quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Uma sugestão para ir ao cinema e ver "As Melodias de Django"



A vida impressionante de Django Reinhardt (1910-1953), descendente de ciganos belgas.

Foi um guitarrista e compositor famoso muito apreciado por Duke Ellington e Louis Armstrong. 

O filme mostra a fuga de Django de Paris (ocupada pelos alemães em 1943), acompanhado da sua família. 

A não perder! As melodias são simplesmente fabulosas!

Para quem gosta de abrir o SPOTIFY, pode ouvir a banda sonora do filme em: 
https://open.spotify.com/album/5iAMr20h7ZTEenmgWXnhjl


terça-feira, 17 de outubro de 2017

Daniel Bacelar e Rita Redshoes, em dueto!


A 30 de setembro último,  era anunciada em toda a imprensa a morte de Daniel Bacelar, considerado o primeiro rocker em Portugal.

Aqui lhe presto também a minha homenagem!

Daniel Bacelar
in: http://infocul.pt

"BLITZ NOTÍCIAS

Morreu Daniel Bacelar, pioneiro do rock n' roll em Portugal e comummente apelidado de "Ricky Nelson português". Tinha 74 anos e não resistiu a uma doença de foro oncológico.
Bacelar, o primeiro português a gravar um tema rock na língua portuguesa (intitulado "Fui Louco Por Ti"), começou por se destacar aos 17 anos, quando venceu a primeira edição do concurso "Caloiros da Canção", organizado pela Rádio Renascença.
A explosão ié-ié, nos anos 60, permitiu-lhe uma maior exposição e popularidade, lançando novos singles e dando vários concertos até 1967, quando se afastou do mundo da música. Em 2009, voltou aos palcos para cantar "Lonesome Town", grande êxito dos anos 50 popularizado por Ricky Nelson, na companhia de Rita Redshoes, durante o Festival dos Oceanos.
O jornalista Luís Pinheiro de Almeida, autor de um livro sobre a história do ié-ié em Portugal, Biografia do Ié-Ié, lamentou já a morte do músico e amigo pessoal. "Humilde, mas 'teimoso como o diabo' (digo eu!), nunca se sentiu na pele de ser o 'grande pioneiro' do rock em português", escreveu, sobre Bacelar."
(in: blitz.sapo.pt, 30.09.2017)

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

16 de outubro, Dia Mundial da Alimentação

in: http://www.fpcardiologia.pt/
comemoracoes-dia-mundial-da-alimentacao/ 

Hoje, 16 de outubro, celebra-se o Dia Mundial da Alimentação!

Escolhi este artigo que considero importante, pois hoje mais do que nunca, e no nosso interesse pessoal, temos de saber interpretar as informações nutricionais dos rótulos dos alimentos que compramos nos supermercados.

O título do artigo é: 

"Quatro em cada dez consumidores não compreendem informação de rótulos dos alimentos" por Agência Lusa, 16.10.2017:

