terça-feira, 15 de novembro de 2022

O grego e o latim e a sua história

Partilho neste meu post um artigo de opinião escrito por Marco Neves, em 24.sapo.pt  a 14.11.2022. 

É sobre a história do latim e do grego e tenho a dizer que o achei SIMPLESMENTE FASCINANTE! 

Livro de Marco Neves enumera as palavras que a língua portuguesa deu ao  mundo - Mundo Português
imagem obtida in mundoportugues.pt

História de duas línguas: grego e latim

1. Línguas de Jerusalém por volta do ano 30 d. C.

Quando Mel Gibson imaginou a condenação e execução de Cristo no filme A Paixão de 2006, tentou ser mais realista do que os tradicionais filmes bíblicos em que tanto judeus como romanos falam inglês… Pôs, assim, os judeus a conversar em aramaico e os romanos a conversar em latim.

Quanto ao aramaico, nada a dizer: era a língua da rua entre os judeus da época − uma língua que, diga-se, ainda hoje é falada em algumas comunidades do Médio Oriente, embora com as inevitáveis mudanças que 2000 anos impõem a qualquer língua. O hebraico era já uma língua essencialmente litúrgica − não se falava na rua na época de Cristo, mas voltou a ouvir-se na zona muito depois, quando foi ressuscitada como língua nacional de Israel. A recuperação de uma língua litúrgica é tão espantosa como se hoje voltássemos a recuperar o latim e o ensinássemos, desde a infância, aos nossos filhos, recuperando uma língua que já não se fala há milénios.

Mel Gibson tentou fazer isso mesmo em pequena escala: recuperar o latim e voltar a ouvi-lo como língua da rua. O esforço é louvável, mas esbarramos logo no problema da pronúncia: a pronúncia do filme é a do latim medieval, em que o <c> antes de <e> ou <i> se lia como em italiano. Durante o Império Romano, a leitura seria sempre /k/. O nome de Cícero, em latim, lia-se /’kikero/.

Mas há um problema mais grave: o mais provável é que os romanos daquela zona falassem grego, a língua mais importante do Mediterrâneo oriental dessa época. Mesmo que falassem latim, não seria a língua da rua em Jerusalém. (Aliás, mesmo em Itália, o latim ainda não era a língua de todo o território. Muitas inscrições em Pompeia estavam em osco, uma língua itálica diferente do latim.)

A língua do Império no Levante era o grego. Foi em grego que se desenvolveu uma tradição literária importantíssima, que o latim viria depois a imitar (com grande sucesso, diga-se). Esta tradição inclui as obras homéricas, mas também o Novo Testamento.

2. Línguas do Império

O grego e o latim são duas línguas indo-europeias entre muitas, mas a sua história tornou-as línguas importantes, línguas do Império, línguas da escrita.

O latim foi a língua do Ocidente mediterrânico e o grego a língua do Oriente mediterrânico − mas as fronteiras não são claras: houve colónias gregas na Península Ibérica e também era possível ouvir latim em Jerusalém (embora menos do que pensa Mel Gibson). Os Romanos reinventaram o alfabeto grego, imitaram o esplendor literário do grego, foram buscar muitas palavras gregas e ainda hoje ouvimos muito grego quando falamos português.

O latim e o grego eram as línguas com gramática, as línguas da literatura, de Homero a Horácio. Cada uma delas tinha um conjunto de funções e um prestígio um pouco diferente. O grego era a língua da epopeia, o latim era a língua do direito − mas também foi depois a língua da epopeia, numa tentativa de alçar o prestígio da língua espelhada, muito tempo depois, na maneira como Camões escreveu uma epopeia em português. A tradução latina da Bíblia tornou-se a versão oficial, o Novo Testamento foi escrito em grego…

Podia continuar por um capítulo inteiro, mas não vale a pena: todos sabemos que o latim e o grego são as grandes línguas da Antiguidade − são as línguas clássicas, com uma importância só rivalizada, em contextos religiosos, pelo hebraico. É difícil exagerar a forma como estas duas línguas ganharam um lugar especial entre as línguas da Europa, um lugar marcado pela importância do seu uso na escrita.

