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segunda-feira, 25 de novembro de 2024

Dia Internacional para a eliminação da violência contra as mulheres (25 de novembro)


Violência Doméstica - Especialização Pós-Universitária
imagem em upmind.pt

Penso que este tema necessita de uma reflexão muito profunda não só por parte dos homens, como também por parte das mulheres e das famílias. 

Não pode nem deve haver precipitações, num domínio tão importante das nossas vidas, em que todos temos obrigação de tentar tudo por tudo para se viver em harmonia, mesmo porque temos de estar imbuídos de uma importante tarefa: a de ter de dar o exemplo aos mais novos, às gerações futuras.

Não devemos esquecer o que os noticiários nos transmitem quase diariamente - por exemplo, a percentagem elevadíssima que existe de violência e crimes de homens contra as mulheres, o que constitui, desde logo, um ato repugnante de quem o pratica e uma grande preocupação para a sociedade, em geral. 

É que há vários tipos de violência: não só a física, mas também as de caráter verbal, psicológico, chantagem, coercivo, repressivo, financeiro, enfim, abusos de qualquer ordem. Isto, só para citar alguns deles, porque são muitas vezes esquecidos, mas também contam e muito! Este fenómeno é um flagelo nacional e os números vão aumentando cada vez mais.

Começa no entanto a surgir outro dado preocupante e que penso que também nos deve servir de reflexão: apesar de haver registos de uma maior frequência de actos deles contra elas, também já se registam e com tendência a alastrar-se, actos de violência por parte delas contra eles. Não esqueçamos que "Violência gera violência". 

A leitura que faço deste aspeto é que as mulheres já estão a retaliar, porque tudo na vida tem um limite! Ninguém está acima de ninguém! Isto pode parecer significar que um homem e uma mulher não conseguem, por si só, resolver os problemas entre eles sem recorrer ao conflito! 

Este tema também me leva a pensar que parece haver homens e mulheres ou que não se entendem ou que não querem entender-se, o que me entristece muito que exista na nossa vida quotidiana! Acho que podemos todos fazer melhor! 

Quero frisar que as palavras que aqui estou a partilhar, são apenas uma reflexão muito pessoal, que fiz sobre o assunto, porque é o que eu sinto, não é científico, como é óbvio. Os "experts" nestas áreas difíceis e delicadas é que saberão explicar estas reações do ser humano, recorrendo à sua incontestável sapiência e conhecimento sobre o problema.

Compreendo que, a nível psicológico, deverá ser extremamente difícil de conseguir tomar uma decisão ou manter o auto-controlo, tais são as situações insólitas que nos surgem na vida. Mas, por favor, tentemos evitar qualquer tipo de violência, nem nos habituemos a usá-la, seja ela de que tipo for, porque essa atitude só nos traz infelicidade e frustração.

O ser humano tem de se munir de um espírito combativo e tentar encontrar a origem do problema, em vez de desistir logo, achando que a solução reside no recurso "à luta", "ao conflito constante", "à brutalidade" ou "à crueldade"! Ou ainda, a atitude que se toma "que cada um vá para o seu lado", por si só, já é uma desistência, no fundo, é não encarar o problema. 

Quantas vezes, a maior parte de nós já fez isso? Sim, muitas vezes. Mas a experiência vai-nos mostrando que dessa forma, não construímos nada de positivo. Como já referi no parágrafo anterior, nunca podemos deixar de ir até ao âmago da questão, enfrentá-lo e, civilizadamente tentar encontrar uma solução: "Só a morte é que não tem solução". Quantas vezes temos ouvido esta expressão, vinda  dos mais velhos.

Não estou aqui a emitir juízos de valor, porque "errar é humano", e reconhecer o erro e corrigi-lo, ainda é a melhor atitude, é o caminho mais correto a seguir. Por isso, quero aqui salientar, que estou apenas a partilhar reflexões minhas que me vêm ao espírito, um pouco ao sabor da pena (= sinto cada palavra que escrevo, que me vem à ideia, dentro do raciocínio que desenvolvo sobre o assunto desse momento). 

