quarta-feira, 20 de maio de 2020

BALZAC (Honoré de): faz hoje 221 anos que ele nasceu!

in francebleu.fr

Sempre gostei muito das disciplinas de Português e de Francês, quando iniciei o meu 1º ano do liceu (5º ano de escolaridade atual), em 1957, em Moçambique. 
A tal ponto, que depressa decidi que "quando fosse grande" queria ser professora de Português e de Francês.


Tive sempre a sorte de ter professoras de origem francesa durante vários anos, que continuaram a despertar em mim o gosto por essa língua maravilhosa e romântica. Posso dizer o mesmo em relação aos professores de português que me acompanharam, enquanto estudante. Estas duas disciplinas foram sempre as minhas preferidas.

Continuei a aprofundar o estudo do francês  durante alguns anos na Alliance Française, o que acabou por me "encantar" para toda a vida. E lá fui "tirar o curso", a minha licenciatura em Línguas e Literaturas Modernas, Variantes Português- Francês e sempre lecionei as duas, sentindo toda a minha vida profissional que estava nos dois ramos de que mais gostava.

Ao estudar na Faculdade de Letras, uma das obras obrigatórias num dos anos da minha licenciatura, foi "Le Père Goriot", de Honoré de Balzac. Essa obra marcou-me para toda a vida. Agora, ando a relê-la e tenho sentido uma saudade imensa desses tempos de estudante...

E é por isso que, hoje, quero aqui deixar a minha homenagem a Balzac, que nasceu a 20.05.1799!!! Faria hoje 221 anos! 

Pesquisando mais um pouco sobre este escritor, encontrei e vou aqui partilhar neste meu post de hoje o essencial sobre a sua vida: 


Biografia de Balzac

Balzac (1799-1850) foi um escritor francês, um grande retratista da burguesia do século XIX. Entre as suas obras destacam-se A Comédia Humana e A Mulher de Trinta Anos, do qual se originou o termo, "balzaquiana".

Honoré de Balzac (1799-1850) nasceu em Tours, França, em 20 de maio de 1799. Filho do funcionário público Bernard François Balzac e Laure Sallambier.

Infância e formação

Entre os anos de 1807 e 1813, Balzac estuda no Colégio dos Oratorianos de Vendôme. Desde pequeno sonhava viver entre aristocratas, imortalizado pela atividade literária.

Logo que aprendeu a escrever passou a assinar Balzac e acrescentou um "de", marca de nobreza na França, "Honoré de Balzac".

Com 20 anos formou-se em Direito e foi estagiar no escritório de Goyonnet de Merville, que mais tarde se transformaria em Derville, numa série de romances que Balzac chamou de "A Comédia Humana".

Os anos de estágio forneceram-lhe material para vários outros romances como "A Duquesa de Langlois", "César Birotteau", e "O Contrato de um Casamento".

Os sofrimentos dos réus, as artimanhas dos advogados, os tribunais, a força do dinheiro, todos os problemas na justiça francesa dessa época, estão nas várias obras de Balzac.

A vida é muito dura para a família e eles mudam-se para Villeparisi, lugarejo próximo de Paris, mas Balzac resolve permanecer na cidade, abandonar o estágio e viver de literatura.

Carreira Literária

Sem apoio da família, receberia só um ano de mesada. Foi morar num quarto da Rua Lesdiguières. Estava convencido que seria um grande escritor.

Em 1820, depois de um ano passado entre leituras, passeios e dúvidas, conclui "Cromwell", uma tragédia composta de versos alexandrinos.

O prazo de um ano havia terminado. Os romances sentimentais estavam na moda, publicados em fascículos mensais. Balzac sabia não ser esse o caminho da arte.

Publica vários romances, elaborados entre 1822 e 1825, sob os pseudónimos de "Lord R'hoone" e "Horace de Saint Aubin", foram alguns dos nomes que assinou.

Desgostoso com o que produzia, vai a Villeparisi, onde conhece seu primeiro amor, Laure de Berny, amiga da família, 22 anos mais velha que ele, casada e mãe de sete filhas.

