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domingo, 22 de setembro de 2024
sexta-feira, 5 de julho de 2024
Homenagem a Fausto - poeta, cantor e compositor português
Fausto
- lembra-me um sonho lindo
- foi por ela
- ao longo de um claro rio de água doce
(letra)
Fausto, nome artístico de Carlos Fausto Bordalo Gomes Dias[1] OL (Oceano Atlântico), registado em Vila Franca das Naves, 26 de novembro de 1948 — Lisboa, 1 de julho de 2024[2]) foi um compositor e cantor português.
Biografia
Embora nascido a bordo do navio Pátria,[3][4][5] em viagem entre Portugal e Angola, Fausto Bordalo Dias foi registado em Vila Franca das Naves, Trancoso. Foi na antiga província ultramarina portuguesa que formou a sua primeira banda, Os Rebeldes. À musicalidade da sua origem beirã,
assimilou os ritmos africanos.[6]
Com Vitorino, Zeca Afonso, e Sérgio Godinho, em 1979.
Aos 20 anos, em Lisboa, onde se instalou a fim de prosseguir os estudos — concluiu a licenciatura em Ciências Políticas e Sociais, no então denominado Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina, atual ISCSP.[6]
Em 1969 lançou o primeiro EP, Fausto, com o qual venceu no mesmo ano o Prémio Revelação da Rádio Renascença.[6]
No âmbito do movimento associativo em Lisboa, aproximou-se de nomes como José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Manuel Freire, juntamente com José Mário Branco ou Luís Cília, que viviam no exílio.[7]
Em maio de 1974 foi um dos fundadores do GAC, juntamente com José Mário Branco, Afonso Dias e Tino Flores.[6]
Em 1978 colaborou com Sérgio Godinho e José Mário Branco na banda-sonora do filme
No dia 8 de julho de 1997, em Belém, ofereceu um dos seus mais marcantes concertos, celebrando os 500 anos da partida de Vasco da Gama para a Índia, no mesmo dia em 1497, a convite da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses.[9]
Em 2009 juntou-se novamente a Sérgio Godinho e José Mário Branco para o espectáculo Três cantos ao vivo, um evento de grande destaque cultural que resultou no lançamento de um álbum ao vivo.[10][11]
Autor de 12 discos, gravados entre 1970 e 2011 (dez de originais, uma compilação regravada e um disco ao vivo), é presentemente um importante nome da música portuguesa e da música popular em particular. A sua obra tem sido revisitada por nomes como, entre outros, Mafalda Arnauth, Né Ladeiras, Pedro Moutinho, Teresa Salgueiro, Cristina Branco, Marco Oliveira ou Ana Moura.[12][13][7]
O seu último álbum, Em busca das montanhas azuis, foi lançado em 2011 e conta com arranjos musicais de José Mário Branco em quatro faixas.[14]
Em março de 2023 foi realizada uma homenagem de Filipe Sambado, Surma e Primeira-Dama a Fausto, na segunda semifinal da 57ª edição do Festival RTP da Canção. Foram interpretadas as canções "O barco vai de saída", "Como um sonho acordado", "A guerra é a guerra", "O cortejo dos penitentes" e "Lembra-me um sonho lindo".[15][16][17]
Morreu a 1 de julho de 2024, aos 75 anos, em Lisboa, vítima de doença prolongada.[2][18]
| Fausto e Amélia Muge, no Chapitô(Lisboa), em 2010 |
Entre a sua discografia encontram-se:[6]Fausto e Amélia Muge, no Chapitô(Lisboa), em 2010
Álbuns de originais
Fausto (1970)
P'ró Que Der e Vier (1974)
Um Beco com saída (1975)
Madrugada dos Trapeiros (1977)
Histórias de Viageiros (1979)
Por Este Rio Acima (1982)
O despertar dos alquimistas (1985)
Para além das cordilheiras (1987)
A preto e branco (1988)
Crónicas da terra ardente (1994)
Em Busca das Montanhas Azuis (2011)
Singles e EPsFausto (1º EP, 1969)
Guerra do Mirandum (Single, 1984)
ColetâneasO Melhor dos Melhores (1994)
Atrás dos Tempos Vêm Tempos (1996)
Grande Grande É a Viagem (ao vivo) (1999)
Álbuns em colaboraçãoCantigas De Ida E Volta (1975), em conjunto com Sérgio Godinho, Vitorino e Sheila Charlesworth
A Confederação (1978), em conjunto com Sérgio Godinho e José Mário Branco
Três Cantos: Ao Vivo (2009), em conjunto com Sérgio Godinho e José Mário Branco
Prémios e condecorações1969 — Prémio Revelação, atribuído pela Rádio Renascença [3][6]
1988 — Prémio José Afonso[19]
1994 — Oficial da Ordem da Liberdade (9 de Junho)[20]
2012 — Melhor Álbum — Prémios Autores da Sociedade Portuguesa de Autores, "Em Busca das Montanhas Azuis"[21]
2012 — Melhor Canção — Prémios Autores da Sociedade Portuguesa de Autores, "E Fomos pela Água do Rio"[21]
Referências
↑ «Lista de associados da Audiogest» (PDF). Actividades Culturais / Ministério da Cultura. 25 de Julho de 2007. Consultado em 3 de Janeiro de 2014. Arquivado do original (PDF) em 24 de dezembro de 2013
↑ Ir para: a b «Morreu Fausto, trovador-mor da canção portuguesa». Jornal de Notícias. 1 de julho de 2024
↑ Ir para: a b Ribeiro, A. J. P. (2017). pareSeres da terra e a música popular portuguesa no Conservatório do Vale do Sousa. Revista Vórtex, 5(3), 1-20.