"Cerca de 40% dos consumidores portugueses não compreendem a informação nutricional básica contida nos rótulos dos alimentos, segundo um estudo encomendado pela Direção-geral da Saúde.
O estudo do Instituto Português de Administração de Marketing, realizado a pedido da DGS e com validação da Organização Mundial da Saúde, foi efetuado com base numa amostra de 1.127 consumidores e vai ser divulgado esta segunda-feira, Dia Mundial da Alimentação.
Mais de metade da população inquirida refere que consulta os rótulos dos alimentos no momento da compra e fá-lo sobretudo para conhecer o prazo de validade, as instruções de uso e também recolher alguma informação sobre os nutrientes.
O estudo procurou conhecer com mais detalhe o nível de compreensão dos rótulos por parte da população, não se baseando apenas na perceção de autoconhecimento dos consumidores, mas organizando grupos focais para uma compreensão objetiva.
Nessa análise, verificou que 40% dos inquiridos não compreendiam realmente a informação nutricional básica que pode permitir fazer escolhas mais saudáveis.
O estudo conclui também que há uma relação “estatisticamente significativa” entre as habilitações escolares e o conhecimento objetivo dos rótulos, sendo esse conhecimento mais elevado quando os consumidores têm qualificações superiores.
Aliás, uma das barreiras identificadas tem a ver com os baixos níveis de literacia da população portuguesa, que antecipam “dificuldade de compreensão da informação nutricional”, referem os autores do estudo, que contou com o contributo da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto.
Os consumidores revelam falta de conhecimento sobre matérias como os limites diários máximos recomendados de sal e açúcar, que são atualmente de cinco gramas e 50 gramas, respetivamente, para um adulto.
Num comentário a este estudo, o diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável da DGS considera que a análise veio validar a necessidade de mudar a forma de apresentar os rótulos para sistemas visualmente apelativos e que “não impliquem cálculos e recálculos por parte dos cidadãos”.
No fundo, haver um sistema que permita uma rápida descodificação dos rótulos dos alimentos para “facilitar tomadas de decisão” por parte dos consumidores.
A DGS lançou recentemente online uma proposta de descodificar de rótulos que usa um sistema dividido em três cores: vermelho, amarelo e verde. A ideia é os consumidores optarem maioritariamente por alimentos e bebidas com nutrientes da categoria verde e evitarem os da categoria vermelha.
As cores são distribuídas de acordo com os teores de gordura, açúcares e sal.
“É preciso adotar um sistema que funcione como descodificar de rótulos. O ideal é que um país chegue a um consenso sobre um determinado modelo para que as empresas depois o adotem. O modelo deve ser sempre o mesmo e uniforme, mesmo que a adoção por parte das empresas seja voluntária. Mas quem o adotar tem de usar o mesmo sistema, para não haver, por exemplo, uma alteração das cores que pode ainda confundir mais os consumidores”, afirmou Pedro Graça em declarações à agência Lusa.
O diretor do Programa da DGS recorda que, hoje em dia, é necessário “fazer muitas escolhas de alimentos num curto espaço de tempo”, o que torna a leitura dos rótulos “mais importante para tomar melhores decisões”."
in: observador.pt, 16.10.2017


domingo, 15 de outubro de 2017

Avós e netos...e não só!