Em 1825, com recursos da família e de Laura de Berny, monta uma editora, mas em 1827, sem sucesso, volta a escrever.

Inspirado no escritor Walter Scott, criador de romance histórico, publica "Os Chouans" e a "Fisiologia do Casamento", romances que lhe abriram as portas de importantes círculos literários, assinando o seu nome pela primeira vez.

Colabora com revistas e periódicos de sucesso. Num único ano escreve inúmeros artigos, dezenove novelas e romances, entre eles, "Catarina de Médicis", "A Pele de Onagro", "Beatriz" e "Pequenas Misérias da Vida Conjugal".

Em 1832, Balzac candidata-se a deputado, mas não teve os votos esperados. Os fidalgos não aceitam no seu meio, um provinciano plebeu.

Nesse mesmo ano recebe uma carta de uma mulher que assinava "A Estrangeira", que mais tarde descobriu ser a condessa polonesa Eveline Hanska, casada e bem mais velha que ele. Encontraram-se na Suíça e tornaram-se amantes.

Em 1834 publica "Pai Goriot", iniciando o sistema de repetição de personagens de uma obra para outra. Sentiu que podia fazer romances sem começo nem fim, ligados uns aos outros, representando os diversos momentos da vida.

A Comédia Humana

Em 1834, Balzac publica "A Comédia Humana", composta de 95 romances, dividido em três partes: "Estudos de Costumes", "Estudos Filosóficos" e "Estudos Analíticos".

A Comédia Humana é um fidelíssimo espelho daquela época. Escrevia baseado em factos reais, ele não adaptava os acontecimentos para favorecer as suas convicções pessoais.

Na sátira que ele faz, conta os costumes da sociedade de seu tempo e acaba denunciando mazelas de um estilo de vida que se adotava na prática.

Publica ainda "O Contrato de Casamento", "O Lírio do Vale", onde celebra sua "Dileta" sob o nome de "Senhora Mortsauf" e "Memórias de Uma Jovem Esposa".

Em 1942 publica "A Mulher de Trinta Anos", romance que deu origem à expressão "Balzaquiana", que faz referência às mulheres mais maduras.

Honoré de Balzac faleceu em Paris, França, no dia 18 de agosto de 1850, sem ter sido um aristocrata. É enterrado no Cemitério de Père-Lachaise. Vitor Hugo pronuncia o discurso fúnebre.

Frases de Balzac 

Nunca devemos julgar as pessoas que amamos. O amor que não é cego, não é amor. 
O homem começa a morrer na idade em que perde o entusiasmo. 
O coração das mães é um abismo no fundo do qual se encontra sempre um perdão. 
Os homens estimam-vos conforme a vossa utilidade, sem terem em conta o vosso valor. 
O ódio tem melhor memória do que o amor. 
Seja no que for, apenas poderemos ser julgados pelos nossos pares. 
O mal do nosso tempo é a superioridade. Há mais santos do que nichos. 

FONTE: in ebiografia.com

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Hoje é Dia Internacional da Família

in armazemcatolico.com


Este dia é muito importante para todos nós, que temos uma família.

Não existe instituição mais forte do que a da família. Portanto, devemos preservá-la ao máximo, mantendo união e amor entre todos os elementos que a constituem. 


O Dia Internacional da Família é celebrado anualmente a 15 de maio. 


A data foi escolhida pela Assembleia Geral da ONU, que proclamou o dia 15 de maio como o Dia Internacional da Família.


A celebração do Dia Internacional da Família visa, entre outros objetivos, destacar: 

a importância da família na estrutura do núcleo familiar e o seu relevo na base da educação infantil; 

reforçar a mensagem de união, amor, respeito e compreensão necessárias para o bom relacionamento de todos os elementos que compõem a família; 

chamar a atenção da população para a importância da família como núcleo vital da sociedade e para seus direitos e responsabilidades; 

sensibilizar e promover o conhecimento relacionado com as questões sociais, económicas e demográficas que afetam a família. 

O primeiro Dia Internacional da Família foi celebrado em 1994. 

