sábado, 30 de maio de 2020

ESTÔMBAR, uma vila algarvia e a brancura do seu casario (2)


Quinta dos Vales, Estômbar
in: discoverportugal2day.com

Quinta dos Vales Wine Estate, Estômbar,
in: discoverportugal2day.com


A minha pesquisa online sobre ESTÔMBAR:

Brasão de armas de Estômbar

brasão de armas


gentílico: estombarense


Localização no concelho de Lagoa (Algarve)
localização de Estômbar no concelho de Lagoa


Mapa e Localização - Hotel Algarve Casino - Praia da Rocha ...










Estômbar, Igreja de São Tiago, portal manuelino
in: discoverportugal2day.com


Igreja Matriz - interior da Igreja de São Tiago
in discoverportugal2day.com
Estômbar é uma vila portuguesa do concelho de Lagoa, com 24,21 km² de área e 4 985 habitantes (2011). Densidade: 205,9 h/km².

Foi elevada a vila em 16 de agosto de 1991.

Foi sede de uma freguesia extinta em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, para, em conjunto com Parchal, formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Estômbar e Parchal da qual é a sede.

Com lugares desta freguesia foi criada em 1997 a freguesia de Parchal.

ESTÔMBAR


A vila de Estômbar é uma das mais antigas freguesias do Algarve. Encanta-nos pela silhueta da brancura do seu casario, figurando no concelho de Lagoa como a melhor produção de metal dos aglomerados urbanos.

Com uma importante estrutura denominada "Quinta dos Burros" ou refúgio dos burros que preserva esta especie ameaçada, Estômbar é uma das vilas mais importantes do Algarve devido à sua história da conquista do Castelo por D.Sancho I em 1191, e que serviu de base para a conquista de Silves.

Sanabus, designação da actual vila de Estômbar no tempo da ocupação árabe, constituiu um importante centro no interior de um castelo chamado Abenabeci, que as tropas de D. Sancho I conquistaram por alturas de 1191. Nesta bonita terra de contrastes, viram a luz do dia figuras como o poeta Abenamar, o lendário e valente Remexido, para além de nobres personalidades do Clero e da Nobreza (a quem falta dar destaque).

Dada a sua privilegiada localização, Estômbar foi outrora, centro económico de grande prosperidade. Baseada numa economia essencialmente agrícola, Estômbar passou a ganhar notoriedade e riqueza com o incremento das actividades ligadas à exploração do sal e ao tráfico comercial no Rio Arade. Porém, é com a dinamização dada à Industria Conserveira que a freguesia se expande, ganhando novos aglomerados populacionais e novas fontes de rendimento. Com a decadência das referidas actividades, a povoação foi encontrando noutras o seu ganha-pão.

Actualmente, a vila de Estômbar conta com um pequeno tecido empresarial ligado à construção civil, às obras públicas e à expansão infantil.

Apesar de sofrer os efeitos da interiorização, Estômbar encontra-se dotado de modernas infra-estruturas e equipamentos ligados à saúde, ao ensino, ao lazer, visando a qualidade de vida dos seus residentes.


Património



Castelo de Estombar

Transportes

A localidade é servida pela estação ferroviária de Estômbar-Lagoa.


Texto - REFERÊNCIA: pt.wikipedia.org



in discoverportugal2day.com



vista da vila de Estômbar
in discoverportugal2day.com



Estômbar - Uma outra pesquisa online:


Vila rural perto de Lagoa e Portimao em Barlavento Algarvio, Portugal

Estômbar é uma vila pertencente ao concelho de Lagoa, distrito de Faro (Algarve). Juntamente com a vila vizinha de Parchal formam a freguesia de Estômbar e Parchal.

Esta vila típica, quase imune ao turismo maciço, fica situada num pico a leste do curso mais baixo do rio Arade. Estômbar é uma das vilas mais antigas do Algarve, uma das primeiras a ser formada. Durante o período Mouro, o seu nome era Sanabus, aquando da conquista do forte Abenabeci por D. Sancho I em 1191 a caminho da reconquista de Silves. Ainda hoje , a arquitetura das casas pintadas de branco lembra o seu passado Arábico.

