terça-feira, 11 de maio de 2021

Hommage à Jean Gabin



Jean Gabin (Paris17 de maio de 1904 — Neuilly-sur-Seine15 de novembro de 1976), nascido Jean-Alexis Moncorgé, foi um ator francês.

Iniciou sua carreira cinematográfica em 1931 e por mais de trinta anos foi considerado o maior ator do cinema francês.

Gabin foi a imagem perfeita para muitos filmes de mistério e policiais, nos quais interpretava tanto papéis de gângster como de policial (dando vida, por exemplo, ao comissário Maigret em filmes baseados nos romances de Georges Simenon). Interpretou frequentemente personagens afastados da sociedade. Seus papéis mais célebres deram-lhe inúmeros prêmios, como em La grande illusion de Jean Renoir (1937), La bête humaine (1938), La Marie du port (1949), Le clan des siciliens (1969) e Le chat (1970), contracenando com outro grande nome do cinema francês, Simone Signoret.

(in pt.wikipedia.org) 


imagem in cinefil.com


quarta-feira, 5 de maio de 2021

Homenagem à nossa Língua Materna - Hoje é o Dia da Língua Portuguesa




imagem in pt.unesco.org


As comemorações do Dia Mundial da Língua Portuguesa, que se assinala esta quarta-feira, decorrem em 44 países, com mais de 150 atividades, em formato misto, presencial e virtual, devido à pandemia de covid-19.

Proclamado em 2019 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), este é o segundo ano em que se celebra o Dia Mundial da Língua Portuguesa.

O programa, coordenado pelo Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, contempla iniciativas que decorrerão em todas as regiões do mundo e abrangem as dimensões geográfica, da investigação, de tradução, da ligação a outras artes e de mobilização das populações.

A agenda inclui conferências, colóquios, concertos, concursos literários e de poesia e iniciativas académicas.

A data é marcada com uma sessão solene, em Lisboa, com a participação do chefe da diplomacia portuguesa, Augusto Santos Silva, e do secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Francisco Ribeiro Telles.

Durante esta sessão, serão transmitidas mensagens em vídeo do secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, do presidente de Cabo Verde Jorge Carlos Fonseca – atualmente presidente em exercício da CPLP – e do chefe de Estado português, Marcelo Rebelo de Sousa.

Está ainda prevista a entrega do Prémio de Literatura dstangola/Camões ao escritor angolano Pepetela, distinguido pela sua mais recente obra “Sua Excelência, de Corpo Presente”  (in rtp.pt)


(Pepetela)
imagem in https://pgl.gal/

terça-feira, 4 de maio de 2021

COVID-19: vamos atingir imunidade de grupo no verão? Parece que não...

Apesar de a situação ter melhorado um pouco no nosso país e pensando nós que já poderíamos "respirar" um pouco mais, saindo, frequentando certos lugares ou até deslocando-nos, enfim, quase "refazendo" a vida de antigamente, qual não é o nosso espanto, quando surge um artigo como o que transcrevo depois desta minha pequena introdução.

Dá logo vontade de recuar, mas não só: acabamos por nos interrogar: "Mas, afinal, o que é que eu faço?" "Já posso sair à vontade, embora com as devidas precauções?" "Posso ir visitar a minha família?" "Posso viajar dentro do país nas férias?" As interrogações são inúmeras, ficando sem resposta à vista; mas, entretanto, o medo e o receio já voltaram a instalar-se.

Eu sei que a vida continua, mas "dados são dados" e quem os transmite são os técnicos que estudam o assunto, entregando a sua vida à descoberta de soluções para os males que nos assolam. Portanto, há que ouvi-los e confiar neles.

Quando veremos o fim desta situação?


imagem in ionline.sapo.pt
(Helen Johnson)



O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças, o organismo de saúde pública da UE, passou a fazer projeções para a evolução da pandemia. Para Portugal, a tendência é de estabilização, mas não se descarta uma nova onda em maio. Helen Johnson, técnica do ECDC e especialista em modelação – no último ano dedicada à covid-19 – diz, em entrevista ao Nascer do SOL, que a sua maior preocupação neste momento não são variantes ou relutância vacinal mas a complacência. ‘Torna-nos extremamente impopulares dizer que ainda não estamos livres’.

