “Não são os interesses dos professores que estão em causa, mas o que é melhor para os alunos.” Certo é que os professores têm de estar convencidos das vantagens das mudanças porque são eles que as vão implementar.
A proposta de alteração da lei de bases não se focava só os seis anos de ensino básico, sugeria também um ciclo de seis anos para o ensino secundário. Uma ideia que também é defendida por Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas. “Esta discussão tem de ir até ao secundário”, disse ao Observador. “Porque o modelo de acesso ao ensino superior dá primazia aos exames. O secundário é um ciclo perdido, porque os alunos só se preocupam em ‘empinar’ para os exames nacionais.”
Joaquim Azevedo e Filinto Lima concordam que este tema merece uma discussão séria e alargada, porque é preciso mexer nos alicerces do sistema educativo. Ambos referem que seria a melhor solução para os estudantes, em particular para os alunos nos primeiros seis anos do ensino básico.

Acabar com o ciclo de dois anos diminuiria os chumbos?

As dificuldade apresentadas pelos alunos nos anos de transição, como o 5.º e o 7.º ano, são um dos motivos que justificam as propostas de alteração que têm surgido nos últimos cerca de 30 anos. Com um único ciclo do ensino básico, até ao 6.º ano, e um ciclo de ensino secundário, do 7.º ao 12.º ano, passaria a haver apenas um ano de transição. Se tudo corresse bem, os alunos chegariam muito melhor preparados a esta fase.
Mas se diminuir a transição entre ciclos, como a que acontece entre o 4.º e o 5.º ano — do primeiro para o segundo ciclo — é uma ideia bem acolhida por Joaquim Azevedo e Filinto Lima, o mesmo não podem dizer sobre a ideia de que eliminar as transições faça diminuir os chumbos, como propôs Maria Emília Brederode Santos na apresentação do relatório “Estado da Educação 2017”. Citada pela Agência Lusa, a presidente do CNE disse que a existência do 2.º ciclo “não é uma boa prática” tendo em conta o elevado número de reprovações, mas o professor da Universidade Católica e o presidente da Associação de Diretores de Agrupamentos não concordam que a alteração dos ciclos tenha uma influência direta nas taxas de retenção.
A reorganização dos ciclos de ensino não pode ser feita a pensar na diminuição dos chumbos, “deve ser feita tendo em conta os princípios educativos e de desenvolvimento das crianças”, afirma Joaquim Azevedo. Saber porque é que os alunos reprovam de ano é um assunto completamente diferente, depende das crianças, das condições em que vivem, das escolas e das práticas pedagógicas.
Por sua vez, o ministro da Educação, na reação à ideia, lembra que as taxas de retenção no 2º ciclo do ano letivo de 2016/2017 são muito inferiores às de 2012/2013 — quando se atingiram os níveis mais altos dos últimos 10 anos. “Não nos parece, pelos números que vemos, que este 2.º ciclo tenha uma implicação na reprovação e cultura de retenção, como é dito”, disse Tiago Brandão Rodrigues, que lembra que é preciso “mitigar os efeitos de mudar de escola, mudar de ciclos, de mudar da monodocência para a pluridocência”.
É certo que a transição do 4.º para o 5.º ano pode ser perturbadora para algumas crianças, mas isso acontece porque as crianças já trazem dificuldades do primeiro ciclo, garante Joaquim Azevedo. “Os professores dizem que os alunos vêm mal preparados”, confirma Filinto Lima. E isso pode justificar porque é que o 5.º ano tem um taxa tão elevada de retenções. Mas a taxa de chumbos mais alta continua a ser a do 7.º ano e aqui, mesmo com a alteração dos ciclos de ensino, continuaria sempre a existir uma transição entre o 6.º ano (do ciclo do ensino básico) com o 7.º ano (do ciclo do ensino secundário).
Um ciclo de seis anos poderia, eventualmente, diminuir os chumbos no 7.º ano, mas não pela medida em si, diz Filinto Lima. Se houvesse uma visão mais integrada do ensino não superior, se a avaliação fosse pensada ao nível de cada ciclo e se os alunos terminassem o primeiro ciclo de ensino (os tais seis anos) com os conhecimentos básicos bem consolidados, aí sim, seria possível acreditar que as retenções iriam diminuir.
Também é por isso que Joaquim Azevedo defende que se devia dar mais atenção ao que acontece às crianças no 1.º ciclo. “Se as dificuldades de aprendizagem não ficam resolvidas duram toda a vida. Se os alicerces não forem bem construídos à partida, nunca mais se vai resolver.”