Durante os séculos 19 e 20 Estômbar era um centro da indústria conserveira, que conduziu ao crescimento e à prosperidade urbanos. A bonita igreja de estilo barroco de São Tiago, situada no alto do centro (...) com a sua portada em estilo Manuelino, pode ser vista á distância. Os visitantes poderão estacionar seus carros á entrada (...) e explorar a pé as ruas íngremes e estreitas. Um bonito cemitério, no lado oposto da igreja, proporciona vistas de tirar o fôlego para o vale do rio Arade.

As nascentes calcárias de Fontes de Sitio, com uma nora, podem ser encontradas num braço do rio Arade, e são as maiores do seu tipo no Algarve. O local foi convertido num parque de lazer, com zona para churrascos, um palco ao ar livre e um trilho educacional. A adega da Quinta dos Vales, situada nas proximidades, com uma exibição de estátuas modernas dentro da própria vinha, também merece uma visita. O parque de diversão Slide & Splash pode ser encontrado a meio caminho entre Estômbar e Lagoa.


Texto - REFERÊNCIA: http://estombar.pt.algarve-portal.com
Slide and Splash 
 in discoverportugal2day.com

sexta-feira, 29 de maio de 2020

ESTÔMBAR: origem do nome da terra (1)

Arquivo de Estômbar - Algarve Marafado
in algarvemarafado.com

ESTÔMBAR - Origem do nome e significado: "Parece vir de um étimo céltico derivado de set, 'outeiro', alterado por influência arábica."
(pesquisei e encontrei em:  www.infopedia.pt)

"Estômbar, (freguesia., conc. Lagoa) - Os árabes batizaram de Sanabus a localidade, situada no interior de um castelo chamado Abenabeci, conquistado pelas tropas de D. Sancho I, no início da última década do século XII. O tempo acabaria por, supõe-se, fazer evoluir a denominação para o atual topónimo." (pesquisei e encontrei em: dicionário do nome das terras, por João Fonseca, editora casa das letras, maio 2007)



Estômbar é vila há 25 anos - Barlavento
in barlavento.pt


Nunca esquecerei esta terra, porque era para lá que íamos passar as nossas férias de verão em família, numa casa de campo que começámos a alugar, a partir da década de 80, em setembro, pertencente a uns emigrantes portugueses que tinham ido trabalhar para França. 

À noite, ouviam-se os grilos e quando subíamos à açoteia víamos os pirilampos a piscarem as suas luzinhas verdes. Durante o dia, as cigarras (os machos cantores) não se calavam, com o seu fratenir, produzindo sons estridentes, no topo das árvores que se encontravam no meio das alfarrobeiras e figueiras.

Lembro-me que era uma casa muito quente e tinha janelas de madeira que só abríamos à noite, para refrescar as divisões todas; se as abríssemos durante o dia, a casa tornava-se um autêntico forno e enchia-se de mosquitos. 

Era por isso que quando lá chegávamos para passar férias, a primeira coisa que fazíamos, depois de nos instalarmos, era ir às compras; não só para nos abastecermos, como para adquirir "inseticida", primeira palavra que constava da lista, infalivelmente; sem isso, não conseguíamos dormir! 

Ali passámos os nossos melhores momentos de verão durante algumas décadas, onde éramos recebidos por um casal que estava encarregue de tomar conta da casa e de todo o pomar circundante. Eram os caseiros e tinham um filho ainda bebé. 


Estômbar em festa - Algarve Marafado
vista da vila de Estômbar
in algarvemarafado.com

Ano após ano,  quando acabávamos de chegar, a caseira vinha trazer-nos sempre uma terrina com fruta. A partir de uma certa altura, já era o filho quem vinha bater à porta com uma grande travessa cheia de peras e que os pais enviavam para nos darem as "boas vindas". 

Assim que nos ouvia chegar da praia, ele vinha ter connosco e ali ficava a ver-me lavar os fatos de banho no pequeno tanque, e a estendê-los na corda, a querer ajudar, metendo as mãos na água e gostando de sentir os salpicos no seu rosto.

Até que, passados uns cinco anos, veio outro bebé; mais um rapaz! Muito risonho e muito dado. Lembro-me que era um bebé muito afetuoso.

Nós saíamos de manhã e passávamos o dia a passear conhecendo muitos lugarejos, bem como cidades e  praias. Normalmente íamos para as praias da Rocha ou do Alvor e era lá que almoçávamos e bebíamos o cafezinho que eu levava no termos. Corríamos o Algarve, de lés a lés. Antes de regressarmos a casa, o banho do final da tarde em Ferragudo, era sagrado. 