↑ «Poema da Semana - Fausto Bordalo Dias». cvc.instituto-camoes.pt. Consultado em 1 de julho de 2024
↑ «O fado». O fado. Consultado em 1 de julho de 2024
↑ Ir para: a b c d e f «Fausto (músico)». Infopédia. Consultado em 26 de Novembro de 2013
↑ Ir para: a b «Fausto Bordalo Dias – Meloteca». www.meloteca.com. Consultado em 13 de março de 2023
↑ «A Confederação | Arquivo José Mário Branco». arquivojosemariobranco.fcsh.unl.pt. Consultado em 13 de março de 2023
↑ «Poeta da música - Biografia». fausto.blogtok.com. Consultado em 1 de julho de 2024
↑ «Três Cantos ao vivo | Arquivo José Mário Branco». arquivojosemariobranco.fcsh.unl.pt. Consultado em 13 de março de 2023
↑ «Sérgio Godinho, José Mário Branco e Fausto lançam «Três Cantos Ao Vivo»». CNN Portugal. Consultado em 13 de março de 2023
↑ «Fausto Bordalo Dias». centraldeartistas.pt. Consultado em 13 de março de 2023
↑ Monteiro, Ana Cáceres (21 de agosto de 2021). «Fausto Bordalo Dias: O homem que canta o mar nasceu no Oceano Atlântico | O Jornal Económico». jornaleconomico.pt. Consultado em 13 de março de 2023
↑ «Fausto as montanhas azuis do sonho de descobrir mundos». PÚBLICO. Consultado em 13 de março de 2023
↑ «Festival da Canção 2023: todas as canções apuradas para a final». Expresso. Consultado em 13 de março de 2023
↑ «Inês Apenas e Dapunksportif juntam-se a Churky na final do Festival da Canção». Jornal de Leiria. Consultado em 13 de março de 2023
↑ Matias, Bernardo (5 de março de 2023). «Apurados os últimos seis finalistas do Festival da Canção 2023». e-FestivalPT. Consultado em 13 de março de 2023
↑ Lopes, Mário (1 de julho de 2024). «Morreu Fausto Bordalo Dias, o genial alquimista da música portuguesa». PÚBLICO. Consultado em 1 de julho de 2024
↑ «Amadora Prémio José Afonso – Musorbis». www.musorbis.com. Consultado em 13 de março de 2023
↑ «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Fausto Bordalo Dias". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 15 de abril de 2015
↑ Ir para: a b Coelho, Pedro Miguel (28 de fevereiro de 2012). «Vencedores do Prémio Autores da SPA». Espalha-Factos. Consultado em 1 de julho de 2024
↑ «Fausto Bordalo Dias distinguido com Prémio Carreira pelo Festival Cantar Abril». SAPO Mag. Consultado em 3 de junho de 2018
segunda-feira, 1 de julho de 2024
domingo, 5 de julho de 2020
segunda-feira, 7 de outubro de 2019
Quem é Rodrigo Leão?
Rodrigo Leão, de seu nome completo Rodrigo Costa Leão Muñoz Miguez GOIH (Lisboa, 15 de outubro de 1964) é um músico e compositor português. Tornou-se conhecido nas bandas Sétima Legião e Madredeus.