Frases e mensagens 
A família é um lar. 
Família, o nosso bem mais precioso. 
A família é o casaco do coração. 
O pilar da educação e do bem-estar é a família. 
A família não se escolhe nem se troca. 
A verdadeira felicidade está na própria casa, entre as alegrias da família. 
A família é como o sarampo: uma pessoa tem quando é criança e fica marcada para toda a vida. 

fonte da minha pesquisa: calendarr.com

segunda-feira, 11 de maio de 2020

Reflexões profundas que nos ajudam a enfrentar este "confinamento" obrigatório




"Não espere por uma crise 
para descobrir o que é importante 
na sua vida." 
Platão

"Lutar pelo amor é bom, 
mas alcançá-lo sem luta 
é melhor." 
William Shakespeare

"Ah o amor...que nasce não sei onde,
vem não sei como, e dói não sei porquê." 
Luís de Camões

"A pessoa certa é a que está ao seu lado 
nos momentos incertos."
Pablo Neruda


sexta-feira, 8 de maio de 2020

Cassiano Branco, um dos mais importantes arquitetos português

No mês de abril li e ouvi muito falar de Cassiano Branco, um arquiteto todo vanguardista. Fiquei curiosa e pesquisei sobre ele.  Como gostei muito do que li sobre ele, resolvi aqui partilhar e com a devida vénia, transcrevo esta pesquisa sobre Cassiano Branco, obtida a partir da referência pt.wikipedia.org

Cassiano Viriato Branco (Lisboa, 13 de Agosto de 1897 — Lisboa, 24 de Abril de 1970) foi um arquiteto português. É um dos mais importantes arquitetos da primeira metade do Século XX em Portugal.


Pertence ao grupo notável – que inclui Pardal Monteiro, Cottinelli Telmo, Carlos Ramos, Cristino da Silva ou Jorge Segurado –, que protagonizou a viragem modernista da arquitetura portuguesa.

Vivendo acima de tudo da encomenda privada, a sua obra, vasta e multifacetada, inclui projetos visionários nunca realizados e obras de referência da primeira modernidade nacional. Edifícios de sua autoria como o Éden (sobretudo a 2ª proposta, não construída), o Hotel Vitória e o Coliseu do Porto, são exemplos de construções de grande escala urbana "que confirmam as potencialidades plásticas e o modo como Cassiano, o mais inventivo, espetacular e cosmopolita modernista da sua geração, soube integrar o contributo das vanguardas artísticas europeias".

Biografia / Obra

Costa da Caparica, Praia Atlântico,
pormenor da solução urbanística,
1930
Cassiano Branco nasceu em Lisboa, na Rua do Telhal, 51, em Agosto de 1897. Foi o único filho de Maria de Assunção Viriato e Cassiano José Branco, pequeno industrial de Alcácer do Sal. Frequentou a escola primária, hoje desaparecida, que se localizava entre a Calçada da Gloria e as Escadinhas do Duque, Lisboa; aí conheceu Ávila do Amaral, futuro engenheiro e seu colaborador.

Inscreve-se na Escola de Belas-Artes de Lisboa em 1912 mas interrompe o curso dois anos mais tarde, insatisfeito com o ensino praticado. Frequenta o ensino Técnico-Industrial. Em paralelo com a frequência das aulas trabalha na gestão de uma pequena fábrica (com o pai) e, mais tarde, num Banco. Casa-se com Maria Elisa Soares Branco em 1917; no ano seguinte nasce a sua única filha.

Conclui o ensino Técnico-Industrial em 1919. Nesse ano viaja até Paris e Bruxelas. Em 1921 visita Amsterdão e reingressa na Escola de Belas-Artes (termina o curso de arquitetura no ano letivo de 1926-1927); obtendo o diploma de Arquitectura em 1932, após a conclusão do seu tirocínio. Visita a Exposição Internacional de Artes Decorativas e Industriais Modernas, Paris (1925), contactando com as linguagens da vanguarda da época. Entra para a Maçonaria, viaja até Paris, Espanha e Inglaterra (1926). Empenha-se nas suas primeiras propostas arquitetónicas; projeta as instalações da Câmara Municipal da Sertã (1925-27). Em 1928 realiza o projeto do stand de automóveis Rios de Oliveira, Avenida da Liberdade, Lisboa, onde começa a revelar-se a identidade da sua arquitetura.

