quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Amanda Gorman, a jovem poetisa de 22 anos na tomada de posse do Presidente Americano, Joe Biden!



James Corden connects with Amanda Gorman, who captured the collective attention of Americans with her striking poem, "The Hill We Climb," during the inauguration ceremony for Joe Biden and Kamala Harris. James asks Amanda about her journey from being selected to standing at the podium delivering her art to the world. And Amanda talks about her coming children's book, "Change Sings," which is already atop the chart.
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Amanda Gorman, de 22 anos, escritora e intérprete, foi a jovem poetisa que esteve presente na tomada de posse do Presidente dos Estados Unidos da América, declamando um dos seus poemas. 

Transmitiu muita esperança aos americanos, naquele dia!

Gorman nasceu em Los Angeles e foi criada com seus dois irmãos por sua mãe, uma professora chamada Joan Wicks. Ela tem uma irmã gêmea, Gabrielle, que é ativista. Gorman disse que cresceu em um ambiente com acesso limitado à televisão. Ela teve um problema de fala quando criança. Ela descreveu a si mesma como uma "criança estranha" que gostava de ler e escrever e que foi incentivada por sua mãe. Gorman disse que ela tem um distúrbio de processamento auditivo e é hipersensível ao som. 

Gorman frequentou a New Roads School, uma escola particular em Santa Monica e estudou sociologia em Harvard. Enquanto estava em Harvard, ela se tornou a primeira pessoa a ser laureada como "national youth poet" em abril de 2017, um programa nacional administrado pela Urban Word NYC em conjunto com a Biblioteca do Congresso. Ela foi escolhida entre cinco finalistas. 

Poesia e ativismo

Gorman disse que se sentiu inspirada a se tornar uma jovem delegada das Nações Unidas em 2013 depois de assistir a um discurso da parquistanesa Malala Yousafzai , ganhadora de um Prêmio Nobel. Gorman foi escolhido como o poeta laureado jovem de Los Angeles em 2014. Ela publicou o livro de poesia The One for Whom Food Is Not Enough em 2015.

Gorman é a fundadora da organização sem fins lucrativos One Pen One Page, que dirige um programa de redação e liderança para jovens. Em 2017, ela se tornou a primeira poetisa jovem a abrir a temporada literária da Biblioteca do Congresso, e leu sua poesia na MTV. A Biblioteca e Museu Morgan adquiriu seu poema “In This Place (An American Lyric)” e o exibiu em 2018 perto de obras de Elizabeth Bishop. Em 2017, Gorman se tornou a primeiro autora a aparecer no Livro do Mês do Instituto XQ, um sorteio mensal para compartilhar livros inspiradores favoritos da Geração Z. Ela escreveu um tributo aos atletas negros para a Nike e assinou um contrato com a Viking Children's Books para escrever dois livros infantis com figuras.

Em 2017, Gorman disse que deseja concorrer à presidência em 2036. 

A arte e ativismo de Gorman enfocam questões de opressão, feminismo, raça e marginalização, bem como a diáspora africana.

Gorman recitou seu poema "The Hill We Climb" na posse de Joe Biden em 20 de janeiro de 2021, como a poetisa mais jovem a ler em uma inauguração presidencial. Depois de 6 de janeiro de 2021, ela alterou o texto de seu poema para abordar a invasão do Capitólio dos Estados Unidos.
(referência: in pt.wikipedia.org)

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

O que significa a expressão: "do arco-da-velha"?

in youtube.com

in fnac.pt

Dos textos bíblicos extraíram-se algumas das expressões que mais andam na boca dos portugueses. Imaginava que uma coisa do arco-da-velha fosse alguma referência a uma estrutura construída em curva onde havia uma senhora de proveta idade? Pois desengane-se: a expressão significa que algo é incrível, mirabolante ou inacreditável. Uma ideia pode ser do arco-da-velha se for muito boa, por exemplo. A origem da expressão remonta à história bíblica de Noé, no Antigo Testamento, quando, depois do dilúvio, Deus criou o arco-íris para mostrar a sua aliança com o ser humano e como garantia de que não voltaria a provocar outro fenómeno daqueles. Na expressão aqui em causa, o termo "velha" representa a antiguidade desse pacto que Deus fez com o homem, daí que o arco-íris seja também conhecido como o arco da aliança.

