sábado, 11 de janeiro de 2020

Stephen Hawking disse...

"A poluição, a ganância e a estupidez são as três maiores ameaças ao planeta." 

(Stephen Hawking, Cientista, 1942-2018)


imagem in https://super.abril.com.br/

imagem in wook.pt

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Maria João Pires, uma pianista portuguesa



Pesquisei e encontrei na wikipedia:

Maria João Alexandre Barbosa Pires (Lisboa, Pena, 23 de Julho de 1944) é uma pianista portuguesa com dupla nacionalidade portuguesa e suíça, residente em Portugal.
Índice 


Biografia 
Filha póstuma de João Baptista Pires (Mogadouro, Mogadouro, Carviçais, 1898 - 1 de Julho de 1944) e de sua mulher Alzira dos Santos Alexandre Barbosa (Porto, 20 de Fevereiro de 1910 - 1 de Julho de 1994) e irmã de Hugo Alexandre Barbosa Pires, Maria Regina Alexandre Barbosa Pires e Maria Helena Alexandre Barbosa Pires. 
Muito cedo aprendeu a tocar piano: aos cinco anos deu o seu primeiro recital e aos sete tocou publicamente concertos de Mozart. Com nove anos recebeu o prémio da Juventude Musical Portuguesa. Entre 1953 e 1960 estuda com o Professor Campos Coelho no Conservatório de Lisboa. Prossegue os estudos musicais na Alemanha, primeiro na Musikakademie em Munique com Rosl Schmid e depois em Hanôver com Karl Engel. 
Maria João Pires torna-se reconhecida internacionalmente ao vencer o concurso internacional do bicentenário de Beethoven em 1970, que se realizou em Bruxelas
Fez na sua carreira numerosas digressões onde interpretou obras de Bach, Beethoven, Schumann, Schubert, Mozart, Brahms, Chopin e muitos outros compositores dos períodos clássico e romântico. Maria João Pires é convidada com regularidade pelas grandes orquestras mundiais para tocar nas melhores salas de concerto, apresentando-se regularmente na Europa, Canadá, Japão, Israel e nos Estados Unidos. 
Tem desenvolvido actividade tanto a nível individual (recitais, concertos, gravações) como em música de câmara: dos numerosos êxitos discográficos, destacam-se as gravações Moonlight, com sonatas de Beethoven; Le Voyage Magnifique, integral dos Impromptus de Schubert; nocturnos e outras obras de Chopin; sonatas de Grieg e os trios de Mozart, com Augustin Dumay (violino) e Jiang Wang (violoncelo). 
Foi a fundadora e dirigente do Centro de Belgais para o Estudo das Artes, em Escalos de Baixo no concelho de Castelo Branco, de cariz pedagógico, cultural e social. A pianista deixou o Centro em 2006, quando se transferiu para o Brasil. Na ocasião, ela declarou à Antena 2 e ao Aguarrás, ter sofrido muito ao tentar implementar o seu projecto em Portugal. As atividades do Centro de Belgais foram encerradas em 2009. 
No Brasil, adquiriu uma casa em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, estado da Bahia, onde passou a residir desde 2008. 
"A pianista Maria João Pires confirmou que está a pensar em pedir nacionalidade brasileira e, desta forma ficar com dupla nacionalidade, e não recusar a cidadania portuguesa, como teria sido anteriormente noticiado. O advogado da pianista enviou uma nota à Lusa, onde desmentiu a «suposta vontade» de Maria João Pires «renunciar à nacionalidade portuguesa», devido a uma «suposta zanga» com o Governo." 
A 9 de Agosto de 1983 foi feita Dama da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, a 4 de Fevereiro de 1989 foi feita Comendadora da Ordem do Infante D. Henrique e a 9 de Junho de 1998 foi elevada a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada
Foi casada com o fadista João Ferreira-Rosa, antes de casar com Ernst Ortwin Noth (Frankfurt, 4 de Dezembro de 1939), com quem teve duas filhas - Joana Benedita (n. 1967) e Maria Madalena (1968). 
Distinguida com um Óscar para a música clássica - dos mais importantes prémios no mundo, que recebeu em Setembro de 2015, em Londres. 
Depois de viver no Brasil, Bélgica e Suíça em 2017 regressou a Belgais. 
Em setembro de 2019 vai ser condecorada com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique. 
Prémios 
Arriscou pela 2ª vez o Prémio Gramophone em 2012. 
Referências 
«Gramophone Recommended Recordings». Consultado em 14 de fevereiro de 2009. Arquivado do original em 9 de setembro de 2003 
Maria João Pires troca Belgais por nova vida no Brasil Arquivado em 5 de maio de 2007, no Wayback Machine. 27 de julho de 2006, publico.clix.pt/ 
Maria João Pires renuncia à nacionalidade portuguesa. Por Margarida Gomes. Público, 3 de julho de 2009. 
«Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Maria João Pires". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 5 de Janeiro de 2015 
Ligações externas 

Encontrei In: https://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_João_Pires

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Uma percentagem preocupante traduzida no número 32 (32%)!


