sexta-feira, 5 de outubro de 2018

O que se comemora hoje, dia 5 de outubro?

Hoje, em Portugal, no dia 5 de outubro, comemora-se a Implantação da República.

Por Cândido da Silva (uncertain)
Fotografia própria, Domínio público,
https://commons.wikimedia.org

Implantação da República Portuguesa foi o resultado de uma revolução organizada pelo Partido Republicano Português, iniciada no dia 2 de outubro e vitoriosa na madrugada do dia 5 de outubro de 1910, que destituiu a monarquia constitucional e implantou um regime republicano em Portugal.
subjugação do país aos interesses coloniais britânicos, os gastos da família real, o poder da igreja, a instabilidade política e social, o sistema de alternância de dois partidos no poder (o Partido Progressista e o Partido Regenerador), a ditadura de João Franco, a aparente incapacidade de acompanhar a evolução dos tempos e se adaptar à modernidade — tudo contribuiu para um inexorável processo de erosão da monarquia portuguesa do qual os defensores da república, particularmente o Partido Republicano, souberam tirar o melhor proveito. Por contraponto, o partido republicano apresentava-se como o único que tinha um programa capaz de devolver ao país o prestígio perdido e colocar Portugal na senda do progresso.
Após a relutância do exército em combater os cerca de dois mil soldados e marinheiros revoltosos entre 3 e 4 de outubro de 1910, a República foi proclamada às 9 horas da manhã do dia seguinte da varanda dos Paços do Concelho de Lisboa. Após a revolução, um governo provisório chefiado por Teófilo Braga dirigiu os destinos do país até à aprovação da Constituição de 1911 que deu início à Primeira República. Entre outras mudanças, com a implantação da República, foram substituídos os símbolos nacionais: o hino nacional, a bandeira e a moeda.
(in: pt.wikipedia.org) 

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Jay-Z e Beyoncé: "Everything is love"

A história deste casal não é nada simples, mas não deixa de ser igual a tantas outras à face da Terra.

Beyoncé lança o álbum Lemonade, denunciando a infidelidade do marido.

4.44 de Jay-Z, marido de Beyoncé, responde com um comovente pedido de desculpas.

THE CARTERS - Everything is Love é um disco que ambos resolveram lançar e que constituiu uma surpresa no mundo, é como que uma renovação dos votos entre ambos.

O New York Times diz: "...o disco é uma exibição táctica do nome de marca da família, a "Pitchfork", uma renovação de votos pública."

É melhor ouvirmos:




quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Normalmente no verão, os dias estão "soalheiros" ou "ensolarados" (e não "solarengos")!

Soalheiro ou solarengo? - Em Português Correcto
imagem obtida in  emportuguescorreto.pt


Há que reter isto na nossa memória: soalheiro é diferente de solarengo! É o que nos dizem os especialistas na matéria, portanto, aceitemos e fixemos o vocábulo no português correto. 
1. O vocábulo solarengo [ de solar + sufixo engo] encontra-se em vários dicionários. Aqui vão mencionados dois, um deles antigo: 
a) Diccionario Contemporâneo da Lingua Portuguesa (ortografia da época), publicado pela Imprensa Nacional em 1881. 
b) Dicionário da Língua Portuguesa, 8.ª edição, publicado em 1998 pela Porto Editora. 
Como vemos, o vocábulo solarengo já é conhecido há bastantes anos. 
É mais que evidente que solarengo não se deve empregar com o sentido de ensolarado, porque têm significações diferentes: 
a) Solarengo é um adjectivo que significa «relativo ou pertencente a um solar»; e um solar é uma casa ou herdade nobre. Camilo Castelo Branco escreveu assim em Anos de Prosa, cap. 3: 
«O pai do mordomo tinha feito extraordinárias despesas… na reedificação da capela solarenga.» 
b) Ensolarado é também um adjectivo, mas que quer dizer coisa muito diferente, pois significa «iluminado pelo sol, que está ao sol, soalheiro; luminoso». É assim que o registam os principais dicionários da língua portuguesa. 
Fica assim claro que é um erro crasso empregarmos solarengo com o sentido de ensolarado ou soalheiro. 
.................................................(...)............................................. 

2. Ainda sobre o vocábulo soalheiro. Podemo-lo empregar como substantivo ou como adjectivo. 
Como substantivo, entre os vários significados, tem o de lugar exposto ao sol : 
a) «No Inverno o soalheiro do meu quintal é tão agradável!...» 
b) Como adjectivo, significa que tem sol, exposto ao sol: 
c) «Este lugar é muito soalheiro.» 
d) «Que bela manhã soalheira nós tivemos ontem!» 
e) «E a quinta-feira passada! Foi um dia tão soalheiro!» 
Aqui temos, nas frases d) e e), o adjectivo soalheiro referido a tempo: manhã e dia. 

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Encontrada na estrada uma caixa de munições dos Fuzileiros

in: cmjornal.pt

O título deste post é deveras preocupante e vem juntar-se aos receios que os portugueses já sentiram com o que se passou em Tancos.

