sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

Alguns (des)aforismos de humor! Para dispor bem...

imagem in https://humorsapiens.com/clasicos-del-humor/noel-claraso


"Só há um meio de chegar aos cem anos; 

ter o máximo cuidado aos noventa e nove"

 

"O amor é o único desporto 

que não se suspende por falta de luz "


"O homem é o animal doméstico 

que passa menos tempo em casa"


"O homem e a mulher distinguem-se - 

- ela diz parvoíces mas é ele que as faz."


"Uma mãe leva vinte anos a fazer do filho um homem, 

até que aparece outra mulher 

e faz dele um parvo em vinte minutos."

 

"Uma mulher é pontual sempre que, 

por motivo de força maior, 

não lhe foi possível chegar mais tarde."


                                                                                        Noel Clarasó

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Rússia desmobiliza da fronteira com a Ucrânia, mas isso ainda não traz alívio à União Europeia...

Entenda o conflito político envolvendo Rússia e Ucrânia - Mundo - Diário do  Nordeste
imagem in https://diariodonordeste.verdesmares.com.br

Como todos os dias ouvimos nos noticiários, a tensão entre a Rússia e a Ucrânia mantém-se. 

Apesar de se tentar pelas vias diplomáticas chegar a um consenso, não é possível acreditar que a Rússia tenha mesmo "desmobilizado" da fronteira com a Ucrânia. 

Pois se ainda foi adicionar sete mil militares às tropas que já permaneciam no local...!!!

Leiamos o que a pt.euronews.com nos relata e que aqui transcrevo, para termos uma melhor perceção deste grande conflito entre os dois países:

UE pede a Rússia "medidas genuínas" de desescalada e aprova ajuda financeira a Ucrânia
De  Euronews

Na União Europeia, ainda não se respira totalmente de alívio. Apesar de esta terça-feira a Rússia ter desmobilizado da fronteira com a Ucrânia milhares de soldados, os Estados-membros ainda não estão convencidos de uma desescalada, sobretudo quando, um dia depois, o Kremlin foi acusado pelos Estados Unidos da América de adicionar sete mil militares às tropas que permaneceram no local. 

A Moscovo, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, pede "medidas genuínas" de que não tenciona invadir o país vizinho.

"Nos últimos dois dias, a Rússia sinalizou que pode estar aberta à diplomacia, e instamos a Rússia a tomar medidas concretas e tangíveis para a desescalada, porque esta é a condição para um diálogo político sincero. Não podemos estar eternamente a tentar a diplomacia de um lado, enquanto o outro estiver a reforçar tropas", afirmou Charles Michel, esta quarta-feira, em Estrasburgo. 

Eurodeputados dão luz verde a ajuda financeira à Ucrânia

De forma a garantir estabilidade face à ameaça militar da Rússia, a maioria dos eurodeputados aprovou, esta quarta-feira, um pacote de ajuda de emergência à Ucrânia no valor de 1,2 mil milhões de euros. 

A assistência macrofinanceira a Kiev assume, nas palavras do Parlamento Europeu, em comunicado, a forma de empréstimos a longo prazo em condições "altamente favoráveis".
Guerra sem data

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, responde à possibilidade de uma guerra iminente, que chegou a estar anunciada para esta quarta-feira, com aparente tranquilidade, afirmando, esta quarta-feira que os ucranianos permanecem "calmos", porque a ameaça não é de agora. 

"Não temos medo, seja o que for que esteja previsto, não temos medo de nenhum povo, nenhum inimigo. Não temos medo de quaisquer datas, porque nos vamos defender, tanto a 16 de fevereiro, como a 17 de fevereiro, ou em março, abril, setembro, ou dezembro. Não importa nem o dia, nem o mês", afirmou Zelenskyy, numa declaração dirigida às tropas nacionais.

Já a Bielorrússia avança com uma data concreta. Minsk garante a saída de todos os soldados russos em manobras militares no território a 20 de fevereiro, dia previsto para a conclusão dos exercícios conjuntos entre os dois países.

imagem in YouTube.com

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

domingo, 13 de fevereiro de 2022

Dino d' Santiago, músico cabo-verdiano, relaxa-nos este fim de semana com a sua música maravilhosa! - "Como seria?"