N Ú M E R O 

32%

Entre 2013 e 2018, o preço das casas subiu a um ritmo médio acumulado de 32% acima do rendimento médio de uma família composta por dois adultos e dois filhos. É evidente o impacto da invasão turística dos últimos anos nos orçamentos familiares e no custo de vida dos portugueses, que ganham um salário médio 45% abaixo do rendimento dos europeus. E os mais prejudicados são os que vivem nas grandes cidades, onde os preços mais escalaram.

in revista VISÃO de 12/12 a 18/12/2019


Fotografia: Arquivo/ Global Imagens 
in dinheirovivo.pt  


O preço das casas em Portugal cresceu, entre 2013 e 2018, a um ritmo médio acumulado 32% superior ao rendimento de uma família média composta por dois adultos (com o salário médio) e dois filhos a cargo. Os cálculos foram feitos pelo economista Eric Dor da Escola de Negócios IÉSEG da Universidade Católica de Lille, em França. O exercício permite perceber a evolução do poder de compra imobiliário dos habitantes de um país. “Para avaliar se a aquisição de uma habitação se tornou demasiado onerosa num determinado país, tendo em conta o orçamento dos agregados familiares, convém comparar o aumento dos preços face ao dos rendimentos”, começa por explicar o estudo do IÉSEG. No caso de Portugal as contas são pouco favoráveis aos potenciais proprietários. Pior do que o nosso país só a Irlanda, onde a diferença entre a taxa de crescimento dos preços das casas e a taxa de crescimento dos rendimentos líquidos de uma família típica ultrapassa os 60%. Os cálculos do economista francês foram feitos tendo em conta dois períodos: 2008 e 2018 e 2013 e 2018. O Dinheiro Vivo optou pelo segundo, uma vez que foi a partir de 2013 que os preços das casas começaram a recuperar de forma consistente depois da crise económica e financeira que causou grande erosão no valor das casas. “Na Irlanda e em Portugal, os preços das casas caíram acentuadamente durante a crise financeira, mas depois recuperaram”, sublinha o estudo da escola francesa de negócios. “Como resultado, nos últimos cinco anos, o crescimento acumulado do preço da habitação ultrapassou o crescimento do rendimento líquido de uma família típica em 60,04% na Irlanda e 32,03% em Portugal”. Mesmo considerando o crescimento médio anual dos preços das casas e dos rendimentos de uma família típica, a situação mantém-se desfavorável para Portugal, comparando com os 26 países analisados para os quais existem dados. A análise revela que a diferença entre os dois indicadores foi de 5,46%. A Irlanda surge de novo em primeiro lugar com um hiato de 9,25%. Mas nem todos os países tiveram este comportamento. Por exemplo, em França, a diferença entre a taxa de crescimento acumulada do preço das casas foi de -3,02% o que significa que os franceses ganharam poder de compra no mercado imobiliário. Mais significativo é o caso de Itália (-13,65%). Rendimento das famílias Infogram Crescimento anual Rendimento das famílias Infogram Preços em Portugal dos que mais sobem O estudo da escola de negócios analisou também a taxa de crescimento do preço das casas nos países com dados disponíveis. E Portugal surge como um dos que registaram maior aumento. Entre 2013 e 2018, a taxa acumulada de crescimento anual foi de 38,6%, correspondendo a um aumento anual médio de 6,72%. Comparando com o resto da Europa, Portugal é apenas ultrapassado pela Irlanda, Hungria, Estónia e Suécia com taxas de crescimento anual entre os 11% e os 7%. Do lado oposto da lista, aparece a Itália com uma desvalorização média anual dos preços das casas a rondar os 2%. Usadas sobem mais O estudo do IÉSEG permite ainda perceber quais as casas que registaram o maior crescimento. Ao longo dos cinco anos mais recentes, o crescimento acumulado dos preços médios foi mais acentuado nas casas usadas do que nas novas construções. Para uma casa sem anterior proprietário, a taxa de crescimento acumulado entre 2013 e 2018 foi de 24%, correspondendo a um aumento anual médio de 4,4%. Nas casas usadas, a taxa de crescimento foi de 44,5% nos últimos cinco anos, quase o dobro do valor das habitações a estrear. Em termos de taxa média anual, o crescimento nas casas usadas foi de 7,6%. 