O ECDC lançou uma nova plataforma com projeções para a evolução da pandemia. Um ano depois, e nesta altura em que há mais otimismo, ainda são necessárias?

Continuamos sem saber o que vai acontecer. A evolução continua a depender de vários fatores, de como o programa de vacinação se desenrola, o que depende do abastecimento, da toma. Temos de ter em conta as variantes em circulação, que variantes emergem, que variantes substituem outras, se a vacina é adequada para proteger da doença no caso de novas variantes. Depende de medidas não farmacológicas como confinamento ou o uso de máscaras e de como é que as pessoas se comportam quando são vacinadas. Por isso, ainda há muitos fatores a combinar e que afetam o futuro desenvolvimento da doença na Europa. Portanto, diria que estamos longe de chegar ao fim ou de sermos capazes de tirar as mãos do volante e dizer isto vai seguir este curso previsível, seguramente não estamos aí.

Ouvimos por um lado essa incerteza, por outro a afirmação de que vamos chegar à imunidade de grupo no verão quando 70% da população estiver vacinada. Onde é que estamos na maratona da pandemia?

O objetivo primário da vacinação não é obter imunidade de grupo. Os objetivos primários são reduzir a pressão nos hospitais e prevenir casos muito graves que levam à morte. Isto é diferente de a vacinação ter como objetivo primário prevenir a transmissão do vírus. Reduzir a circulação do vírus pode ser desejável, mas na realidade vai ser muito difícil de atingir e se continuarmos a ter novas variantes não vamos querer tirar os olhos da bola.

Há o argumento de que tentar interromper por completo a circulação poderia ser contraproducente, porque assim a população, mais protegida, acaba por ir estando em contacto com novas mutações, como na gripe.

É um tema bastante complexo, o nível de circulação do vírus pode influenciar a emergência de novas variantes. O vírus sofre uma pressão evolutiva: poderá ter mais mutações quando é suprimido porque tem de competir mais. Este tipo de coisas não são algo que consigamos modelar nas projeções. A vantagem deste hub é que de facto existem muitos modelos diferentes, que fazem assunções diferentes. Uns têm em conta as novas variantes, outros vão especificamente olhar para as medidas em vigor nos países em cada momento e outros são apenas estatísticos: ‘esta é a tendência atual e, se se mantiver, a linha continua assim’. Portanto, temos muitos cientistas em vários países a olhar para a questão de várias maneiras e o que fizemos foi não apenas juntar estes modelos todos para que os possamos comparar numa mesma plataforma, mas combiná-los num modelo conjunto, o que permite reduzir a incerteza e conseguirmos previsões mais precisas. Mesmo que estivéssemos no final desta história, e não estamos, é uma plataforma importante, porque há sempre outros vírus e outras ameaças a que temos de estar atentos.

O sarampo por exemplo?

No caso do sarampo seria difícil usar um modelo assim. Há um elemento aleatório. Sabemos que os surtos são mais prováveis quando a taxa de vacinação é baixa mas, como na maioria dos locais estamos muito perto da linha da imunidade de grupo (95% vacinados), depende muito de haver um caso importado e do comportamento das pessoas. Mas, por exemplo, pode ser usado na gripe ou na dengue. Temos colaborado muito com o CDC nos EUA no desenvolvimento destas ferramentas. O CDC faz projeções da gripe há oito ou nove anos e tínhamos falado de termos um hub destes antes da emergência da covid-19. E por isso acreditamos que ter esta comunidade de pessoas que se conhece, que cria hábitos de trabalho, que tem esta plataforma é muito positivo porque significa que estamos prontos. E é uma ferramenta versátil, que pode ser adaptada. Estamos melhor preparados para a próxima vez.

Para já, e voltando um pouco atrás, não acredita que vamos atingir a imunidade de grupo no verão?