Devia acabar-se com a possibilidade de chumbar alunos?

Na introdução ao relatório sobre o estado da educação, Maria Emília Brederode Santos critica a “cultura de retenção” e diz que é “incompatível com o direito de todos a uma educação de qualidade”. Filinto Lima coloca o problema de outra forma: “Se houvesse uma educação de qualidade, não deveria haver retenção”. E questiona mesmo: “O que é uma educação de qualidade?”. Para o diretor do Agrupamento de Escolas Dr. Costa Matos, é ter um ensino mais personalizado, com turmas mais pequenas no 1.º ciclo — que tenham muito menos do que os 24 alunos permitidos — e sempre com dois professores na sala de aula (o professor que acompanha a turma e mantém o vínculo pedagógico, auxiliado pelo professor da área de especialidade que estiver a ser tratada). “Um primeiro ciclo bem feito iria reduzir substancialmente os chumbos nesse ciclo e nos ciclos seguintes.”
“A prática da retenção e repetição de ano revela-se ineficaz e pedagogicamente inútil”, escreve a presidente do CNE, citando o projeto aQeduto — Avaliação, qualidade e equidade em educação. “O chumbo é, normalmente, desmotivador”, concorda Filinto Lima, acrescentando que as escolas e professores “devem fazer tudo por tudo para que o aluno tenha sucesso” — mas um sucesso real, não uma passagem administrativa (em que mesmo sem notas para passar, os professores decidem não chumbar o aluno). E apoiar os alunos passa por muito mais do que o trabalho que é feito no contexto de sala aula, diz o diretor do Agrupamento de Escolas Dr. Costa Matos. As tutorias — uma estratégia de apoio e orientação pessoal e escolar do aluno —, o desporto escolar ou outras formas de envolvimento do aluno com a escola podem ajudar a que se sinta mais motivado para prosseguir os estudos e conseguir ter melhores resultados. “Os alunos não são burros”, afirma Filinto Lima. “Os alunos são espertalhões e, se forem devidamente acompanhados, têm sucesso.”
Maria Emília Brederode Santos critica não só a existência de retenção, como que esta comece tão cedo. O único ano em que as crianças não podem chumbar é no 1.º ano, mas a taxa de retenção no 2.º ano — a mais alta de todo o 1.º ciclo — revela que muitos alunos não estão preparados para avançar. Joaquim Azevedo admite que pode fazer sentido reter crianças em alguns anos da escola primária porque há alunos que demoram mais do que quatro anos para consolidar as aprendizagens básicas, como aprender a ler e escrever, saber calcular ou conhecer o meio que nos envolve. O que não pode é haver crianças que chegam ao final do 2.º ciclo com dificuldades nessas áreas. Com o formato atual do 2.º ciclo, os professores do 5.º e 6.º ano não têm tempo para ajudar os alunos a adquirir essas competências básicas. Um ciclo de seis anos daria mais tempo para que essas aprendizagens fossem melhor consolidadas.
Para Joaquim Azevedo e Filinto Lima, é claro que não se pode simplesmente acabar com os chumbos, o que se pode é melhorar a qualidade do ensino para aumentar o sucesso escolar e, aí sim, diminuir o abandono, o insucesso e as retenções. E melhorar a qualidade do ensino passa por fazer mudanças na organização, quer na estrutura dos ciclos, quer, por exemplo, na flexibilidade dos currículos.

As escolas têm capacidade para estas alterações?