Já tinha lido no verão um artigo de opinião que achei muito interessante e que vou transcrever mais abaixo; a verdade é que nessa altura não me apeteceu partilhá-lo, vá lá saber-se porquê! Talvez por estar ainda em férias e a "preguicite" me ter atacado um pouco...!
Bem, mas o verão passou e acabaram-se as férias; agora estamos na rentrée, há que reagir, retomar forças e ganhar coragem para que a normalidade ao "trabalho" regresse com força!
Ao reler há pouco umas mensagens do meu correio eletrónico, apareceu-me este artigo que me fora enviado por um familiar. Voltei a lê-lo e, como avó,  senti que qualquer uma de nós reconhece ter afinidades com a avó do referido artigo. Há muitas "cenas" que me são familiares...
Logo, senti como que um imperativo em partilhar algo que, afinal, eu também vivi: férias com os meus netos!
O artigo é "delicioso" pois contempla não só a maneira de ser, os sentimentos e emoções da avó, como os da filha e dos netos!
"Resposta da avó que ficou alguns dias com os netos alguns dias nas férias", por Paulo Farinha, na MAGAZINE NOTÍCIAS, de 29.08.2017
"• Olha, filha, não sei se percebi bem os recados que me deixaste. Dizias que a Matilde não come arroz, mas houve um dia em que ela quis provar do arroz de frango que fiz para mim e para o teu pai e gostou. E pediu para repetir. Duas vezes. Já não me lembro se vocês são vegetarianos ou não, se os miúdos comem carne às vezes ou só às terças e quintas, mas ela pareceu tão consolada que no dia seguinte fiz mais. E também gostou do sarrabulho.
• Não lhes dei bolos, como pediste. Mas o teu pai não leu os recados. E ele deu. Todos os dias ao fim da tarde iam dar um passeio com o avô e o cão e passavam por casa da tia Idalina, que lhes dava uns biscoitos. Só soube isto no fim das férias. Mas acho que os biscoitos são muito bons. Depois peço-lhe a receita para te dar. Mas ela não usa cá açúcar amarelo. Não há disso na aldeia.
• Comeram iogurtes e tivemos de comprar mais queijo porque eles acabaram num instante o que tínhamos cá em casa. Já não me lembro se podiam comer queijo ou não ou se era o leite de vaca que não podiam beber. Mas como é difícil arranjar leite de cabra, comprámos do outro na mercearia e não nos chateámos com isso. Não te chateies tu também.
• Não brincaram com o iPad. Enquanto estiveram cá na aldeia nem lhe mexeram. Mas adormeciam a ver televisão. Dizias uma coisa qualquer sobre ecrãs à noite, mas eu não percebi bem.
• Houve algumas birras. E numa delas o João fartou-se de chorar. Ele disse que ia ligar-te, mas o teu pai disse-lhe para ir mas é jogar à bola e estar calado e a coisa resultou.
• Não lhes comprei brinquedos de plástico na feira, como tu disseste. E eles ficaram amuados comigo e não quiseram voltar à feira mais nenhum dia, o que foi uma chatice. Que raio de ideia, filha. Isso não correu muito bem.
• O champô que mandaste para eles, aquele das plantas medicinais, cheirava mesmo mal. Tem paciência, mas lavei a cabeça dos teus filhos com o meu champô. É bem mais barato do que o teu. Andas a gastar uma fortuna numa coisa malcheirosa, filha.
• As toalhas de algodão armado ao pingarelho que tu mandaste são tão fofinhas e estavam tão bem arrumadas que as deixei estar no sítio. Tive medo de as estragar. Os teus filhos tomaram banho todos os dias e limparam-se às toalhas que havia cá em casa. E não lhes caiu nenhum pedaço de pele. Acho que fiz tudo bem.
• Querias que lhes desse três abraços por dia. Nuns dias dei mais, noutros não dei nenhum. E houve um em que me apeteceu dar um tabefe à Matilde, porque estava a fazer uma fita, mas depois acalmou.
• Não houve cá abraços a árvores. Esqueci-me. E houve um dia em que o Pedro caiu da árvore do quintal e fez uns arranhões. Acho que não tinha vontade nenhuma de dar abraços ao tronco.
• Aquela coisa de o João vestir as saias da Matilde é que me pareceu esquisito. Ele nunca pediu para vestir a roupa da irmã. Eu achei isso bem e fiquei contente.
• Todas as noites ouviram música, como pediste, mas não foi o CD dos monges tibetanos, que isso irritava o teu pai. Ouviam a música dos altifalantes da festa. Não querias o Despacito, mas ouviram isso umas dez vezes por dia. E o Toy também. E o Tony Carreira e o Emanuel.
• Só deves ver este papel quando acabares de tirar as coisas dos sacos dos miúdos. Deixei isto no fundo da mochila do Pedro de propósito. Assim, antes de saberes das coisas que não fiz como tu querias, viste os teus filhos e viste como estavam bem alimentados e cuidados.
PS: não precisas de colar isto na porta do frigorífico. Não quero que gastes fita-cola. Se tiveres alguma dúvida, telefona-me. É isso que as mães fazem: atendem o telefone às filhas para responder a dúvidas sobre os netos.
Leia AQUI os recados que deram origem a esta resposta. E AQUI a reação dos netos a esta troca de cartas entre mãe e filha."
Boa leitura!

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Significado da expressão: "chamou-lhe um figo"

http://www.gastronomias.com
"Chamou-lhe um figo" é uma expressão utilizada em Portugal e é ouvida com alguma frequência. Pode aparecer em vários contextos.

Procurando no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, aparece-nos: 

"chamar-lhe um figo

 • [Portugal, Informal]  
   Comer sofregamente uma coisa que se considera deliciosa.
•  [Portugal, Informal] 
 Servir-se de algo com grande prazer.