Biografia
Filho de um engenheiro civil e de uma doméstica, Rodrigo era o mais velho de quatro irmãos, com diferenças de dois a três anos. Morou no Bairro das Estacas, em Lisboa. Até à 3.ª classe andou no Colégio Moderno, mas fez o 4.º ano na escola oficial, no Bairro de São Miguel e a preparatória na escola Eugénio dos Santos.
Carreira
Foi co-fundador dos Sétima Legião em 1982 e em 1985, em conjunto com Pedro Ayres Magalhães e Gabriel Gomes cria os Madredeus.
É autor da banda sonora de um filme de Manuel Mozos. Lança o seu primeiro álbum a solo em 1993 e são suspensas as actividades do grupo Sétima Legião. Em 1994 abandona os Madredeus. A solo lança as obras Mysterium (1995, EP) e o álbum Theatrum (1996).
Começa a explorar a combinação das suas composições clássicas-modernas com formas de canção e instrumentação mais tradicionais, com a presença de cantores como Lula Pena ou Adriana Calcanhotto no CD Alma Mater e correspondente digressão.
Entre os seus convidados constam ainda Sónia Tavares e Nuno Gonçalves dos The Gift, e Rui Reininho dos GNR, que participou na gravação do seu álbum ao vivo intitulado Pasión.
O disco Alma Mater e o próprio músico receberam dois importantes títulos de reconhecimento público, o de Disco do Ano (Prémios DN+) e o de Artista do Ano (Prémios Blitz).
Em 2004 editou o CD Cinema, considerado pelo editor da revista americana Billboard um dos melhores discos editados nesse ano. Neste trabalho participaram convidados como Rosa Passos, Beth Gibbons e Ryuichi Sakamoto, entre outros.
Em 2006 é lançado um olhar retrospectivo sobre a sua carreira com o disco O Mundo [1993-2006], acrescentando seis canções inéditas.
Em 2007 compõe a banda sonora original da série documental Portugal, Um Retrato Social, dirigida por António Barreto para a RTP. Baseada nos 18 temas do disco, surge a digressão nacional Os Portugueses.
Divide com Sérgio Godinho a responsabilidade da banda sonora da série de televisão Equador, que contém temas originais e temas pertencentes a trabalhos anteriores (Alma Mater, O Mundo [1993-2006], Portugal, Um Retrato Social) ou a sair nesse ano (A Mãe).
Em 2009 é lançado o disco A Mãe (2009) em conjunto com o Cinema Ensemble, criado entretanto.
Em 2010 dirige um concerto no Museu do Oriente. É lançada uma nova edição de Ave Mundi Luminar, contendo o EP extra In Memoriam.
Em 2011 é editado o álbum A Montanha Mágica.
Em 2012, é editado "Songs (2004-2012)", o álbum-compilação que congrega as músicas que compôs em inglês.
A carreira de Rodrigo Leão é singular e riquíssima, estando ligada a alguns dos mais importantes momentos da cena musical portuguesa pós-1980. Rodrigo vê-a quase como um filme ou um livro com diversos capítulos, mas sempre com ligação entre eles. Explica-nos que os seus modos nunca se chegaram a alterar e que há coisas que tendem a não mudar: «mesmo no princípio da Sétima Legião fazia coisas que ainda hoje repito», explica, para reforçar a ideia de uma continuidade que a sua música transporta.
A Sétima Legião foi uma lufada de ar fresco e de modernidade na cena musical portuguesa quando surgiu em 1982 pela mão de Rodrigo, Pedro Oliveira e Nuno Cruz. «A Sétima Legião traduzia as influências não só de Manchester, mas também da Galiza, por exemplo, e nisso talvez tenhamos sido diferentes», afirma, retrospectivamente, o compositor. A estreia do grupo aconteceu com o single «Glória», clássico maior da nossa música que continha letra de Miguel Esteves Cardoso. Em 1984 aconteceu a estreia em formato grande, com o álbum A Um Deus Desconhecido, na editora Fundação Atlântica de MEC e Pedro Ayres Magalhães, então dos Heróis do Mar. «O meu álbum favorito da Sétima Legião? Talvez o “A Um Deus Desconhecido”», esclarece Rodrigo: «Foi feito com o António Pinheiro da Silva, engenheiro de som que eu respeito muito e é um álbum que já tinha ali um lado cinematográfico expresso nos instrumentais», refere o compositor, reforçando, uma vez mais, a ideia de que tudo na sua carreira está interligado. Rodrigo editou ainda os álbuns Mar D’Outubro (87), De Um Tempo Ausente (89), O Fogo (92), Auto de Fé (94) e Sexto Sentido (99), marcos de uma carreira que soube equilibrar os favores do público e o respeito da crítica.