“Nunca estamos preparados para a mudança”, diz Joaquim Azevedo, que acredita, no entanto, que as escolas tenham capacidade para se adaptar. Em termos de infraestruturas será o mais fácil. Quanto ao resto, como o número de professores por ciclo, as áreas de conhecimento ou as cargas horárias, é preciso desenhar cenários, investigar as implicações práticas de cada um desses cenários e chegar a um modelo. Tendo esse modelo, é preciso traçar um plano para a mudança, porque não vai acontecer de um dia para o outro.
João Dias da Silva reforçou que é um processo complexo e que a mudança, a acontecer, deve ser lenta e progressiva. O secretário-geral da FNE não nega que o debate possa ser feito, mas considerou que “não é um debate urgente”. É preciso identificar o melhor caminho, definir as condições de alteração e conseguir um amplo consenso que garanta a durabilidade da mudança, porque não se devem fazer alterações a cada ciclo político.
Para os primeiros anos, Joaquim Azevedo defende que deveriam existir mais professores aproximando-se mais do que acontece hoje em dia com o 2º ciclo, mas, por outro lado, o 5.º e 6.º ano deveriam ter uma estrutura mais próxima do 4º ano do que do 7º.  Filinto Lima acrescenta que, a partir do 3.º ano, os alunos deveriam ir além da língua portuguesa, matemática e estudo do meio, e incluir outras áreas do conhecimento. Como as competências dos professores passariam a estar relacionadas com áreas do saber e não com disciplinas, isso implicaria, necessariamente, uma alteração dos cursos no ensino superior, o que obrigada a um envolvimento das universidades e reitores neste processo. As mudanças da formação inicial e contínua dos professores também são uma das preocupações apontadas por João Dias da Silva.
Mas antes de perguntar se as escolas estão preparadas para a mudança, é preciso perguntar se o Governo e os restantes partidos com assento parlamentar estão preparados para a mudança, porque incluir o 2.º ciclo num 1.º ciclo de seis anos implicaria uma mudança à Lei de Bases do Sistema Educativo. Em 2016, pais, professores e diretores de escola já se tinham mostrado a favor da alteração para dois ciclos de seis anos cada um.

Ter um 2.º ciclo de dois anos é uma “originalidade portuguesa”?

“O 2.º ciclo é uma originalidade portuguesa”, disse a presidente do CNE à agência Lusa. “Só nós é que temos aqueles dois anos: que é um ano para entrar e um ano para sair e já se viu que não é uma boa prática.”
A forma como estão estruturados os ciclos do ensino obrigatório (até ao 12.º ano) e os currículos associados até podem ser uma ideia exclusivamente portuguesa, mas existem outras originalidades e muita diversidade em termos europeus, como mostra o relatório da rede Eurydice da Comissão Europeia, um organismo que fornece informações sobre os sistemas educativos de 38 países (os 28 Estados-membros da União Europeia mais 10 países que participam no programa Erasmus+).
Para o ano letivo de 2018/2019, a rede Euridyce analisou 43 sistemas educativos destes 38 países e classificou-os em três grupos principais:
  1. Aqueles cujo ensino é contínuo sem distinção entre ciclos, como na Dinamarca ou na Letónia;
  2. Aqueles que depois do ensino primário entram num primeiro nível de ensino secundário (que corresponde ao nosso 3.º ciclo) que é comum a todos os alunos, como em Portugal ou no Reino Unido;
  3. E aqueles que o primeiro nível do ensino secundário já é diferenciado e especializado, como na Alemanha ou na Áustria.
Apesar de considerar que, do 1.º ano ao 9.º ano, Portugal tem três ciclos de ensino básico, a Eurydice, baseada na Classificação Internacional Tipo da Educação, considera que o 3.º ciclo é a primeira etapa do ensino secundário e que o 1.º e 2.º ciclo, entre os seis e os 12 anos, fazem parte do ensino primário. Tendo esta classificação em conta, Portugal não é o único com mais do que um ciclo no ensino primário: França tem dois ciclos, um de três anos e outro de dois, entre os seis e os 11 anos de idade, e o Luxemburgo tem três ciclos, de dois anos cada um, entre os seis e os 12 anos.
A Eurydice assume que o normal é que o ensino primário tenha seis anos, mas assinala que o número de anos pode variar entre os quatro e os sete. Entre os países cujo ensino primário não chega aos 12 anos de idade está o Chipre, que termina aos onze anos e meio; Itália e Inglaterra, onde termina aos 11; Alemanha e Áustria aos 10 anos; e Turquia aos nove anos e meio. Comum a todos os países é a frequência obrigatória pelo menos até aos 15 anos de idade (14,5 no caso da Sérvia).
in observador.pt por Vera Novais, 22.11.2018