Concluo esta partilha angustiante com quem se dispõe (e tem paciência!) para ler os meus posts e penso que o fundamental é um querer, de todos nós, que haja compreensão e felicidade entre os que decidem estar juntos para o resto das suas vidas. Fizeram essa opção, têm de lutar por essa causa. Tem de haver cedências parte a parte, penso eu, pois se cada um "puxa só para o seu lado", então onde está o direito à diferença? Claro que isto também se aplica aos familiares, aos amigos, aos colegas de trabalho e a todos os que nos rodeiam no nosso dia-a-dia.

Saber conviver com os outros, viver em sociedade, implica conhecer e saber aplicar as regras exigidas para tal, pois não é por acaso que a expressão latina, tão conhecida, nos diz:  Dura Lex, Sed Lex (a lei é dura mas é lei).

Guia de boas práticas para prevenir e combater violência contra as mulheres  através dos media - XXI Governo - República Portuguesa
imagem obtida em: portugal.gov.pt


domingo, 9 de agosto de 2020

Quem protege os idosos em Portugal?

in oeirasdigital.pt

Notícias sobre idosos são quase constantes nos meios de comunicação social e referem muitas vezes maus tratos, abandonos, falta de assistência a quem já deu o seu contributo uma vida inteira à sociedade, à família, ou até ao Estado, que, pelos vistos, não lhe presta grande atenção.

Ouvimos relatos inconcebíveis todos os dias ou vemos imagens constrangedoras nos meios televisivos, referentes a idosos! E no que diz respeito a Lares ou Residências para Idosos, em plena pandemia, então, nem se fala!

Esta é mais uma notícia igual ou semelhante a tantas outras! Todos temos de contribuir para que esta situação se inverta! Trata-se de seres humanos que deram o seu contributo individual toda uma vida! Com maus tratos e indiferença? Contribuíram com muito para que certos setores do quotidiano de todos nós, acontecesse! É assim que se lhes paga? Desprezando-os ou ignorando-os, como se fossem lixo?

Ao lermos estas notícias, arrepiamo-nos, revoltamo-nos com tamanhas injustiças!

"O que é feito da dona Isabel?" Vizinhos contam como deram pela falta de idosa que o filho terá deixado morrer à fome

Vizinhos estranharam a casa estar sempre fechada, mas não chamaram as autoridades porque o filho vivia com ela. Ele acabou preso, suspeito do homicídio da mãe por não ter cuidado dela

(ler mais in observador.pt de 06.08.2020, por Sónia Simões)


Grândola. Homem de 53 anos detido por deixar a mãe de 82 anos à fome até morrer 

Homem de 53 anos não trabalhava e recebia a pensão da mãe. A idosa de 82 anos já não saía do quarto e a PJ acredita que ele não a alimentava para que morresse. O suspeito ficou em prisão preventiva.

“Um cenário miserável de habitabilidade”. Foi assim que uma fonte da Polícia Judiciária de Setúbal descreveu ao Observador a casa em Grândola onde este fim de semana um homem de 53 anos foi detido por suspeito de ter morto a mãe, de 82, deixando-a aparentemente morrer à fome.Há cinco anos que o agora suspeito, filho único e sem ocupação profissional conhecida, tinha voltado à casa da mãe depois de um divórcio. Na altura a vítima ainda era vista na rua, com alguma autonomia, e era ela que fazia questão de se dirigir ao posto dos CTT para levantar a sua reforma. Segundo testemunhas no local à PJ, no entanto, há dois anos numa dessas idas aos correios sentiu-se mal e acabou por ter que ser assistida no hospital, apresentando já à data sinais de desidratação.

