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quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Homenagem a Celeste Rodrigues, irmã de Amália

in: discogs.com
O Jornal observador.pt, 1 de agosto noticia assim a morte da irmã mais nova de Amália Rodrigues:
Morreu a fadista Celeste Rodrigues, irmã mais nova de Amália Rodrigues. Tinha 95 anos e 73 de carreira, uma vida dedicada ao fado. A morte da artista foi confirmada pelo neto, Diogo Varela Silva, ao final da manhã desta quarta-feira. “É com um enorme peso no coração, que vos dou a noticia da partida da minha Celestinha, da nossa Celeste”, anunciou o realizador, responsável por um documentário sobre a artista, “Fado Celeste”, de 2010.
“Hoje deixou uma vida plena do que quis e sonhou, amou muito e foi amada, mas acima de tudo, foi a pedra basilar da nossa família, da minha mãe, da minha tia, dos meus irmãos, sobrinhos e filhos, somos todos orgulhosamente fruto do ser humano extraordinário que ela foi”, escreveu  Diogo Varela Silva na sua página do Facebook. “Que a sua humanidade, bondade e maneira de estar bem com a vida, seja um ensinamento, que nós possamos honrar pelas nossas vidas fora.”

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Cuca Roseta, uma voz que se vem destacando no fado

in: cucaroseta.com
Cuca Roseta (Maria Isabel Rebelo do Couto Cruz Roseta, Lisboa2 de dezembro de 1981) é uma fadista portuguesa.
Cuca Roseta é uma das vozes da nova geração do Fado. O seu primeiro disco, lançado em 2011, foi produzido por Gustavo Santaolalla (músico e produtor detentor de dois Óscares e mais de 20 Grammys). Posteriormente grava “Raiz” onde se assume como compositora e letrista da maior parte dos temas. O sucesso repete-se e canta em mais de 30 paises de mundo, em todos os continentes.
No terceiro disco volta a surpreender e convida um aclamado produtor brasileiro. A primeira vez que Roseta cantou no Brasil foi durante o Campeonato do Mundo, tendo atuado nas principais cidades, sempre com teatros lotados. Aqui nascia a admiração e o amor do Brasil por esta fadista, que também não passou despercebida a uma pessoa muito especial: Nelson Motta, compositor, jornalista e produtor do Brasil, que sempre lhe dedicou os maiores elogios. Após um encontro em Lisboa, convidou Nelson Motta para produzir o seu mais recente disco. Nelson aceitou, mesmo depois de 10 anos de interregno, pois viu em Roseta um potencial único e um projeto que sempre quis fazer - gravar um disco de world fado - um fado virado para o mundo. Entre o Rio e Lisboa, juntou-se o talento e a voz de Roseta à sábia mestria de Nelson Motta. O disco, de nome “Riû”, junta vários universos musicais que influenciaram o fado e figuras incontornáveis da música mundial como Bryan AdamsDjavan, Ivan Lins, Jorge Drexler entre muitos outros. A fadista multiplica as suas participações e concertos pelo mundo inteiro. No ano de 2015 a fadista cantou em mais de 120 concertos, em Portugal e no estrangeiro.
in: https://pt.wikipedia.org/wiki/Cuca_Roseta