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Cães resgatados no México...

O que vou transcrever, denota, sem dúvida alguma, um comportamento exemplar, dando-nos a todos uma verdadeira lição de vida!  

Resgatador de cães

Edgardo "Perros" Zuniga viaja pelo México num triciclo à procura de cães abandonados e feridos. Nos últimos cinco anos andou por 14 estados e já resgatou 400 animais, cuidou-lhes da saúde, alimentou-os e depois entregou-os em centros de acolhimento. 

(in SABADO nº 758 de 08 a 14.11.2018)


imagem in historiascomvalor.com

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Swann Périssé chante "Pas pipi dans Paris"

Une vidéo pour rendre Paris propre!



« Pas pipi dans Paris » : le clip second degré qui fait jaser

VIDÉO. La mairie de Paris a décidé de lutter en musique contre les épanchements d'urine dans la capitale. Une initiative moquée par les internautes.

Publié le  | Le Point.fr
Il fallait oser, la mairie de Paris l'a fait. La municipalité a dévoilé cette semaine un clip visant à lutter contre les épanchements d'urine des Parisiens. Sobrement intitulée « Pas pipi dans Paris », la vidéo met en scène la youtubeuse Swann Périssé, vêtue pour l'occasion d'une robe en papier toilette jaune. Pendant quatre minutes, accompagnée de choristes, elle chante contre les odeurs et les traces d'urine dans la capitale.

sábado, 10 de novembro de 2018

Recordando George Brassens!


Após alguma pesquisa sobre a biografia de GEORGES BRASSENS, encontrei o seguinte na pt.wikipedia.org :
"Georges Brassens nasceu a 22 de Outubro de 1921 em Sète, porto de pesca francês banhado pelo mar mediterrâneo, filho de Elvira Dagrossa e do seu segundo marido Jean-Louis Brassens. A mãe é de origem italiana e profundamente católica, enquanto o pai é um livre pensador anticlerical. Todavia esta família, que inclui um quarto membro, a meia-irmã Simone, filha do primeiro casamento da mãe de Brassens, tem um ponto em comum : todos apreciam a música e todos têm de memória numerosas canções que adoram entoar, seja Tino Rossi, Charles Trenet ou tantos outros artistas populares da época. Educado neste meio, Brassens interessa-se naturalmente pela música, mas também pela composição.
Citação
«Éramos uns rudes aos quatorze, quinze anos e começamos a apreciar os poetas. Há que perceber o contraste. Graças a este professor pude aceder a algo de grande. Muito mais tarde, de cada vez que escrevia uma canção, perguntava-me a mim próprio: "será que agradaria a Bonnafé ?"»
Georges Brassens
Apesar de ser um fraco aluno, consegue ser motivado pelo seu professor de literatura Alphonse Bonnafé. Este, ao ver alguns pequenos poemas do jovem Brassens(na altura com 15 anos), e apesar de os achar ainda de fraca qualidade, incentiva-o a estudar os clássicos e assim poder melhorar a qualidade do seu trabalho.
Há uma característica que Brassens revela desde novo: aprecia funcionar em grupo e gosta de estar envolvido com os amigos. O seu primeiro grupo desta época começa por fazer pequenos distúrbios pela vila para mais tarde ter um convivio de tipo diferente: passeiam-se pela praia e pelos bares da vila, discutem a canção e os filmes, organizam projecções de cinema privadas, e chegam mesmo a formar uma pequena orquestra em que Brassens toca banjo.
Mas este grupo seguiria caminhos menos ortodoxos: procurando realizar algum dinheiro de bolso para as suas actividades lúdicas, realiza pequenos furtos essencialmente aos seus próprios familiares e amigos. Após várias queixas dos visados a polícia descobre-os e leva-os a julgamento. Brassens fica detido juntamente com os seus amigos e na pequena vila de Sète é o escândalo e a vergonha para as famílias envolvidas. O grupo passa a ser mal visto e é ostensivamente rechaçado dos locais que frequentava.