Não é o objetivo primário da vacinação. Estamos a tentar impedir mortes e que os hospitais fiquem sobrecarregados. Na realidade nem é claro quantas pessoas têm de ser vacinadas para se atingir a imunidade de grupo nesta doença. Quando as pessoas dão números…

Os 70% de população vacinada...

Quando se diz 70%, está a fazer-se uma assunção importante, que é que as pessoas se misturam de maneira igual. Ou seja, quando sai da porta do seu prédio é tão provável encontrar-se com alguém que é exatamente igual a si ou completamente diferente, que é tão provável encontrar-se com alguém que vive no seu prédio como com alguém que vive no fim da rua. Que hoje vai estar com pessoas diferentes daquelas com quem esteve ontem. É completamente irrealista. As pessoas tendem a interagir por grupos e dentro de grupos com pessoas que são semelhantes entre si, por exemplo idades semelhantes. Portanto a ideia de que todas as pessoas se misturam de forma aleatória tem falhas e, se estamos a dizer que a imunidade está nos 70%, basicamente ficamos abertos a grandes surtos em comunidades onde pode haver várias pessoas em risco.

Tinha de haver maior cobertura vacinal para haver uma barreira mais efetiva na transmissão?

Sim, se quiséssemos reduzir o risco de grandes surtos, e vai haver sempre alguns surtos mesmo no limiar da imunidade de grupo, tínhamos de ir além de 70% em todas as comunidades, em todos os locais, em todos os grupos de pessoas. Não pode haver grupos de pessoas que digam que não querem ter a vacina...

Neste momento não estão ainda a ser vacinadas crianças, o que significa que com 70% dos adultos vacinados teremos 58% da população vacinada.

Sim, o vírus não seria eliminado sem a vacinação de crianças. Portanto, o objetivo não é imunidade de grupo e acho que mesmo que não houvesse estas questões em torno do abastecimento das vacinas não seria atingido. O que é esperado é que o programa de vacinação até ao verão tenha reduzido radicalmente o número de pessoas que estão em risco de morrer ou de ficar severamente doentes.

Pelo efeito da vacinação ou pela sazonalidade? 

Não sabemos muito sobre qual será a sazonalidade deste vírus. Tudo o que vimos até aqui da covid-19 foi influenciado pelas políticas e medidas não farmacológicas que foram implementadas. Basicamente, não temos nenhuma ideia da sazonalidade, porque tivemos enormes alterações de comportamentos que ensombraram as características naturais do vírus. Portanto, para o resto de 2021 o número de casos de covid-19 e o número de mortes vai continuar a resultar de escolhas políticas. O que aconteceu no ano passado foi totalmente moldado pelas decisões de abrir e fechar sociedades, abrir e fechar restaurantes, deixar ou não deixar as pessoas viajar. Este ano também temos as vacinas nesta equação, as escolhas podem ser diferentes e ter diferentes efeitos, mas ainda assim o resultado continuará a ser guiado pelas escolhas que são feitas pelas pessoas, tanto a nível pessoal, como a nível comunitário, como a nível governamental.

Nas projeções que fazem para a Europa e também para Portugal, a epidemia permanece estável nas próximas semanas, mas há um grande intervalo de incerteza em que pode haver um aumento de casos e mortes. Qual é a leitura: não estamos prontos para um verão calmo?

Sim, não estamos prontos para o verão. O que dá para ver no hub é que a faixa de incerteza nas projeções aumenta à medida que nos afastamos no tempo. E isso é fácil de perceber: conseguimos ter mais certezas sobre o que vai acontecer daqui a cinco minutos do que para a próxima semana. Mas o que o modelo tem em conta é que existe incerteza sobre as escolhas que vão ser feitas, em como é que as pessoas vão alterar os seus comportamentos daqui para a frente. Há muitos modeladores que se sentem muito desconfortáveis em fazer projeções a quatro semanas. E, se vamos fazê-lo, é preciso tentar perceber o que significa toda aquela incerteza. Uma coisa interessante deste projeto é que temos reuniões semanais, em que podemos debater ideias e trocar informações.

Têm modeladores portugueses?

