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quarta-feira, 15 de março de 2023

Celeste Rodrigues: a celebração do seu Centenário no Museu do Fado



Celeste Rodrigues - Lisboa no Guiness
imagem em https://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt

Amália Rodrigues e Celeste Rodrigues - Lisboa Restaurant "A Viela". |  Amalia rodrigues, Fotos antigas, Rodrigues
(as duas irmãs Celeste e Amália Rodrigues)
imagem in pinterest.pt

Morreu Celeste Rodrigues, fadista e irmã de Amália - Atualidade - SAPO 24
imagem em 24.sapo.pt


Centenário de Celeste Rodrigues celebrado com exposição no Museu do Fado 

A exposição, que vai estar patente até setembro, visa "mostrar o seu percurso, e o que fez ao longo de mais de 70 anos de carreira — que foi uma das mais longas no fado — e, passar este testemunho".

O Museu do Fado, em Lisboa, homenageia a fadista Celeste Rodrigues (1923-2018), que completaria 100 anos nesta data, com a inauguração da exposição “Celeste”.

Em declarações à agência Lusa dias antes da abertura, o curador da exposição, o cineasta Diogo Varela Silva, seu neto, disse que esta era uma data que Celeste Rodrigues “tanto gostaria de comemorar”.

A exposição, que vai estar patente até setembro, visa “mostrar o seu percurso, e o que fez ao longo de mais de 70 anos de carreira – que foi uma das mais longas no fado – e, passar este testemunho, destas mais de sete décadas dedicadas à canção nacional”, disse Diogo Varela Silva.

Celeste Rodrigues, numa entrevista à Lusa em maio de 2018, recordou que começou a cantar “por brincadeira”, numa “roda de amigos” em que estava o empresário de espetáculos José Miguel (1908-1972), que a convidou para fazer parte do elenco de uma das suas casas de fado, o Café Casablanca, em Lisboa, onde se estreou em 1945.

“O meu sonho não era ser artista, gostava imenso de cantar no meio dos fadistas, não em público, mas aconteceu”, afirmou na altura, quando se preparava para celebrar 73 anos de carreira, no palco do Teatro Tivoli, em Lisboa, em maio de 2018, o seu último concerto.

Sobre a exposição, Diogo Varela Silva disse que estarão patentes “as várias condecorações que recebeu, filmes, fotografias e alguns textos”.

Varela Silva destacou ainda a fotobiografia de Celeste Rodrigues, que organizou e escreveu, a apresentar também esta terça-feira.

Nesta fotobiografia está “a história dela, um apanhado histórico que ela foi contando e que [Diogo Varela Silva escreveu], desde o Fundão [onde nasceu] até ao último concerto no Tivoli”, em Lisboa, poucos meses antes de morrer, a 01 de agosto de 2018.

Na inauguração da exposição vão ser apresentados dois temas inéditos que Celeste Rodrigues gravou, aos 95 anos. São eles “Se Alguém me Procurar Pergunta ao Vento”, de Ricardo Maria Louro, com música de Pedro de Castro, e uma versão de Celeste Rodrigues de “A Noite do Meu Bem”, canção de Dolores Duran originalmente gravada em 1959.

Para Diogo Varela Silva preparar este projeto, composto por exposição e fotobiografia, foi bom pois permitiu-lhe rever as memórias boas que tem.

“Eu estou constantemente a lembrá-la, não há dia nenhum que passe que não me lembre dela ou de um pormenor dela – que ela iria gostar disto ou daquilo, ou como ela iria reagir. Ela continua muito presente. É uma saudade presente”.

“Eu mantenho-a muito perto de mim. As pessoas morrem quando as esquecemos”, sublinhou Varela Silva acrescentando: “ela será eterna em mim”.

A fotobiografia inclui um ‘QR Code’ para os dois temas inéditos.