1964.
Expulso do liceu, e após uma curta passagem pelo atelier de pedreiro de seu pai, Brassens viaja para Paris onde se instala, em Fevereiro de 1940, com 18 anos de idade, em casa da sua tia Antoinette onde encontra um piano que utiliza para a sua primeira aprendizagem em regime de autodidacta. Ao mesmo tempo começa a aprender uma profissão, vindo a conseguir trabalho numa fábrica de automóveis como operário especializado. Um dos amigos do seu grupo de Séte, Louis Bestiou, junta-se-lhe como colega na fábrica. Mas em Junho de 1940 no decurso da guerra a fábrica é bombardeada pelos alemães e fica totalmente inoperacional.
Brassens e o seu amigo retornam às origens, mas poucos meses depois Brassens decide voltar a Paris à casa da sua tia onde tem tem acolhimento e alimentação. Agora já não quer trabalhar, pois o trabalho beneficiaria o ocupante alemão, mas nem por isso tem menos actividade : levanta-se de madrugada, vai para a biblioteca e deita-se com o pôr-do-sol. Dedica-se à leitura minuciosa dos grandes escritores : BaudelaireVerlaineVictor Hugo. Durante estes três anos em que desenvolve este estudo, adquire uma importante bagagem literária e chega mesmo a publicar, ainda que sem sucesso, uma recolha de poemas de autores diversos.
Em 1943 Brassens vê-se envolvido na guerra a que sempre tinha escapado: o governo francês decreta o STO (Serviço de trabalho obrigatório) para o qual convoca os jovens nascidos em 1920, 1921 e 1922. Brassens vai trabalhar para a fábrica de motores de aviões Bramo (Brandenburgischen Motorenwerken), fornecedora da Luftwaffe, localizada em Basdorf, na Alemanha. Aqui Brassens agrega um segundo grupo de amigos muitos dos quais se manteriam até bem depois da guerra.
Quando, após um ano de trabalho, consegue uma licença de 10 dias, Brassens desloca-se a Paris mas não mais se apresenta ao trabalho, sendo acolhido e escondido da polícia de Vichy por um casal amigo da tia, Jeanne Le Bonniec e Marcel Planche, que habitavam numa pequena casa num beco da cidade, o Impasse de Florimont, com grandes carências das comodidades mais elementares: não havia sequer água quente e as casas de banho eram no terraço. Apesar disso a atmosfera é acolhedora e Jeanne assegura-se que Brassens esteja sempre bem alimentado e alojado. Ele ficará escondido 5 meses até ao fim da guerra, altura em que recupera o seu cartão da biblioteca permitindo-lhe retomar as leituras, ao mesmo tempo que vai compondo algumas canções e prosseguindo a escrita de poemas e de um romance que havia iniciado em Basdorf.
Em 1946 colabora com a revista anarquista Le libertaire. Esta colaboração, apesar de visar também a obtenção de alguma contrapartida monetária, tem algo a ver com as suas ideias, expressas também nas suas canções, em que se revolta contra uma certa hipocrisia social, e a favor dos sectores mais desfavorecidos da sociedade.
Em 1947 sai o seu primeiro romance La lune écoute aux portes em que vinha trabalhando desde o seu tempo de trabalho obrigatório na Alemanha, mas não obteve qualquer sucesso. Adquire a sua primeira guitarra à qual se dedica de forma exaustiva, e escreve nesta altura algumas canções que se tornariam famosas como Le ParapluieLa Chasse aux papillonsJ'ai rendez-vous avec vousLe Gorille(canção contra a pena de morte, proibida de passar nas rádios durante anos), tendo ainda musicado um poema de Aragon Il n'y a pas d'amour heureux.
Citação
«Püppchen não é a minha mulher, é a minha deusa"»
Georges Brassens
Este ano de 1947 é também aquele em encontrou a mulher que o acompanharia ao longo da vida : Joha Heiman, de origem estónia, que Brassens apelidaria de Püppchen ("bonequinha" em alemão), que, por comum acordo, nunca viria a partilhar o mesmo tecto que o cantor.

