Mostrar mensagens com a etiqueta Partidos Políticos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Partidos Políticos. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 16 de junho de 2021

Ambições do partido PAN

Desta vez, venho aqui partilhar, com a devida vénia, um artigo de 07 de junho, escrito por Catarina Guerreiro no seu PONTO DE VISTA da ViSÃO DO DIA.

Todos tivemos ocasião de ler e ver nos meios de comunicação social que a nova líder do PAN se mostra ambiciosa, apressando-se a apresentar os desafios futuros do seu partido (Pessoas, Animais, Natureza - PAN). 

Sabendo que a negociação do Orçamento do Estado é um ponto importante, apresenta de certa forma, um "caminho aberto" a António Costa e mostrando também que o Pan quer ser governo uma vez que as duas facções existentes no partido, se uniram (aliança interna), estando disponíveis também para acordos com outros partidos.

Assim, tudo parece estar em harmonia...


OS ACENOS A COSTA, AS ALIANÇAS E AS AMBIÇÕES DO NOVO PAN

Uma nova líder, uma aliança interna e uma boa notícia para António Costa. É este o resumo do congresso do PAN – partido Pessoas–Animais–Natureza que decorreu este fim de semana numa sala do Hotel dos Templários, em Tomar, e que parece ter garantido, para já, a sobrevivência do Governo. 

No seu discurso, a nova líder, e sucessora de André Silva, Inês Sousa Real, deixou claro que entre os próximos desafios do partido estão as autárquicas e a negociação do Orçamento do Estado. Isto numa altura em que o primeiro-ministro se prepara para começar a negociá-lo com os partidos, sabendo que, perante o possível voto contra do BE, precisa apenas que o PCP e o PAN se abstenham. Do PAN sabe desde ontem que tem o caminho aberto com a recém eleita liderança. Inês Sousa Real é a nova porta-voz e, como ela própria o sublinhou , a quinta mulher a comandar um partido político nos 47 anos de democracia portuguesa. É jurista, deputada, foi provedora dos animais em Lisboa e fez 41 anos ontem - exatamente no dia em que foi eleita. Era, no entanto, a única candidata. E por um simples motivo: as duas fações do partido decidiram chegar a acordo e dividir o poder em vez de se enfrentarem. Assim, se Inês Sousa Real comandava a fação do anterior porta-voz, André Silva, já Bebiana Cunha liderava uma outra fação, conhecida como “corrente do norte”, com maior ligação aos fundadores do partido e mais intransigente em certas questões ambientais. Mas, contrariando os que pensavam que iria existir um duelo, decidiram optar antes por um acordo de bastidores: Inês ficou à frente do partido e Bebiana Cunha vai assumir a liderança parlamentar. Prova desta aliança interna é também o assumir de que o partido quer ser Governo, uma ideia mais defendida pela fação do norte do que por André Silva, que ainda há não muito tempo chegou a confessar que o PAN não estava preparado para integrar um Executivo. 
Nos próximos dias, o PAN, segundo anunciaram os seus responsáveis, irá pedir uma reunião ao Governo com o objetivo de perceber a execução das medidas incluídas no Orçamento anterior, e verificar se foram ou não cumpridas para depois avançar para as negociações. António Costa não foi o único a receber luz verde para eventuais entendimentos. Passando a mensagem de que não são um partido de esquerda nem de direita, e que por isso estão disponíveis para acordos com outros partidos, nomeadamente o PSD de Rui Rio, os responsáveis do PAN garantiram que só um cenário os afastará: a presença do Chega. De resto, tanto Inês Sousa Real como Bebiana Cunha garantiram que o PAN irá às próximas legislativas com a meta de "ser Governo".



in observador.pt

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Santana Lopes, o Presidente do novo partido "ALIANÇA"

in: sabado.pt

Santana Lopes assumiu no domingo o seu discurso como se fosse uma conversa de amigos e o que se passou mostra um político indignado com o estado em que o nosso país se encontra.

Aqui vai a transcrição da notícia escolhida por mim:

RUI PEDRO ANTUNES E JOSÉ PEDRO MOZOS in OBSERVADOR.PT  09.02.2019

Santana fez do discurso uma conversa indignada entre amigos:
"Que país é este?

Em jeito de "conversa", Santana Lopes indignou-se com o estado do país, falou de "vergonha" no Parlamento, voltou a queixar-se de Sampaio e criticou Marcelo.

Na estreia perante os militantes do seu novo partido, Santana Lopes disse logo ao que ia: preferia fazer uma “conversa” em vez de um “discurso”. E assim fez, como se estivesse à mesa do jantar com a família ou num café com amigos, com um tom de indignação: “Que país é este?“, perguntou várias vezes. 

O presidente do Aliança, que falava na Arena de Évora, elegeu um inimigo preferencial: a “frente de esquerda” e o governo de António Costa. Santana Lopes acusou o ministro das Finanças Mário Centeno de cometer um “crime de lesa-pátria” ao ter um défice de 0,6% do PIB, mas permitir a “degradação do Serviço Nacional de Saúde”. Sempre em jeito de “conversa” lamentou, mais uma vez, o que Sampaio lhe fez em 2004, disse que as presenças-fantasma no Parlamento eram “uma vergonha” e acusou o Governo de ir ao beija-mão aos poderosos de Bruxelas. 

