sábado, 14 de novembro de 2020

Joe Biden foi eleito Presidente dos Estados Unidos da América!

in dw.com

in https://www.cnnbrasil.com.br
 

Joe Biden and Kamala Harris,
The President and The Vice-President of U.S.A.
(image 
in gunsensevoter.org)

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

..."estar na palheta..."

Qual o significado desta expressão curiosa?


Consultando:


na palheta
• [Portugal, Informal]  

Na conversaa conversar (ex.: ficaram horas na palheta).


"palheta", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa 
[em linha], 2008-2020 
[consultado em 13-11-2020]

https://www1.prefpoa.com.br

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Um Pensamento de Platão

"Celui dont l'âme est heureuse ne ressent pas le poids des ans"

Platão escreveu: 

"Aquele cuja alma é feliz não sente o peso dos anos"


in https://arteref.com

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Gonçalo Ribeiro Telles: homenagem a este grande engenheiro agrónomo, arquiteto (paisagista, ecologista) e político

in observador.pt


Deixo aqui a minha homenagem a esta personalidade mestra da arquitetura.

Partilho aqui a sua vida e obra: 

O arquiteto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles, figura pioneira na arquitetura paisagista em Portugal, morreu hoje, em Lisboa, aos 98 anos.

O arquiteto, cuja carreira também se destacou na cidadania, ecologia e na política, faleceu na tarde de hoje, em casa, rodeado pela família. Nascido a 25 de maio de 1922, em Lisboa, Gonçalo Ribeiro Telles é autor de projetos relevantes em Lisboa, como os Corredores Verdes e os jardins da Fundação Calouste Gulbenkian, obra que assinou em conjunto com António Viana Barreto, e que viria a ser distinguido com o Prémio Valmor, em 1975.

Ribeiro Telles licenciou-se em Engenharia Agrónoma e Arquitetura Paisagista, no Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa, e iniciou a vida profissional na Câmara Municipal de Lisboa, onde trabalhou com Francisco Caldeira Cabral, com quem viria a publicar “A Árvore em Portugal”.

Figura tutelar da defesa da ecologia para fundamentar a intervenção na paisagem e no território, Gonçalo Ribeiro Telles foi o responsável pelo lançamento da política de ambiente em Portugal, cuja legislação incentivou quando passou por vários cargos públicos, nomeadamente como ministro de Estado e da Qualidade de Vida, entre 1981 e 1983.

No plano político, participou nas campanhas eleitorais dos movimentos monárquicos populares e, antes do 25 de Abril, foi candidato nas listas da Comissão Eleitoral de Unidade Democrática (CEUD). No plano cultural, foi um dos fundadores do Centro Nacional de Cultura (CNC).

Ribeiro Telles: O arquiteto paisagista que pensou as cidades para as pessoas

O arquiteto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles, que morreu hoje aos 98 anos, detém um lugar central entre os pioneiros do urbanismo, em Portugal, na organização do território e na sua definição como espaço de habitação humana.

Foi um dos principais responsáveis pelo desenho das áreas verdes de Lisboa, de Monsanto às zonas ribeirinhas, oriental e ocidental, do Vale de Alcântara, ao Jardim Amália, no Parque Eduardo VII, sem esquecer o mais antigo Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian, que fez em parceria com Viana Barreto, pelo qual recebeu o Prémio Valmor, em 1975, nem projetos noutras zonas do país, como o Vale das Abadias, na Figueira da Foz.

Grande defensor da proteção legal dos parques naturais, dos jardins e hortas urbanas, os seus projetos como arquiteto paisagista moldaram de forma significativa não só a capital, mas também a área metropolitana.

O Corredor Verde de Monsanto e a integração da zona ribeirinha oriental e ocidental na Estrutura Verde Principal de Lisboa, bem como os projetos da Radial de Benfica, do Vale de Chelas, e do Parque Periférico também são da sua autoria.

Nascido em Lisboa, em 25 de maio de 1922, Gonçalo Pereira Ribeiro Telles licenciou-se em Engenharia Agrónoma, e formou-se em Arquitetura Paisagista, no Instituto Superior de Agronomia, onde iniciou a vida profissional como assistente e discípulo de Francisco Caldeira Cabral. 