A influência da Art Déco e do modernismo europeu torna-se determinante a partir do início da década de 1930. Cassiano Branco empenha-se em projetos visionários, formalmente avançados, para o desenvolvimento de uma vasta área de lazer e turismo na Costa da Caparica e para uma hipotética Cidade do Filme Português, Cascais; realiza diversos estudos para o Cineteatro Éden, Lisboa; projeta o Hotel Vitória e o Coliseu do Porto, assim como um conjunto de notáveis edifícios de habitação que irão servir de modelo para muitos prédios da década de 1930 (em alguns casos o mimetismo é tal que se torna difícil distinguir as suas obras das dos seus imitadores).

De fortes convicções políticas, opositor declarado do Estado Novo de Salazar, Cassiano Branco fica excluído das encomendas oficiais de maior estatuto e visibilidade. Participa de forma discreta na Exposição do Mundo Português (1940) e realiza projetos para barragens, mas o grosso da sua obra será para uma clientela privada. Também o seu feitio, difícil e exigente, ditará o abandono prematuro de diversos empreendimentos de grande dimensão, por divergências com clientes ou construtores. E no entanto, apesar de terem sido terminados por mão alheia, nos cinemas lisboetas Éden e Império, abandonados durante o projeto, e mais ainda no Coliseu do Porto, de que se afastou já em fase de construção, a sua autoria permanece claramente identificável, pelo que em publicações de referência todos estes edifícios lhe são atribuídos (repare-se que na década de 1990 o cineteatro Éden foi quase totalmente demolido, dele restando apenas a fachada principal, adulterada pela abertura de dois enormes vãos).

Embora a vários níveis um resistente, Cassiano Branco não foi totalmente alheio ao estilo oficial do Estado Novo (vulgarmente apelidado Português Suave), que dominou o panorama arquitetónico nacional a partir do final da década de 1930. Uma obra à qual se dedicou longamente foi o Portugal dos Pequenitos, Coimbra (1937-1962), onde evocou edifícios e tipologias arquitetónicas nacionais, numa síntese historiográfica do país à escala das crianças. Também o Grande Hotel do Luso(1940) ou o edifício da Praça de Londres (1951) revelam uma aproximação ao idioma tradicionalista então dominante. Na década de 1940 destacam-se as propostas e construção do café Cristal (1940), as várias propostas rejeitadas para a Cervejaria Portugália (1940), a proposta de um arranha-céus na Av. da Liberdade (1943), prédios de habitação na Av. António Augusto de Aguiar (1944), e os projectos não aprovados para o Cinema Império (1947-48), todos em Lisboa.

Em 1958 apoiou a candidatura do general Humberto Delgado à Presidência da República, tendo sido detido pela PIDE.

Faleceu em Lisboa, no dia 24 de Abril de 1970, com 72 anos.

Alguns projetos e obras

1925-27 – Câmara Municipal da Sertã, Sertã.
1928 – Stand de automóveis Rios de Oliveira, Avenida da Liberdade, Lisboa.
1929 – Primeiras propostas para o Cineteatro Éden, Lisboa.
1930 – Segundo projeto para o Cineteatro Éden | Projeto de urbanização para a Costa da Caparica (não construído) | Projeto para uma Cidade do Filme Português (não construída).
1931-32 – Terceiro projeto para o Cineteatro Éden.
1933-36 – Diversos prédios e moradias em Lisboa (Av. Álvares Cabral; Av. António José de Almeida, nº 10, 14, 16, 24; etc.).
1934 – Hotel Vitória, Avenida da Liberdade, Lisboa (atual Centro de Trabalho "Vitória", PCP).
1937 – Barragem do Rio Ponsul, Idanha-a-Nova | Barragem do Vale do Gaio, Estremadura | Prédios na Av. Defensores de Chaves, na Rua Nova de S. Mamede, etc.
1937-62 – Portugal dos Pequenitos, Coimbra.
1938 – Estação Terminal do Caminho‐de‐Ferro de Benguela (no Lobito) e Projeto do Grande Hotel do Luso.
1939 – Coliseu do Porto, Rua Passos Manuel, Porto.
1940 – Plano de urbanização, Exposição do Mundo Português, Lisboa | Grande Hotel do Luso.
1941 – Junta Nacional do Vinho, Rua Mouzinho da Silveira, 5, Lisboa.
1942 – Hotel Britania antigo Hotel do Império, Rua Rodrigues Sampaio, 17, Lisboa
1943 – Proposta de um arranha-céus na Avenida da Liberdade, Lisboa.
1947-48 – Primeiros estudos e projetos para o Cinema Império, Lisboa.
1951 – Prédio na Praça de Londres, Lisboa.
1958 – Proposta para uma ponte sobre o Tejo (não aprovada).