Ao todo, a “conversa” durou cerca de uma hora. Mesmo dizendo que o Aliança não se construiu “contra ninguém”, o principal inimigo desta vez foi a “geringonça”, a que Santana prefere chamar “frente de esquerda”. O presidente do Aliança lembrou que o “Governo de Passos Coelho transferiu mais dinheiro para o SNS do que atual” e acusou a “frente de esquerda” de andar a “sorver e a beijar a mão dos senhores todos poderosos de Bruxelas”. Santana admitiu que os problemas já existiam antes de António Costa, mas questionou também em jeito de indignação: “Mas a frente de esquerda formou-se para quê?” Santana Lopes expôs depois vários problemas concretos: “É normal esperar 1599 dias por consulta de urologia, como acontece em Vila Real? Em Chaves esperar dois anos e meio pelo otorrino? No Hospital de S. João esperar dois anos por uma consulta de combate à obesidade? Que SNS é este? Se me pedissem para inventar uma história impossível, eu contava que uma consulta de cardiologia pode demorar um ano e meio. Isto é o socialismo? Isto é ser de esquerda?”

O líder do Aliança denunciou a diferença no acesso à saúde de quem tem mais e menos posses: “Quem vai ao hospital público e tem posses vê que demora um ano e apanha um uber para um hospital privado para fazer a consulta. Mas quem não tem posses? Espera um ano?“. E terminou mais uma vez a questionar: “Que país é este?” Santana Lopes criticou depois o facto de um agente da PSP “que ganha menos de mil euros” ter de esperar 15 anos “para progredir a agente principal” e ganhar mais. E voltou a questionar: “A frente de esquerda melhorou o quê? O Serviço Nacional de Saúde? A Segurança Social? A Proteção Civil? Que país é este?” Para o líder do Aliança, o problema é que “o dia a dia passa” e as pessoas “vão considerando tudo normal”.
Seguindo no mesmo tom de conversa popular, Santana Lopes criticou ainda as presenças-fantasma no Parlamento: “Não se pode andar a trocar cartões para inventar que se está presente. Isto é uma vergonha.”

Pedro Santana Lopes chegou ao congresso do seu novo partido e a reação foi a habitual nestas paragens: silêncio total para ouvir. Começou com uma mensagem de motivação e orgulho pelo caminho percorrido até este primeiro congresso: “Cada vez mais me convenço de que esta foi a opção certa”. Não a mencionou, mas todos sabiam que se referia à rutura do PSD e à consequente fundação do Aliança. “Posso compreender quem dizia que isto seria um partido de uma pessoa só, mas o dia de hoje provou que assim não é: bastava esta presença impressionante para provar a  dimensão verdadeiramente nacional do Aliança”, afirmou satisfeito. “Quem gosta de ver a política pelo lado bonito, como modo de intervenção cívica, em que a principal causa é o serviço da comunidade e em que fazemos obra – física e espiritual – tem de ficar esmagado, orgulhoso, satisfeito e feliz por ver que, apesar de a política ter situações pouco bonitas, há tanta gente disposta a acreditar que a política ainda vale a pena”. E resumiu: “Esta é a política que vale a pena, com “pê” grande”. Sampaio, as presenças-fantasma e o “salto” do Presidente 
Apesar do novo partido, há coisas que nunca mudam. Santana voltou a lamentar o facto de Jorge Sampaio ter dissolvido a Assembleia da República e ter provocado a queda do seu governo-relâmpago: “Se o presidente da República não tivesse feito o que fez em 2004, o país hoje estaria hoje muito diferente, de certeza absoluta.”

Também houve lugar às inevitáveis referências, mesmo que o PSD para Santana seja passado. O líder do Aliança revelou que soube recentemente que Francisco Sá Carneiro fez o último discurso num comício em Évora e disse ter ficado surpreendido com a coincidência.

Num longo discurso, Santana Lopes destacou ainda que o “Aliança não é oposição do Presidente da República”, dizendo que Marcelo é um “homem sério, uma pessoa íntegra, um homem competente”. Não diz se o apoia neste Congresso porque “o próprio ainda não decidiu se se candidata”. Apesar disso, deixou críticas a Marcelo Rebelo de Sousa: “O Presidente deve ajudar o Governo, mas também não é preciso exagerar“. E admitiu que não gostou de “o ver saltar como saltou na greve dos enfermeiros”. Santana Lopes atravessou-se ainda pela bastonária, Ana Rita Cavaco, dizendo que está a ser atacada por “não ser da cor política deles [partidos que apoiam o Governo]”. Coisa diferente, denuncia Santana, fazem com “o senhor da FENPROF”, havendo “dois pesos e duas medidas, como em quase tudo no que respeita à frente de esquerda”.