3. Línguas que sobreviveram

Depois da Antiguidade, a sorte de ambas as línguas parece ter sido muito diferente. Hoje já ninguém afirma ter o latim como língua materna − embora muitos continuem a estudá-lo −, enquanto o grego é língua falada por milhões, na Grécia e em Chipre. No entanto, se olharmos com atenção para o que aconteceu com as duas línguas, percebemos que o latim nunca chegou a morrer − mudou, sim, e mudou muito. Mas isso também aconteceu ao grego…

Note-se: há muitas línguas que morrem − e morrem numa determinada data. Que data é essa? Diria que é o dia em que morre o último falante − ou, talvez, seja melhor dizer que uma língua morre no dia em que morre o penúltimo falante, pois uma língua que não podemos usar para conversar com outra pessoa já não é bem uma língua. Não foi o caso do latim. O latim nunca morreu: continuou a ser usado no dia-a-dia, sem interrupção, acabando por se dividir em vários dialectos que, por sua vez, se tornaram a base de línguas com normas e formas escritas particulares.

Já o grego sobreviveu da mesma forma que o latim: foi mudando, transformando-se noutra coisa, como todas as línguas.

As diferenças entre o caso do latim e do grego são o facto de o grego não se ter dividido em várias línguas (embora, para sermos precisos, convenha referir que existem algumas variantes do grego que são estudadas como línguas separadas) e de darmos o mesmo nome à língua tal como era falada na época clássica e na actualidade.

No entanto, as diferenças entre o grego antigo e o grego moderno são comparáveis (não necessariamente iguais) às diferenças entre o latim e, por exemplo, o português.

É a comparar que percebemos aquilo que é comum e aquilo que é diferente no que estamos a estudar.

(Nota: o grego antigo não era homogéneo, claro está. Variava no espaço − e variava no tempo. O grego clássico de Péricles é diferente do grego do Novo Testamento − este último é denominado grego koiné e serviu como espécie de língua franca no Mediterrâneo oriental.)

4. História do latim

O latim estava associado a uma entidade política − o Império Romano − que, a certa altura, desaparece, pelo menos na forma mais reconhecível. A língua − na sua forma popular − continuou a ser falada na rua e a ser usada na escrita. A escrita, melhor ou pior, manteve a gramática e o léxico da época de ouro da literatura latina.

Já a língua da rua não ficou parada. O latim falado mudou ao longo dos séculos, assumindo diferentes formas em diferentes territórios, assumindo a forma de um continuum dialectal: a variação fazia-se gradualmente, sem fronteiras marcadas entre os vários dialectos do latim; todos compreendiam os vizinhos, mas os habitantes dos extremos dificilmente se compreenderiam; por outro lado, acidentes históricos e geográficos criaram fronteiras mais marcadas aqui e ali. Não terá sido muito diferente do que aconteceu com o proto-itálico, com o proto-indo-europeu e com todas as línguas que vieram antes dessas…

Com o tempo − e falamos de muitos séculos − algumas das variantes do latim começaram a individualizar-se e vários reinos e condados assumiram-nas como línguas próprias − estes dois processos alimentaram-se mutuamente. É verdade que as línguas neolatinas são bem diferentes do latim, mas nunca houve um momento em que se pudesse dizer: o latim morreu e nasceu o português, o castelhano, o catalão, o francês, o italiano, o romeno ou outra das línguas latinas.

A transformação do latim nas línguas neolatinas foi um processo contínuo − e também um processo complexo, com várias influências de línguas anteriores e línguas vizinhas, entre outros interessantes episódios de um enredo que só conhecemos parcialmente.