Cine-Teatro Éden
2ª proposta (não construída), 1930 
2009
2012

Hotel Vitória


Hotel Vitória, Lisboa, 1934

O Hotel Victória é uma edificação modernista projetada por Cassiano Branco em 1934. Esta obra joga ritmadamente a horizontalidade das aberturas e volumes rectos com os volumes circulares das varandas. No exterior há uma intenção de lhe conferir um aspecto mais nobre pelo emprego de revestimentos em mármore e aplicações metálicas que se repetem nas varandas.


História


O Hotel Victória está classificado como edifício de interesse público. Coincidindo com a renovação da cidade de Lisboa que ocorreu ao longo da década de 1930 e na qual Cassiano Branco teve importante papel, o Hotel Victória articula referências modernistas europeias com alusões ao estilo decorativo Art Deco. Situa-se na Avenida da Liberdade e foi uma das obras mais relevantes concebidas por este arquiteto, tornando-se numa obra de referência da arquitetura portuguesa da época. Com o passar do tempo surgiram novas construções na Avenida da Liberdade e o edifício foi ameaçado de demolição, o que representaria uma perda irreparável para o património arquitectónico da Cidade e do País. Foi graças a intervenção do Instituto Português do Património Cultural que, apontando razões históricas e arquitectónicas, se decidiu que este seria um imóvel a preservar. O Hotel Victória foi projetado, numa primeira fase, como uma unidade hoteleira com cerca de 60 quartos, tendo Cassiano Branco optado, na sua construção, pelo betão armado.

A inauguração teve lugar em 1936 e, três anos mais tarde, eclodia a 2ª Guerra Mundial (o Hotel Victória iria tornar-se em ponto de encontro de espiões franquistas e nazis). Em 1945 continuava em funcionamento como um dos hotéis mais conhecidos de Lisboa, mas sofria a concorrência de outros mais modernos e confortáveis. Encerrou em meados da década de 1960, ficando ao abandono até 1975, ano em que o Partido Comunista Português (PCP) o alugou para aí instalar o Centro de Trabalho Vitória. Depois de ter sido alvo de um atentado bombista, em 1976, foram tomadas medidas de segurança que alteram a leitura do piso térreo. Em 1984, o PCP adquiriu o edifício com o apoio de uma recolha de fundos, e foi realizada a primeira acção de recuperação e restauro do edifício, com adaptação dos quartos a gabinetes de trabalhos e anulação das casas de banho privadas, reconstrução da pérgola no terraço (que ruiu no sismo de 1969), reposição da pala original sobre a entrada e limpeza e recuperação da fachada, incluindo as caixilharias, que se encontravam em estado avançado de degradação. Em 1994 realizou-se mais uma acção de recuperação: todo o revestimento em pedra da fachada foi limpo e reposto nas zonas em que existiam falhas com pedra proveniente das pedreiras de origem, substituindo-se os tubos cromados decorativos e das guardas das varanda, irrecuperavelmente oxidados, por tubos de aço polido com desenho e secção idêntica à original; foi efetuada uma recuperação e reorganização extensiva dos espaços do piso térreo.
Características

A fachada possui aproximadamente 16.50 metros e é revestida a mármore, dando grande protagonismo ao Hotel Victória. Formada por dois corpos, um vertical de aparência maciça, e um outro horizontal, com balções corridos, guarnecidos com tubos metálicos, estes produzem um contraste com uma quebra de ritmo acentuada à verticalidade da primeira face á horizontalidade do segundo. A tensão criada pelos dois é acentuada pela presença do pilar que se destaca da superfície da fachada, e serve de eixo de rotação para o remate circular das varandas. A pérgola do terraço contribui para definir a leitura da sequência das varandas circulares como um volume em si, que serve de contraponto ao torreão. A fachada traduz a capacidade de estabelecer uma relação de equilíbrio instável exterior-interior. 