Na inauguração da exposição atuam os músicos que acompanhavam habitualmente Celeste Rodrigues: o seu bisneto, Gaspar Varela, e Pedro de Castro, na guitarra portuguesa, André Ramos, na viola, e Francisco Gaspar, na viola baixo.

Esta não é a primeira vez que Celeste Rodrigues, criadora de êxitos como “Olha a Mala”, “Saudade Vai-te embora”, “Mulher da Beira” ou “A Lenda das Algas”, é homenageada no Museu do Fado.

Em 2013, Celeste Rodrigues foi também homenageada no Museu do Fado, com a apresentação de um vídeo de Bruno Almeida e de um CD/DVD, comemorativo do seu 90.º aniversário.

Em 2010, foi estreado o documentário sobre a sua vida, “Fado Celeste”, realizado por Diogo Varela Silva, e recebeu a Medalha de Prata da Cidade de Lisboa, no cinema S. Jorge.

Em 2015, pelos seus 70 anos de carreira, a secção “Heart Beat” do Festival DocLisboa abriu com uma remontagem do documentário, intitulado, apenas, “Celeste”.

Em 2012, foi condecorada com a Ordem do Infante D. Henrique, grau de comendador.
(in observador.pt   texto de agência Lusa 14.03.2023))

segunda-feira, 31 de outubro de 2022

Quem é Teresa Câmara?

Fado das Caldas - song and lyrics by Teresa da Câmara, Manuel da Câmara,  Vicente da Câmara, José da Câmara | Spotify
imagem obtida in https://open.spotify.com/


Nascida a 6 de junho de 1991, Teresa Câmara cresceu rodeada de fado.
O seu avô, Vicente da Câmara, incutiu-lhe o gosto pelo fado e ele, juntamente com o seu tio, José da Câmara, foram e continuam a ser duas das suas maiores referências artísticas.

Estreou-se a cantar em público com apenas 11 anos de idade e aos 15 começou a ser assídua frequentadora de casas de fado, percorrendo também o país com um projeto de fado, cantado em família.

Participou, em 2011, no disco “Câmara: Um Nome, 3 Gerações”. Este projecto muito especial, reuniu três gerações da família Câmara: o patriarca, Vicente, dois dos seus filhos, José e Manuel, e Teresa, a neta.

Em 2014, o Campo Pequeno recebeu a Gala de Natal - Família do Fado, onde quatro famílias com tradição fadista se juntaram para um concerto muito especial: Cid, Pinto Basto, Noronha e Câmara. Teresa participou ao lado do seu avô Vicente e dos tios José e Manuel.

Teresa estreia-se agora, aos 31 anos, com o seu álbum a solo – “Lugares”.

O álbum intitula-se assim como referência à existência de diferentes espaços, sejam eles físicos ou mentais, que de alguma forma se afiguram importantes para a artista, celebrando essa diversidade de estados de espírito numa realidade tão impermanente como a que vivemos.

É um disco bastante marcado pelo fado tradicional e inclui alguns inéditos. Gravado em plena pandemia, conta com o acompanhamento de Luís Petisca, na guitarra portuguesa e Armando Figueiredo na viola de fado e na viola baixo, tendo sido produzido por José da Câmara.

“Lugares” é editado pela Museu do Fado Discos e teve o apoio da SPA.

Fonte:

https://www.museudofado.pt/fado/personalidade/teresa-camara



segunda-feira, 6 de julho de 2020

Maria da Fé: uma fadista portuguesa

Cantarei até que a voz me doa 
Pra cantar, cantar sempre meu fado 
Como a ave que tão alto voa 
E é livre de cantar em qualquer lado 

Cantarei até que a voz me doa 
Ao meu país, à minha terra, à minha gente 
À saudade e à tristeza que magoa 
O amor de quem ama e morre ausente 

