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terça-feira, 6 de junho de 2017

A Relação Professor-Aluno

in http://www.illum.com.mt/
  • Neste post de hoje, vou debruçar-me sobre um tema que me é muito querido: o da educação! Ele arrasta consigo a escola, os professores, os alunos, as famílias e as relações entre uns e outros...
  • Depois de ler este artigo, concordo com o seu autor:
  1. quando afirma que ..."no sistema de ensino, são os professores quem tem maior impacto no desempenho escolar dos alunos." 
  2. quando reconhece que "Hoje os professores estão desmotivados..."
  3. que "Os alunos quando levados a refletir reconhecem a importância dos professores na sua vida"
  4. quando refere que "É com o que aprendem na escola e com os professores que vão poder realizar os seus sonhos..."
  5. que "Hoje ser professor tem um âmbito mais alargado, dado as famílias terem menos tempo para os filhos." 
  6. que "Uma aluna lembrava que uma professora não ensina apenas uma, mas várias gerações." 
  7. e finalmente cito: "Os professores têm um grande impacto nos alunos pelo que ensinam, os valores que transmitem e pela relação que criam. O fomentar desta relação é tão importante quanto uma oportunidade para os alunos desenvolverem empatia e autonomia, que potencia a sua aprendizagem agora e o seu desenvolvimento futuro."

Vou ficar por aqui, porque afinal, reconheço que concordo em absoluto com tudo o que o autor deste texto escreveu. Quero dizer que sinto que ele escreveu tudo o que era preciso sobre professores e alunos. Ao rever-me como professora que fui durante mais de 30 anos, reconheço que o autor disse tudo o que era de mais importante na relação professor-aluno, não precisa de dizer mais nada, por agora, pelo menos, para mim! 

Vamos motivar todos os Professores para que exerçam a sua nobre missão e 

não se deixem esmorecer!

  • Afonso Mendonça Reis in observador.pt a 06.06.2017 escreveu o seguinte texto, e que com a devida autorização (espero bem) me permito transcrever:

"A relação professor-aluno é uma escola para a vida

A campanha ‘Inspira o teu Professor’ existe para reforçar a missão social dos professores. Hoje, quatro meses passados a trabalhar nas escolas, o que aprendemos?
A educação é uma prioridade para os Global Shapers Lisbon Hub. E, no sistema de ensino, são os professores quem tem maior impacto no desempenho escolar dos alunos. Hoje os professores estão desmotivados e os Global Shapers associaram-se ao Inspira o teu Professor por uma educação que promova todo o potencial dos jovens e de Portugal.
A campanha ‘Inspira o teu Professor’ desafia os alunos a pensar no impacto que os professores têm na sua vida e a produzir conteúdos como vídeos, cartazes e cartas para os inspirarem. Estes conteúdos permitem reconhecer não só a missão social dos professores, mas as características que os alunos valorizam nos professores e no ensino. A reflexão que se segue resulta da minha análise dos conteúdos produzidos durante a 2ª edição do ‘Inspira o teu Professor’ e do nosso trabalho nas escolas.
Os alunos, quando levados a reflectir, reconhecem a importância dos professores na sua vida. É com o que aprendem na escola e com os professores que vão poder realizar os seus sonhos: “ser professor é ser condutor de almas e de sonhos”; “levar para o resto da vida o que os professores nos ensinaram”. Hoje ser professor tem um âmbito mais alargado, dado as famílias terem menos tempo para os filhos. Vários alunos contam com os seus professores para superar as suas dificuldades, “iremos lembrar as caras dos nossos professores para o resto das nossas vidas, pois foram eles quem mais nos ajudaram quando mais precisámos”. Uma aluna lembrava que uma professora não ensina apenas uma, mas várias gerações.
Professores têm um papel muito importante na transmissão de valores. Apesar de incutir valores ser um papel do foro da família, os alunos reconhecem nos professores uma fonte de inspiração e alguém que lhes incute valores. Os professores são inspiradores, porque me ensinaram “a fazer o que é correcto, perante uma situação difícil seja ela qual for”. Os professores são a “esperança num mundo livre de ignorância e cheio de valores”. Esta questão é tão mais relevante quanto mais tempo passamos em ambientes sem moderação, como a internet. Os jovens podem falar com qualquer pessoa sem que a sua família se aperceba ou os “acompanhe”. Conhecemos o caso do jogo da Baleia Azul, que tanto nos chocou. São valores sólidos que os ajudam a proteger-se.
A relação professor-aluno precisa de mais empatia. Os alunos contam-nos que é fácil culpar os professores “por tudo” e que se esquecem que os professores “também são pessoas”. Eles próprios, os alunos, dizem que são por vezes “chatos, casmurros, mal-educados, etc.”, mas que, “no fundo, são boas pessoas”. Os mesmos alunos gostariam que os professores os conhecessem melhor, que soubessem quem são e o que os torna únicos. Alguns professores destacam que a carga lectiva e burocrática limita o tempo para poder investir mais na relação com os alunos.
Os alunos são muito claros, valorizam o professor interessado nos seus alunos, que não desiste deles e que goste de ensinar. Num tom mais provocador, mas não menos curioso, um grupo de alunos definiu a escola e a sua experiência no sistema de ensino, como uma prisão. Mas é esta boa relação com os seus professores que lhes permite transcender a prisão.
Desenvolver autonomia é uma grande oportunidade para fomentar uma relação frutífera entre alunos e professores. O facto dos alunos se desresponsabilizarem culpando os professores, é uma oportunidade. Esta atitude passiva pode advir de os alunos sentirem que não têm influência sobre a sua escola. Muitos professores mostraram interesse em ouvir a opinião dos alunos através dos conteúdos. Envolver os alunos no funcionamento da escola, permitiria desenvolver autonomia e valorizar o esforço colectivo, e investimento da sociedade, para que a escola funcione. Existem exemplos de escolas no Japão onde os alunos limpam a escola. Os alunos fazem-no com normalidade porque terão de fazê-lo como adultos. Dar espaço aos alunos para preparar e dar aulas é uma óptima forma de ver que abordagens pedagógicas eles privilegiam, fazê-los estudar mais e partilhar a responsabilidade. Assim os alunos não seriam “vítimas da prisão”, mas trabalhariam em equipa com os professores para tornar a sua própria aprendizagem mais dinâmica e estimulante.
As boas relações têm um grande impacto na nossa educação, aprendizagem e felicidade. Um artigo do New York Times cita um estudo feito pela Microsoft no Canadá que mostra que hoje a nossa concentração média é de oito segundos, abaixo dos 12 segundos de um peixe. A tecnologia expandiu o acesso a serviços e conhecimento, mas deve ser utilizada com equilíbrio. A hiper-conectividade e os smartphones estão a privar-nos da nossa atenção e concentração. Sem elas, vamos ter mais dificuldade em aprender, discernir sobre o mundo e criar relações, no nosso caso, entre professores e alunos. Mas as relações não são só importantes na educação. Um estudo longitudinal desenvolvido ao longo de 75 anos em Harvard mostra que relações de qualidade são a base de uma vida feliz. Os professores têm um grande impacto nos alunos pelo que ensinam, os valores que transmitem e pela relação que criam. O fomentar desta relação é tão importante quanto uma oportunidade para os alunos desenvolverem empatia e autonomia, que potencia a sua aprendizagem agora e o seu desenvolvimento futuro.
Afonso Mendonça Reis é fundador das Mentes Empreendedoras, Inspira o teu Professor e Professor Universitário na Nova SBE, foi nomeado um Global Shaper em 2012 pelo Fórum Económico Mundial.
O Observador associa-se aos Global Shapers Lisbon, comunidade do Fórum Económico Mundial para, semanalmente, discutir um tópico relevante da política nacional visto pelos olhos de um destes jovens líderes da sociedade portuguesa. Ao longo dos próximos meses, partilharão com os leitores a visão para o futuro do país, com base nas respetivas áreas de especialidade, como aconteceu com este artigo sobre a inovação social. O artigo representa, portanto, a opinião pessoal do autor e não vincula os Global Shapers de Lisboa."

segunda-feira, 21 de julho de 2014

"...as agências de 'rating' estão aí outra vez."

"Sociedade Aberta
Ontem 00:06
António Costa

As agências voltaram para mal dos nossos pecados  

António Costa 

antonio.costa@economico.pt

Três anos depois da dívida pública portuguesa cair na situação de ‘lixo' aos olhos dos investidores internacionais, e de Portugal precisar da ajuda da ‘troika' para pagar as suas contas, o peso e a força das agências de ‘rating' estão aí outra vez.

Para nos recordarem que não há almoços grátis, e não serão apenas as empresas e o banco apanhados nesta crise dos Espírito Santo, também o próprio país.

Sabia-se que o sector bancário em Portugal não estava isento de pecados, sobretudo quando alimentou um Estado, e um Governo, até ao limite das suas possibilidades, quando andou meses a comprar dívida pública para disfarçar o que se verificou, o pedido de ajuda externa. Mas ninguém ousava antecipar, há seis meses, o que está hoje a suceder, por mais afirmações de que já se sabia tudo. Não se sabia, e, pior, do que se sabe, fica a sensação de que o pior ainda está para vir, os efeitos de choque num universo familiar e empresarial. Se isso já seria suficientemente mau, haverá ondas de choque macroeconómicas ainda difíceis de antecipar.

