quinta-feira, 5 de março de 2026

António Lobo Antunes: "desaparecimento" de um nome "grande" da Literatura Portuguesa

imagem obtida in: pt.wikipedia.org


Homenagem a um nome que se destaca na nossa Literatura Portuguesa Contemporânea: 

António Lobo Antunes

Pela manhã de hoje, fomos surpreendidos com a notícia da morte do escritor António Lobo Antunes, um nome da nossa Literatura que nunca será esquecido.

Escreveu durante mais de quatro décadas.

Foi médico militar em Angola durante a guerra colonial  e a sua escrita ficou marcada por essa experiência, em que está bem patente a condição humana, um aspeto que o preocupava.. 

Foi em 1979 que se iniciou na literatura com a obra “Memória de Elefante”. É curioso que, nesse mesmo ano foi publicado “Os Cus de Judas” (romance). 

A ficção portuguesa enriqueceu com o seu contributo como escritor e a exigência daquilo que escrevia (sempre à mão e passando depois a limpo)! 

Recebeu vários prémios e foi candidato durante muitos anos ao Prémio Nobel da Literatura.

terça-feira, 3 de março de 2026

Vicks - Vick Vaporub - a origem desta pomada


imagem obtida in: www.auchan.pt

A maior parte de nós lembra-se bem de, nos anos 50/60/, ao mínimo sinal de resfriado, constipação ou até gripe, os nossos pais nos esfregarem logo o peito com esta "milagrosa pomada", havendo ainda um inalador, também  da Vick Vaporub (!!!).  

Claro que estou a referir-me mais à minha infância e adolescência, apesar de ainda ter chegado a utilizá-la também nos meus filhos, mas muito esporadicamente.

Os anos foram passando e, como é natural, a pomada andou um pouco esquecida ou pelo menos, não tão conhecida, porque foram aparecendo outras novidades. 

Agora parece ter regressado "em força", aparecendo em anúncios televisivos.

Como fui cliente assídua da Livraria Menabel, sita em Costa Cabral (Marquês - Porto) e cujo proprietário senhor Nunes dos Santos, autor de alguns livros que ali estavam também à venda, adquiri alguns e foi n'Uma Mão Cheia de Curiosidades", (Humberto/Porto, 1ª Edição, fevereiro de 2000) que fiquei a conhecer a origem desta "pomada".

Por isso, vou partilhar a sua pesquisa sobre o assunto:

Esta pomada, para quem sofre de problemas respiratórios, é universalmente conhecida. 

O que muitos desconhecem é a sua origem, a qual remonta aos primórdios do século XX.

O americano Lunsford Richardson, por não se ter adaptado à vida de professor, decidiu trabalhar como farmacêutico, para cuja profissão sentia particular intuição.

Assim, em 1890, decidiu ir com a família para uma pequena cidade chamada Greensboro, onde comprou uma pequena farmácia, na qual atendia basicamente pessoas humildes, com dificuldades económicas para consultar um médico.

Para essas pessoas, Richardson criou em 1898 um bálsamo chamado Ben-Gay, usado em casos de gota, reumatismo, artrites e sinusites.

A linha de produtos foi crescendo e, em pouco tempo, já eram 21. Até que, em 1905, Richardson criou uma nova pomada à base de mentol e outras essências naturais para o seu filho mais velho que sofria de problemas respiratórios. Foi deste modo que nasceu "Vick Vaporub", cujo nome foi escolhido em homenagem ao seu cunhado, o médico Joshua Vick, um dos seus mentores. E, "Vaporub" foi a palavra que ele criou para dizer "vapor que se esfrega", que é a forma de aplicar a pomada.

Achei esta pesquisa muito interessante!



segunda-feira, 2 de março de 2026

Ruy de Carvalho: homenagem a um "grande senhor" do Teatro Português, que completou 99

imagem in pt.wikipedia.org


Ruy de Carvalho completou 99 anos neste último domingo,  1 de março!

Aqui estou a prestar-lhe a minha homenagem!


Ruy de Carvalho encontra-se a recuperar de um AIT (Acidente Isquémico Transitório) e de outros problemas de saúde, e, por isso, não marcou presença na gala de entrega dos "Prémios Cinco Estrelas", que aconteceu na passada sexta-feira, dia 27, fazendo-se representar pelos dois filhos.

Em conversa com a imprensa, João de Carvalho falou sobre o delicado momento que a família atravessou.

"Foi um susto muito grande, porque o meu pai escondeu-nos, durante muito tempo, um sério problema cardiovascular. Temos três veias que levam o sangue ao coração e duas dessas veias dele estavam completamente entupidas", começou por dizer.

"No hospital, não puderam fazer o cateterismo, porque as veias estavam muito fracas, mas, durante os 15 dias em que ele esteve nos cuidados intensivos, conseguiram desentupi-las e o sangue voltou a circular", continuou o ator.