Da mesma forma, mesmo durante os séculos em que a língua teve o nome de latim e era parecida com a língua que conhecemos das gramáticas latinas, a sua gramática e o seu léxico nunca estiveram parados. O latim tinha uma norma escrita e oral, mas variava − no espaço e no tempo. O próprio latim já vinha de línguas anteriores, que não morreram: transformaram-se no latim…

Em paralelo à sua transformação nas línguas neolatinas, o latim, na escrita, manteve-se importante em muitos âmbitos − a começar pelo eclesiástico − onde ainda hoje é usado e aprendido. É, de facto, um caso extraordinário de sobrevivência linguística. Continuamos a ter gramáticas, dicionários e uma imensa literatura em latim − se pensarmos que cada língua é um rio que percorre vales pouco iluminados e florestas obscuras até chegar ao que é hoje, o latim é um pedaço de rio iluminado por mil holofotes. Mas o rio vinha de trás e continuou…

(Sobre o funcionamento do latim, mas também sobre a sua História, temos a recente Nova Gramática do Latim, Quetzal, 2019, de Frederico Lourenço.)

5. História do grego

Já o grego passou pelo mesmo processo, mas sem a divisão em várias normas escritas. O grego clássico nunca deixou de ser estudado, pelo menos como forma de acesso à literatura da Antiguidade, mas o grego das ruas foi mudando, como seria de esperar, com tantos séculos de permeio e tanto que aconteceu, desde a existência por tantos séculos do Império Bizantino à integração dos territórios de língua grega no Império Otomano.

Nos séculos XIX e XX, houve uma tentativa de aproximar a língua da sua versão clássica. Esse grego arcaizante chamava-se katharévussa, foi criado no século XIX e chegou a ser adoptado como língua oficial da Grécia, até que o grego demótico, uma norma baseada no grego actual, foi declarado oficial nos anos 70 do século XX. As lutas entre as duas versões do grego foram terríveis. Chegou a haver mortos − e ainda hoje há quem lamente que o katharévussa já não seja oficial.

Na próxima semana, iremos ver o que aconteceu a uma palavra em particular em latim e em grego: água. Há muito para contar...

Baseado num capítulo do livro História do Português desde o Big Bang.

Marco Neves | Professor e tradutor. 
Escreve sobre línguas e outras viagens na página Certas Palavras. 

segunda-feira, 14 de novembro de 2022

Biden e Xi Jinping reuniram-se esta segunda-feira em Bali, na Indonésia, antes da cimeira do G20

Xi e Biden apertam a mão e selam empenho de EUA e China em ″evitar conflito″
imagem obtida in jn.pt

Biden e Xi Jinping reunidos para aprender com a "História" e "evitar conflitos" 


Joe Biden e Xi Jinping reuniram-se para aprender com a "História" e "evitar conflitos". Os dois líderes norte-americano e chinês encontraram-se antes do arranque da cimeira do G20, que vai decorrer em Bali, na Indonésia, a partir desta terça-feira.

No início daquela que é a primeira reunião presencial entre os dois desde a tomada de posse de Biden, em 2020, o líder chinês disse que, desde a última vez que se encontraram, os dois ganharam “experiência” e aprenderam “lições”.

O presidente norte-americano garantiu que está "comprometido em manter todas as linhas de comunicação abertas" entre os dois diretamente, mas também entre os dois governos.

Este encontro entre Xi e Biden acontece numa altura de tensões renovadas entre China e Estados Unidos provocadas pelas divergências em relação à guerra na Ucrânia, a questão de Taiwan e as restrições impostas por Washington à exportação de equipamento para produção de semicondutores para o país asiático.

in pt.euronews.com    14.11.2022

domingo, 13 de novembro de 2022

Dia Mundial dos Pobres (2022)

Veja a programação do Dia Mundial dos Pobres na Diocese de Santo André –  Diocese de Santo André
imagem obtida in https://www.cnbb.org.br/


Dia Mundial dos Pobres: Papa alerta para impacto global da guerra na Ucrânia

Nov 13, 2022 - 8:30

Francisco critica Rússia por «impor a sua vontade contra o princípio da autodeterminação dos povos»
Cidade do Vaticano, 13 nov 2022 (Ecclesia) – O Papa alerta para o impacto da guerra na Ucrânia sobre as populações mais desfavorecidas do mundo, na sua mensagem para o VI Dia Mundial dos Pobres, apontando a um agravamento da situação, a nível global.

