domingo, 21 de março de 2010

Gustave Flaubert

Gustave Flaubert foi um escritor francês, nascido em França a 12 de Dezembro de 1821, em Rouen, tendo morrido a 8 de Maio de 1880, em Croisset (perto de Rouen).

Oscilando incessantemente entre o romantismo e o realismo, atraído contínuamente por uma imensa necessidade de lirismo e pelo desejo de restituir "quase materialmente" aquilo que vê, Flaubert encontra na busca da perfeição formal do estilo (no trabalho de escrita como dizem os críticos modernos) a sua unidade de artista fascinado pelo verdadeiro e o belo.

Romances: Madame Bovary (1857), Salammbô (1862), L'Éducation sentimentale (1869), Bouvard et Pécuchet (inachevé, 1881).
Dicionário: Dictionnaire des idées reçues (posth.,1911).
Drama, tragédia: Drame Philosophique: La Tentation de Saint-Antoine (trois versions; dernière version, 1874).
Narrativas:  Trois Contes (1877)

Em "Madame Bovary" (foi a sua estreia após ter trabalhado nesta obra cinco anos) adopta uma forte atitude depreciativa sobre os valores burgueses. Emma Bovary trai o seu marido para tentar fugir à vida medíocre que leva.

Este romance é "um retrato da incapacidade mental, emocional e moral das sociedades provincianas"; alguns críticos conservadores referiram que Flaubert "ridicularizou a sua própria condição social", pois era filho de um médico rico da província e em adulto viveu de rendas na propriedade rural do pai.

Flaubert intitulava-se de estudioso da estupidez humana; publicava em livros e jornais episódios de burrice, achando que eram mais frequentes na província. Por exemplo, na obra "La Tentation de Saint-Antoine (1874) o tema é a falta de inteligência.

Ainda em relação a "Madame Bovary", Flaubert foi acusado pelo governo francês de ter escrito "uma obra execrável sob o ponto de vista moral". Em 1856, Gustave Flaubert disse: "Madame Bovary sou eu",  durante o julgamento a que teve de se sujeitar e quando os juízes lhe perguntaram quem teria sido o modelo da sua personagem. No entanto, foi absolvido pela Sexta Corte Correcional do Tribunal do Sena, em Paris (Fevereiro de 1857).

Quanto à sua obra "L'Éducation  sentimentale" (1869) foi inspirada no namoro que em 1840, em Marselha, viveu com Eulália Foucauld de Langlade. Entre 1849 e 1851, o autor viajou para África; aqui, recolheu, informações para "Salammbô" (1862), sobre a queda de Cartago.

Flaubert era muito exigente em tudo o que dizia respeito à Literatura; conta-se que, certo dia, recebeu um pequeno volume de poesias da parte de um poeta novato, pois este estava interessado na sua opinião; depois de as ler, o escritor criticou-as duramente. O jovem ficou muito ofendido e desafiou Flaubert. Este respondeu-lhe: "Cavalheiro: aceito o desafio, mas como sou eu quem há-de escolher as armas do duelo, comunico-lhe que escolha a gramática francesa. Considere-se morto".

 
Flaubert foi um dos autores mais importantes do Realismo, movimento estético de reacção ao Romantismo europeu no século XIX, influenciado pelas teorias científicas, a Revolução Industrial e a linha filosófica de Augusto Comte (o Positivismo).

Em toda a sua obra, Flaubert zelava pelo cuidado na sintaxe, pela escolha do vocabulário e estrutura do enredo.

Em 1866, recebeu a Legião de Honra do governo francês. 

Antes de morrer,  vivia de um salário como conservador da Biblioteca Mazarine.

Pesquisas efectuadas em:










sábado, 20 de março de 2010

Ao meu querido Pai

Aproveito este espaço para prestar uma homenagem ao meu pai, dedicando-lhe alguns poemas!