(encontrei in: dinheirovivo.pt)

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Homenagem a Art Sullivan, o cantor belga que cantou "Petite Demoiselle"


musicvf.fr


Art Sullivan morreu na noite de quinta-feira para sexta-feira*, vítima de um cancro no pâncreas. A sua carreira conheceu vários pontos altos durante os anos 70, tendo dominado os topes e a rádio em Portugal nessa época, atuando no nosso país em diversas ocasiões.

De seu nome Marc Liénart Van Lidth de Jeude, nasceu a 22 de novembro de 1950, e escreveu canções como "Petite Fille aux Yeux Bleus", "Ensemble", "Petire Demoiselle" e "Adieu Sois Heureuse" que se tornaram temas de grande popularidade. Ainda nos anos 70 deixou a Bélgica, de onde era natural, para viver nos Estados Unidos da América, onde foi produtor de programas de televisão, segundo o jornal belga "Le Soir".

Regressou mais tarde, tendo produzidos documentários sobre famílias reais de vários países. A sua carreira conheceu novo alento com o advento do CD, quando os seus êxitos foram reeditados. Em 2020 iria celebrar 45 anos de carreira com dez grandes espectáculos.

Em 2014 foi publicada uma sua biografia autorizada, "Drôle de Vie en Chansons", pela editora La Boite à Pandore. Numa das suas muitas entrevistas para a imprensa portuguesa, à revista VIP, terá dito: "quando morrer, quero que as minhas cinzas sejam deitadas ao mar, em Cascais. Adoro Portugal, venho cá várias vezes por ano. Não é muito politicamente correto, mas costumo dizer que a Bélgica é o meu amor e Portugal a minha amante".

A sua mãe era da família Udekem d’Acoz, tal como a Rainha Mathilde da Bélgica. Esteve uma última vez em Portugal em agosto deste ano, tendo atuado nas Caldas na Rainha, no âmbito da Expotur. Em 2007 teve dois concertos marcados nos Coliseus do Porto e de Lisboa que seriam cancelados por "motivos de saúde", informou então a produtora Ritmos e Blues. Em 2010, quando completou 35 anos de carreira, realizou uma série de espectáculos em Portugal, acompanhado por orquestra, tendo reeditado em CD uma colectânea dos seus maiores êxitos exclusivamente para o mercado português e intitulada, precisamente, "Art Sullivan - 35 anos em Portugal". 

*morreu a 27 de dezembro de 2019

(encontrei in blitz.pt)

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Paz 2020

Papa Francisco-imagem in vaticannews.va


                   


O modelo de paz do Papa Francisco
Recordamos, através das palavras do Papa, as mensagens para o Dia Mundial da Paz de 2014 a 2020. No dia 1 de janeiro, Solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus, será celebrado o 53º Dia Mundial da Paz e Francisco presidirá a Santa Missa na Basílica Vaticana 

Amedeo Lomonaco – Cidade do Vaticano

Corações banhados pela fraternidade, vidas libertadas das escravidões, olhares capazes de vencer a indiferença, sementes de não violência para promover a paz. Mas também mãos estendidas para os migrantes e refugiados, passos inspirados pela boa política e caminhos de diálogo e de reconciliação. O olhar que ilumina as mensagens do Papa Francisco para os Dias Mundiais da Paz é dirigido para esses horizontes cheios de esperança. Mesmo entrelaçando com a realidade de uma sociedade deformada por vários vícios, é um olhar sempre ligado à esperança cristã, ao rosto de Jesus. Dos ensinamentos e das exortações do Papa Francisco para a paz, destaca-se também o nítido perfil de um denso magistério.