Incentivado pelos amigos e conhecidos começa em 1951 a actuar nalguns cabarés parisienses, mas sem qualquer sucesso. A sua presença em palco é muito apagada, ninguém se interessa pelos seus textos, e Brassens começa a desanimar.
Todavia em 1952 dois dos seus amigos de infância conseguem-lhe uma audição num dos cabarés mais em voga na época, o Chez Patachou dirigido pela cantora Henriette Ragon (apelidada de Patachou pelos jornalistas franceses, a propósito do nome do seu cabaré). Muito a custo Brassens lá vai à audição a 6 de Março sendo apreciado de imediato por Patachou que lhe proporciona uma actuação logo na noite do dia seguinte. Nessa actuação a cantora confirmou a sua primeira apreciação, tendo-o contratado de imediato. Mas Brassens prefere que seja mesmo Patachou a cantar as suas canções remetendo-se ao papel de autor-compositor em que se sente mais à-vontade, evitando o contacto com os palcos e o público. Esta, apesar de aceitar incluir algumas das suas canções no seu reportório, insiste em que ele é a pessoa ideal para cantar canções como Le GorilleCorne d'Aurochs ou La Mauvaise réputation.
Apesar de todas estas hesitações e inseguranças, o caminho para o sucesso está aberto. Dezoito meses depois Brassens já é cabeça de cartaz no Bobino. Patachou apresenta-o a Jacques Canetti, (irmão de Elias Canetti, o prémio Nobel da literatura de 1981), ligado à editora de discos Polydor, e um dos homens mais influentes no meio musical francês. Não só Brassens actua no seu cabaré Les Trois Baudets, como grava alguns 78 rpm que viriam a ser publicados entretanto, apesar das dificuldades com as letras de algumas canções demasiado provocatórias para a sociedade da época. Estas reacções negativas de alguns acompanha-lo-iam ao longo de toda a sua carreira, mas nunca o fariam recuar na denúncia do que ele considerava serem os podres da sociedade.
Citação
«Penso que as ideias evoluem muito depressa. Penso que muita gente morre por ideias que-no momento em que morrem-já não têm cabimento. Por isso aconselho a pensar bem antes de morrer pelas ideias."»
Georges Brassens-entrevista com Jacques Chancel
Entretanto sai o seu segundo romance La tour des miracles, e, no início de 1954 canta no mais prestigiado music-hall parisiense, o Olympia, onde retorna poucos meses depois. Nesse mesmo ano sai uma recolha de textos chamada La mauvaise réputation. Brassens é reconhecido pelo seu domínio brilhante da língua francesa sendo-lhe atribuído nesse ano o grande prémio da Academia Charles Cros, pelo álbum "Le Parapluie".
Iniciam-se as digressões pela Europa e África do Norte.
Em 1957 faz a sua primeira, e única, aparição nos écrans de cinema, com o papel (quase que nem se pode falar de um papel tal era a semelhança entre a personagem e Brassens) desempenhado no filme Porte des Lilas de René Clair baseado no romance de FalletLa Grande Ceinture. Brassens comporá algumas das músicas da banda sonora deste filme. Desinteressado de tudo o que diz respeito à sua vida financeira nomeia o seu amigo Pierre Onténiente, companheiro de infortúnio em Basdorf, como seu secretário e agente, delegando-lhe a responsabilidade da gestão de toda a sua vida material e artística.