"chamar-lhe um figo"
in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa 
[em linha], 2008-2013, 
https://www.priberam.pt/dlpo/chamar-lhe%20um%20figo 
[consultado em 17-10-2017]."

No Dicionário de Expressões Correntes, de Orlando Neves, pode ler-se:

""Chamar-lhe um figo" - comer sofregamente uma coisa que se acha muito boa; aproveitar uma boa ocasião".

Pesquisando no Dicionário de Calão, de Eduardo Nobre, encontramos:
Chamar um figo - devorar, comer. saborear.

Mas, pesquisando mais um pouco, neste caso, em: 
visão.sapo.pt, Crónica do Rio, de Hugo Gonçalves, em Glossário 
portuga para bruscas II...", podemos encontrar uma definição um pouco diferente:
"Chamava-lhe um figo - Designa apreciação de alguma coisa, demonstra desejo. Usado com cariz sexual. Exemplo:
- O que é que achas daquela atriz da novela das oito?
- Chamava-lhe um figo.

Temos de concluir que a nossa língua tem expressões muito interessantes e é sempre agradável conhecer as suas "nuances"...e não são poucas, nos contextos mais variados...!

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Sugestão de Cinema: "Vitória & Abdul", um filme a não perder!

Sim, confirmo o que escrevi no título e que é, claro, apenas uma opinião pessoal: "a não perder "!

É um filme que está classificado como DRAMA/FILME BIOGRÁFICO.

in: magazine-hd.com

"Victoria & Abdul (2017)

Baseado numa história verídica, Vitória e Abdul retrata uma amizade improvável durante os últimos anos do extraordinário reinado da Rainha Vitória (Judi Dench, a atriz vencedora de um Óscar). 
Quando Abdul Karim, um jovem empregado, viaja da Índia com o objetivo de participar no Jubileu de Ouro da Rainha, é surpreendido ao cair nas boas graças da Rainha. 
Enquanto a Rainha começa a questionar as constrições do seu já longo cargo, cria-se uma aliança inesperada entre os dois. 
A lealdade que têm um para com o outro é ameaçada tanto pela família como pelo círculo restrito da Rainha. 
À medida que a amizade se intensifica, a Rainha começa a ter uma visão diferente do mundo, recuperando o seu sentido de humanidade.
  • Realizador: Stephen Frears
  • Produção: Tim Bevan, Eric Fellner, Beeban Kidron, Tracey Seaward
  • Argumento: Lee Hall
  • Atores: Olivia Williams, Judi Dench, Ali Fazal, Michael Gambon, Eddie Izzard, Simon Callow,  Adeel Akhtar, Tim Pigott-Smith, Julian Wadham, Fenella Woolgar
  • Facebook: NOS
  • NOS | 2017 | Reino Unido, EUA | Biografia, Drama, História | 106 min.
  • IMDB: 6.8"


quarta-feira, 11 de outubro de 2017

A palavra "edil" e o seu significado

in: https://gl.wikipedia.org/wiki/
Lista_de_municipios_portugueses

Na Roma Antiga, edil era o magistrado ou o funcionário que zelava pela manutenção e bom estado de conservação de edifícios ou outras obras públicas.

Supervisionava as ruas, controlava o abastecimento de alimentos e da água.

Nos municípios do Império Romano, o edil era um funcionário administrativo.

Na Política era o mesmo que um vereador.

No Nordeste Brasileiro, é um regionalismo, é o mesmo que prefeito.

Sendo um substantivo comum, edil tem como nome coletivo a edilidade.

EDIL vem do latim aedilis (edil, como já referi acima, era um magistrado romano, estava incumbido de inspecionar os edifícios públicos e particulares, sagrados e profanos; também tinha de zelar pelos aquedutos, pelos divertimentos públicos, pelo abastecimento da cidade, e, em geral, tudo o que fosse do bem comum); o edil oriundo do latim aedés, is, significava residência, templo comum, cuja manutenção era a função inicial dos edis.

fonte: pesquisa efetuada em https://pt.wiktionary.org