“Nestes momentos, a razão fica obscurecida e quem sofre as consequências é uma multidão de gente simples, que vem juntar-se ao número já elevado de pobres. Como dar uma resposta adequada que leve alívio e paz a tantas pessoas, deixadas à mercê da incerteza e da precariedade?”, questiona Francisco.

Esta jornada celebra-se hoje, penúltimo domingo do ano litúrgico, com o tema ‘Jesus Cristo fez-Se pobre por vós’ (cf. 2 Cor 8, 9).

Francisco denuncia a “insensatez da guerra”, que gera novas formas de pobreza, atingindo em particular “as pessoas indefesas e frágeis”.

O texto elenca, entre as consequências da violência, a “deportação de milhares de pessoas, sobretudo meninos e meninas”, ou, para quem fica nas zonas de confronto, “o medo e a carência de comida, água, cuidados médicos e sobretudo com a falta de afeto familiar”.

“Milhões de mulheres, crianças e idosos veem-se constrangidos a desafiar o perigo das bombas para pôr a vida a salvo, procurando abrigo como refugiados em países vizinhos”, acrescenta.

O Papa destaca que os cenários mais otimistas para o pós-pandemia, que prometiam “alívio a milhões de pessoas empobrecidas pela perda do emprego”, foram alterados pela guerra na Ucrânia, uma “nova catástrofe”.

O conflito no leste da Europa, indica Francisco, “veio juntar-se às guerras regionais que, nestes anos, têm produzido morte e destruição”.

“Aqui, porém, o quadro apresenta-se mais complexo devido à intervenção direta duma ‘superpotência’, que pretende impor a sua vontade contra o princípio da autodeterminação dos povos”, adverte.

A mensagem saúda quem se mostrou disponível para abrir as portas a fim e acolher “milhões de refugiados das guerras no Médio Oriente, na África Central e, agora, na Ucrânia”.

Francisco observa, contudo, que a persistência dos conflitos “agravam as suas consequências” e tornam mais difícil esta resposta solidária.

“Este é o momento de não ceder, mas de renovar a motivação inicial. O que começamos precisa de ser levado a cabo com a mesma responsabilidade”, apela.

Como membros da sociedade civil, mantenhamos vivo o apelo aos valores da liberdade, responsabilidade, fraternidade e solidariedade; e, como cristãos, encontremos sempre na caridade, na fé e na esperança o fundamento do nosso ser e da nossa atividade”.

O Papa saúda o “significativo crescimento do bem-estar de muitas famílias” nos vários continentes, como “resultado positivo da iniciativa privada e de leis que sustentaram o crescimento económico, aliado a um incentivo concreto às políticas familiares e à responsabilidade social”.

“Possa este património de segurança e estabilidade alcançado ser agora partilhado com quantos foram obrigados a deixar as suas casas e o seu país para se salvarem e sobreviverem”, deseja.

Francisco convida a refletir sobre a “experiência de fragilidade e limitação”, provocada pela Covid-19, e a “tragédia” da guerra na Ucrânia, com repercussões globais.

“Não estamos no mundo para sobreviver, mas para que, a todos, seja consentida uma vida digna e feliz. A mensagem de Jesus mostra-nos o caminho e faz-nos descobrir a existência duma pobreza que humilha e mata, e há outra pobreza – a dele – que liberta e nos dá serenidade”, aponta.

A mensagem do Papa para a celebração de 2022 foi assinada, simbolicamente, a 13 de junho, dia da festa litúrgica de Santo António.