"O meu pai não tem medo da morte, como eu também não tenho", findou João de Carvalho.

REFERÊNCIA: selfie.iol.pt

domingo, 1 de março de 2026

"Peixes": o signo que precisa do mar...

imagem in portaledicas.com


"Em março, cada dia chove um pedaço".

Há seres humanos que têm muitas vezes uma certa curiosidade em conhecer as profecias dos signos do Zodíaco. 

As pessoas são todas diferentes, por isso é preciso salvaguardar que este post é "dedicado" aos que gostam ou aos que acreditam, claro! 

Até pode haver quem não goste nem acredite mas, mesmo assim, alguns vão lendo! É uma maneira de se divertirem.

Às vezes, precisamos de sair da realidade para nos evadirmos um pouco deste mundo que "está de pernas para o ar" e a nossa imaginação aproveita e "foge" um pouco deste difícil dia-a-dia. 

Partilho, a seguir, uma das minhas pesquisas sobre este signo  efetuada o
no Verdadeiro Almanaque "Borda D'Água" da Editorial Minerva, onde encontrei o Oráculo deste signo: "Os nativos de PEIXES são muito simpáticos, muitas vezes encontram-se na companhia de pessoas muito diferentes. São altruístas, estão sempre dispostos a ajudar os outros, sem esperar receber nada em troca. Sendo um signo de ÁGUA, é caracterizado por empatia e capacidade emocional expressa. As pessoas nascidas sob o signo de PEIXES têm uma compreensão intuitiva do ciclo d vida e, assim, alcançam a melhor relação emocional com outros seres."  🐋
 
A outra pesquisa foi em mariahelena.pt :

peixes
O signo Peixes é o último do Zodíaco, o que significa que é aquele cuja personalidade está mais diluída no Cosmos, sendo o mais intuitivo e o mais metafísico. O Zodíaco simboliza a evolução espiritual do Homem e, por esse motivo, o primeiro signo, que é Carneiro, é o mais egocêntrico e pragmático, chegando a Peixes, aquele que se procura fundir com todos os seres e que se dilui na essência universal. Conheça 12 segredos deste signo misterioso e difícil de conhecer.

1 - Ele acredita num mundo ideal

Peixes tem um profundo idealismo e acredita que é realmente possível ser melhor e fazer um Mundo melhor. Por esse motivo, as suas ações são sempre dirigidas para o bem de todos, evitando magoar os outros, procurando aquilo que pode ser efetivamente benéfico para a comunidade.

2 - Vive na sua bolha especial

Por ser tão idealista, Peixes tem uma enorme dificuldade em ver as coisas como elas são. A não ser que outros elementos do seu Mapa Astral o façam ser mais prático, o nativo de Peixes típico é o sonhador acordado que vive sempre no seu mundo de sonho.

3 - Perde-se nos pormenores

Peixes repara em todos os detalhes e pormenores, desde os bilhetinhos que lhe escrevem aos acessórios que usa. Repara em aspetos que passam despercebidos aos olhos dos outros, porque consegue ver a vida com a pureza de uma criança, que se deixa encantar pelas histórias e pela simplicidade do mundo que o rodeia.

4 - Tem dificuldade em concentrar-se

Por ser tão sonhador, Peixes tem uma grande dificuldade em concentrar a sua mente nos aspetos mais práticos da vida e isso faz com que seja muitas vezes um tormento para ele estar atento nas aulas ou cumprir com as tarefas que lhe são exigidas no trabalho.

5 - Adora filmes e música

Todos os aspetos da arte, em geral, tocam profundamente a alma de um nativo de Peixes, porque é nela que encontra as portas mágicas que o transportam para o mundo de sonhos para onde adora sempre fugir. Por esse motivo os nativos deste signo têm uma propensão especial para a música e uma forte apetência pelo cinema, artes da sua eleição.

6 - Tem uma alma poética e uma natureza profunda

Para além do cinema e da música, também a poesia toca o seu coração de uma forma especial. Peixes, mesmo que tenha um grau académico mais baixo, tem sempre uma alma poética, de artista, porque sente as coisas de uma forma especial e particularmente profunda. Peixes é silencioso e enigmático porque a sua natureza se debate com questões metafísicas profundas, que o inquietam e absorvem por completo. Por esse motivo, deixa escapar facilmente os aspetos mais quotidianos do dia-a-dia, distraindo-se das contas que tem para pagar ou de um recado que o incumbiram de transmitir.

7 - Tem um estilo muito próprio

Peixes deixa transparecer a sua personalidade singular através da forma como se apresenta. Os nativos deste signo têm, muitas vezes, um ar de "hippie" ou, por outro lado, uma imagem profundamente cuidada, mas que se destaca sempre dos demais. Porque dá muita importância à forma como vive, cuida da sua imagem com romantismo e evoca sempre um ar de artista, um quê de boémio, algo que o distingue dos demais.