Em 1986, paralelamente à Sétima Legião, Rodrigo Leão e Pedro Ayres Magalhães deram início a uma nova aventura que teria profundas repercussões internacionais: os Madredeus. De baixista na Sétima Legião, Rodrigo passou para teclista nos Madredeus e logo aí estabeleceu-se outra ligação com o futuro da sua carreira a solo. Em Dezembro de 1987 os Madredeus estrearam-se com o duplo «Os Dias da Madredeus», gravado no teatro Ibérico de Xabregas. O álbum apontava uma nova direcção para a música portuguesa e não tardou a colher os favores do público. O sonho de expansão começa a concretizar-se com viagens a Bolonha, Coreia do Norte, revelando aí a vocação universalista do projecto.
Existir (90) e Lisboa foram os álbuns seguintes dos Madredeus e o aprofundar de uma carreira de sucesso. Rodrigo Leão, no entanto, continuava a revelar uma irrequietude artística invulgar e lançou-se a solo em 1993 com Ave Mundi Luminar, primeira amostra da sua visão particular do mundo, com participações de Teresa Salgueiro, Francisco Ribeiro e Gabriel Gomes, dos Madredeus. Rodrigo gravaria O Espírito da Paz (94) e Ainda (95), dois álbuns registados em paralelo nas mesmas sessões. Ainda sairia, no entanto, já depois de Rodrigo ter abandonado os Madredeus para se dedicar à sua carreira a solo. É também o disco que Rodrigo elege como o seu favorito nos trabalhos que realizou com os Madredeus: «Foi o Wim Wenders que escolheu aquelas canções que caíram mesmo bem no filme», explica.
Com a estreia a solo, Rodrigo Leão começou a explorar novas sonoridades, aproximando-se de alguma música contemporânea, do minimalismo e iniciando aí uma viagem que já o conduziu a muitas sonoridades: «Na minha música», refere o compositor, «há desde o Michael Nyman ao tango e à música francesa». Em álbuns como Ave Mundi Luminar (1993) Mysterium (1995), Theatrum (1996) e Alma Mater (2000) a presença de antigos textos em latim executados por vozes líricas indicava claramente o universo para que Rodrigo Leão queria remeter os seus ouvintes. Mas mesmo em trabalhos mais recentes, como o álbum ao vivo Pasión(2002) e Cinema (2004), esse caminho muito próprio de Rodrigo Leão, pleno de misticismo, também se faz sentir. O carácter contemplativo e introspectivo de parte da música deste grande compositor português é inegável e mesmo na retrospectiva de carreira que é O Mundo (1993-2006): O melhor de Rodrigo Leão, editado internacionalmente no final de 2006, é notória a divisão do reportório deste compositor entre as canções mais “mundanas”, próximas do tango, da música para cinema ou da bossa nova – como acontece com «A Casa» a que Adriana Calcanhoto deu voz no álbum Alma Mater – e as peças mais espirituais que ocupam o segundo CD desta retrospectiva. A exposição internacional garantiu-lhe os mais rasgados elogios: Pedro Almodóvar, por exemplo, não teve dúvidas e descreveu Rodrigo Leão como «um dos mais inspirados compositores do mundo». Alianças com nomes de primeiro plano a nível internacional, como Beth Gibbons e Ryuichi Sakamoto que participaram em Cinema, são igualmente prova do alcance da música de Rodrigo Leão e do seu apelo universalista.
Em 2007, Rodrigo deu música às imagens da excelente série de televisão Portugal – Um Retrato Social e percorreu várias salas do nosso país com essa música que ajudou a compor o nosso retrato sociológico. Seguiu-se o desafio dos responsáveis pela maior série de ficção já produzida em Portugal, «Equador», para a qual Rodrigo compôs algumas evocativas peças que são já momento alto dos seus concertos, por estarem ligadas a alguns dos mais emocionantes momentos do desenrolar dessa história.