Ferragudo - Praia dos Caneiros
in tripadvisor. com.br


Para preparar o nosso farnel para todo o dia, eu tinha de me levantar cedo para ir fazer as compras à vila. Era sempre acordada por um "despertador" especial, um comboio que passava na linha férrea que ficava apenas a uns metros da casa, por volta das oito da manhã, apitando ruidosamente durante uns minutos à passagem por Estombar. 

E logo a seguir, eu saía de casa. No trajeto até à estrada, eu parava sempre diante de uma figueira carregada de figos de mel já bem maduros e provava alguns. Atravessava então a estrada para o outro lado, entrando na freguesia de Estômbar, afim de comprar o necessário para o passeio. Subia uma rua íngreme que passava mesmo ao lado da Junta de Freguesia, e deliciava-me a olhar as casinhas todas juntas, com as portadas abertas, e as pessoas que, simpaticamente, vinham à porta cumprimentar-me. Eu subia devagar, a rua quase parecia "de pé", sentindo os músculos das pernas muito presos pelo esforço, mas a cada dia mais vigorosos, tal era o exercício! 

E lá chegava um pouco esbaforida à padaria, mesmo no topo da vila, depois da Igreja Matriz. Comprava o pão para as sandes e também umas "línguas de sogra", tão estaladiças, tão douradinhas, com um sabor tal a canela, que não me lembro de ter voltado a experimentar semelhante até aos dias de hoje! 

Afeiçoámo-nos uns aos outros, ao longo dos anos; as crianças dos caseiros cresceram, mas quando chegávamos para as nossas férias, já não nos largavam, sempre a bater à nossa porta para nos verem e brincarem com as nossas, que, claro, também iam crescendo. 

Passámos alguns serões juntos, a petiscar umas deliciosas caracoletas com Knorr e orégãos, confeccionadas pelo caseiro, cujo sabor se tornou inesquecível! Eram "regadas" com um vinho da Lagoa, outras vezes o Lezíria de Almeirim, que ele ia buscar. Tudo isto acompanhado de broa de centeio ou pão cozido no forno doméstico.

in: eueaminhacomida.blogspot.com

Um pormenor interessante: para puxarmos as caracoletas cozinhadas para fora da sua "casa", aproveitando-as bem, o caseiro munia-nos de uns picos de folha de palmeira que ele ia buscar ao campo e preparava. Assim, ao espetarmos o pico na caracoleta, ela vinha inteira. Outras vezes, os caseiros assavam nas brasas do fogareiro as sardinhas que eu encomendava na peixaria, logo de manhã; isto, se eu tivesse ouvido o carro do peixe a buzinar por toda a vila!!! É que esse sinal sonoro era "um código especial" passando a mensagem de que havia muito peixe fresco à venda. Também havia febras assadas. No fim, melão ou melancia fresquinhos rematavam a nossa refeição. E foi assim, durante décadas.


Até que um dia, o proprietário da casa resolveu vendê-la e a partir daí, em cada ano, tivemos de começar a procurar apartamento noutros locais, para podermos gozar as nossas férias, que passaram a ser em julho ou agosto, partindo à descoberta de Quarteira, Vilamoura, Albufeira, Monte Gordo... 

Os nossos filhos, agora já adultos, adaptaram-se bem e nós acompanhámo-los, o ser humano adapta-se às mudanças. Mas dentro de mim, nunca esqueci Estômbar, os caseiros e os filhos, a casa no campo, a padaria e a Igreja, o Restaurante São Gabriel e o Palmeira, os outros em Portimão, e as nossas noites de passeio no carro ouvindo música, depois de termos jantado; ou passeando a pé pela Praia da Rocha, parando para comer gelados.

Também os caseiros se mudaram para uma casa em Monchique e como os amigos não se esquecem, visitamo-los aí ou encontramo-nos quando nos é possível. Para além  de tentarmos manter contacto pelo WhattsApp, falamos do presente e recordamos aquele passado que tantos momentos felizes nos proporcionou. 

É por tudo isto que Estômbar se tornou inesquecível para mim! Para além de continuar a gostar muito dessa vila, todo tão branca e tão especial, com alguns nomes de poetas árabes importantes nas suas ruas e os beirais das casas onde as andorinhas chilreiam, sinto sempre uma forte emoção misturada com saudade quando me lembro daquelas férias de verão, nas décadas de 80 e 90!