Penso que não temos, mas estamos em contacto com pessoas em Portugal e queremos continuar a recrutar modeladores. Até pode ser uma equipa que faça só a modelação de Portugal.

Havendo uma nova onda de infeções, será menor do que as anteriores?

Mais uma vez, depende de muitos fatores. Seguramente há mais pessoas vacinadas e menos pessoas suscetíveis até pela infeção natural, mas se houver uma nova variante que implique que essa imunidade já não funciona tão bem e se reabrirmos tudo não há nenhuma razão para não ser pelo menos tão grande como as vagas anteriores. Acho que temos de manter este sentido de cautela. Lembro-me de ter conversas em maio do ano passado em que se dizia ‘estamos cansados’, ‘não vamos conseguir manter o público a bordo’. Foi há um ano. Torna-nos extremamente impopulares dizermos que ainda não estamos livres (out of the woods) mas há muitas coisas a ter em conta.

Temos visto em Portugal mais infeções diagnosticadas em jovens, o que é menos problemático em termos de doença. A ideia de que os mais vulneráveis estão mais protegidos quando só 40% da população tem algum tipo de proteção pode dar alguma falsa segurança?

O objetivo primário do programa de vacinação é dar proteção a quem está em maior risco. No entanto, se as pessoas relaxarem muito cedo e começarem a misturar-se livremente, o aumento da transmissibilidade do vírus pode ultrapassar os benefícios vistos até aqui.

No final do ano passado, como agora, havia otimismo. Sente desvanecer-se esse sentido de cautela ou percebe que é preciso transmitir esperança?

Precisamos de esperança mas também de manter um entendimento dos diferentes fatores em jogo. Tem sido um grande desafio ao longo dos últimos 16 meses perceber como é que o vírus funciona, como é que as pessoas se comportam numa situação como nunca viveram, como equilibrar os custos de limitar agora a sociedade e os custos que vamos ter, porque há outros custos de saúde, outros custos sociais associados a este fechar da sociedade. Acho que não temos de ser pessimistas, mas temos de continuar a ter uma avaliação firme e racional da situação em que estamos e não nos deixarmos levar pelo grande desejo que todos temos de que tudo isto acabe.

Como já disse, tem havido vários modelos, previsões, que quando não acertam são por vezes postos em causa. Sente que existe uma descredibilização ou da parte dos decisores há interesse nos dados?

Há um frase famosa entre os modeladores, atribuída a George Box, estatístico, que diz ‘todos os modelos estão errados e alguns são úteis’. Os modeladores estão muito conscientes das suas limitações e da incerteza. Um bom modelador é sempre muito zeloso daquilo que o seu modelo consegue dizer, do que não consegue e como é que pode ser ser usado. Falei com muitos decisores, políticos, ao longo dos anos e especialmente no último. Acho que quando se percebe o que este tipo de ferramentas nos pode dar em termos de cenários, a informação é útil. Claro que são conceitos difíceis de interiorizar quando uma pessoa precisa de fazer uma coisa concreta, definir uma medida para a sua população. Mas para pesar decisões, para pensar o que pode ou não acontecer, os modelos matemáticos podem dar-nos das melhores visões. Não é só dizer o que pode ou não acontecer, mas perceber fatores. Se um modelo por exemplo não representar a realidade que vivemos, podemos perguntar: o que será que não tivemos em conta? Não incluímos o uso de máscara? A emergência de uma variante mais transmissível?

O modelo pode dar respostas que não correspondem ao que realmente provocou a situação.

O que fazemos é calibrar o modelo de forma a representar o que aconteceu até ao dia de hoje e, se conseguirmos fazer isso, podemos ter mais confiança nas projeções. Temos de ir monitorizando para perceber até que ponto o modelo continua a representar bem as coisas até ao dia de hoje.

Qual é a sua maior preocupação: são variantes, menor uso de máscaras, relutância vacinal?

A complacência.

Com o vírus.

Sim, mais do que qualquer outro fator.

E como se transmite aos decisores?