  Bucólica

 A vida é feita de nadas:
de grandes serras paradas
à espera de movimento;

                                                                                            
De searas onduladas
pelo vento;







De casas de moradia:
Caídas e com sinais;                                                                         
De ninhos que outrora havia
Nos beirais;

 
De poeira:
De sombra de uma figueira;
De ver esta maravilha:
Meu Pai a erguer uma videira                      
Como uma mãe que faz a trança à filha.

 in Diário I, de Miguel Torga (1941)

                      



             

                            A Tua mão de Pai

 
A Tua mão de Pai tão poderosa,
A Tua mão de Pai tão masculina,
É mão que com amor tudo domina,
É mão que nos corrige, vigorosa.

A Tua mão de Pai terna e bondosa,
A Tua mão de Pai tão feminina,
É mão que nos ampara, carinhosa,
É a mais branda mão que nos anima.

Quando vem envolver-me a noite escura,
Em Tuas mãos de Pai me refugio
E em total abandono em Ti confio.

Em Tuas mãos de Pai tenho a ventura
De descobrir a Fonte que inebria,
O Amor imensurável que sacia.

                                 
                        Em Ti me abandono


Em Tuas mãos de Pai
me abandono sem temor.
Se cuidas das aves do céu
e dos lírios do campo,
não cuidarás de mim
com mais amor?    
                                               
                                            Poemas

(link) http://carmelofaro.carmelitas.pt/poemas.htm




Recortes de jornais e revistas

A rainha Isabel II de Inglaterra tem na sua posse um álbum com recortes de nótícias saídas em jornais e revistas, com comentários referentes não só à sua pessoa, como também ao resto da família.

A inscrição gravada na capa desse álbum diz assim:

    "Palavras que nunca dissemos. Coisas que nunca fizemos".

    



terça-feira, 16 de março de 2010

Sugestões de Eventos anunciados na zona do Porto



Terça, 16 de Março, às 21h30, pode ver no Cineteatro Constantino Nery, em Matosinhos, Amor Solúvel. O texto foi escrito por Carlos Tê. Trata de paixões analisadas no divã. Encenação de Luísa Pinto e direcção musical de Hélder Silva, dos Clã.

 
 Quarta, 17 de Março, às 21h40, vá ao cinema, no Arrábida Shopping, para os lados de Gaia, e veja o filme O Livro de Eli, de Allen e Albert Hughes, cuja estreia teve lugar quinta-feira da semana passada. O papel de Eli é desempenhado pelo conhecido actor Denzel Washington, que, num mundo destruído, traz a esperança de um futuro melhor. Outros nomes: Gary Oldman e Jennifer Beals.


segunda-feira, 15 de março de 2010

"Precious"...um filme a não perder!

Fui há dias ver um filme que achei precioso, por nos dar conta de uma realidade que, muitas vezes, "nos passa completamente ao lado", mas que existe e provavelmente, muito perto de nós. É uma tragédia de cortar a respiração.

Passada no Harlem, em 1987, é a história de uma rapariga de 16 anos, pobre e sem instrução, Claireece Precious Jones, negra e obesa, que é violada em tenra idade, pelo seu pai! Tem dele duas crianças, quando é adolescente.

A mãe, revoltada por o pai a preferir, maltrata-a, cobre-a de insultos e brutaliza-a. Claireece vive sozinha com ela, sujeitando-se a um quotidiano cruel, insuportável.

Precious vai frequentar uma escola alternativa, onde encontra uma professora que tenta ajudá-la a elevar a sua auto-estima.


O filme é de Lee Daniels, que se baseou na obra "Push", de Sapphire. Tem como co-produtores, Tyler Perry e Oprah Winfrey.

Clareece Jones Precious é interpretada por Gabourey Sidibe. O papel de mãe monstruosa, cruel, cabe a Mo'Nique, uma célebre cómica americana, que recebeu o prémio de melhor 2º papel feminino nos Globos de Ouro e o "Óscar" para melhor actriz secundária. Lenny Kravitz é o enfermeiro amigo de Precious e Mariah Carey a sua assistente social.

Segundo um artigo que gostei muito de ler na revista francesa Marie Claire, escrito por Catherine Castro, esta trata "Precious" por Le Diamant Noir. Refere que  o realizador inclui no filme algumas cenas cómicas que ajudam "a digerir" o desespero da realidade que nos quer mostrar.