O tempo foi passando e os vizinhos viam-na cada vez menos. Também as persianas do quarto onde dormia eram cada vez menos abertas. Com a pandemia, no entanto, todos se recolheram em casa e o próprio carteiro começou a levar-lhe a reforma à porta. O filho mostrava o cartão de cidadão da mãe e recebia-a.

Pela hora de almoço do último sábado foi ele que ligou ao INEM dando conta de que a mãe teria morrido. Mas quando o INEM e a GNR chegaram ao local aperceberam-se logo de um cenário “miserável”. A PJ foi chamada ao local por se tratar de uma morte e suspeitou logo das circunstâncias da morte da idosa.

“Estava esquelética, subnutrida e com vários escaras no corpo, como quem está há muito tempo na mesma posição”, disse.

No entanto, o filho, esse não parecia subnutrido.

Nos últimos meses havia mesmo quem lhes levasse sacos a casa com bens alimentares, como a apurou a PJ numa primeira recolha de prova testemunhal. Mas essa comida, suspeita-se agora, nunca terá chegado à vítima. As autoridades acreditam que o seu filho quis que morresse à fome, para parecer uma morte natural. “Talvez por não ter coragem de lhe tirar a vida de uma forma mais violenta”, analisa fonte da PJ, que diz que o suspeito teve um discurso muito contraditório e pouco credível sobre os factos.
Perante as primeiras provas recolhidas, a PJ deteve o filho da vítima por suspeitas de homicídio qualificado, por acreditar que ele quis mesmo provocar a morte à mãe e nada fez para evitá-la. Foi mais que maus tratos, considera a PJ. Mantinha-a “fechada em casa e confinada ao quarto de dormir, privada de alimentos, bebida e cuidados de saúde, assistindo impávido ao degradar do seu estado, até à falência total dos órgãos vitais e consequente morte, no passado sábado”, lê-se no comunicado.

O suspeito foi segunda-feira presente a tribunal. O corpo da mãe ainda será autopsiado. A PJ acredita que não teria morrido muito tempo antes de o filho alertar as autoridades.

Segundo noticiou, entretanto, o jornal Correio da Manhã, o suspeito ficou em prisão preventiva, depois de ter deixado “a mãe idosa morrer à fome”.

(in observador.pt, 03.08.2020 texto por Sónia Simões)

quinta-feira, 26 de março de 2020

Violência doméstica pode aumentar com a situação do CORONAVÍRUS

imagem tirada de gnr.pt

No dia 19 de março de 2020 O Jornal Observador publicou um artigo sobre a tensão que o COVID19 pode trazer às famílias originado pelo confinamento preventivo. O risco de violência doméstica pode aumentar. O texto é de Carolina Branco. Muito útil a todos nós. A não perder!

São vários os fatores que levam a crer que momentos como o que agora se vive em Portugal, com muitas famílias em isolamento social, podem levar a problemas graves dentro de casa. Não só em casos já com episódios de violência, mas, possivelmente, também noutros em que nunca tinha acontecido. Não só porque fazem aumentar a tensão nas relações pessoais e deixam as vítimas mais expostas — e mais disponíveis para desvalorizar alguns atos —, mas também porque os alvos da violência estão mais sozinhos.


Fechar as famílias pode “potenciar o lado muito privado da violência doméstica”, teme o psicólogo da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), Daniel Cotrim. Em declarações ao Observador, numa altura em que, na cidade chinesa de Jingzhou, 90% das denúncias da violência estão relacionadas com a Covid-19, o psicólogo alerta que “é importante que as redes de vizinhança funcionem”.

Até porque entre a medidas adotadas pelo Governo para conter o surto do novo coronavírus, depois de declarado estado de emergência esta quarta-feira, está uma que permite, mesmo nesta fase, a circulação na via pública de pessoas quando houver “necessidade de acolhimento de emergência de vítimas de violências doméstica” — bem como de vítimas de tráfico de seres humanos.