Pelo meio da sua carreira a solo, Rodrigo teve ainda tempo para lançar o projecto Os Poetas que exploraram o universo das palavras e da poesia e das emoções com o álbum Entre Nós e as Palavras, de 1997.
Em 2009 abriu-se um novo capítulo na história, ainda em desenvolvimento, de Rodrigo Leão. Chama-se A Mãe e é um ambicioso trabalho com participações de peso como acontece com Neil Hannon, o homem dos Divine Comedy, que dá voz a «Cathy», Stuart A. Staples dos Tindersticks que surge em «This Light Holds So Many Colours» ou Melingo, o grande embaixador do novo tango argentino que surge em «No Sè Nada».
«O Cinema Ensemble», explica Rodrigo, «participa muito mais neste disco. A Ana Vieira canta cinco ou seis temas e em dois deles ela ajudou-me mesmo a compor as frases vocais. Está completamente integrada. E todos os outros elementos, como a Celina da Piedade, por exemplo, revelam novas facetas, estando completamente entregues». «As novas músicas», prossegue, «foram compostas em movimento, com diferentes janelas sobre o mundo, o que me permitiu explorar diferentes emoções, diferentes olhares». Rodrigo confessa que se habituou a incluir na sua bagagem um par de auscultadores, um computador e um pequeno teclado com que foi escrevendo as histórias que agora se contam no novo registo que descreve como «mais introspectivo, nostálgico e melancólico». «Apesar de ter alguns temas mais alegres, este é um disco que eu fiz muito voltado para dentro,» assegura Rodrigo que inclui neste trabalho marcas das suas viagens aos Estados Unidos, a Itália ou à Índia: «Gravei sons de rua, crianças a brincar, o canto de pássaros. Às vezes até só com o telemóvel», adianta.
O Cinema Ensemble continua a contar com Celina da Piedade, Ana Vieira, Viviena Tupikova Carlos Tony Gomes, Bruno Silva, Luís Aires e Luís San Payo, uma equipa imbatível tanto em estúdio, como em palco, local onde já se habituou a arrancar “bravos” e incessantes aplausos com a música que executa e que soa quase mágica.
Em 2009, Rodrigo Leão continua a escrever a sua história pessoal com música que o afirma cada vez mais como um compositor de excepção. No ano seguinte é reeditado Ave Mundi Luminar.
2011 foi o ano de A Montanha Mágica. Neste álbum, Rodrigo foi explorando as emoções associadas a todas as memórias que o próprio invocou pegando em instrumentos que há muito se encontravam fora da sua esfera de executante, como os já referidos baixos ou guitarras, ou até a bateria. Além de Rodrigo recorrer a outros instrumentos, gesto aliás seguido por Viviena Tupikova ou Celina da Piedade, que alargam a paleta tímbrica com o recurso a instrumentos como o metalofone ou o sintetizador, há ainda que apontar os contributos de convidados como Pedro Wallenstein (contrabaixo), João Eleutério (guitarras), Miguel Nogueira (músico do Quinteto Tati que aqui toca guitarra), Rui Vinagre (em guitarra portuguesa) ou Tó Trips (o guitarrista dos Dead Combo). Este álbum é também pontuado pelas importantes participações de Scott Matthew, a voz do belíssimo «Terrible Dawn», Thiago Petit, que canta em «O Fio da Vida» e ainda Miguel Filipe, voz dos Novembro que fecha a viagem com a sua prestação em «O Hibernauta».
A Montanha Mágica, que entrou directamente para o primeiro lugar do top de vendas nacional na semana de lançamento, apresenta uma formação diferente dos discos anteriores. Além de convidados pontuais, escuta-se apenas um trio de cordas – Viviena Tupikova, Bruno Silva e Carlos Tony Gomes em violino, viola e violoncelo, respectivamente – e o acordeão de Celina da Piedade.
No final de 2012 Rodrigo Leão editou Songs (2004-2012). Concebido como o primeiro passo para uma possível trilogia que, ao mesmo tempo, revê matéria já lançada e antecipa novos caminhos, Songs (2004-2012) reúne canções cantadas em inglês que desde Cinema têm pontuado a discografia de Rodrigo Leão.
As vozes de Sónia Tavares (The Gift), de Ana Vieira, de Beth Gibbons (Portishead) Neil Hannon (The Divine Comedy), Stuart A. Staples (Tindersticks), Scott Matthew e Joan as Policewoman deram na última década um carácter universal à música de Rodrigo Leão por via do uso poético do inglês em temas que marcaram as aventuras editoriais Cinema (2004), A Mãe (2009) e A Montanha Mágica (2011).