Foi professor catedrático convidado da Universidade de Évora, criando as licenciaturas em Arquitetura Paisagista e em Engenharia Biofísica, e destacou-se na intervenção pública contra o regime salazarista, nas sessões do Centro Nacional de Cultura, em Lisboa. 

Ainda na política, fundou, em 1957, com Francisco Sousa Tavares, o Movimento dos Monárquicos Independentes e, depois, o Movimento dos Monárquicos Populares, apoiando, um ano mais tarde, a candidatura presidencial de Humberto Delgado.

Em 1969, foi candidato à Assembleia Nacional nas listas da Comissão Eleitoral de Unidade Democrática (CEUD), a que estava associado Mário Soares, com a Acção Socialista Portuguesa.

Em 1971, ajudou a fundar o movimento Convergência Monárquica e, após o 25 de Abril, foi um dos fundadores do Partido Popular Monárquico, a cujo diretório presidiu, e que, em 1979, fez parte da Aliança Democrática, liderada por Francisco Sá Carneiro. 

Foi subsecretário de Estado do Ambiente nos I, II e III Governos Provisórios, e secretário de Estado do Ambiente no I Governo Constitucional, foi deputado na Assembleia da República, pelo PPM (1979) e como independente eleito nas listas do PS (1985). Foi ministro de Estado e da Qualidade de Vida, no VIII Governo Constitucional, de 1981 a 1983.

Durante a sua gestão, criou as zonas protegidas da Reserva Agrícola Nacional, a Reserva Ecológica Nacional, e lançou as bases do Plano Diretor Municipal de Lisboa. Como deputado na Assembleia da Republica lutou pelo estabelecimento da Lei de Bases do Ambiente, da Lei da Regionalização, da Lei Condicionante da Plantação de Eucaliptos, da Lei dos Baldios, da Lei da Caça e da Lei do Impacte Ambiental.

Em 1984, já afastado do PPM, viria a criar o Movimento Alfacinha, para se candidatar à Câmara Municipal de Lisboa, tendo sido eleito vereador e, em 1993, o Movimento o Partido da Terra, cuja liderança abandonou em 2007.

Em 2013, Gonçalo Ribeiro Telles foi distinguido com o ‘Nobel’ da Arquitetura Paisagista, o Prémio Sir Geoffrey Jellicoe, que lhe seria atribuído em Auckland, na Nova Zelândia, pelos profissionais do setor, reunidos na Federação Internacional dos Arquitetos Paisagistas (IFLA). 

O prémio tem como objetivo “reconhecer um arquiteto paisagista cuja obra e contribuições ao longo da vida tenham tido um impacto incomparável e duradoiro no bem-estar da sociedade e do ambiente, e na promoção da profissão”. 

O cineasta João Mário Grilo dirigiu “A Vossa Terra – paisagens de Gonçalo Ribeiro Teles”, documentário sobre o arquiteto paisagista e a sua obra, estreado em 2016, no festival de cinema IndieLisboa.

Em junho, Lisboa inaugurou na antiga Casa dos 24, na rua da Fé, em Lisboa, a exposição o “Mester da Paisagem”, dedicada ao arquiteto, percorrendo o seu pensamento e forma de trabalho.

Na Gulbenkian, o jardim serve de suporte ao Centro Interpretativo Gonçalo Ribeiro Telles. 

Professor Honoris Causa pela Universidade de Évora e professor Emérito desta instituição, Gonçalo Ribeiro Telles foi distinguido com o grau de Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada, em 1969, com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo, em 1988, com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, em 1990, e com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, em 2017.

Gostava de dar como exemplo os frescos de Ambrogio Lorenzetti, no Palácio Comunal de Siena, vindos do século XIII, com exemplos de “Bom Governo” e “Mau Governo”, na gestão e ordenamento das cidades. No primeiro caso, sublinhava a imagem de uma cidade de portas abertas, numa comunicação entre o campo organizado e a urbe, com gente a entrar e a sair.