Cantarei até que a voz me doa 
Ao amor, à paz cheia de esperança 
Ao sorriso e à alegria da criança 
Cantarei até que a voz me doa


quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Homenagem a Celeste Rodrigues, irmã de Amália

in: discogs.com
O Jornal observador.pt, 1 de agosto noticia assim a morte da irmã mais nova de Amália Rodrigues:
Morreu a fadista Celeste Rodrigues, irmã mais nova de Amália Rodrigues. Tinha 95 anos e 73 de carreira, uma vida dedicada ao fado. A morte da artista foi confirmada pelo neto, Diogo Varela Silva, ao final da manhã desta quarta-feira. “É com um enorme peso no coração, que vos dou a noticia da partida da minha Celestinha, da nossa Celeste”, anunciou o realizador, responsável por um documentário sobre a artista, “Fado Celeste”, de 2010.
“Hoje deixou uma vida plena do que quis e sonhou, amou muito e foi amada, mas acima de tudo, foi a pedra basilar da nossa família, da minha mãe, da minha tia, dos meus irmãos, sobrinhos e filhos, somos todos orgulhosamente fruto do ser humano extraordinário que ela foi”, escreveu  Diogo Varela Silva na sua página do Facebook. “Que a sua humanidade, bondade e maneira de estar bem com a vida, seja um ensinamento, que nós possamos honrar pelas nossas vidas fora.”

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Cuca Roseta, uma voz que se vem destacando no fado

in: cucaroseta.com
Cuca Roseta (Maria Isabel Rebelo do Couto Cruz Roseta, Lisboa2 de dezembro de 1981) é uma fadista portuguesa.
Cuca Roseta é uma das vozes da nova geração do Fado. O seu primeiro disco, lançado em 2011, foi produzido por Gustavo Santaolalla (músico e produtor detentor de dois Óscares e mais de 20 Grammys). Posteriormente grava “Raiz” onde se assume como compositora e letrista da maior parte dos temas. O sucesso repete-se e canta em mais de 30 paises de mundo, em todos os continentes.
No terceiro disco volta a surpreender e convida um aclamado produtor brasileiro. A primeira vez que Roseta cantou no Brasil foi durante o Campeonato do Mundo, tendo atuado nas principais cidades, sempre com teatros lotados. Aqui nascia a admiração e o amor do Brasil por esta fadista, que também não passou despercebida a uma pessoa muito especial: Nelson Motta, compositor, jornalista e produtor do Brasil, que sempre lhe dedicou os maiores elogios. Após um encontro em Lisboa, convidou Nelson Motta para produzir o seu mais recente disco. Nelson aceitou, mesmo depois de 10 anos de interregno, pois viu em Roseta um potencial único e um projeto que sempre quis fazer - gravar um disco de world fado - um fado virado para o mundo. Entre o Rio e Lisboa, juntou-se o talento e a voz de Roseta à sábia mestria de Nelson Motta. O disco, de nome “Riû”, junta vários universos musicais que influenciaram o fado e figuras incontornáveis da música mundial como Bryan AdamsDjavan, Ivan Lins, Jorge Drexler entre muitos outros. A fadista multiplica as suas participações e concertos pelo mundo inteiro. No ano de 2015 a fadista cantou em mais de 120 concertos, em Portugal e no estrangeiro.
in: https://pt.wikipedia.org/wiki/Cuca_Roseta