8 - Não tolera injustiças

Ao contrário de outros signos, que se insurgem ruidosamente e que vociferam quando presenciam algum tipo de injustiça, Peixes tende a sofrer calado, mas não assiste de braços cruzados. Procura sempre ajudar os que lhe parecem mais desfavorecidos, cuidando e apoiando, mesmo que o faça de uma forma discreta.

9 - Tem uma incrível capacidade de sacrifício

Peixes sofre quando o mundo sofre e, por esse motivo, nunca coloca as suas necessidades nem as suas dores à frente das dos demais. Guarda as suas dores para si, sendo capaz de suportar muito mais do que outros signos do Zodíaco, sem se queixar. Há algo na sua personalidade que lhe diz que o sofrimento faz parte da vida e, assim sendo, não o enfatiza, aceitando-o com resignação.

10 - É muito intuitivo

Por estar sempre com um pé neste mundo e o outro no espaço, Peixes é talvez o signo que mais facilmente capta as vibrações subtis do espaço que o rodeia. É por esse motivo que os nativos deste signo são frequentemente apaixonados pelo esoterismo e pelas ciências ocultas, sendo magneticamente atraídos por tudo o que é oculto e inexplicável. Consegue, facilmente, captar aquilo que os outros pensam, compreendendo intuitivamente as suas motivações e o porquê das suas ações.

11 - Sonha encontrar a sua alma-gémea

Peixes é muito romântico e, no seu sonho romântico, sonha encontrar a sua alma-gémea, a outra metade de si, com quem a sua alma se funde e se completa. Não é por acaso que o símbolo deste signo é dual: dois peixes que navegam em direções opostas, simbolizando a dualidade da sua alma sempre inquieta. No amor, Peixes tem dificuldade em entregar-se porque sonha encontrar alguém que o compreende e que o ama como ele é, sem que sejam necessárias palavras.

12 - Precisa do mar

Este é um dos signos cuja ligação à água, o seu elemento, é mais forte. Precisa de ter um contacto próximo e regular com o mar, que o acalma e sossega, onde consegue recuperar energias e tocar no mais profundo da sua essência.

Caraterísticas do signo Peixes


A lenda do signo Peixes

FONTE DA MINHA PESQUISA (ARTIGO E IMAGENS)
mariahelena.pt

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

"Contas à moda do Porto" - uma expressão regional da língua portuguesa

www.ideiasdeler.pt


A expressão "contas à modo do Porto" alerta-nos para uma fatura cujo pagamento vai ser dividido ou uma conta que deverá ser liquidada de imediato.

Apesar de usada em todo o nosso Portugal, remete-nos mais para uma expressão de que os portuenses se servem, apontando para contas que são liquidadas no momento.

No entanto, o Professor Carlos Brito refere na sua obra ("Em português nos (des) entendemos", da editora Ideias de Ler, 2020), que não tem a ver só com a Invicta, "mas com o porto de pesca ou comercial, onde as pessoas corriam o risco de não se voltarem a encontrar e, como tal, as contas tinham de ficar saldadas na altura".

O certo é que os falantes do Porto "tomaram conta" desta expressão ou idiomatismo; e o professor Carlos Brito explica: "Ou seja: tomar o porto (de pesca) por Porto (cidade) e, considerando que para um nortenho uma palavra vale mais do que qualquer escritura, as contas certas, justas, honestas também, são do Porto-cidade. Só que, nesta segunda tese, o sentido altera-se ligeiramente, já que quer dizer que cada um paga a sua parte - nem mais nem menos".

A nossa língua é maravilhosa, cheia de enigmas que os especialistas na matéria vão desbravando e nos dão a conhecer, partilhando-os nas suas obras!

www.portoeditora.pt

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

"É Carnaval, ninguém leva a mal"

imagem in: www.etsy.com

(máscara veneziana)

O Entrudo festeja-se hoje. 

Sim, o Carnaval é folia, mas não só... 

Por acaso, conhecemos a origem dos costumes e brincadeiras desta época?

Donde provém o termo ENTRUDO?

Com base no que procurei, encontrei:
1.
'...(...)...a palavra Entrudo provém do latim introitus, que significa «acto de entrar, entrada, acesso, introdução, começo». Nos textos medievais, aparecem registados os termos entruido e entroydo. Mais tarde, o termo apresenta a (grafia com i: Intrudo. O Entrudo começou por designar a noite de terça-feira, que era a entrada da Quaresma; depois a própria terça-feira e, finalmente, os três dias que precedem imediatamente a entrada da Quaresma.'

in Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/entrudo-novamente/26236 [consultado em 19-02-2026]

2.
'O Carnaval é uma das festas mais populares do mundo. No Brasil, em Portugal e em tantos outros países, ele é sinónimo de música, cor, máscaras e celebração. Mas de onde vem esta tradição? Será apenas uma festa antes da Quaresma cristã ou terá raízes mais antigas?