Se é contigo 
que vai ser 
Que seja 
Sem Medo 
Se me dizes deixa 
Então que seja 
Sem medo 
Caminho sem saber onde pisar 
Ondas estas tu para me guiar 
Até ao fim… 
Se não é pra sempre nem vou fintar 
Então que venha a morte e nos separe e mesmo assim… 
Queres muito mais de mim 
E se desses mais de ti? 
Como Seria? 
Dou-te muito mais de mim 
Des Maneira Que Nta Xinti 
Like Beyoncé and Jay-Z 
E corrigir as nossas falhas 
Sem outras histórias 
Para confundir 
Vejo escrito lá no fundo 
Dois contra o mundo 
Sem desistir 
Esquece a nossas diferenças 
Muda esta conversa 
Porque eu já sei 
Como seria 
Como é que o amor pode ser cego 
Se nós temos tudo a ver 
E eu já sei 
Queres muito mais de mim 
E se desses mais de ti? 
Como Seria? 
Dou-te muito mais de mim 
Des Maneira Que Nta Xinti 
Like Beyoncé and Jay-Z 

(p) e (c) 2018 
Sony Music Entertainment Portugal
Música neste vídeo
Música
Como Seria
Artista
Dino D'Santiago
Licenciado ao YouTube por
SME (em nome de Sony Music Entertainment); Polaris Hub AB, LatinAutorPerf e 6 sociedades de direitos musicais


E a propósito dos naturais de Cabo Verde: são cabo-verdianos.

Pesquisa que efetuei sobre o adjetivo sublinhado:

Pergunta: 

'Sou natural e residente em Cabo Verde, gostaria de saber como e que se deve escrever correctamente a minha nacionalidade: Caboverdiano, Cabo-verdiano ou Caboverdeano?

...(...)...

Resposta:

Antes de mais, deixe-nos cumprimentá-lo em particular, dado tratar-se da primeira consulta formal que Ciberdúvidas da Língua Portuguesa recebe de Cabo Verde. Bem-vindo, pois, à nossa página lusófona!

Quanto à questão em si, não tenha dúvidas: os naturais de Cabo Verde devem escrever cabo-verdiano (pl. cabo-verdianos), com hífen e com i. É um erro, infelizmente muito frequente, todas as demais formas que exemplifica. Fácil de perceber: leva hífen, porque essa é a regra para os gentílicos dos compostos onomásticos ( belo-horizontino, de Belo Horizonte, vila-realense, de Vila Real); iano, e não "eano", porque esse é o sufixo nominativo latino que exprime o sentido de "natural de". Cabo Verde + iano = cabo-verdiano.

Ciberdúvidas da Língua Portuguesa 1 de março de 1997' 

in Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/cabo-verdiano/533 [consultado em 13-02-2022]

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

A situação delicada da Ucrânia


in dw.com


Numa das minhas mais recentes pesquisas sobre a situação na Ucrânia, tudo indicava que as notícias eram cada vez mais preocupantes:


Rússia e Bielorrússia em exercícios militares conjuntos 


O clima de tensão nas fronteiras da Ucrânia conhece um novo capítulo esta quinta-feira, com o início dos exercícios militares conjuntos da Rússia e da Bielorrússia. Moscovo colocou em território bielorrusso um arsenal impressionante: Trinta mil militares, dois batalhões de sistemas de mísseis terra-ar S-400 e vários aviões-caça.
Kiev respondeu ordenando a realização de exercícios militares em resposta a esta ameaça. Isto na mesma altura em que se abre mais uma frente na guerra civil no leste da Ucrânia. Rússia e Bielorrússia em exercícios militares conjuntos.

(In pt.euronews.com
Ricardo Figueira • Últimas notícias: 10/02/2022 


Quem está a dar apoio militar à Ucrânia em plena crise com a Rússia? 

Pressionada pela ameaça do reforço da presença militar da Rússia junto à fronteira e pelo risco crescente de invasão, a Ucrânia pediu ajuda militar e defensiva à União Europeia (UE).