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Homenagem a Carlos do Carmo

Foi com um “e viva Portugal!”, que Carlos do Carmo terminou o discurso de agradecimento na cerimónia de entrega do Grammy Latino de Carreira, que decorreu esta quarta-feira, no Hollywood MGM Theatre, em Las Vegas, nos Estados Unidos, antecedendo a entrega anual dos Grammy Latinos amanhã, quinta-feira. Antes já tinha repartido o prémio “com o povo da minha terra, com todos os portugueses, que me querem tão bem e a quem eu quero tão bem.” De voz e semblante grave, mas seguro, sem recurso a nenhum papel, Carlos do Carmo discursou durante vários minutos sobre fado, Lisboa, Portugal e o seu já longo percurso artístico. Começou por pedir desculpa, em castelhano, por ir falar em português, antes de agradecer ao presidente e jurados do prémio, dizendo-se “muito surpreendido” pela entrega “inesperada” do mesmo. “Gostava de vos dizer que sou português, um país muito antigo, com características muito particulares e com um povo para o qual dá muito prazer cantar”, disse inicialmente, reforçando que não teria sido possível fazer toda uma carreira, se não tivesse tido o apoio do povo. Depois tratou de falar do fado, referindo que não é a única canção popular de Portugal – “que tem uma música popular muito boa, mas mal conhecida”, afirmou –, mas é talvez aquela que mais prevalece “por motivos históricos”. “É uma canção de paixão”, definiu. “Não é possível cantar o fado sem uma profunda paixão. Sem uma profunda dávida do coração. Fala do amor. Da tristeza. Dos sentimentos. Da vida.” Quando foi apresentado, o cantor viu enaltecido o seu papel difusor, levando o fado a muitas partes do mundo (“aplaudido tanto em França como em Nova Iorque, em Lisboa como no Rio de Janeiro”), e recordados o seu timbre vocal, a presença cénica e a paixão pela sua arte. “Não é apenas um grande artista, é um ícone da música portuguesa”, ouviu-se no Hollywood MGM Theatre, não sendo também esquecido o papel na candidatura do fado a Património Cultural Imaterial da Humanidade (a canção foi classificada em 2011 pela UNESCO). A meio do seu discurso, Carlos do Carmo não esqueceu "os grandes poetas portugueses”, “os excelentes compositores” e “os músicos que [o] têm acompanhado ao longo dos anos”, apresentando-os como nucleares na sua carreira. “Estou-lhes muito grato. Foi possível com esta gente pensar o fado, reflectir o fado, estudar o fado. Aprender coisas novas.” E, quase no final, deixou duas recomendações para a assistência: “Visitem o Museu do Fado em Lisboa. E visitem Lisboa, porque é das cidades mais bonitas da Europa", acabando também por nomear o Porto e outras cidades portuguesas como de visita obrigatória, mas com um lugar especial para a sua cidade – “Lisboa tem a luz mais bonita e a canção mais bonita”. Antes de repartir o prémio com os portugueses, Carlos do Carmo não esqueceu a família, agradecendo aos avós, ao pai e à mãe (“uma das maiores fadistas”, recordou), à mulher, aos filhos e aos quatro netos. A entrega do prémio deu-se pelas 18h45, tendo o fadista português sido o primeiro a subir ao palco para receber o Grammy de Carreira. Além de Carlos do Carmo, receberam igualmente o mesmo galardão, por “excelência musical", o brasileiro Ney Matogrosso, os mexicanos, a habitar nos Estados Unidos, Los Lobos, o cubano Willy Chirino, o mexicano César Costa, os espanhóis Duo Dinâmico e a argentina Valeria Lynch. Na mesma cerimónia, receberam o Prémio do Conselho Directivo da Latin Academy of Recording Arts and Sciences os músicos André Midani, da Síria, e Juan Vicente Torrealba, da Venezuela, que foram os dois primeiros agraciados. O Board of Trustees da Latin Academy of Recording Arts and Sciences decidiu, por unanimidade, atribuir a Carlos do Carmo o Lifetime Achievement Award, galardão “que distingue a obra das grandes referências do panorama musical internacional, no universo latino”. O cantor, com uma carreira de 51 anos, e filho de outro grande nome do fado, Lucília do Carmo, torna-se assim o primeiro artista português a receber o prémio de carreira (a soprano Elisabete Matos foi distinguida no universo da música clássica, nos primeiros Grammy Latinos, em 2000). A cerimónia anual de entrega dos Grammy Latinos, nas diferentes categorias, realiza-se esta quinta-feira, a partir das 20h locais (5h de sexta-feira, na hora portuguesa). in http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/"