Referência: Puxar a brasa à nossa sardinha, de Andreia Vale, Manuscrito, 2015

domingo, 24 de janeiro de 2021

"Bésame Mucho", aqui cantada pela sua criadora Consuelo Velásquez ("a história por trás do mito")

                          (no fim, clicar > e ver todos os vídeos relacionados)



Biografia de Consuelo Velasquez

Consuelo Velázquez, pianista e compositora, nasceu em Zapotlán el Grande, Jalisco, México, em 29 de de agosto de 1924. Pouco tempo depois foi levada para a cidade de Guadalajara, onde iniciou seus estudos de música com R. Serratos. Mudou-se para a Cidade do México para estudar na Escola Normal de Música, da qual Serratos havia sido nomeado diretor. Ali se formou como professora de piano, aos 15 anos de idade (1939). Em pouco tempo compôs o bolero Bésame mucho, popularizado em todo o mundo; logo compôs outras canções, como por exemplo, Que seas feliz, a mais popular de 1956. Casou com Mariano Rivera, diretor da RCA Victor, empresa que gravou muitos de suas canções. Como pianista ofereceu numerosos recitais no Palácio de Belas Artes e outros locais importantes no país. Foi presidente da Sociedade de Autores e Compositores, a que pertencem 44 países. Entre outras condecorações, foi nomeada compositora da América pelo Conselho Panamericano de Sociedades Autorais. Foi, também, deputada federal à quinquagésima legislatura no período que corresponde de 1979 a 1982.  (fonte: Diccionário de Música en México - Gabriel Pareyón) 

(REFERÊNCIA: in letras.com.br)

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Era imperioso fechar as escolas no momento certo

imagem in publico.pt



Ao acompanhar todo este drama no nosso país em que a Covid 19 parece não querer desaparecer, senti um grito de revolta dentro de mim, e uma necessidade de dizer aquilo que Mafalda Anjos, Diretora da Revista Visão expõe no seu Editorial de 21.01.2021. 

Será que posso dizer que faço minhas as suas palavras? Com a devida vénia, transcrevo o que a Diretora da VISÃO escreveu, partilhando aqui o seu pensamento, o seu sentimento, a sua opinião em relação à atuação do Governo sobre as nossas Escolas.  

Escolas, trilemas e falhanços

Quando as escolas reabriram em setembro, foi anunciado que tudo estava pronto para se regressar ao ensino à distância ou a um regime misto se necessário. Foi dito que seriam colmatadas as necessidades das famílias desfavorecidas, esforço este que, digo eu, as empresas de telecomunicações deviam solidariamente comparticipar. E o que foi feito até agora? Se não foi feito o suficiente para se poder agora fazer este recuo, é grave. Como são preocupantes os sinais de algum desnorteio do Governo e de falta de capacidade de antecipação e resposta

Se um dilema é complicado de gerir, uma escolha difícil entre três opções – cada uma das quais, pelo menos à primeira vista – inaceitável, é ainda pior. É precisamente um trilema o que vivemos neste momento em Portugal. É impossível atender às necessidades da Saúde, do Ensino e da Economia sem colocar em causa algum destes valores essenciais. Em março, o Governo deu prioridade absoluta à Saúde, abalando drasticamente a Economia e o Ensino. Mas desde o verão que tenta manter em equilíbrio este trilema, sem o descentrar. Foi isso que pesou no regresso às escolas e na permissão de um Natal e Ano Novo mais folgados, apesar dos números altos de contágios. Facilitou, confiando – demais – na cidadania e no bom senso dos portugueses, que faltaram.