No entanto, a questão do envio de armas para a Ucrânia continua a gerar polémica. A Alemanhatem sido um dos Estados-membros que se tem manifestado de forma mais ruidosa contra o fornecimento de armas a Kiev, mas não está só. O ministro dos Negócios Estrangeiros do Luxemburgo, Jean Asselborn, também verbalizou preocupações.

"Acho que é realmente errado dizer às pessoas que a superioridade militar russa sobre a Ucrânia pode ser equilibrada pelo envio de armas", referiu Jean Asselborn.

Já o autarca de Kiev, Vitaly Klitschko, expressou deceção com a adesão da Alemanha à proibição de fornecimento de armas: "Esta é a não assistência e uma traição de amigos numa situação dramática em que o nosso país é ameaçado por tropas russas em várias fronteiras", escreveu Klitschko num artigo publicado pelo jornal alemão "Bild".

Por outro lado, há países como a Polónia ou a Chéquia bem como os Estados Bálticos que estão dispostos a enviar armas para a Ucrânia:

Polónia

A 1 de fevereiro, o primeiro-ministro polaco, Mateusz Morawiecki, ofereceu oficialmente à Ucrânia“dezenas de milhares de balas e de munição de artilharia, mísseis superfície-ar portáteis, morteiros leves (...) e outros tipos de armas defensivas”, sem divulgar detalhes sobre termos e condições.

Perguntamos a Yago Rodriguez, analista político e diretor do portal de informação The Political Room, de que forma é que a Varsóvia está disposta a ajudar a Ucrânia.

"Acredita-se que Varsóvia já enviou drones kamikaze. Trata-se de um sistema de armas em que a munição é um drone que sobrevoa uma área, aguardando o alvo e atacando apenas quando esse alvo é localizado. A fase de sobrevoo permite a seleção de alvos a ser atingidos. Acredita-se também que Varsóvia tenha enviado mísseis antiaéreos GROM portáteis. São sistemas de armas guiados por calor que permitem que uma aeronave seja atingida até três quilómetros de distância. Estas armas são usadas principalmente contra tanques para retardar um possível ataque no solo. Os mísseis, por outro lado, seriam usados ​​para limitar a superioridade aérea estratégica total da Rússia no momento. Drones suicidas também podem atacar posições de artilharia russas”, sublinhouYago Rodriguez.

Chéquia

A 26 de janeiro, o governo checo aprovou a decisão de fornecer à Ucrânia artilharia. A transferência de 4006 projéteis armazenados de 152 milímetros, com um valor total de 1,7 milhões de dólares, sem custos para a Ucrânia foi aprovada após um pedido do Ministério da Defesa checo. 

Estados Bálticos

A Letónia e a Lituâniasão dois países prontos a fornecer mísseis terra-ar Stinger e equipamentos relacionados. Já a Estónia gostaria de doar uma quantidade não especificada de mísseis antitanque Javelin. 

Mas o governo alemão está a considerar uma autorização solicitada pela Estónia para entregar essas armas à Ucrânia. Mas por que é que Berlim está a interferir nos negócios de outros países?

Tanques da antiga República Democrática Alemanha foram primeiro vendidos à Finlândia em condições especiais e mais tarde entregues à Estónia. Uma das condições era que Berlim pudesse vetar o destino final das armas.

Alemanha

Berlim enviou recentemente 5 mil capacetes para a Ucrânia. O analista Yago Rodriguez explicou o significado: “Ajuda não letal: é um ato político. A ajuda económica da Alemanha e da União Europeia foi substancial, mas mostra uma opção política. Não querer enviar armas não significa escolher a paz. Significa não estar disposto a apoiar a Ucrânia a qualquer custo. O chanceler alemão Olaf Scholz, no entanto, lembrou que Berlim ofereceu mais de dois mil milhões de euros em poucos anos a Kiev em ajuda económica. 

Espanha, Países Baixos, Dinamarca

Espanha mobilizou algumas fragatas e alguns caças que foram enviados para o Mar Negro. Os Países Baixos e a Dinamarca deslocaram alguns contingentes de tropas, mas fizeram-no em outros países da NATO, não em território ucraniano ou em defesa do mesmo. A intenção é dissuadir a Rússia de possíveis ataques. 