Há uma, evidente, que já se pode constatar. A confiança que o país recuperou nos últimos três anos, interrompida pela crise política do último Verão, está a perder-se todos os dias, bem-medida pela queda sucessiva da bolsa portuguesa, e mal-medida pelas decisões de investimento em Portugal que, a partir de agora, vão ficar no congelador.
A crise no GES/BES é que é um verdadeiro murro no estômago dos portugueses, as decisões negativas do Tribunal Constitucional às leis do Governo são uma brincadeira em comparação com os efeitos negativos que estão a verificar-se todos os dias, agravados pelas decisões das sempre-presentes agências de ‘rating'. Não podemos viver com elas, não podemos viver sem elas.

A bem do BES, do sistema financeiro e do país, a falência organizada do Grupo Espírito Santo (GES) deve avançar tão rapidamente quanto possível. É a única maneira de pôr fim a um ‘abcesso', como diz Fernando Ulrich, que pode infectar tudo o que está à volta. 

PS: Henrique Granadeiro não fará parte da administração da nova empresa que resultar da fusão da PT e da Oi. Não podia. É o preço a pagar, a primeira factura, pela decisão de aumentar a aplicação da PT na Rioforte para 900 milhões de euros e ajudar um amigo. Mas terá sido o próprio a antecipar o que seria uma decisão inevitável dos accionistas no conselho de administração de quarta-feira da PT, quando foi selada a revisão do acordo da PT e da Oi, com prejuízo evidente para os portugueses. Não foi um pedido de demissão, foi um último acto de dignidade. O que lhe restava."

quinta-feira, 5 de junho de 2014

"País Birrento", um artigo interessante de Fausto Coutinho, do Económico


"Sociedade Aberta
00:05

País birrento

Fausto Coutinho
Ainda se lembram, certamente, da recusa de José Sócrates em recorrer à ajuda internacional e de como essa atitude originou um desentendimento profundo entre o então primeiro-ministro e o seu ministro das finanças, Teixeira dos Santos.

Nesta legislatura, ficamos a saber que Paulo Portas e Vítor Gaspar embirravam um com o outro. Já para não falar da birra do irrevogável Portas que causou uma enorme perturbação política e esteve mesmo à beira de acabar com a coligação PSD/CDS e com o próprio Governo.

Agora, logo após as eleições europeias, instalou-se a confusão no partido vencedor com António Costa a desafiar a liderança de António José Seguro.

Em qualquer dos casos, nada é comparável com a forma como o actual Governo tem vindo a embirrar com o Tribunal Constitucional (TC).

Podemos até admitir que o TC se pôs a jeito, nomeadamente quando declarou a inconstitucionalidade dos cortes dos subsídios de férias e de Natal do OE 2012 mas, ao mesmo tempo, determinou que os referidos cortes não vigoravam para o ano em causa devido a questões orçamentais. O Governo, infractor, nem sequer viu um cartão amarelo e, por isso, sentiu-se à vontade para continuar a transgredir, as vezes que forem necessárias enquanto o cartão vermelho continuar no bolso dos juízes do TC.

No entanto, se numa fase inicial o Governo se limitou a uma birra típica de menino mal comportado a quem não deixam fazer o que quer, a verdade é que agora passou a revelar uma dificuldade estrutural em lidar com as regras democráticas. A birra de menino ganhou consciência e transformou-se numa briga de adolescente que, por ser imatura, se revela irresponsável e perigosa. A tal ponto que, para além da ameaça de novos aumentos de impostos, o vice primeiro-ministro Paulo Portas veio já vaticinar a irrelevância das próximas eleições legislativas com o argumento de que, por culpa do TC, o próximo governo, seja ele qual for, estará condenado a aumentar impostos e a submeter o País a uma escravatura fiscal. É claro que, pelo meio, Paulo Portas aproveitou para atribuir culpas ao TC por não existir a tal reforma estrutural do Estado que ele próprio se comprometeu a apresentar.

É neste País perdido em birras que cresce uma nova geração condenada a uma herança política, económica, social e cultural sem glória. No horizonte adivinha-se pouco mais do que um défice de dignidade e solidariedade. Resta-nos a esperança de que essa nova geração venha a embirrar profundamente com esta forma de estar na política e na vida. E tenha a coragem e a lucidez necessárias para inverter o caminho e iniciar um novo ciclo. Na certeza de que a recuperação será tanto mais difícil quanto mais profundas forem as feridas abertas nestes tempos que vivemos." 
in http://economico.sapo.pt/noticias/pais-birrento_194925.html

Imagens conseguidas em:

expresso.sapo.pt 
XIX Governo Constitucional1
 http://ocastendo.blogs.sapo.pt/2012/01/
www.leituras.eu