Violência doméstica quadruplicou na China. A tensão pode explicar o fenómeno, mas “quarentena não é desculpa”

Ainda é “muito cedo” para se conseguir tirar conclusões em Portugal. Não há, para já, um aumento de casos de violência doméstica. Mas o psicólogo Daniel Cotrim admite que este potencial fenómeno é algo que “preocupa” a APAV, até porque tem estado atento às estatísticas que chegam da China. Neste país, onde começou o surto do novo coronavírus, a doença tem tido um enorme impacto na violência doméstica. “De acordo com as nossas estatísticas, 90% das causas da violência estão relacionadas com a Covid-19“, disse Wan Fei à revista Sixth Tone. O antigo polícia, que fundou uma organização sem fins lucrativos de combate à violência doméstica em Jingzhou, uma cidade na província chinesa de Hubei, revelou também que, naquela localidade, as denúncias quase que quadruplicaram: em fevereiro, contabilizam-se 162 face às 47 do mesmo mês do ano passado.

É mais ou menos o que acontece durante as férias — mas pior. “Nesses períodos, as pessoas estão próximas, por isso as situações de conflito, apesar de o ambiente ser mais ou menos ligeiro, proporcionam o aumento da violência”, explica o psicólogo da APAV, Daniel Cotrim. Mas isolamento social e quarentena não são sinónimos de férias e, por isso, “imaginando o pior dos cenários, o crescendo da violência é muito maior“, acrescenta em declarações ao Observador.

E existe uma explicação para este fenómeno? Sim. “O facto de estarmos confinados, de as pessoas se encontrarem em isolamento social, de estarem em quarentena, o facto de o próprio ambiente social ser mais tenso, ser mais pesado e de haver uma maior desconfiança do ponto de vista das relações pessoais e interpessoais, faz aumentar as situações de conflitualidade e os de relacionamentos conflituosos”, explica Daniel Cotrim.

Há dois cenários possíveis: se, por um lado, pode haver umaintensificação de atos violentos nas famílias onde já existiam, a verdade é que, em ambientes onde não havia violência doméstica, essa pode passar a ser uma realidade. O psicólogo da APAV explica, desde logo, que “a proximidade entre as pessoas não é uma coisa má”, mas é “exatamente a tensão, o medo, a preocupação e o maior nervosismo que este período traz” que podem fazer com que, “de repente, em alguns casais onde nem havia violência, se possam propiciar situações de violência doméstica”.É mais ou menos o que acontece durante as férias — mas pior. “Nesses períodos, as pessoas estão próximas, por isso as situações de conflito, apesar de o ambiente ser mais ou menos ligeiro, proporcionam o aumento da violência”, explica o psicólogo da APAV, Daniel Cotrim. Mas isolamento social e quarentena não são sinónimos de férias e, por isso, “imaginando o pior dos cenários, o crescendo da violência é muito maior“, acrescenta em declarações ao Observador E existe uma explicação para este fenómeno? Sim. “O facto de estarmos confinados, de as pessoas se encontrarem em isolamento social, de estarem em quarentena, o facto de o próprio ambiente social ser mais tenso, ser mais pesado e de haver uma maior desconfiança do ponto de vista das relações pessoais e interpessoais, faz aumentar as situações de conflitualidade e os de relacionamentos conflituosos”, explica Daniel Cotrim.

Há dois cenários possíveis: se, por um lado, pode haver umaintensificação de atos violentos nas famílias onde já existiam, a verdade é que, em ambientes onde não havia violência doméstica, essa pode passar a ser uma realidade. O psicólogo da APAV explica, desde logo, que “a proximidade entre as pessoas não é uma coisa má”, mas é “exatamente a tensão, o medo, a preocupação e o maior nervosismo que este período traz” que podem fazer com que, “de repente, em alguns casais onde nem havia violência, se possam propiciar situações de violência doméstica”.O psicólogo lembra, no entanto, que todos estes fatores, apesar de explicarem o fenómeno, não podem servir de justificação, nem uma agressão deve ser desculpada porque o agressor estava em stress. “A quarentena não é desculpa.Tal como noutros casos, a vítima não pode achar que uma agressão é de caráter ocasional e pontual e dizer: ‘Isto aconteceu porque se deveu a…’. As vítimas vão sempre tentar arranjar uma justificação para o que aconteceu, seja a quarentena ou outra qualquer”, acrescentou.