Aqui transcrevo uma das notícias que li sobre este assunto:

A segurança do material de guerra nos paióis das Forças Armadas volta a ser posta em causa mais de um ano após o escândalo do furto de Tancos, quando o processo de entrega e receção de munições na Escola de Fuzileiros não deteta a falta de uma caixa com 1000 munições de 9 mm.
"Isto tem o mesmo efeito de Tancos", admite uma fonte ouvida pelo DN sob anonimato, aludindo ao sentimento de insegurança que a falta de controlo do material de guerra por parte dos próprios militares gera junto dos cidadãos.
A falta da caixa de munições só foi descoberta esta quinta-feira, depois de o Ministério da Defesa ter recebido o alerta da PSP - a quem um civil a entregou após recolher na estrada - e ter identificado o material como pertencendo aos fuzileiros.
O que se sabe é que os responsáveis pelo transporte do material entre a base naval de Lisboa - no Alfeite, onde foi retirado dos contentores selados embarcados na Lituânia - e a Escola de Fuzileiros em Vale de Zebro (Barreiro) não deram pela falta da caixa no momento da sua entrega.
Por outro lado, quem recebeu o material nos paióis da Escola também não se apercebeu da falta da referida caixa, ficando por perceber como é que voltaram a falhar as medidas de controlo e gestão de armas e explosivos nos paióis após o reforço supostamente draconiano que lhes foi dado em todas as unidades na sequência do furto de Tancos, em junho de 2017.
A criação de um "normativo único para o manuseamento e transporte de material militar sensível", no prazo de dois meses, foi precisamente uma das medidas determinadas pelo ministro da Defesa em setembro de 2017.
Esse conjunto de orientações teve por base nos relatórios dos três ramos das Forças Armadas e da auditoria feita pela Inspeção-Geral da Defesa Nacional (IGDN), após o furto de material militar dos paióis de Tancos e que motivou uma reunião de alto nível em São Bento entre o primeiro-ministro, o ministro da Defesa e os chefes militares.
Outra medida foi a de criar um sistema de informação comum para controlo efetivo de material militar sensível, através do Centro de Dados da Defesa Nacional e em coordenação com a Marinha, o Exército e a Força Aérea. Com um prazo de implementação de seis meses, poderá ter sido através deste sistema que se identificou a caixa perdida como pertencendo aos fuzileiros.
in dn.pt 27 set 2018, por Manuel Carlos Freire

domingo, 30 de setembro de 2018

Taxista maltratou um motorista da Uber

Um motorista da Uber foi agredido a pontapé, em Lagos, alegadamente por um grupo de taxistas.



A agressão aconteceu no sábado à tarde, por volta das 18h30, junto à estação de comboios da cidade algarvia, quando o motorista apanhava um grupo de clientes.



Segundo o CM apurou junto da PSP, a vítima terá sido ameaçada por 4 ou 5 pessoas e agredida a pontapé. O momento foi filmado por uma testemnha com o telemóvel. Nas imagens só se vê um agressor, mas há registo de ter havido mais gente envolvida.

CM sabe que outros motoristas da plataforma Uber já foram também ameaçados nos últimos dias no Algarve.

(in cmjornal.pt 12.07.2018)

in: cmjornal.pt

sábado, 29 de setembro de 2018

Licenciaturas pré-Bolonha não serão equiparadas a mestrados


in: escolapt.wordpress.com


O Governo anunciara há uns meses, mais concretamente, no início deste ano, que quem se licenciou no pré-Bolonha seria equiparado com o grau de "mestre".

Mas agora vem recuar, e sem grandes explicações anuncia que "a solução é adoptada em todos os países aderentes ao Processo de Bolonha". 

Vamos tentar inteirar-nos do que se estará exatamente a passar:

Ao contrário do que foi anunciado no início do ano pelo ministro do Ensino Superior, Manuel Heitor, as licenciaturas pré-Bolonha não serão equiparadas aos mestrados no que toca a concursos, procura de trabalho e até prosseguimento da carreira académica. A mudança devia ter sido confirmada em agosto em Diário da República mas não o foi propositadamente.
Ao Público, que dá conta desta situação esta terça-feira, o Ministério da Ciência Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) confirmou que a mudança não foi para a frente, embora tenha sido "ponderada". "A decisão final foi no sentido de não introduzir alterações ao enquadramento legal atualmente vigente nesta matéria", referiu o ministério citado pelo diário nacional.
O ministério refere ainda que a "solução adotada" é igual à de "todos os países aderentes ao Processo de Bolonha, que também não definiram equiparações entre os anteriores e os novos graus académicos obtidos".
Dados da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, que remontam ao ano letivo de 1996/1997 e vão até ao ano da aplicação das mudanças da reforma de Bolonha (2006/2007), apontam que mais de 337 mil estudantes licenciaram-se. Assim, uma equiparação das licenciaturas pré-Bolonha a mestrados teria um impacto mais visível nas candidaturas à administração pública.
Em março, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior havia confirmado ao DN que não estava em causa uma reconversão das habilitações literárias: um bacharel pré-Bolonha não passaria a licenciado e um licenciado não passaria a mestre. No entanto, os diplomados seriam equiparados no acesso a patamares profissionais e académicos que lhes eram vedados.
"Ao referir que a equiparação é válida 'para todos os efeitos legais' aí se incluem concursos de recrutamento, concursos para ingresso em ciclos de estudos e todas as outras dimensões do quotidiano em que seja exigido o grau de licenciado ou de mestre", explicou ao DN o MCTES.
Com este novo desenvolvimento, quem se licenciou antes de 2006 e que pretenda ser equiparado a mestre apenas tem uma alternativa: conseguir uma equivalência que passará sempre por uma dissertação final ou algumas disciplinas que, no mínimo, corresponderão sempre a um semestre dos quatro de um mestrado. E, obviamente, esta situação acarreta custos.
Muitas licenciaturas pré-Bolonha tinham a duração de cinco anos, o mesmo tempo de formação atualmente necessário para concluir um mestrado no regime pós-Bolonha, que instituiu licenciaturas de três anos e mestrados, que podem ser integrados, de dois anos.
(in: dn.pt   25 de setembro de 2018   por Rui Salvador)