Songs (2004-2012) parte exactamente dessa ideia de vocação universalista e reúne três temas de Cinema – «Lonely Carousel», «Deep Blue» e «Happiness» -, outros tantos de A Mãe – «Cathy», «Sleepless Heart» e «This Light Holds So Many Colours» -, um de A Montanha Mágica – «Terrible Dawn» – e ainda três inéditos. Os temas novos têm a colaboração de Scott Matthew, que trabalhou pela primeira vez com Rodrigo Leão no seu registo anterior, A Montanha Mágica, e de Joan As Policewoman, com quem o compositor português colabora pela primeira vez.
Em 2013 compôs a banda sonora do filme The Butler.
Discografia
Ave Mundi Luminar (1993) - com Vox Ensemble
Mysterium (1995) - com Vox Ensemble (EP)
Theatrum (1996) - com Vox Ensemble
Alma Mater (2000)
Pasión (2001) - ao vivo
Cinema (2004)
O Mundo [1993-2006] (2006) - compilação
Portugal, Um Retrato Social (2007) - banda sonora original
A Mãe (2009) - com Cinema Ensemble
In Memoriam (2010) - CD extra da edição de 2010 de Ave Mundi Luminar (EP)
A Montanha Mágica (2011) - com Cinema Ensemble
Songs (2004-2012) (2012) - com Cinema Ensemble
The Butler (2013) - banda sonora original
O Espírito de um País (2014) - Ao vivo na Assembleia da República
A Vida Secreta das Máquinas (2015)
Florestas Submersas (2015)
O retiro, com Orquestra & Coro Gulbenkian (2015)
Life is Long (2016) - com Scott Matthew
100 metros (2017) - banda sonora original
O Aniversário (2018) - compilação
Participações
Movimentos Perpétuos: música para Carlos Paredes (Universal, 2003) — A Janela
Equador (Farol, 2010) — banda sonora original: 9 dos 16 temas (os restantes são de Sérgio Godinho)
Outros Projectos
Os Poetas
Entre nós e as palavras (Sony, 1997) — projecto "Os Poetas": música para poesia de Al Berto, Mário Cesariny, António Franco Alexandre, Herberto Helder e Luiza Nero Jorge (restantes compositores: Margarida Araújo, Gabriel Gomes e Francisco Ribeiro)
Presenças em Compilações
Saudade: sons dos oceanos (Sony, 1998) — Solitarium
Noites Longas: a união faz a dança (Sony, 1998) — Promisse (remix de Gabriel Gomes)
Frágil 21 (Sony, 2003) — Mogan
Lisboa (Lisboa Records, 2007) — Poema (com Rogério Samora e Gabriel Gomes) e Cidade Tejo
REFERÊNCIA:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Rodrigo_Leão
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sábado, 15 de junho de 2019
Bernie Taupin, o letrista inseparável de Elton John
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| Bernie and Elton in ultimateclassicrock.com |
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| Elton John end Bernie Taupin, no início de carreira |
Bernard John Taupin (Anwick, 22 de maio de 1950) é um letrista britânico e principal colaborador de Elton John.
Seus primeiros trabalhos remontam na década de 1960. Colaborou em mais de 30 álbuns. Seu primeiro trabalho com Elton John foi no álbum Empty Sky de 1969, no qual escreveu todas as letras. De 1977 a 1983, John também trabalhou com outros letristas, mas a parceria com Taupin se mantém até os dias de hoje.
Dos principais hits com Elton John, destacam-se " Skyline Pigeon" "Your Song", "Daniel", "Candle in the Wind", "Goodbye Yellow Brick Road" "Empty Garden" "In Neon" "Don't Let the Sun Go Down on Me" e "Nikita" "Sacrifice".
O filme biográfico de Elton John, Rocketman, traz um destaque especial da parceria entre Elton e Taupin desde o seu início, ainda nos anos de 1960.
Também escreveu um livro, The One Who Writes the Words for Elton John (Aquele que escreve as letras para Elton John). Hoje vive em um rancho no sul da Califórnia, onde pinta e ainda cria letras.
Em 2006, ganhou um Globo de Ouro pela letra da música A Love That Will Never Grow Old, para o filme O Segredo de Brokeback Mountain.
(encontrei in pt.wikipedia.org
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