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Anedotas para dispor bem nestes tempos de "confinamento"...

O Joãozinho chegou muito atrasado à escola e a Professora perguntou:
- O que te aconteceu?
- Fui atacado por um crocodilo!
- O quêêê??? Estás magoado?
- Eu não, mas ele comeu o meu trabalho de casa todo...

A mãe pergunta à filha:
- Carolina, o que é que se passa? Já estás a comer esse iogurte há duas horas!
- Mas, mamã, aqui na embalagem diz que, depois de aberto, tenho de o  
  consumir em quatro dias...

O pai questiona a filha:
- Filhinha, porque levas para o quarto um copo com água e outro sem?
- Então, papá, porque posso ter sede ou não!

in wikijornal


terça-feira, 26 de maio de 2020

Buscando umas canções francesas guardadas no meu baú: "Est-ce que tu le sais?" perguntam Les chats sauvages




É isso mesmo: "toca a dançar"! Ouvir bem a música e o ritmo e, depois, é só acompanhar... Faz parte deste desconfinamento que devemos iniciar "com muito juízo"! 

Ora, então, vamos lá "desconfinar" devagarinho, com juízo e inteligência, nunca nos pondo em perigo! Não estraguemos o que construímos "antes", que é para este "depois" não nos trazer surpresas desagradáveis......

Prudente e gradualmente, doucement, como dizem os franceses!...

Vamos lá treinar bem este Rock'n roll, que animou tanta gente no passado e que penso ainda continuar a dispor bem no presente. São canções e danças intemporais! Pelo menos, os meus netos gostam muito de dançar este tipo de música bem "mexida"... 

Boa dança e boa disposição! E pensamentos positivos...sempre!

Bon Courage!

quarta-feira, 20 de maio de 2020

BALZAC (Honoré de): faz hoje 221 anos que ele nasceu!

in francebleu.fr

Sempre gostei muito das disciplinas de Português e de Francês, quando iniciei o meu 1º ano do liceu (5º ano de escolaridade atual), em 1957, em Moçambique. 
A tal ponto, que depressa decidi que "quando fosse grande" queria ser professora de Português e de Francês.


Tive sempre a sorte de ter professoras de origem francesa durante vários anos, que continuaram a despertar em mim o gosto por essa língua maravilhosa e romântica. Posso dizer o mesmo em relação aos professores de português que me acompanharam, enquanto estudante. Estas duas disciplinas foram sempre as minhas preferidas.

Continuei a aprofundar o estudo do francês  durante alguns anos na Alliance Française, o que acabou por me "encantar" para toda a vida. E lá fui "tirar o curso", a minha licenciatura em Línguas e Literaturas Modernas, Variantes Português- Francês e sempre lecionei as duas, sentindo toda a minha vida profissional que estava nos dois ramos de que mais gostava.

Ao estudar na Faculdade de Letras, uma das obras obrigatórias num dos anos da minha licenciatura, foi "Le Père Goriot", de Honoré de Balzac. Essa obra marcou-me para toda a vida. Agora, ando a relê-la e tenho sentido uma saudade imensa desses tempos de estudante...

E é por isso que, hoje, quero aqui deixar a minha homenagem a Balzac, que nasceu a 20.05.1799!!! Faria hoje 221 anos! 

Pesquisando mais um pouco sobre este escritor, encontrei e vou aqui partilhar neste meu post de hoje o essencial sobre a sua vida: 


Biografia de Balzac

Balzac (1799-1850) foi um escritor francês, um grande retratista da burguesia do século XIX. Entre as suas obras destacam-se A Comédia Humana e A Mulher de Trinta Anos, do qual se originou o termo, "balzaquiana".

Honoré de Balzac (1799-1850) nasceu em Tours, França, em 20 de maio de 1799. Filho do funcionário público Bernard François Balzac e Laure Sallambier.

Infância e formação

Entre os anos de 1807 e 1813, Balzac estuda no Colégio dos Oratorianos de Vendôme. Desde pequeno sonhava viver entre aristocratas, imortalizado pela atividade literária.

Logo que aprendeu a escrever passou a assinar Balzac e acrescentou um "de", marca de nobreza na França, "Honoré de Balzac".

Com 20 anos formou-se em Direito e foi estagiar no escritório de Goyonnet de Merville, que mais tarde se transformaria em Derville, numa série de romances que Balzac chamou de "A Comédia Humana".