Ao longo da história, muitos investigadores procuraram responder a esta pergunta. Um dos estudos que ajuda a compreender melhor este percurso é a dissertação: “O Entrudo: Ensaio sobre as raízes clássicas do Carnaval“, de Elen Regina da Costa (2022), onde se analisa a ligação entre o Carnaval, o antigo Entrudo português e as festas da Antiguidade Clássica.

O que era o Entrudo?

Antes do Carnaval moderno, existia o Entrudo. Em Portugal, especialmente nas regiões do Norte e também na Galiza, o Entrudo era marcado por brincadeiras populares, uso de máscaras, inversão de papéis sociais, crítica e exagero. Havia jogos com água, farinha e outros elementos que simbolizavam purificação e renovação.

Quando os portugueses chegaram ao Brasil, levaram consigo estas tradições. No Nordeste brasileiro, por exemplo, ainda se encontram manifestações que recordam o antigo Entrudo. A autora da dissertação observa precisamente essas permanências culturais e mostra como certos elementos atravessaram séculos e oceanos.

Muito antes do Cristianismo

Embora o Carnaval esteja hoje ligado ao calendário cristão, sobretudo por anteceder a Quaresma, as suas raízes são muito mais antigas. Para compreender essa origem, é preciso recuar à Antiguidade Greco-Romana.

Na Roma antiga celebravam-se as Saturnais, festas dedicadas ao deus Saturno. Durante esses dias, a ordem social era temporariamente invertida: os escravos podiam sentar-se à mesa com os senhores, havia troca de presentes e liberdade para brincar e satirizar. Era um tempo de suspensão das regras habituais.

Outra festa importante eram as Lupercais, ligadas à fertilidade e à purificação. Celebradas em fevereiro, marcavam o final do inverno e pediam proteção para os rebanhos e para a comunidade.

No mundo grego, destacavam-se as festas Dionisíacas, dedicadas a Dioniso, deus do vinho, da festa e do teatro. Nessas celebrações havia música, dança, máscaras e representações dramáticas, elementos que continuam presentes no Carnaval atual.

O ciclo do inverno e a fertilidade

Um ponto central no estudo das origens do Carnaval é o chamado “ciclo do inverno”. Muitas festas antigas estavam ligadas ao calendário agrícola. O inverno era um período de espera e incerteza. Celebrar significava pedir fertilidade para a terra, proteção para os rebanhos e renovação da vida.

Rituais de purificação, máscaras e inversões sociais tinham um significado simbólico profundo: o mundo precisava ser “virado ao contrário” para renascer. O caos temporário ajudava a restaurar a ordem.

Com o tempo, essas práticas foram sendo reinterpretadas. Quando o Cristianismo se afirmou na Europa, muitas festas pagãs não desapareceram completamente. Em vez disso, foram adaptadas ao novo calendário religioso.

Da festa pagã ao Carnaval cristão

O Carnaval passou a situar-se antes da Quaresma, período de jejum e reflexão. Assim, os dias de festa tornaram-se uma espécie de despedida dos excessos antes da penitência.

A própria palavra “Carnaval” é frequentemente associada à ideia de “adeus à carne”, remetendo para a abstinência quaresmal. No entanto, a energia da celebração, a liberdade temporária e o uso de máscaras são heranças muito mais antigas.

O que mudou ao longo dos séculos foi o sentido cultural. O que começou como ritual religioso ligado à fertilidade tornou-se festa popular, depois manifestação urbana organizada, e em muitos lugares, espetáculo turístico e mediático.

Permanências e transformações

O mais fascinante na história do Carnaval é perceber como certas estruturas culturais resistem ao tempo. A inversão de papéis, a crítica social disfarçada, a máscara como símbolo de liberdade, o riso coletivo, tudo isso já existia na Antiguidade.

Ao mesmo tempo, cada época acrescentou novos significados. Hoje, o Carnaval pode ser expressão de identidade local, afirmação cultural ou simplesmente momento de alegria partilhada.

A investigação de Elen Regina da Costa mostra que o Carnaval não é apenas uma festa moderna, mas o resultado de uma longa caminhada histórica. Ele liga o mundo rural antigo às cidades contemporâneas, atravessa o paganismo, o Cristianismo e a modernidade, mantendo viva a necessidade humana de celebrar, rir e renovar.

Conclusão

O Carnaval é muito mais do que desfiles. Ele é herdeiro de rituais antigos, de festas ligadas ao inverno e à fertilidade, de celebrações dedicadas a deuses como Saturno e Dioniso.

Ao longo dos séculos, transformou-se, adaptou-se e ganhou novos significados. Mas continua a cumprir algo essencial: criar um tempo diferente dentro do tempo comum, um espaço onde a ordem pode ser suspensa e a vida celebrada.