Com conversas muito parecidas com esta. Digo ‘não se esqueçam’. Não se esqueçam que 70% não vai dar imunidade de grupo. Não se esqueçam que as variantes vão continuar a emergir. Não se esqueçam que as pessoas vão querer correr lá para fora. Não se esqueçam. Não é agradável. Não é uma mensagem que alguém queira ouvir, mas temos de manter a energia e continuar.

encontrei em:   ionline.sapo.pt por Marta F. Reis  01.05.2021

domingo, 2 de maio de 2021

Boa Música para o DIA DA MÃE: "All around the world" pelo grupo Now United



All Around the World

All around the world, all around the world
All around the world, all around the world
Yeah, we know how to do it
Oh, we know how to do it, show you love
Someday maybe it won't be hard
For us to see we're not that far
Apart from each other
And everybody gets along
We'll party hard from all the stars
From East LA to South from us
We can all be together
Just in love forever
So put your hand in my hand, we can go for a ride
Don't need no plane, yeah, we're leaving tonight
And anywhere we go, anywhere we go
We'll never be alone, never be alone, 'cause
All around the world, all around the world (show you love)
All around the world, all around the world
Yeah, we know how to do it
Oh, we know how to do is
(Show you love)
All around the world, all around the world
All

sábado, 1 de maio de 2021

Covid -19: o processo de formação de anti-corpos nos idosos vacinados


in jornaldenegocios.pt


Ao pesquisar sobre a formação de anti-corpos nos vacinados mais velhos, encontrei um artigo interessante que aqui passo a partilhar:

Só 25% dos idosos rastreados em lares de Almeirim desenvolveram anticorpos com a primeira dose. Mas passam a 95% com a segunda 

Três em quatro idosos testados em lares de Almeirim continuavam sem proteção com a primeira dose da vacina. Segunda dose disparou os protegidos para 95% dos vacinados. IGC sugere ajuste nas políticas

Apenas 25% dos idosos que participaram num estudo de efetividade do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) das vacinas contra a Covid-19 desenvolveram anticorpos contra o SARS-CoV-2 com a primeira dose. A percentagem subiu para 95% após a administração da segunda dose, mas cinco em cada 100 voluntários ficaram sem proteção contra a Covid-19 depois de terem concluído o esquema vacinal.

Os resultados preliminares desta análise reforçam a importância de não aligeirar as medidas de contenção e de proteção individual que a Covid-19 exige há um ano, defende o IGC, como o cumprimento do distanciamento físico, a desinfeção regular das mãos e a utilização de máscaras como uma regra de higiene respiratória. Mais: pode ser preciso “ajustar as políticas de vacinação” ou investir numa “possível revacinação”.

Mas administrar a segunda dose da vacina a todos os idosos, mesmo que já tenham tido Covid-19, não é necessariamente uma solução. Carlos Penha Gonçalves, investigador da Gulbenkian e co-organizador do estudo, explica que outros estudos já demonstraram que as pessoas infetadas têm nível de anticorpos “apreciáveis” e que, ao fim de uma dose da vacina, ficam com uma proteção semelhante à conferida pelo esquema vacinal completo.sta questão não foi endereçada neste estudo, mas o facto de os casos de reinfeção serem raros sustenta estes resultados. Carlos Penha Gonçalves acredita que, à medida que as vacinas contra a Covid-19 disponíveis se tornam mais abundantes, haverá espaço para se poder vacinar quem neste momento não era elegívelpara receber a segunda dose.

Constatou-se que a segunda dose da vacina é essencial para o desenvolvimento de uma resposta imunitária contra o vírus, uma vez que a maioria das pessoas nesta faixa etária não desenvolveu anticorpos apenas com uma dose da vacina e, por isso, continuou desprotegida contra o vírus no período entre as duas administrações. Ou seja, a resposta à primeira dose é muito mais ténue nas faixas etárias mais avançadas.

Isso não surpreendeu Carlos Penha Gonçalves, porque o sistema imunitário das pessoas mais velhas não responde a infeções e às vacinas com a mesma robustez que as pessoas mais jovens. No entanto, importa apurar porquê e que impacto poderá isso ter no alcance da imunidade de grupo, defendeu a outra organizadora do estudo, a imunologista Jocelyne Demongeot.