Os anos de estágio forneceram-lhe material para vários outros romances como "A Duquesa de Langlois", "César Birotteau", e "O Contrato de um Casamento".

Os sofrimentos dos réus, as artimanhas dos advogados, os tribunais, a força do dinheiro, todos os problemas na justiça francesa dessa época, estão nas várias obras de Balzac.

A vida é muito dura para a família e eles mudam-se para Villeparisi, lugarejo próximo de Paris, mas Balzac resolve permanecer na cidade, abandonar o estágio e viver de literatura.

Carreira Literária

Sem apoio da família, receberia só um ano de mesada. Foi morar num quarto da Rua Lesdiguières. Estava convencido que seria um grande escritor.

Em 1820, depois de um ano passado entre leituras, passeios e dúvidas, conclui "Cromwell", uma tragédia composta de versos alexandrinos.

O prazo de um ano havia terminado. Os romances sentimentais estavam na moda, publicados em fascículos mensais. Balzac sabia não ser esse o caminho da arte.

Publica vários romances, elaborados entre 1822 e 1825, sob os pseudónimos de "Lord R'hoone" e "Horace de Saint Aubin", foram alguns dos nomes que assinou.

Desgostoso com o que produzia, vai a Villeparisi, onde conhece seu primeiro amor, Laure de Berny, amiga da família, 22 anos mais velha que ele, casada e mãe de sete filhas.

Em 1825, com recursos da família e de Laura de Berny, monta uma editora, mas em 1827, sem sucesso, volta a escrever.

Inspirado no escritor Walter Scott, criador de romance histórico, publica "Os Chouans" e a "Fisiologia do Casamento", romances que lhe abriram as portas de importantes círculos literários, assinando o seu nome pela primeira vez.

Colabora com revistas e periódicos de sucesso. Num único ano escreve inúmeros artigos, dezenove novelas e romances, entre eles, "Catarina de Médicis", "A Pele de Onagro", "Beatriz" e "Pequenas Misérias da Vida Conjugal".

Em 1832, Balzac candidata-se a deputado, mas não teve os votos esperados. Os fidalgos não aceitam no seu meio, um provinciano plebeu.

Nesse mesmo ano recebe uma carta de uma mulher que assinava "A Estrangeira", que mais tarde descobriu ser a condessa polonesa Eveline Hanska, casada e bem mais velha que ele. Encontraram-se na Suíça e tornaram-se amantes.

Em 1834 publica "Pai Goriot", iniciando o sistema de repetição de personagens de uma obra para outra. Sentiu que podia fazer romances sem começo nem fim, ligados uns aos outros, representando os diversos momentos da vida.

A Comédia Humana

Em 1834, Balzac publica "A Comédia Humana", composta de 95 romances, dividido em três partes: "Estudos de Costumes", "Estudos Filosóficos" e "Estudos Analíticos".

A Comédia Humana é um fidelíssimo espelho daquela época. Escrevia baseado em factos reais, ele não adaptava os acontecimentos para favorecer as suas convicções pessoais.

Na sátira que ele faz, conta os costumes da sociedade de seu tempo e acaba denunciando mazelas de um estilo de vida que se adotava na prática.

Publica ainda "O Contrato de Casamento", "O Lírio do Vale", onde celebra sua "Dileta" sob o nome de "Senhora Mortsauf" e "Memórias de Uma Jovem Esposa".

Em 1942 publica "A Mulher de Trinta Anos", romance que deu origem à expressão "Balzaquiana", que faz referência às mulheres mais maduras.

Honoré de Balzac faleceu em Paris, França, no dia 18 de agosto de 1850, sem ter sido um aristocrata. É enterrado no Cemitério de Père-Lachaise. Vitor Hugo pronuncia o discurso fúnebre.

Frases de Balzac 

Nunca devemos julgar as pessoas que amamos. O amor que não é cego, não é amor. 
O homem começa a morrer na idade em que perde o entusiasmo. 
O coração das mães é um abismo no fundo do qual se encontra sempre um perdão. 
Os homens estimam-vos conforme a vossa utilidade, sem terem em conta o vosso valor. 
O ódio tem melhor memória do que o amor. 
Seja no que for, apenas poderemos ser julgados pelos nossos pares. 
O mal do nosso tempo é a superioridade. Há mais santos do que nichos. 

FONTE: in ebiografia.com