Talvez seja essa a verdadeira razão da sua permanência. O Carnaval recorda-nos que, antes da disciplina, há sempre um momento para a festa, e que celebrar também faz parte da história da humanidade.

in espacomaria.com (Referência bibliográfica: Costa, E. R. (2022). O Entrudo: Ensaio sobre as raízes clássicas do Carnaval (Tese de mestrado). Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.


domingo, 15 de fevereiro de 2026

Aquarianos: para os nascidos a 15 de fevereiro

in www.mariahelena.pt

Horóscopo diário 
15 de fevereiro 2026
Por Maria Helena 
(pesquisa in: mariahelena.pt)

Pensamento do Dia

“Nunca encontrei uma pessoa tão ignorante que não pudesse ter aprendido algo com a sua ignorância.”

Galileu Galilei
Nasceu a 15 de Fevereiro de 1564

Dia 15.02.26 

Aquário

Carta do Dia: A Lua, que significa Falsas Ilusões. 
Amor: As relações devem ser cuidadas todos os dias. Surpreenda o seu amor.
Saúde: Cuide das suas emoções. Mente sã em corpo são.
Dinheiro: Pense bem antes de se comprometer com um crédito. Não caia em falsas ilusões. 
Números da Sorte: 36, 41, 15, 3, 37, 20
Carta n. 18

Fonte: in rostos.pt (mariahelena)

Conheça as características deste signo que é visto como excêntrico, original e imprevisível e que, sem dúvida, veio ao Mundo para o revolucionar!

Se está à espera que um nativo de Aquário obedeça, calado, a uma ordem que lhe dê, se tem esperança que ele não lhe faça mil perguntas perante uma afirmação sua, se acredita que as regras vão ser cumpridas cegamente por ele... espere sentado! Este é o signo, por excelência, da rebeldia, da contestação, da originalidade e da independência levada ao seu maior expoente. Atenção, pois nem todos os nativos de Aquário são rebeldes ou contestatários. Muitos são, até, pessoas pacatas e discretas. Contudo, a mente de um nativo de Aquário é veloz como o vento e tem sempre pensamentos rebuscados, divertindo-se a arquitetar planos, a especular sobre situações... mesmo que nem chegue sequer a partilhar as suas ideias com mais ninguém.

Este signo é regido pelo planeta Úrano, que se relaciona com as mudanças, as inovações, o imprevisto. O nativo de Aquário não gosta de seguir a norma, procura sempre encontrar a melhor solução, sendo especialmente dotado para as novas tecnologias e todos os assuntos de vanguarda. Adora experimentar coisas novas e sente-se fascinado pela possibilidade de fazer as coisas de uma nova maneira, melhor, mais rápida, mais moderna. Úrano dá-lhe, também, uma certa impaciência, pois como capta tudo mais rapidamente que a maioria das outras pessoas, não tem tolerância para mentes conservadoras nem para pessoas com vistas curtas. É visionário, conseguindo descobrir num ápice a solução que outros procuraram, durante horas. Todos os assuntos mentais são do seu interesse, é mais intelectual do que físico e não gosta, de um modo geral, de trabalhos manuais. Aprecia ler, principalmente livros de ficção científica ou que alarguem os seus horizontes, e tudo aquilo que possa amplificar os seus saberes. Aquário sente que veio ao Mundo para aprender e para, com a informação adquirida, aplicá-la de forma melhorada em prol dos outros. 

Pertence ao Elemento Ar e tem, como nenhum outro, uma enorme necessidade de liberdade. O seu potencial criativo precisa de sentir-se livre para se manifestar em pleno, Aquário acredita num mundo melhor, mais justo para todos, mais equilibrado. E faz, sem dúvida, a sua parte. Este é o signo dos voluntários, dos missionários, havendo um grande número de nativos de Aquário ligados a associações de voluntariado e a todo o tipo de serviço social. Como tem uma enorme flexibilidade e se aborrece com a rotina, Aquário envolve-se em vários projetos ao mesmo tempo, dando o seu melhor em cada um deles. A sua única exigência: acreditar naquilo que faz, e acreditar que aquilo que faz vai trazer benefícios aos outros. Este é, também, o signo mais altruísta do Zodíaco. Aquário relaciona-se com o coletivo, com o grupo, e pensa geralmente mais em termos de grupo do que em si próprio. Não pretende fama nem glória, pretende fazer a diferença. 