Telmo Nunes, investigador da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Lisboa envolvido no projeto, não encontrou um padrão que justifique porque é, mesmo após a segunda dose, 5% dos vacinados não ficam protegidos contra a Covid-19: os cientistas não encontraram relação com o intervalo entre as duas doses, nenhum dos indivíduos estava em tratamento imunossupressor e só um deles era doente oncológico.

Este estudo decorreu no concelho de Almeirim, que na segunda-feira recorreu às redes sociais para alertar que havia 400 pessoas com mais de 65 anos por vacinar contra a Covid-19. Em conferência de imprensa na apresentação do estudo, Pedro Ribeiro, presidente da Câmara, explicou que estes problemas estavam relacionados com a desatualização de dados.

Desde a publicação desse apelo, muitas destas pessoas já contactaram as autoridades de saúde e já marcaram a vacinação contra a Covid-19. O estudo junta-se a este esforço da autarquia, considera Pedro Ribeiro: “Este estudo é importante também para quem as pessoas percebam a importância da vacinação“, respondeu o autarca, que se definiu como “um defensor da ciência”, ao Observador.

in observador.pt a 27 abril 2021, um texto de Marta Leite Ferreira

quarta-feira, 28 de abril de 2021

Maria Antónia Palla e o seu artigo de opinião sobre José Sócrates

Sócrates: porquê tanto ódio?

É o título do inesperado(?) artigo de opinião publicado ontem no jornal "Público", da autoria da jornalista Maria Antónia Palla, mãe do primeiro-ministro António Costa e de Ricardo Costa, também jornalista, do jornal "Expresso",




«Quando, no dia 21 de Novembro de 2014, José Sócrates desembarcou do avião que o trouxera de Paris e encontrou a polícia à sua espera, bem como os meios de comunicação social que haviam sido avisados da sua chegada, era fácil a qualquer observador concluir que o espectáculo estava montado.

O desenrolar da acção seguir-se-ia. O ex-primeiro-ministro ficou detido com o argumento de que a sua libertação comportava o perigo de fuga. Argumento bizarro, porque não parece lógico que alguém que pretenda fugir à justiça do seu país regresse a ele de livre vontade.

Até essa altura, eu não nutria especial simpatia por Sócrates. Daí ter aceite ser mandatária nacional da candidatura de João Soares a secretário-geral do PS, em 2005. O seu adversário era José Sócrates, que saiu vencedor com considerável vantagem.

Posteriormente, foi durante um seu Governo que, em 2006, foi encerrada a Caixa de Previdência dos Jornalistas, à qual, como presidente, dediquei dez anos da minha vida e que constituiu para a classe jornalística uma considerável perda, sem que o Sistema de Saúde em Portugal tenha retirado qualquer benefício dessa decisão.

Não tinha, pois, qualquer razão pessoal que motivasse a minha mudança de opinião a respeito do ex-primeiro-ministro. Foi o meu conceito de liberdade e de justiça que, por imperativo de consciência, me levou a manifestar a José Sócrates a minha solidariedade.

Desde a sua chegada a Portugal, Sócrates tem sido objecto de um tratamento impensável num país que recuperou a Democracia após meio século de ditadura.

O período de prisão preventiva que lhe foi imposto ultrapassou o que era normalmente aplicado no antigo regime. O condicionamento de libertação mediante imposição de pulseira electrónica foi mero propósito de humilhação. Não contavam com a personalidade e a coragem de um homem que, ao vexame a que o queriam sujeitar, preferiu permanecer na prisão. O seu orgulho pessoal acabou por vencer a cobardia dos que pretenderam domesticá-lo.

Durante sete anos, lutou pelo que considera a sua verdade. Resistiu ao isolamento social. Enfrentou sucessivas campanhas de manipulação da opinião pública. Finalmente fez-se alguma justiça. E aí os seus adversários perderam a cabeça.