A primeira mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Paz, em 2014, abre-se com o desejo de formular a “todos, indivíduos e povos”, votos de uma vida repleta de “alegria e esperança”. O documento é baseado na fraternidade, que Francisco enuncia a partir de uma premissa: a fraternidade, que se começa a aprender em família, é “fundamento e caminho para a paz”. Não apenas as pessoas, mas também as nações – explica Francisco recordando a encíclica “Populorum progressio” do Papa Paulo VI – devem se encontrar em “um espírito de fraternidade”. Referindo-se ao magistério de João Paulo II sublinha que a paz É “um bem indivisível”: ou é de todos ou não o é de ninguém”.

“A família é a fonte de toda a fraternidade, sendo por isso mesmo também o fundamento e o caminho primário para a paz, já que, por vocação, deveria contagiar o mundo com o seu amor (Papa Francisco, Mensagem para o dia Mundial da paz de 2014)”

Na família de Deus, onde todos são filhos de um mesmo Pai, não há “vidas descaratdas”: a fraternidade, explica o Papa, é também uma “premissa para derrotar a pobreza”. Mas é preciso de “políticas eficazes que promovam o princípio da fraternidade, garantindo às pessoas o acesso aos “capitais”, aos serviços, aos recursos educativos, sanitários e tecnológicos”. Francisco convida também a redescobrir a fraternidade na economia, a pensar novamente nos “modelos de desenvolvimento” e a mudar “os estilos de vida”. Com a fraternidade, prossegue Francisco, “apaga-se a guerra” se cada um reconhece no outro “um irmão a ser cuidado”. Por fim, observa que a fraternidade ajuda também a “guardar e cultivar a natureza".


Na mensagem para o dia Mundial da Paz de 2015 o Papa Francisco se detém nas profundas feridas que atacam a fraternidade e a vida de comunhão. Entre estas, um “fenômeno abominável” o flagelo generalizado da exploração do homem pelo homem. Ainda hoje, recorda o Santo Padre, “milhões de pessoas são privadas da liberdade e constrangidas a viver em condições semelhantes às da escravatura”. O pensamento do Pontífice é dirigido em aprticular aos trabalhadores e trabalhadoras, também menores, “escravizados nos mais diversos setores”, aos migrantes que, ao longo do seu trajecto dramático, padecem a fome, são privados da liberdade, abusados física e sexualmente”.

“Hoje como ontem, na raiz da escravatura, está uma concepção da pessoa humana que admite a possibilidade de a tratar como um objeto. Quando o pecado corrompe o coração do homem e o afasta do seu Criador e dos seus semelhantes, estes deixam de ser sentidos como seres de igual dignidade, como irmãos e irmãs em humanidade, passando a ser vistos como objetos”(Papa Francisco, mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2015)”

Por fim o Papa exorta a “globalizar a fraternidade”. E lança “um veemente apelo a todos os homens e mulheres de boa vontade e a quantos, mesmo nos mais altos níveis das instituições, são testemunhas, de perto ou de longe, do flagelo da escravidão contemporânea, para que não se tornem cúmplices deste mal, não afastem o olhar à vista dos sofrimentos de seus irmãos e irmãs em humanidade, privados de liberdade e dignidade, mas tenham a coragem de tocar a carne sofredora de Cristo”.


2016: vencer a indiferença

A mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Paz de 2016 é um convite a vencer as várias expressões de indiferença. “A primeira forma de indiferença na sociedade humana – explica o Pontífice – é a indiferença para com Deus”. Da qual deriva também “a indiferença para com o próximo e a criação”. “Quase sem nos dar conta, tornamo-nos incapazes de sentir compaixão pelos outros, pelos seus dramas; não nos interessa ocupar-nos deles, como se aquilo que lhes sucede fosse responsabilidade alheia, que não nos compete”. Em uma sociedade tão dilacerada que assume as feições da inércia e da apatia, a paz é ameaçada “pela indiferença globalizada”.

“Quando investe o nível institucional, a indiferença pelo outro, pela sua dignidade, pelos seus direitos fundamentais e pela sua liberdade, de braço dado com uma cultura orientada para o lucro e o hedonismo, favorece e às vezes justifica ações e políticas que acabam por constituir ameaças à paz. Este comportamento de indiferença pode chegar inclusivamente a justificar algumas políticas económicas deploráveis, precursoras de injustiças, divisões e violências… (Papa Francisco, mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2016)”

A indiferença pelo ambiente natural, sublinha o Papa, “favorecendo o desflorestamento, a poluição e as catástrofes naturais que desenraízam comunidades inteiras do seu ambiente de vida, constrangendo-as à precariedade e à insegurança, cria novas pobrezas”. Por fim Francisco convida a passa da indiferença à misericórdia através da conversão do coração e a promoção de uma cultura de solidariedade. No espírito do Jubileu da Misericórdia, anunciado pelo Papa Francisco em 13 de Março de 2015 cada um “cada um é chamado a reconhecer como se manifesta a indiferença na sua vida e a adoptar um compromisso concreto que contribua para melhorar a realidade onde vive, a começar pela própria família, a vizinhança ou o ambiente de trabalho”.