Quem quiser conquistar um nativo de Aquário deve, antes de mais e acima de tudo, ser 100 % genuíno. Estes nativos não se importam se a outra pessoa estiver despenteada ou se tiver um buraco na camisola. Antes pelo contrário, são seduzidos pela genuinidade e pela coragem que a pessoa mostra, e gostam principalmente de quem, tal como ele, não dá importância nenhuma àquilo que os outros pensam. Ele foge de compromissos e de afetos exacerbados; procura, antes, um companheiro que saiba ser amigo, antes de ser amante, que saiba respeitar o seu espaço e que não exija a sua atenção constante. Quem souber respeitar a sua natureza livre e indomável, e não quiser fazer dele algo que ele não é, terá sem dúvida somado alguns pontos a seu favor.
Aquário é o signo da liberdade, do idealismo, do sentido de ajuda aos outros e da consciência que nenhum homem é uma ilha isolada. Aquilo que aprendemos com os nativos deste signo é, em primeiro lugar, a aceitar as diferenças, e a honrá-las por serem elas que contribuem para que o Mundo seja tão rico. 

O Signo Aquário em resumo: 

Original, independente, frontal e sincero, eis o nativo de Aquário. Destaca-se por ter um ar um pouco sonhador, parecendo estar sempre perdido nas suas ideias. Profundamente criativo, possui uma imaginação fértil e um mundo interior muito rico, criado pelos seus pensamentos. Defende a liberdade e a igualdade, sendo idealista e tendo preocupações humanitárias muito profundas, que manifesta desde jovem. Gosta de ser útil aos outros, procurando ter sempre um papel ativo na sociedade. Tem um espírito livre e prefere fazer as coisas à sua maneira, não gosta que lhe imponham regras nem limites. No amor, é companheiro e amigo, procurando uma relação onde haja respeito e liberdade mútuos. Gosta que estimulem a sua mente e que lhe lancem desafios.

Signos com quem é mais compatível: Sagitário – Carneiro – Gémeos – Leão

Signos com quem tem maiores incompatibilidades: Virgem – Caranguejo – Escorpião

Cristal para o seu signo: Água-Marinha – aumenta a sua coragem e força para enfrentar os desafios. Melhora o poder de comunicação, a fluidez de ideias e a rapidez de raciocínio.

(in: mariahelena.pt)

É interessante que ao ler as características deste signo no Verdadeiro Almanaque Borda D'Água de 2025 encontrei: 

"Oráculo - os aquarianos são tímidos e quietos, mas por outro lado eles podem ser excêntricos e energéticos. No entanto, em ambos os casos, eles são profundos pensadores e pessoas altamente intelectuais que gostam de ajudar os outros. Eles são capazes de olhar sem preconceitos, o que os torna pessoas que facilmente resolvem problemas." 
in: (Borda d'Água, página quatro, 2º mês, Editorial Minerva, 2025)

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Fernando Pessoa: citação profunda sobre a amizade

pt.pinterest.com

É bonito ser amigo, mas confesso: é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias.

(Fernando Pessoa)

FONTE: in pensador.com

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Dia Mundial da Rádio comemora-se hoje, 13 de fevereiro

imagem in: radiolumena.com


Hoje é sexta-feira e é dia 13 de fevereiro (abençoada sexta-feira, 13 !). Dá sorte...

Comemora-se o Dia Mundial da Rádio com alegria e um grande reconhecimento pelo trabalho incansável de todas as equipas de profissionais que nela trabalham..

Ouvir rádio diariamente tornou-se indispensável nas nossas vidas já há muito, pois os radialistas transmitem-nos tudo o que há de mais importante, que se passa em todo o mundo.

E, neste momento,  o mundo não está nada fácil, o que faz com que esses profissionais corram demasiados riscos, noticiando no local, "mesmo em cima dos acontecimentos".

Um GRANDE obrigado a todas as rádios pelas informações "minuto a minuto", "hora a hora" e pela companhia que nos fazem e sem as quais já não passamos.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

"À tripa forra" - uma curiosa expressão popular portuguesa


"À tripa forra" é uma expressão popular que significa na nossa língua:  

  • com fartura
  • abundantemente
  • gratuitamente
  • sem se preocupar com o custo ("comer ou viver sem se preocupar - "à tripa forra")

FONTE: Baseei-me na leitura da obra "Novos Dicionários de expressões idiomáticas", de António Nogueira Santos, Edições João Sá da Costa, 1ª edição, 1990

Já No Ciberdúvidas da Língua Portuguesa pode encontrar-se a seguinte explicação para a referida expressão:

Pergunta de um consulente ao Ciberdúvidas:

'A origem da expressão «gastar à tripa-forra»
Há uma expressão que se lê e ouve constantemente: «gastar à tripa forra». Embora se compreenda facilmente o seu significado, será possível informarem-me como surgiu?
Obrigada.
...(...)...(...)...

Resposta

Não encontro comentários sobre a origem da expressão. No Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa (2001), tripa-forra (com hífen)1 tem entrada própria, sendo a palavra classificada como elemento nominal da locução adverbial «à tripa-forra», cujas definições são: «em grande quantidade ou abundância, fartamente; até não poder mais» e «gratuitamente, às custas de outrem; de borla».