OC

FONTE: agencia.ecclesia.pt

quinta-feira, 3 de novembro de 2022

Annie Ernaux: Prémio Nobel da Literatura 2022

Hoje, deixo aqui uma sugestão de leitura: "O Acontecimento", de Annie Ernaux, escritora francesa.

Fico muito orgulhosa por uma mulher, Annie Ernaux, ganhar o Prémio Nobel da Literatura 2022.

Já li a obra e aconselho-a vivamente: é uma história autobiográfica, verdadeiramente emocionante!

imagem obtida in https://foreveryoung.sapo.pt/
premio-nobel-da-literatura-2022-escreve-se-no-feminino/

Annie Ernaux vence Prémio Nobel da Literatura
2022/10/07

imagem obtida em cig.gov.pt

A escritora francesa Annie Ernaux é a vencedora do Prémio Nobel da Literatura de 2022, anunciou no dia 6 de outubro a Academia Sueca.

A autora é apenas a 17.ª mulher Nobel da Literatura, num total de 119 pessoas laureadas na história do prémio.

O comunicado do júri destaca como “Ernaux examina, de forma consistente e a partir de diferentes ângulos, uma vida marcada por fortes disparidades de género, língua e classe.”

No ano 2000, é publicado em frança “O acontecimento”, relato autobiográfico de um aborto clandestino. Nesta obra, “uma jovem de 23 anos, estudante universitária brilhante, descobre que está grávida. Tomada pela vergonha, consciente de que aquela gravidez representará um falhanço social para si e para a sua família, sabe que não poderá ter aquela criança. Mas, na França de 1963, o aborto é ilegal e não existe ninguém a quem possa acorrer.” É um romance poderoso sobre sofrimento, justiça e a condição feminina. Escrito por Annie Ernaux em 1999, foi adaptado ao cinema em 2021 por Audrey Diwan, num filme vencedor do Leão de Ouro em Veneza.

Annie Ernaux nasceu em Lillebonne, na Normandia, em 1940, e estudou nas universidades de Rouen e de Bordéus, sendo formada em Letras Modernas. É atualmente uma das vozes mais importantes da literatura francesa, destacando-se por uma escrita onde se fundem a autobiografia e a sociologia, a memória e a história dos eventos recentes. Galardoada com o Prémio de Língua Francesa (2008), o Prémio Marguerite Yourcenar (2017), o Prémio Formentor de las Letras (2019), o Prémio Prince Pierre do Mónaco (2021) e o Prémio Nobel da Literatura (2022) pelo conjunto da sua obra, destacam-se os seus livros Um Lugar ao Sol (1984), vencedor do Prémio Renaudot, e Os Anos (2008), vencedor do Prémio Marguerite Duras e finalista do Prémio Man Booker Internacional.

FONTE: https://www.cig.gov.pt/2022/10/annie-ernaux-vence-premio-nobel-da-literatura/

quarta-feira, 2 de novembro de 2022

Lula da Silva vence as eleições Presidenciais no Brasil




União Europeia e Estados Unidos reagem à vitória de Lula no Brasil

O regresso de Lula da Silva à presidência do Brasil suscitou reações de várias partes do mundo.

O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, elogiou as eleições no Brasil e afirma esperar avançar nas relações entre a União Europeia e o Brasil.

O primeiro-ministro português, António Costa, contou-se entre os primeiros chefes de estado a dar os parabéns a Lula pela vitória alcançada.

Reação igualmente do primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez que espera vir a trabalhar com o novo governo em prol da justiça social, igualdade e clima.

Reação igualmente do primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez que espera vir a trabalhar com o novo governo em prol da justiça social, igualdade e clima.

A Casa Branca reagiu igualmente elogiando a forma como as eleições correram no Brasil esperando agora continuar a cooperação entre os dois países.

Onze anos depois de ocupar o cargo, Lula da Silva venceu o escrutíneo com 50,9% dos votos contra 49,1% de Jair Bolsonaro.

FONTE do texto: in https://pt.euronews.com/2022/10/31