2017: não-violência como estilo de uma política pela paz
A 50ª mensagem para o dia Mundial da Paz 2017 é centralizada no tema da não-violência. “Sejam a caridade e a não-violência a guiar o modo como nos tratamos uns aos outros nas relações interpessoais, sociais e internacionais”. O mundo, recorda o Santo Padre, está cada vez mais dilacerado: “Hoje, infelizmente, encontramo-nos a braços com uma terrível guerra mundial aos pedaços”.
“Esta violência que se exerce ‘aos pedaços’, de maneiras diferentes e a variados níveis, provoca enormes sofrimentos de que estamos bem cientes: guerras em diferentes países e continentes; terrorismo, criminalidade e ataques armados imprevisíveis; os abusos sofridos pelos migrantes e as vítimas de tráfico humano; a devastação ambiental. (Papa Francisco, mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2017)”
A violência, sublinha o Papa, “não é o remédio para o nosso mundo dilacerado”: ser verdadeiros discípulos de Jesus “Hoje, ser verdadeiro discípulo de Jesus significa aderir também à sua proposta de não-violência”. A não-violência praticada com decisão e coerência, recorda Francisco, produziu resultados impressionantes: “Os sucessos alcançados por Mahatma Gandhi e Khan Abdul Ghaffar Khan, na libertação da Índia, e por Martin Luther King Jr. contra a discriminação racial nunca serão esquecidos”. “O próprio Jesus – observa o Papa – nos oferece um ‘manual’ desta estratégia de construção da paz no chamado Sermão da montanha”: as oito Bem-aventuranças (cf. Mateus 5, 3-10) traçam o perfil da pessoa que podemos definir feliz, boa e autêntica”.

Na mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2018, Papa Francisco convida a abraçar todos os “que fogem da guerra e da fome ou se veem constrangidos a deixar a própria terra por causa de discriminações, perseguições, pobreza e degradação ambiental”. “Oferecer a requerentes de asilo, refugiados, migrantes e vítimas de tráfico humano uma possibilidade de encontrar aquela paz que andam à procura – escreve Francisco - exige uma estratégia que combine quatro ações: acolher, proteger, promover e integrar”.
“Acolher faz apelo à exigência de ampliar as possibilidades de entrada legal, de não repelir refugiados e migrantes para lugares onde os aguardam perseguições e violências. Proteger lembra o dever de reconhecer e tutelar a dignidade inviolável daqueles que fogem dum perigo real em busca de asilo e segurança, de impedir a sua exploração. Promover alude ao apoio para o desenvolvimento humano integral de migrantes e refugiados. Integrar significa permitir que refugiados e migrantes participem plenamente na vida da sociedade que os acolhe. (Papa Francisco, mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2018).”
Observando os migrantes e os refugiados com um olhar contemplativo alimentado pela fé, sublinha por fim o Santo Padre, descobre-se que “não chegam de mãos vazias”. “Trazem uma bagagem feita de coragem, capacidades, energias e aspirações, para além dos tesouros das suas culturas nativas, e deste modo enriquecem a vida das nações que os acolhem”.