O piso térreo, tratado com particular acentuação dinâmica de um jogo de planos e volume, garantindo por um lado, uma sólida relação com o solo, e por outro, respondendo á necessidade de contrariar o efeito que a inclinação da Avenida levantava, um problema de escada. Segundo o projecto, o edifício dispunha de um bar, uma sala para visitas, uma sala de jantar e duas copas no rés-do-chão. Nos pisos superiores, havia 14 quartos por piso, com corredores de circulação longitudinal abertos para a fachada principal e para a fachada tardoz, sendo que nos pisos inferiores, contava com a área de serviço, destinadas a apoiar todo o hotel. 

Hotel Vitória
Hotel Vitória
Hotel Vitória
Hotel Vitória
Cinema Império
2011 Edifícios de habitação e/ou escritórios

Rua de S. Mamede, Lisboa 
Rua de S. Mamede, Lisboa 
Rua de S. Mamede, Lisboa
Rua de S. Mamede, Lisboa 
Av. Álvares Cabral, Lisboa
Av. Álvares Cabral, Lisboa
Avenida Álvares Cabral, Lisboa
Avenida dos Defensores de Chaves,
Lisboa 
Avenida dos Defensores
de Chaves, 
Lisboa 
Praça de Londres, Lisboa
Praça de Londres

Portugal dos Pequenitos

Portugal dos Pequenitos

Coliseu do Porto
Coliseu do Porto
Coliseu do Porto
Coliseu do Porto
Grande Hotel do Luso
Grande Hotel do Luso
Junta Nacional do Vinho

terça-feira, 5 de maio de 2020

Passear a tartaruga, também é preciso...

https://meiahora.ig.com.br

"Uma italiana de 60 anos foi multada em 400€, em Roma, por romper a quarentena imposta no pais, que é um dos mais afetados pelo corona vírus. O que mais irritou os agentes foi a justificação da mulher: ela disse à polícia que tinha saído para passear a tartaruga."

(encontrei in revista sábado nº 834 de 23 a 29 de abril 2020)

Dia Mundial da Língua Portuguesa (5 de maio)




Dia Mundial da Língua Portuguesa

5 de maio

O ano de 2020 marca a 1.ª comemoração do Dia Mundial da Língua Portuguesa, desde a sua programação.

O Dia Mundial da Língua Portuguesa comemora-se a 5 de maio. Em 2020, pela 1.ª vez! 

Foi proclamado pela 40.ª Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em novembro de 2019. 

A escolha do dia está articulada com a resolução de 2009 do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) sobre a Instituição do Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP.

Devido à pandemia da COVID-19, os eventos programados por todo o mundo decorreram (quando possível) pela Internet e pela comunicação social.

As celebrações aconteceram no YouTube do CamõesIP, às 12 horas de 5 de maio.

in https://eurocid.mne.gov.pt/eventos/dia-mundial-da-lingua-portuguesa

domingo, 3 de maio de 2020

Homenagem às Mães

Poema de vida


"Os teus olhos, mãe,
Têm sonho, ternura e azul, 
Têm a luz do sol nascente,
Têm asas de pássaros rumo ao sul.

A tua boca, mãe, 
Tem palavras com sabor a romã,
Tem gotas de chuva miudinha,
Tem o orvalho fresco da manhã.

Os teus braços, mãe,
Têm o doce embalo da aragem,
Têm o voo das andorinhas, 
Têm amor, abrigo e coragem!

O teu ventre, mãe, 
Tem a fertilidade da terra,
Tem raízes, folhas e flores,
Tem a vida, que a vida encerra!"

Poemas de Lurdes Breda, Para ti, Mãe

imagem in historiacomgosto.blogspot.com