segunda-feira, 13 de julho de 2020

Uma receita de culinária "fresquinha" para um dia de julho "quente"

in oliveiradaserra.pt

Tagliateli de salmão com pinhões e requeijão

Ingredientes para 10 pessoas: 
800 g de tagliateli, 1,5 kg de lombos de salmão, 0,5 dl de azeite virgem, 250 g de cebola picada, 50 g de alho picado, 40 g de tomate seco picado, 600 g de espinafres, 450 g de requeijão, 80 g de pinhão torrado, coentros q.b., sal marinho q.b., pimenta de moinho q.b. .

Cozer a massa em água temperada de sal marinho; escorrer e reservar; à parte, preparar um fundo em azeite virgem quente com cebola, alho e tomate seco. Juntar a massa, envolver tudo e juntar os espinafres. Cortar o salmão em cubos, temperar com sal marinho e pimenta de moinho e corar numa frigideira bem quente sem gordura. Juntar o salmão e o requeijão esfarelado à massa, ratificar o os temperos e adicionar os pinhões. 

Servir a massa em prato fundo e perfume com coentros em folha.

(fonte: baseei-me na receita da página 114 das Seleções do Reader's Digest julho 2020)

domingo, 12 de julho de 2020

Cícero, Político Romano - Reflexão profunda

"Não há nada de tão absurdo 
que o hábito não torne aceitável."
Cícero 
Político Romano
(106 a.C. - 43 a.C.)

imagem in https://ecclesiae.com.br


Biografia
Marco Túlio Cícero

Marco Túlio Cícero, em latim Marcus Tullius Cicero (Arpino, 3 de Janeiro de 106 a.C. — Formia, 7 de Dezembro de 43 a.C.), foi um filósofo, orador, escritor, advogado e político romano.

Cícero é normalmente visto como sendo uma das mentes mais versáteis da Roma antiga. Foi ele quem apresentou aos Romanos as escolas da filosofia grega e criou um vocabulário filosófico em Latim, distinguindo-se como um linguista, tradutor, e filósofo. Um orador impressionante e um advogado de sucesso, Cícero provavelmente pensava que a sua carreira política era a sua maior façanha. Hoje em dia, ele é apreciado principalmente pelo seu humanismo e trabalhos filosóficos e políticos. A sua correspondência, muita da qual é dirigida ao seu amigo Ático, é especialmente influente, introduzindo a arte de cartas refinadas à cultura Europeia. Cornelius Nepos, o biógrafo de Ático do século I a.C., comentou que as cartas de Cícero continham tal riqueza de detalhes "sobre as inclinações de homens importantes, as falhas dos generais, e as revoluções no governo" que os seus leitores tinham pouca necessidade de uma história do período.

Durante a segunda metade caótica do século I a.C., marcada pelas guerras civis e pela ditadura de Júlio César, Cícero patrocinou um retorno ao governo republicano tradicional. Contudo, a sua carreira como estadista foi marcada por inconsistências e uma tendência para mudar a sua posição em resposta a mudanças no clima político. A sua indecisão pode ser atribuída à sua personalidade sensível e impressionável: era propenso a reagir de modo exagerado sempre que havia mudanças políticas e privadas. "Oxalá que ele pudesse aguentar a prosperidade com mais auto-controlo e a adversidade com mais firmeza!" escreveu C. Asínio Pólio, um estadista e historiador Romano seu contemporâneo.