Nunca, na minha longa vida, assisti em directo a manifestações de ódios tão profundas como as que tenho observado através das televisões. Entrevistas, debates, só com pessoas da mesma opinião. O contraditório não existe. As regras mais primárias do jornalismo foram enterradas.

Há alguns séculos atrás gritariam “Sócrates para a fogueira!”. Agora dizem-no de forma mais sofisticada. Mas queimam à mesma uma pessoa, destruindo o seu passado, infectando o seu presente, roubando-lhe o futuro.

O que está, quem está por detrás desta demência? Até onde se irá parar? Detentores de um poder que julgam eterno, não lhes chega liquidar um homem. Atingem agora o juiz que cumpre o seu papel.

O juiz Ivo Rosa, na observância da lei, deu como prescrito o que tinha de ser prescrito. Sobre ele abatem-se já os gritos histéricos de jornalistas e comentadores de serviço, sedentos de popularidade, clamando contra a prescrição do crime, passado o limite do tempo de investigação.

Na opinião destes visionários do mal, todos nós, a partir de denúncia de um particular ou do próprio Estado, estaríamos sob a ameaça de prisão perpétua, acusados de crimes para os quais não se encontravam provas. A Ditadura chamou-lhe “medidas de segurança”.

Haverá melhor contributo para o regresso a um passado que sonhamos enterrado na História?

No dia 27 de Abril de 1974, quando me sentei em frente da minha velha máquina para contar aos leitores a Revolução que os meus olhos viram, bati o texto e acabei assim: “Agora que temos a liberdade, o que vamos fazer com ela?”

Passaram 47 anos. Continuo à espera da resposta. Como os contestatários de Maio de 68, direi que “não sei o que quero, mas sei o que não quero”. De uma coisa estou certa: Justiça sem compaixão não é Justiça.»

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domingo, 25 de abril de 2021

Domingo do Bom Pastor - Dia das Vocações


imagem in https://paroquiasaoluis-faro.org/




Vaticano: Papa ordena nove sacerdotes para a Diocese de Roma no «Domingo do Bom Pastor»

Abr 19, 2021 - 16:35

Cidade do Vaticano, 19 abr 2021 (Ecclesia) – O Papa Francisco vai ordenar nove sacerdotes para a Diocese de Roma, no Dia Mundial de Oração pelas Vocações, dia 25 de abril, a partir das 09h00 locais (menos uma hora em Lisboa), na Basílica de São Pedro. (o negrito é meu)

O portal ‘Vatican News’ informa que futuros sacerdotes estão a preparar-se para a ordenação com um retiro num mosteiro e que realizam a sua formação em seminários da Diocese de Roma.

Seis estudaram no Pontifício Seminário Maior Romano, dois no Colégio diocesano Redemptoris Mater e um no Seminário Nossa Senhora do Divino Amor, Mateus Henrique Ataíde da Cruz que é natural do Brasil.

O jovem que viajou para estudar em Roma há sete anos recorda que aos 15 anos começou a ajudar “um homem idoso com o computador” e, segundo o contrato de trabalho, todos os dias tinha de “rezar com ele e recitar o Rosário”.

“O que a princípio vi como uma imposição, depois se tornou uma necessidade para mim”, testemunhou.

O Papa, que é também o bispo de Roma, vai ordenador para a sua diocese mais oito novos sacerdotes, nomeadamente Georg Marius Bogdan (Roménia), Diego Armando Barrera Parra (Colômbia), e os italianos Salvatore Marco Montone, Manuel Secci, Salvatore Lucchesi, Giorgio De Iuri (Itália) e Riccardo Cendamo e Samuel Piermarini do Colégio Redemptoris Mater.

O sítio online ‘Vatican News’ informa ainda que vai transmitir a celebração presidida pelo Papa no Dia Mundial de Oração pelas Vocações 2021, que tem como tema ‘São José: o sonho da vocação’, e Domingo do Bom Pastor.

A Igreja Católica em Portugal também está a celebrar a 58ª Semana de Oração pelas Vocações e a Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios (CEVM) preparou um conjunto de propostas de oração e divulgação para esta semana especial.

CB/OC