De acordo com Yago Rodriguez “também é impensável que a UE possa ajudar militarmente a Ucrânia a defender sua fronteira. Nos tratados da UE, o bloco só pode intervir para defender outro Estado-membro”. 

Essa leitura é confirmada pela análise de outro especialista entrevistado pela Euronews. Oleksandr Sushko, diretor-executivo da Fundação Internacional Renascença, em Kiev, disse à Euronews: "Não acredito em uma ocupação total da Ucrânia. A população é contra e Moscovo não tem recursos suficientes. O que Moscovo pode tentar fazer é criar um sistema bósnio, um estado disfuncional e uma administração dividida ineficiente, com algumas partes controladas pela Rússia. Um estado não funcional”.

Ucrânia, um antigo "paraíso das armas"

Mas será que a Ucrânia realmente precisa de armas para se defender? O país era, até há poucos anos atrás, um dos maiores exportadores de armas do mundo. Quando fazia parte da URSS, a Ucrânia produzia 30% do armamento soviético.

Em termos de números, chegou a empregar um milhão de trabalhadores em mais de 750 fábricas espalhadas pelo país. Quando a União Soviética entrou em colapso, essas armas desapareceram no mercado negro e foram revendidas em países africanos.

Em 2012, Kiev foi o 4º maior exportador de armas do mundo. Entre os melhores clientes estavam o Paquistão, China e Rússia razão pela qual, naqueles anos, a maioria dos ucranianos disse “não” à adesão à NATO. 

Um dos problemas foi que Kiev produziu peças suplentes de sistemas de armas, mas não tinha uma indústria capaz de criar uma arma completa. Outro problema importante foi a corrupção. Em 2010, todas as empresas ucranianas se fundiram em um conglomerado chamado Ukroboronprom que, em apenas dez anos, destruiu a produção nacional devido à corrupção. Em 2014, a Ucrânia tinha, oficialmente, cerca de 168 mil militares, dos quais apenas 6 mil tinham treino militar. O resto fazia parte de uma administração gigantesca e inútil.

Tal como contou o jornalista Carlos Gonzalez no documentário "Ucrânia, a guerra esquecida", quando os territórios do leste do país se dividiram, formaram-se grupos de voluntários ucranianos. 

Alguns deles eram de extrema-direita. Também havia grupos paramilitares formados por muçulmanos ucranianos. Mas como é que essa guerra foi financiada? Através de financiamento coletivo. Surgiram organizações como "Come back alive", que conseguiram encontrar dinheiro para comprar armas para os voluntários, também graças à ajuda económica da diáspora ucraniana em todo o mundo. 

Como em em que condições é que os EUA ajudaram a Ucrânia?

Uma das condições que Washington estabeleceu para enviar armas para a Ucrânia foi que todos os voluntários deveriam estar no exército regular. Os grupos paramilitares foram então incorporados nas tropas regulares. O exército ucraniano acabou por aumentar, segundo cálculos do Ministério do Interior ucraniano, para 250 mil efetivos. 

Os EUA forneceram 2,5 mil milhões de dólares em ajuda militar à Ucrânia desde 2014. Essa ajuda inclui veículos e radares anti-artilharia. A NATO também enviou instrutores militares para treinar tropas ucranianas. 

Mas tudo isto tem, acima de tudo, um caráter dissuasor. A Ucrânia, por exemplo, obteve mísseis antitanque Javelin dos EUA. Trata-se de um sistema de lançador de rockets portátil. Uma arma que seria muito útil numa batalha.

O contrato de fornecimento, no entanto, proíbe o uso desses lançadores de rockets em combate.

A oferta é mais um exemplo de tentativa de dissuasão. O Ocidente não quer guerra. A Europa, que depende da Rússia para o fornecimento de gás, não quer a guerra. Moscovo não quer a Ucrânia na NATO nem como parte da União Europeia. Ninguém parece querer um conflito e, no entanto, nunca, desde o fim da Segunda Guerra Mundial, o continente europeu pareceu tão próximo de um.

in pt.euronews.com
A Redação de Bruxelas
De  Alberto De Filippis • Últimas notícias: 08/02/2022