No segundo caso, a mesma cidade mas com as portas encerradas, como num grande condomínio fechado, e as representações da crueldade, da traição, da maldade, da vã glória e da soberba, lado a lado com o tirano.


REFERÊNCIA: escrito por tunetradio.com em 11.11.2020


Jardins da Gulbenkian
imagem in https://chickenorpasta.com.br

sábado, 7 de novembro de 2020

O ensino digital na educação

imagem obtida in sites.google.com

O ensino digital na educação apresenta vantagens e desvantagens. 

Para o bem ou para o mal, não temos dúvidas que, atualmente, este tipo de ensino tem "conquistado o seu lugar na educação".  

Segundo o que estive a ler na Revista Visão, número 1436 de 10 a 16 de setembro deste ano, as vantagens do ensino digital são:  

  • comodidade e poupança (dispensa deslocações e perdas de tempo em transportes...)
  • autonomia (acesso a programas e conteúdos, respeitando o ritmo de aprendizagem de cada um, é uma boa opção para quem gosta de estudar sozinho...)
  • aprendizagem contínua (exploração de ferramentas digitais, o que permite atualizar conhecimentos, individualmente ou em grupo; também possibilita a descoberta de métodos de estudo  da sua preferência...)
  • flexibilidade (basta ter computador e internet para acessar aos conteúdos que estão disponíveis online no local e no horário definido por cada um para o seu estudo...)
  • estudo personalizado (a comunicação virtual e a possibilidade de interagir individualmente...)  
e as desvantagens do ensino digital são:
  • autodisciplina (estudar à distância pressupõe: maior motivação, maior empenho, organização na condução do estudo e da gestão do tempo...)
  • interação social ("A relação educativa tem aspetos de natureza psicoemocional que se perdem no ensino à distância" nota o professor José Morgado, do ISPA - Instituto Universitário ...)
  • aprendizagem prática ("Em matérias complexas e técnicas que implicam observação direta e experiência acompanhada, o registo presencial é indispensável em qualquer grau de ensino, com destaque para os mais pequenos e com necessidades especiais"...)
  • perda da motivação (nem todos conseguem o rendimento desejado sem a presença e o apoio do Professor...)
  • literacia digital (é preciso saber usar conscientemente as tecnologias para que o aluno não se perca...)

(resumi ou adaptei o que li na fonte acima citada)

terça-feira, 3 de novembro de 2020

William-Adolphe Bouguereau, professor e pintor académico francês

in WikiArt.org

William-Adolphe Bouguereau (La Rochelle, 30 de novembro de 1825 – La Rochelle, 19 de agosto de 1905) foi um professor e pintor acadêmico francês. Com um talento manifesto desde a infância, recebeu treinamento artístico em uma das mais prestigiadas escolas de arte de seu tempo, a Escola de Belas Artes de Paris, onde veio a ser mais tarde professor muito requisitado, ensinando também na Academia Julian. Sua carreira floresceu no período áureo do academicismo, sistema de ensino do qual foi um ardente defensor e do qual foi um dos mais típicos representantes.

Sua pintura se caracteriza pelo perfeito domínio da forma e da técnica, com um acabamento de alta qualidade, obtendo efeitos de grande realismo. Em termos de estilo, fez parte da corrente eclética que dominou a segunda metade do século XIX, mesclando elementos do neoclassicismo e do romantismo em uma abordagem naturalista com boa dose de idealismo. Deixou obra vasta, centrada nos temas mitológicos, alegóricos, históricos e religiosos; nos retratos, nos nus e nas imagens de jovens camponesas.

Acumulou fortuna e granjeou fama internacional em vida, recebendo inúmeros prêmios e condecorações — como o Prêmio de Roma e a Ordem Nacional da Legião de Honra — mas no final de sua carreira começou a ser desacreditado pelos pré-modernistas. A partir do início do século XX, logo após sua morte, sua obra foi rapidamente esquecida, chegando a ser considerada de todo vazia e artificial, e um modelo de tudo o que a arte não deveria ser, mas na década de 1970 começou a ser novamente apreciada, e hoje é considerado um dos grandes pintores do século XIX. No entanto, ainda existe bastante resistência ao seu trabalho, permanecendo a polémica em seu redor.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. (pt.wikipedia.org)

imagem in pt.wikipedia.org
(Quadro de Bouguereau: "igualdade diante da morte", 1848)