Note-se que tripa é, em linguagem familiar, o mesmo que barriga (cf. idem), como na expressão «encher a tripa», «comer muito até ficar farto»; e forra, o feminino de forro, «livre, desobrigado». Tripa-forra é, pois, a fixação do sintagma «tripa forra», isto é, «barriga livre». Lembrando que barriga é por metonímia o mesmo que apetite, como ocorre na expressão «ter mais olhos que barriga», é de sugerir que tripa-forra tenha surgido como alusão a um apetite sôfrego, desenfreado ou descontrolado, sem limites por falta de comida ou de dinheiro para a comprar. 

Sendo assim, «gastar à tripa-forra» quer dizer «gastar descontroladamente». O que acabo de propor é meramente uma conjectura baseada na análise semântica e morfológica da expressão, visto que, como disse, não tenho elementos históricos que me permitam descrever o contexto factual da sua génese.

1 O Dicionário Houaiss (edição brasileira de 2001, s. v. tripa) regista «à tripa forra» sem hífen, definindo-a como locução sinónima de «à larga». Dado que tripa-forra ou tripa forra ainda mantêm um certo grau de composicionalidade (os significados das palavras suas constituintes ainda estão acessíveis à interpretação), considero que ambas as grafias são aceitáveis.' 

(por Carlos Rocha)

in Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/a-origem-da-expressao-gastar-a-tripa-forra/28859 [consultado em 13-02-2026]

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Guarda-chuva: festeja-se hoje o seu dia

imagem in: www.amazon.com

Pois é verdade, é bem merecido: o dia do guarda-chuva festeja-se hoje, a 10 de fevereiro. 

Tão gasto de ser usado por todos, é justo recordá-lo e homenageá-lo.

Nada mais verdadeiro e bem preciso é termos este fiel companheiro nestes dias chuvosos que não nos abandonam desde setembro.

O pior são as séries de "depressões atmosféricas"... são "umas atrás das outras"... 

Cá para mim, a coleção de todas elas que já tivemos de suportar (e ainda as que faltam "visitar-nos"), só passarão se marcarem consulta no médico! 

E, por este andar, nós também não escaparemos...

Mas o tratamento, Senhor Doutor, tem mesmo de ser muito intensivo!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

"Em fevereiro chuva, em agosto uva" - um ditado popular

in www.calendarr.com

 No mês de fevereiro os dias aumentam.

Em relação ao oráculo: os aquarianos são tímidos e quietos, mas por outro lado eles podem ser energéticos e excêntricos. No entanto, em ambos os casos eles são profundos pensadores e pessoas altamente intelectuais que gostam de ajudar os outros. Eles são capazes de olhar sem preconceitos, o que os torna pessoas que facilmente resolvem problemas.

A 2 de fevereiro festeja-se as Candelárias , com muito simbolismo para os Celtas, uma vez que no calendário deste povo  se iniciava a primavera neste mês.

É o dia da Apresentação de Jesus no Templo, por Maria e José.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

La Chandeleur - le 02 Février se fête aujourd'hui - La recette des crêpes

imagem in: ruralea.com

A festa d Nossa Senhora das Candeias.
Este post está em francês, porque a festa de Nossa Senhora das Candeias tem uma repercussão muito expressiva no seio dos habitantes de França. 
Quem quiser, pode sempre traduzir este texto e inteirar-se de todos os pormenores que dizem respeito a esta celebração.
Refiro, desde já, que a minha pesquisa sobre o tema, foi na FONTE capital.fr
Então, vamos aceder a mais uns aspetos de cultura geral, que faço questão de partilhar aqui: .
C'est quoi la Chandeleur ?
La Chandeleur est une fête célébrée chaque année. 
En France, elle est principalement associée à la tradition culinaire des crêpes, partagées en famille ou entre amis. 
Derrière cette coutume populaire se cache toutefois une histoire longue et complexe, à la croisée des traditions païennes, chrétiennes et agricoles.
Quelle est l’origine de la Chandeleur ?
Histoire de la Chandeleur : une tradition d’origine païenne
La Chandeleur remonte à la Rome antique, où le début du mois de février était marqué par des fêtes de purification et de lumière, notamment les Lupercales. 
Ces célébrations visaient à purifier la cité et à favoriser la fécondité, à l’approche du printemps. 
Les processions aux flambeaux symbolisaient alors la lumière victorieuse de l’hiver.
Une fête chrétienne : la Présentation de Jésus au Temple
Au IVᵉ siècle, l’Église catholique institue la fête de la Présentation de l’Enfant Jésus au Temple et la purification de la Vierge Marie, quarante jours après Noël. 
Selon l’Évangile de Luc (Lc 2, 22-40), Marie et Joseph présentent l’Enfant Jésus au Temple de Jérusalem. 
C’est à cette occasion que le vieillard Siméon reconnaît en Jésus la « lumière pour éclairer les nations ».