2019: a boa política ao serviço da paz
A mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2019 é dedicada ao “desafio da boa política”. “A boa política está ao serviço da paz; respeita e promove os direitos humanos fundamentais, que são igualmente deveres recíprocos, para que se teça um vínculo de confiança e gratidão entre as gerações do presente e as futuras”. Mas na política, acrescenta o Papa, não faltam os vícios, “devidos quer à inépcia pessoal quer às distorções no meio ambiente e nas instituições”.
“Estes vícios, que enfraquecem o ideal duma vida democrática autêntica, são a vergonha da vida pública e colocam em perigo a paz social: a corrupção – nas suas múltiplas formas de apropriação indevida dos bens públicos ou de instrumentalização das pessoas –, a negação do direito, a falta de respeito pelas regras comunitárias, o enriquecimento ilegal, a justificação do poder pela força ou com o pretexto arbitrário da ‘razão de Estado’, a tendência a perpetuar-se no poder, a xenofobia e o racismo, a recusa a cuidar da Terra, a exploração ilimitada dos recursos naturais em razão do lucro imediato, o desprezo daqueles que foram forçados ao exílio. (Papa Francisco, mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2019)”
“Quando o exercício do poder político visa apenas salvaguardar os interesses de certos indivíduos privilegiados – afirma o Papa - o futuro fica comprometido e os jovens podem ser tentados pela desconfiança, por se verem condenados a permanecer à margem da sociedade, sem possibilidades de participar num projeto para o futuro. Pelo contrário, quando a política se traduz, concretamente, no encorajamento dos talentos juvenis e das vocações que requerem a sua realização, a paz propaga-se nas consciências e nos rostos. Torna-se uma confiança dinâmica, que significa ‘fio-me de ti e creio contigo’ na possibilidade de trabalharmos juntos pelo bem comum”. Por isso, conclui o Papa “a política é a favor da paz, se se expressa no reconhecimento dos carismas e capacidades de cada pessoa”.

2020: paz como caminho de esperança
Na mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2020, Francisco indica a paz como “um bem precioso” e uma meta a ser alcançada apesar dos obstáculos e as provas. “A esperança – escreve o Papa - é a virtude que nos coloca a caminho, dá asas para continuar, mesmo quando os obstáculos parecem intransponíveis”. “A nossa comunidade humana – acrescenta - traz, na memória e na carne, os sinais das guerras e conflitos que têm vindo a suceder-se, com crescente capacidade destruidora, afetando especialmente os mais pobres e frágeis” .
“Abrir e traçar um caminho de paz é um desafio muito complexo, pois os interesses em jogo, nas relações entre pessoas, comunidades e nações, são múltiplos e contraditórios. É preciso, antes de mais nada, fazer apelo à consciência moral e à vontade pessoal e política. Com efeito, a paz alcança-se no mais fundo do coração humano, e a vontade política deve ser incessantemente revigorada para abrir novos processos que reconciliem e unam pessoas e comunidades (Papa Francisco, mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2020)”
O Sínodo recente sobre a Amazônia, recorda o Pontífice, “impele-nos a dirigir, de forma renovada, o apelo em prol duma relação pacífica entre as comunidades e a terra, entre o presente e a memória, entre as experiências e as esperanças”. O Papa convida também a ser artesãos da paz: “O mundo – explica o Papa - não precisa de palavras vazias, mas de testemunhas convictas, artesãos da paz abertos ao diálogo sem exclusões nem manipulações”. “O caminho da reconciliação – sublinha por fim o Papa - requer paciência e confiança. Não se obtém a paz, se não a esperamos”.

encontrei in: https://www.vaticannews.va

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

1 de janeiro: Dia Mundial da Paz!

Dia Mundial da Paz é comemorado no dia 1 de janeiro, o Dia de Ano-Novo.
Inicialmente chamado somente de Dia da Paz, a celebração foi criada pelo Papa Paulo VI em dezembro de 1967. A partir de então, todos os anos, o primeiro dia do ano passou a celebrar o Dia Mundial da Paz. É assim desde 1968.
De facto, isso vai a acontecer, com a celebração anual do Dia Mundial da Paz a 1 de janeiro, sob um tema escolhido pelo próprio Papa, que passa uma mensagem especial ao mundo neste dia.
O tema escolhido pelo Papa Francisco para o Dia Mundial da Paz de 2019 foi "A boa política está ao serviço da paz".
Em anos anteriores, os temas foram:
2018: "Migrantes e refugiados: homens e mulheres em busca de paz"

2017: "A não-violência: estilo de uma política para a paz"

2016: "Vence a diferença e conquista a paz"

2015: "Já não escravos, mas irmãos"
2014: "Fraternidade, fundamento e caminho para a paz"

pombas no céu
Apesar do Papa fazer uma declaração relevante para a Igreja Católica neste dia, a data destina-se a uma celebração universal da paz, estando aberta a homens e a mulheres de todas as religiões.
Foi escolhido o dia 1 de janeiro, Dia da Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, pois como primeiro dia do ano ele aponta o caminho da vida humana para o futuro, com o mesmo fim em mãos: a paz.
No dia 21 de setembro celebra-se o Dia Internacional da Paz, data estabelecida pelas Nações Unidas e que é comemorada desde 1982.
encontrei em: https://www.calendarr.com/portugal/dia-mundial-da-paz/