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Dia de Finados - Dia de Fiéis Defuntos (Homenagem)

Hoje é dia de Finados 

Desde o século II, alguns cristãos rezavam pelos falecidos quando visitavam os túmulos dos mártires. No século V, a Igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos já esquecidos. O abade Odilo de Cluny, no final do século X, pedia aos monges que orassem pelos mortos. Desde o século XI os Papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) obrigavam a comunidade a dedicar um dia aos mortos. No século XIII essa data passa a ser oficialmente celebrada em 2 de novembro, um dia após a Festa de Todos os Santos. A doutrina católica evoca algumas passagens bíblicas para fundamentar a sua posição (cf. Tobias 12,12; 1,18-20; Mt 12,32 e II Macabeus 12,43-46) e é suportada por uma prática de quase dois mil anos.
O sepultar dos mortos nas igrejas ou nos seus imediatos arredores permitia à comunidade sentir a continuidade da presença dos seus entes queridos na proximidade das suas vidas terrenas, ajudando a cimentar o conceito da Igreja enquanto comunidade peregrina (os vivos), sofredora (as almas em purificação no Purgatório) e triunfante (as almas santas no Paraíso). Se o dia de Todos os Santos celebrava estes últimos, principalmente os santos anónimos, o dia de Fiéis Defuntos honrava as almas do Purgatório e por estas eram oferecidas orações e sacrifícios.

Cristianismo protestante

Após a Reforma Protestante, a celebração do Dia de Finados foi fundida ao da Festa de Todos os Santos na Igreja Anglicana, posteriormente desmembrada no século XIX. A observância da comemoração foi restaurada em 1980, como "festividade menor" intitulada "Comemoração dos Fiéis Defuntos".

Para a Igreja Metodista, são santos todos os fiéis batizados, de modo que no Dia de Todos os Santos a congregação local honra e recorda seus membros falecidos. (consultar pt.wikipedia.org)


in pt.wikipedia.org
(quadro de William-Adolphe Bouguereau) 


Em Portugal, mais concretamente em Lisboa: 

Marcelo, Ferro e Costa prestam homenagem aos mortos da Covid-19, em Belém 

Bandeira a meia haste, um minuto de silêncio e presença de figuras de Estado: esta segunda-feira, Dia dos Finados decretado como dia de luto nacional, houve homenagem às vítimas da Covid-19 em Belém.

O chefe de Estado, o presidente da Assembleia da República e o primeiro-ministro participaram nesta segunda-feira de manhã numa cerimónia de homenagem aos mortos, junto ao Palácio de Belém, em Lisboa, em dia de luto nacional.

A “cerimónia do içar da bandeira nacional em dia de luto nacional e homenagem a todos os falecidos, em especial às vítimas da pandemia da doença covid-19” teve início pelas 10h, com a chegada do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Antes, chegaram ao local os presidentes de tribunais superiores, o primeiro-ministro, António Costa, e o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues.

Na Praça Afonso de Albuquerque, junto à entrada do Palácio de Belém, onde esteve uma guarda de honra composta por militares do esquadrão presidencial, a bandeira nacional foi primeiro içada até ao topo, ao som do hino nacional, e depois colocada a meia haste, em silêncio.

Em seguida, as entidades presentes guardaram um minuto de silêncio.

O Governo decidiu a 22 de outubro declarar esta segunda-feira, 2 de novembro, Dia de Finados, “como dia de luto nacional, como forma de prestar homenagem a todos os falecidos, em especial às vítimas da pandemia da doença covid-19“, lê-se no comunicado sobre essa reunião do Conselho de Ministros.

O Presidente da República assinou no dia 26 de outubro este decreto, que foi aprovado em Conselho de Ministros na mesma reunião em que o Governo decidiu restringir a circulação entre concelhos do território entre 30 de outubro e 03 de novembro – abrangendo o Dia de Todos os Santos, feriado nacional, e o Dia de Finados.Em Portugal, os primeiros casos de infeção com o novo coronavírus responsável pela covid-19 foram detetados no dia 02 de março e até agora já morreram 2.544 pessoas com esta doença, de acordo com a Direção-Geral da Saúde (DGS), num total de 144.341 casos de infeção contabilizados.