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Homenagem a Carlos do Carmo

Foi com um “e viva Portugal!”, que Carlos do Carmo terminou o discurso de agradecimento na cerimónia de entrega do Grammy Latino de Carreira, que decorreu esta quarta-feira, no Hollywood MGM Theatre, em Las Vegas, nos Estados Unidos, antecedendo a entrega anual dos Grammy Latinos amanhã, quinta-feira. Antes já tinha repartido o prémio “com o povo da minha terra, com todos os portugueses, que me querem tão bem e a quem eu quero tão bem.” De voz e semblante grave, mas seguro, sem recurso a nenhum papel, Carlos do Carmo discursou durante vários minutos sobre fado, Lisboa, Portugal e o seu já longo percurso artístico. Começou por pedir desculpa, em castelhano, por ir falar em português, antes de agradecer ao presidente e jurados do prémio, dizendo-se “muito surpreendido” pela entrega “inesperada” do mesmo. “Gostava de vos dizer que sou português, um país muito antigo, com características muito particulares e com um povo para o qual dá muito prazer cantar”, disse inicialmente, reforçando que não teria sido possível fazer toda uma carreira, se não tivesse tido o apoio do povo. Depois tratou de falar do fado, referindo que não é a única canção popular de Portugal – “que tem uma música popular muito boa, mas mal conhecida”, afirmou –, mas é talvez aquela que mais prevalece “por motivos históricos”. “É uma canção de paixão”, definiu. “Não é possível cantar o fado sem uma profunda paixão. Sem uma profunda dávida do coração. Fala do amor. Da tristeza. Dos sentimentos. Da vida.” Quando foi apresentado, o cantor viu enaltecido o seu papel difusor, levando o fado a muitas partes do mundo (“aplaudido tanto em França como em Nova Iorque, em Lisboa como no Rio de Janeiro”), e recordados o seu timbre vocal, a presença cénica e a paixão pela sua arte. “Não é apenas um grande artista, é um ícone da música portuguesa”, ouviu-se no Hollywood MGM Theatre, não sendo também esquecido o papel na candidatura do fado a Património Cultural Imaterial da Humanidade (a canção foi classificada em 2011 pela UNESCO). A meio do seu discurso, Carlos do Carmo não esqueceu "os grandes poetas portugueses”, “os excelentes compositores” e “os músicos que [o] têm acompanhado ao longo dos anos”, apresentando-os como nucleares na sua carreira. “Estou-lhes muito grato. Foi possível com esta gente pensar o fado, reflectir o fado, estudar o fado. Aprender coisas novas.” E, quase no final, deixou duas recomendações para a assistência: “Visitem o Museu do Fado em Lisboa. E visitem Lisboa, porque é das cidades mais bonitas da Europa", acabando também por nomear o Porto e outras cidades portuguesas como de visita obrigatória, mas com um lugar especial para a sua cidade – “Lisboa tem a luz mais bonita e a canção mais bonita”. Antes de repartir o prémio com os portugueses, Carlos do Carmo não esqueceu a família, agradecendo aos avós, ao pai e à mãe (“uma das maiores fadistas”, recordou), à mulher, aos filhos e aos quatro netos. A entrega do prémio deu-se pelas 18h45, tendo o fadista português sido o primeiro a subir ao palco para receber o Grammy de Carreira. Além de Carlos do Carmo, receberam igualmente o mesmo galardão, por “excelência musical", o brasileiro Ney Matogrosso, os mexicanos, a habitar nos Estados Unidos, Los Lobos, o cubano Willy Chirino, o mexicano César Costa, os espanhóis Duo Dinâmico e a argentina Valeria Lynch. Na mesma cerimónia, receberam o Prémio do Conselho Directivo da Latin Academy of Recording Arts and Sciences os músicos André Midani, da Síria, e Juan Vicente Torrealba, da Venezuela, que foram os dois primeiros agraciados. O Board of Trustees da Latin Academy of Recording Arts and Sciences decidiu, por unanimidade, atribuir a Carlos do Carmo o Lifetime Achievement Award, galardão “que distingue a obra das grandes referências do panorama musical internacional, no universo latino”. O cantor, com uma carreira de 51 anos, e filho de outro grande nome do fado, Lucília do Carmo, torna-se assim o primeiro artista português a receber o prémio de carreira (a soprano Elisabete Matos foi distinguida no universo da música clássica, nos primeiros Grammy Latinos, em 2000). A cerimónia anual de entrega dos Grammy Latinos, nas diferentes categorias, realiza-se esta quinta-feira, a partir das 20h locais (5h de sexta-feira, na hora portuguesa). in http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/"