“Estamos a potenciar o lado privado da violência doméstica”. Todas as horas são “horas do medo” e a vizinhança é importante

Nos casos em que já havia violência doméstica, o atual ambiente de pandemia é, nas palavras do psicólogo da APAV, “propiciador para que a mesma continue e que se possa agravar”. Porquê? Por um lado, o “poder” do agressor “está muito mais bem estabelecido”. Por outro, a “vítima não pode sair dali“. “O exercício do poder, se já era regular, passa a ser mais que regular. Deixou de haver a hora do medo — quando a pessoa chegava a casa ou quando o agressor estava por perto. Agora, ele e ela estão ali”, diz o psicólogo Daniel Cotrim.O que muda? Desde logo, o comportamento das vítimas vai mudando, para não aumentar o grau de violência. O psicólogo da APAV dá exemplos: “Se [as vítimas] já não confrontavam o agressor, vão passar muito menos a fazê-lo, vão passar a pôr muito menos em causa aquilo que ele ou ela diz, vão aceitar muito mais facilmente todas as regras, vão permitir até situações de violência sexual. Se já havia algum consentimento, acaba por ser muito mais aceite, até porque, para além das vítimas, agora estão os filhos em casa também”. Exatamente o facto de os filhos também estarem em casa, com os pais, pode potenciar alguma agressividade — especialmente quando o agressor costumava estar “distanciado do núcleo familiar”.

O importante é denunciar — o que, neste contexto, pode ser ainda mais difícil, uma vez que o agressor está mesmo ali ao lado, durante todo o dia. À pergunta de como é que consegue fazer a denúncia sem que o agressor ou agressora percebam, o psicólogo responde: “Podem fazê-lo através dos seus telemóveis, enviando mensagens ou emails e depois apagando este registo. A vítima pode contactar a APAV por email, mas o mais fácil será sempre através das redes sociais. As forças de segurança continuam a funcionar”.Daniel Cotrim pede, contudo, que a população não se esqueça que aviolência doméstica continua a ser um crime público e “é importante que as redes de vizinhança funcionem — até porque os agressores controlarão os telemóveis das vítimas”. “É importante pensarmos também que ao nosso lado podem estar a acontecer situações de violência doméstica que devemos denunciar. Neste período, estamos em isolamento social, mas os direitos das pessoas não. E, ao mesmo tempo, estamos a potenciar o lado muito privado da violência doméstica“, acrescentou.

Quanto à APAV, o atendimento presencial continua. “Pedimos às pessoas que liguem para o 116006 — que é um número gratuito —, que nos telefonem primeiro. A necessidade de fazer atendimento presencial é feita, como sempre foi, pelos técnicos de apoio à vítima que estão na linha. E, em situações de extrema importância de atendimento presencial, as pessoas vão dirigir-se ao gabinete e apoio à vítima. Estará lá um técnico que as irá atender e que vai funcionar da forma normal para aquilo que vai exigir da situação. Se não for efetivamente uma situação urgente — como um pedido de informação, por exemplo —, faz-se uma avaliação caso a caso”.

Ainda assim, a APAV já prevê a adoção de medidas mais drásticas, caso o surto em Portugal tenha o mesmo efeito na violência doméstica que teve na China. “Sabemos que há tendência para que este confinamento e isolamento em que já estamos se transforme numa coisa mais dura e mais pesada como a quarentena e estamos a pensar como conseguir ajudar as pessoas, mas não ficarão sem ajuda”, garante Daniel Cotrim. 

(in observador.pt ) (o texto é de Carolina Branco)