(fonte: ecclesiae.com.br)

Uma outra pesquisa sobre Cícero:

Marco Túlio Cícero nasceu em Arpino, de uma família equestre, e estreou-se na advocacia em 80 a. C. ao defender com êxito Roscius Amerinus, acusado de parricídio por Crisógono, defendido por Sila. De 79 a 77 a. C. vai estagiar na Grécia, na Ásia e em Rodes, a estudar filosofia e retórica. Foi questor na Sicília em 75, depois edil, ganhou fama no processo de Verres (70 a. C.), tornou-se pretor em 66 e cônsul em 63. Durante o seu consulado, triunfa na célebre disputa com Catilina. Mas os demagogos, chefiados por Clódio, levantam-se contra ele e conseguem, em 58, enviá-lo para o exílio donde regressa em 57. Em 53 é áugure, e em 51-50 procônsul na Sicília. Na guerra civil, embora hesitando, tomou o partido de Pompeu; passa para o Epiro, volta depois da batalha de Farsália, não sustém os avanços de César e entra em Roma em 47. Durante a ditadura de César dedica-se sobretudo à retórica e à filosofia. Depois da morte de César, coloca-se à frente do partido republicano e pronuncia contra António as Filípicas. Todavia Octávio, que ele quisera virar contra António, traiu-o e entregou-o ao seu inimigo. Foi morto em Fórmios, a 4 de dezembro de 43. Foi um conservador liberal. Por falta de energia, nunca foi um homem de estado, mas foi sempre um homem honesto.
Como orador não tem nem a força nem a precisão de Demóstenes; foi sempre mais advogado que orador. Obras principais: Catilinárias (4), Filípicas (14), De lege agraria, De provinciis consularibus, Pro Archia.
Como filósofo, Cícero é pouco original. Limitou-se a resumir e conciliar os sistemas gregos, preocupando-se mais, como romano, com a moral social e prática.
Escreveu, entre outras obras: De Senectute, De amicitia, De Officiis, De finibus.

fonte: Cícero in Infopédia [em linha]. 
Porto: Porto Editora, 2003-2020.
Disponível na Internet: https://www.infopedia.pt/

sábado, 11 de julho de 2020

Adolfo Coelho - Cantos de berço


in pt.wikipedia.org

Melodias - Cantos de berço


"Ó meu menino
Ru-Ru...
Cantam os anjos, 
Dormirás tu.

O meu menino é d'oiro,
D'oiro é o meu menino;
Hei-de levá-lo aos anjos
Enquanto ele é pequenino.

Vai-te embora, passarinho,
Deixa a baga do loureiro;
Deixa dormir o menino, 
Que está no sono primeiro.

Rola, rola, meu menino,
Quem te há-de dar a mama?
O teu pai foi par o moinho, 
Tua mãe caiu na cama.

O meu menino tem sono,
Tem sono e quer nanar:
Venham os anjos do céu
Ajudá-lo a embalar."

(Jogos e rimas infantis, de Adolfo Coelho, Edições ASA)


Adolfo Coelho, por João Leal

Adolfo Coelho 

Promotor e interveniente das célebres Conferências do Casino, historiador da literatura, introdutor em Portugal dos estudos linguísticos e da pedagogia, Francisco Adolfo Coelho (1847-1919) foi sobretudo - a par de Teófilo Braga, Consiglieri Pedroso, Leite de Vasconcelos e Rocha Peixoto - uma das figuras decisivas na constituição e desenvolvimento inicial da etnografia e da antropologia em Portugal, no decurso do período que se estende dos anos 70/80 do século XIX até às primeiras décadas do século XX.