Chegados agora ao ponto em que nos encontramos, já não é possível equilibrar este trilema. Com uma média de dez mil novos contágios e a desoladora marca atingida dos 218 mortos num só dia, estamos numa condição alarmante. A situação sanitária atingiu um ponto de não retorno, com os hospitais no limite e os cuidados intensivos prestes a esgotarem.

As contas são claras. Sabemos que em Portugal, em média, por cada dia com dez mil novos casos, chegarão à unidades de cuidados intensivos (UCI) 150 pessoas dez dias mais tarde. Em dez dias nestes valores, 1 450 doentes terão necessidade de entrar nas UCI. É uma catástrofe anunciada que nos espera.

Isto estava à vista no dia 10, quando o Governo anunciou as novas medidas de confinamento, cheias de exceções. E estava claramente à vista na segunda-feira passada, quando as reforçou timidamente, perante o incumprimento generalizado. Este reforço, estabelecido num conselho de ministros extraordinário, foi um reconhecimento do falhanço da autoridade do Estado e das medidas inicialmente decretadas. Os moldes em que foi feito um novo e evitável falhanço. António Costa optou por manter o discurso e dar uns retoques cosméticos ao confinamento light decretado, não tocando no elefante na sala: as escolas abertas.

Este é um erro com consequências que vamos pagar caro. E ao fazê-lo, por claro compromisso ideológico, António Costa cometeu um fatal erro político. A ideologia e os valores têm muita força, mas há momentos em que a realidade tem ainda mais. Não fechar as escolas no momento certo, uma enorme comunidade que mexe com 2,5 milhões de pessoas, será para sempre apontado como a falha decisiva deste Governo na hora H. Todos os epidemiologistas de referência são claros: para travar a fundo a escalada de casos imparável é preciso encerrar os estabelecimentos de ensino, pelo menos a partir dos 13 anos. Há cada vez mais infetados dos 13 aos 24 anos, e a faixa etária dos 18 aos 24 tem sido, na segunda e terceira vagas, a que tem maior incidência. Ao invés de olhar a estes números e alertas dos especialistas, o Governo agarra-se a ideias feitas por comprovar: as de que os contágios não são feitos nas escolas. Nem isso é certo – não há quaisquer estudos que o comprovem e as crianças são, na sua esmagadora maioria, assintomáticas –, nem isso nesta fase é o determinante. Mesmo que o problema original nesta escalada da Covid-19 não esteja nas escolas, travá-la implica agora reduzir ao máximo todos os contactos. Um estudo publicado na Science em dezembro determinou que, só por si, o fecho das escolas e universidades reduz o Rt em 38 por cento.

Fechar as escolas, ou parte delas, é uma medida odiosa. Ninguém duvida de que põe em causa a justiça social e afeta sobretudo os mais desfavorecidos, e é por isso que todos os países o quiseram evitar. Sabemos que há muitos miúdos que só comem uma refeição decente por dia nas escolas. Sabemos que boa parte do País não tem computadores nem internet em casa. Mas há formas de contornar isso. Estamos a falar de um mês, e não de um trimestre inteiro. O calendário escolar pode ser alterado, fechando agora e abrindo nas férias da Páscoa. E as escolas podem manter-se abertas para atender às situações mais carenciadas e para assistência alimentar.

Há também um ponto fundamental: quando as escolas reabriram em setembro, foi anunciado que tudo estava pronto para se regressar ao ensino à distância ou a um regime misto se necessário. Foi dito que seriam colmatadas as necessidades das famílias desfavorecidas, esforço este que, digo eu, as empresas de telecomunicações deviam solidariamente comparticipar. E o que foi feito até agora? Se não foi feito o suficiente para se poder agora fazer este recuo, é grave. Como são preocupantes os sinais de algum desnorteio do Governo e de falta de capacidade de antecipação e resposta. O cansaço e a saturação são gerais, mas, mais do que nunca, temos de nos recentrar e atacar o problema com determinação. Isto não vai lá de outra forma.

(in VISAO.SAPO.PT   21.01.2021)