Conta-nos que o filme deixou os espectadores em Cannes, emudecidos, banhados em lágrimas; reservaram ao filme uma "standing ovation" de 15 minutos!



Nos Estados Unidos, nas salas onde o filme tem sido projectado, com espectadores de todas as cores, estes "ficam colados aos seus lugares depois do genérico final", a ponto de  os arrumadores do cinema terem de lhes pedir para saírem.

Boa sessão!

domingo, 14 de março de 2010

Rir faz bem...!!!

Na farmácia

Um ladrão entrou numa farmácia e exigiu à farmacêutica que se encontrava atrás do balcão:
- Dê-me o dinheiro todo que está na caixa.
A farmacêutica respondeu-lhe de imediato:
- Vai desculpar-me, mas, sem receita, não damos nada!!!


Numa consulta médica

Diz o médico para o doente:
- Com que então anda a fumar?
- Não, Senhor Doutor. Eu só fumo sentado!


Funcionários Públicos

- Por favor, pode informar-me? Esta tarde, os funcionários públicos não trabalham?
- Não, de tarde não vêm. De manhã é que não trabalham.



sábado, 13 de março de 2010

A origem dos brincos



Há uma lenda árabe que conta que Brahmi era casado com Sara, mulher muito ciumenta.

Esta deu conta de que o marido tratava com especial atenção uma escrava, de nome Hadjer.

Furiosa, cheia de ciúmes, mandou furar os lóbulos das orelhas daquela que considerava sua rival.

Brahmi, quando soube do que se passara, resolveu tratar das feridas infligidas à bela escrava; e fê-lo com o maior carinho...

Quando estas cicatrizaram, ele reparou que havia um furo em cada orelha.

Tentando consolar a escrava, ele arranjou dois aros de ouro que enfiou através dos furos das orelhas dela, tornando-a ainda mais bela.


Ainda...Rosa Lobato de Faria!

Mazela: um dos últimos textos assinados por Rosa Lobato de Faria



"AS MAZELAS

Aos 77 anos, como é natural, aparecem-nos todas as mazelas. Insignificâncias, uma dor aqui, uma dor ali, nas costas, na perna, na cabeça, uma pequena coisa na pele, na unha, no olho. Não ligo nenhuma. Porque a minha pior mazela é não acreditar que tenho 77 anos.

Eu bem me farto de dizer aos quatro ventos a minha idade para ver se interiorizo esse facto, mas, por dentro, estou na casa dos trinta, vá lá quarenta, e não passo daí. Setenta e sete anos? Que loucura!

Tenho sempre tanta coisa para fazer, para acabar, para ler, para escrever, tanto lugar para visitar. Tanto Museu para ver e depois as mazelas - ai!-, mas vou, porque tenho trinta anos e, evidentemente, tenho que ir.

Não tenho a noção de ser uma senhora velha. Digo "estava lá uma velhota", ou "imaginem que uma velha"...Estou a falar de pessoas provavelmente mais novas do que eu, mas não me enxergo. Até quando irá durar esta idade subjectiva que não me deixa envelhecer tranquilamente.

Só quando me oferecem o braço (já caí na rua e parti a perna, mas nem assim...), quando não me dirigem galanteios (que estranho!), acordo para a realidade, ai, é verdade, tenho 77 anos, que maçada...

Ultimamente, tive (ou tenho, ainda não percebi) cancro de mama. Como acho que Deus não me ia mandar esta doença só para me chatear, abri uma campanha de sensibilização (televisão incluída), para que as mulheres façam mamografias, transformei a porcaria da doença numa coisa positiva.

Passei os trâmites habituais operação, radioterapia, etc. tudo pacífico.

Ainda por cima, o médico disse-me que era pouco provável que o cancro me matasse, porque, na minha idade, as células já não são o que eram...

Ai, sim?

Tenho 77 anos, que alegria!"

Aqui fica mais uma homenagem a essa grande senhora das letras!