De acordo com as linhas gerais desse período, a obra de Coelho começou por privilegiar o estudo da literatura e das tradições populares. Na área da literatura popular, Adolfo Coelho organizou nomeadamente a primeira recolha sistemática de contos populares portugueses (Os Contos Populares Portugueses, 1879) assim como as primeiras recolhas de literatura e tradições infantis (Jogos e Rimas Infantis, 1883). Na área das tradições populares, além de inúmeros outros estudos avulsos, Coelho foi o autor dos Materiais para o Estudo das Festas, Crenças e Costumes Populares Portugueses (1880) - publicados na Revista de Etnologia e Glotologia por ele fundada e dirigida - e que constituem uma das mais importantes recolhas de tradições populares da antropologia portuguesa oitocentista. A este interesse inicial pela literatura e pelas tradições populares, Adolfo Coelho acrescentou, posteriormente aos anos 80 do século XIX, um interesse mais alargado por outros domínios da cultura popular portuguesa. Esse processo de alargamento temático da sua pesquisa é testemunhado antes do mais pelos programas de estudos etnográficos e antropológicos de que foi o autor, com particular destaque para aquele que foi publicado sob o título Exposição Etnográfica Portuguesa (1896). Mas encontrou também eco num conjunto de investigações concretas, entre as quais se salientam Os Ciganos de Portugal (1892), diversos estudos sobre cultura material (A Caprificação, 1896, Alfaia Agrícola Portuguesa, 1901), e, sobretudo, os ensaios consagrados à análise, a partir de um ponto de vista antropológico, de questões de natureza pedagógica (Os Elementos Tradicionais da Educação, 1883, A Pedagogia do Povo Português, 1898 e Cultura e Analfabetismo, 1916).

Caracterizada por uma importante abertura temática, a obra de Adolfo Coelho pode também ser vista como um lugar onde se cruzam de forma simultaneamente eclética e rigorosa os diferentes modelos teóricos que, na época, se encontravam à disposição dos estudiosos da cultura popular. Nas áreas da literatura e das tradições populares, as referências teóricas usadas por Coelho vão do difusionismo pré-evolucionista de Theodor Benfey à mitologia comparada de Max Müller e ao evolucionismo de Tylor e Lang. Na sua restante produção antropológica, é possível detetar, a par de uma importante influência evolucionista, uma certa abertura relativamente ao difusionismo alemão e, mesmo, em relação à Escola Sociológica Francesa de Durkheim e Mauss.

Resultando de um esforço multifacetado e irrequieto para enraizar em Portugal uma tradição de estudos antropológicos atenta aos desenvolvimentos que a disciplina conhece internacionalmente entre os anos 70 do século XX e o início do século XX, a obra de Adolfo Coelho deve também ser vista como um lugar onde ganha corpo uma reflexão sobre Portugal e sobre a cultura popular portuguesa marcada por um dos grandes temas estruturantes do pensamento português oitocentista: o tema da decadência e da regeneração nacionais. A opção de Coelho por esse tema remonta à sua participação nas Conferências do Casino. Mas tem também expressão na sua obra antropológica, onde é possível encontrar uma permanente oscilação entre duas formas de encarar a cultura popular portuguesa. Esta ora é vista como um fator de regeneração suscetível de contrariar a decadência do país, ora é vista como um domínio ele próprio afetado pelo irreversível declínio da nacionalidade.

Pela vontade de saber que nela se expressa, pelo espírito inovador e irrequietismo intelectual que a atravessam, pelo seu comprometimento com as grandes questões do seu tempo, a obra etnográfica e antropológica de Adolfo Coelho deve pois ser vista como um dos "lugares de memória" da antropologia e da cultura portuguesas.

(Pesquisa encontrada in: 
http://cvc.instituto-camoes.pt)

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Uma frase importante de António Guterres

in observador.pt

"A luta contra o vírus é a nossa maior preocupação atual, mas o tema que vai marcar o nosso tempo continua a ser o das alterações climáticas." 

(António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, em entrevista ao jornal espanhol El País)


imagem https://envolverde.cartacapital.com.br


imagem in esquerda.net

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Maria da Fé: uma fadista portuguesa

Cantarei até que a voz me doa 
Pra cantar, cantar sempre meu fado 
Como a ave que tão alto voa 
E é livre de cantar em qualquer lado 

Cantarei até que a voz me doa 
Ao meu país, à minha terra, à minha gente 
À saudade e à tristeza que magoa 
O amor de quem ama e morre ausente 

Cantarei até que a voz me doa 
Ao amor, à paz cheia de esperança 
Ao sorriso e à alegria da criança 
Cantarei até que a voz me doa