Na sexta-feira, Portugal atingiu números nunca vistos desde o início da epidemia: 4.656 novos casos de infeção, 40 mortes e 275 internados em cuidados intensivos em 24 horas, e no sábado morreram mais 39 pessoas e houve um novo máximo de 286 doentes internados em cuidados intensivos, segundo a DGS.

Este domingo, a DGS anunciou que nas últimas 24 horas houve mais 37 mortes associadas à covid-19 e 3.062 novos casos de infeção. O número de internados em cuidados intensivos baixou para 284, mas o total de internados ultrapassou os 2000, sendo agora de 2.122.

Encontrei in: observador.pt  (texto de Filipe Amorim 02.11.2020)

domingo, 1 de novembro de 2020

Dia de Todos os Santos

imagem in pt.wikipedia.org


1 de novembro: 
Feriado nacional no dia em que a Igreja Católica evoca Todos os Santos

Out 31, 2020 - 8:52

Celebração lembra conjuntamente «os eleitos que se encontram na glória de Deus», tenham ou não sido canonizados oficialmente

Lisboa,31 out 2020 (Ecclesia) – A Igreja celebra anualmente a 1 de novembro a solenidade litúrgica de Todos os Santos, na qual lembra conjuntamente “os eleitos que se encontram na glória de Deus”, tenham ou não sido canonizados oficialmente.

As Igrejas do Oriente foram as primeiras (século IV) a promover uma celebração conjunta de todos os santos quer no contexto feliz do tempo pascal, quer na semana a seguir.

No Ocidente, foi o Papa Bonifácio IV a introduzir uma celebração semelhante em 13 de maio de 610, quando dedicou à Santíssima Virgem e a todos os mártires o Panteão de Roma, dedicação que passou a ser comemorada todos os anos.

A partir destes antecedentes, as diversas Igrejas começaram a solenizar em datas diferentes celebrações com conteúdo idêntico.

A data de 1 de novembro foi adotada em primeiro lugar na Inglaterra do século VIII acabando por se generalizar progressivamente no império de Carlos Magno, tornando-se obrigatória no reino dos Francos no tempo de Luís, o Pio (835), provavelmente a pedido do Papa Gregório IV (790-844).

Segundo a tradição, em Portugal, no dia de Todos os Santos, as crianças saíam à rua e juntavam-se em pequenos grupos para pedir o ‘Pão por Deus’ de porta em porta: recitavam versos e recebiam como oferenda pão, broas, bolos, romãs e frutos secos, nozes, amêndoas ou castanhas, que colocavam dentro dos seus sacos de pano; nalgumas aldeias chama-se a este dia o ‘Dia dos Bolinhos’.

Em contraponto surge, o Halloween, assinalado na noite de 31 de outubro, ligado à tradição celta de celebração do novo ano, o fim das colheitas, a mudança de estação e a chegada do inverno.

De acordo com esta tradição, nessa noite os fantasmas dos mortos visitavam os vivos; a festa foi conservada no calendário irlandês após a cristianização do país e implantou-se mais tarde nos EUA.

Já no dia 2 de novembro tem lugar a ‘comemoração de todos os fiéis defuntos’, que remonta ao final do primeiro milénio: foi o Abade de cluny, Santo Odilão, quem no ano 998 determinou que em todos os mosteiros da sua Ordem se fizesse nesta data a evocação de todos os defuntos ‘desde o princípio até ao fim do mundo’.

Este costume depressa se generalizou: Roma oficializou-o no século XIV e no século XV foi concedido aos dominicanos de Valência (Espanha) o privilégio de celebrar três Missas neste dia, prática que se difundiu nos domínios espanhóis e portugueses e ainda na Polónia.

Durante a I Guerra Mundial, o Papa Bento XV generalizou esse uso em toda a Igreja (1915).

OC

(referência: agencia.ecclesia.pt)