Placa comemorativa
na sua propriedade em Crespières.
Brassens resolve finalmente, após 25 anos, deixar a casa de Jeanne e Marcel que havia adquirido para eles uns anos antes, tendo-se mudado para em 1958 para uma propriedade que comprou em Crespières, chamada le moulin de la Bonde.
A sua carreira continua de forma imparável, ainda que por vezes entrecortada por cólicas renais motivadas por cálculos nos rins. Ao longo da carreira teve que sair de cena algumas vezes motivado pelas dores que sofria. Em 1963 realiza uma primeira cirurgia aos rins.
Em 1967 recebe o prémio de poesia da Académie française, uma reputada instituição dedicada à preservação da lingua francesa.
Em 1968 é novamente internado no hospital vítima de cólicas renais. Nesse mesmo ano morre a sua protectora e amiga Jeanne Le Bonniec com a idade de 77 anos.
Em 6 de Janeiro de 1969, por iniciativa da revista Rock & Folk e da rádio RTL, Georges Brassens participa numa entrevista histórica com dois outros gigantes da música francesa : Léo Ferré e Jacques Brel.
Em 1972, celebrando os seus 20 anos de actividade, é editada uma caixa com 11 álbuns acompanhada de um livro reunindo todos os seus textos e poemas.
No mesmo ano, Georges Brassens compra uma casa em Lézardrieux, na Bretanha, região que havia descoberto graças a Jeanne Planche originária de lá. Desloca-se frequentemente a esta terra de pescadores, que certamente lhe recordaria Sète onde havia passado a infância.
Os problemas de saúde prosseguem e a sua actividade faz-se ressentir disso. Em 1973 parte para a que seria a sua última digressão pela França e pela Bélgica. Nesse mesmo ano deu um concerto no Sherman Theatre da Universidade de Cardiff na Grã-Bretanha em 28 de Outubro, e que seria alvo de uma das raras gravações das suas actuações ao vivo, dando origem ao álbum Live in Great Britain. Em 1975, recebe das mãos do então presidente da Câmara Jacques Chirac o Grande Prémio do Disco de Paris.
Em 1980, muito doente, grava as suas últimas canções no álbum Les chansons de la jeunesse a favor da associação de beneficência Perce Neige, criada por Lino Ventura, a favor das crianças deficientes. Nesse álbum Brassens canta velhas canções francesas de Charles TrenetJean BoyerPaul Misraki e dele próprio.
Em Novembro após um diagnóstico de cancro do intestino é novamente operado. Recusa a quimioterapia, vindo a falecer quase um ano depois, em 29 de Outubro de 1981, uma semana após completar 60 anos de idade, na pequena aldeia de Saint-Gely-du-Fesc, perto da sua terra natal de Sète, em casa do seu amigo e médico, Maurice Bousquet. Está sepultado no cemitério du Py, também chamado o "cemitério dos pobres".

Georges Brassens vendeu cerca de 20 milhões de álbuns entre 1953 e 1981, o que constitui um recorde para quem começou a publicar música nos anos 50 e que já tinha um estilo claramente (e voluntariamente) fora de moda nos anos 70.
  • 1953 : La Mauvaise Réputation
  • 1954 : Les Amoureux des bancs publics
  • 1955 : Chanson pour l'Auvergnat
  • 1957 : Je me suis fait tout petit
  • 1958 : Le Pornographe
  • 1960 : Le Mécréant
  • 1961 : Les Trompettes de la renommée
  • 1964 : Les Copains d'abord
  • 1964 : Bobino 64 (ao vivo)
  • 1966 : Brassens au TNP (ao vivo)
  • 1966 : Supplique pour être enterré à la plage de Sète
  • 1969 : La Religieuse
  • 1972 : Fernande
  • 1972 : Tour de chant à Bobino (DVD) (Ao vivo)
  • 1974 : Georges Brassens in Great-Britain(Ao vivo)
  • 1976 : Don Juan