La fête Imbolc chez les Celtes

La Chandeleur trouve par ailleurs son origine dans la culture celte, où il était de tradition de célébrer la fête païenne Imbolc le 1ᵉʳ février. Rendant hommage à la déesse de la fertilité, Brigit, elle célébrait l’arrivée du printemps et le retour à la lumière. 

Les Celtes avaient alors pour habitude de déguster des crêpes.

Quelle est la signification de la Chandeleur aujourd’hui ?

Une tradition populaire devenue centrale.

Au fil des siècles, la dimension religieuse s’estompe dans les pratiques sociales, tandis que s’impose une tradition populaire : faire des crêpes

Leur forme ronde et leur couleur dorée sont interprétées comme un symbole du soleil, de la lumière retrouvée et de l’abondance à venir.

Une fête conviviale et largement sécularisée

Aujourd’hui, la Chandeleur est avant tout une fête conviviale, vécue comme un moment de partage familial ou amical. Elle s’inscrit dans un calendrier de célébrations culturelles où la référence religieuse n’est plus centrale. La pratique s’est ainsi largement sécularisée, sans pour autant perdre sa dimension symbolique.

Une mémoire culturelle toujours vivante

Derrière le geste apparemment anodin de faire sauter une crêpe se cache en réalité l’ensemble de cette période historique durant laquelle se sont durablement entremêlés rites païenssymbolique chrétienne et pratiques populaires. La Chandeleur illustre ainsi la capacité des traditions à se transformer tout en conservant une mémoire collective.


Pourquoi la fête s’appelle-t-elle «Chandeleur» ?

Le nom Chandeleur trouve son origine dans le mot latin « candela », quisignifie « chandelle » ou « bougie », et qui a donné l’expression « festa candelarum », « fête des chandelles ». Cette étymologie renvoie aux rites de la lumière associés à cette fête et reflète à lui seul la profondeur historique de la célébration..

Quelle est la date de la Chandeleur en 2026 ?
Le 2 février de chaque année
La Chandeleur est célébrée chaque année à la date du 2 février, soit exactement 40 jours après Noël (fin du cycle de la Nativité). En 2026, la célébration de la Chandeleur est fixée au lundi 2 février, soit deux jours avant la fin des soldes d’hiver
Cette date marque également, dans le calendrier traditionnel, une étape symbolique de l’hiver, associée au renouveau saisonnier.
Une date déterminée par le calendrier chrétien
La Chandeleur est célébrée 40 jours après Noël, conformément à la tradition chrétienne de la Présentation de Jésus au Temple. Ce calcul repose sur un comptage calendaire simple et constant :Noël : 25 décembre (la naissance du Christ).
Du 25 décembre au 2 février : 40 jours.
La date ne varie donc jamais, contrairement à Pâques ou à d’autres fêtes mobiles.
Elle intervient également 27 jours après l’Épiphanie, célébrée le 6 janvier.
Pourquoi mange-t-on des crêpes à la Chandeleur ?
La fête des crêpes en hommage au soleil
À la Chandeleur, les Français préparent des crêpes. Mais pourquoi ? Cette coutume culinaire est d’abord attribuée aux païens romains qui dégustaient des crêpes aux céréales, symbolisant le disque solaire et l’arrivée du printemps après de longues nuits d’hiver. Puis au pape Gélase 1er, qui distribuait des galettes aux pèlerins au moment de leur arrivée à Rome.
Dans les sociétés rurales, la Chandeleur marquait aussi un moment clé du calendrier agricole : elle correspondait à l’utilisation de la farine excédentaire de l’hiver, avant les semailles de printemps, symbole de prospérité.
Faire sauter une crêpe avec une pièce
Autre coutume, les paysans préparaient des crêpes à la Chandeleur pour s’assurer d’une bonne récolte de blé et d’une bonne prospérité l’année suivante. Ils étaient tenus de respecter un rituel : faire sauter la première crêpe de la main droite en tenant fermement un louis d’or dans la main gauche (à défaut une monnaie).
Comment est célébrée la Chandeleur dans le monde ?
Il n’y a pas qu’en France que l’on célèbre la tradition de la Chandeleur à la date du 2 février. Aux quatre coins de la planète, la Présentation de Jésus au Temple de Jérusalem fait l’objet de diverses manifestations.
Une fête aux expressions multiples
Selon les pays du monde et les cultures, la Chandeleur peut ainsi prendre des formes très différentes :processions lumineuses et chants d’enfants en Europe ;
rituels religieux et repas traditionnels en Amérique latine ;
célébrations populaires et symboliques en Amérique du Nord.
Malgré cette diversité, un thème commun demeure : la lumière, le renouveau et l’espoir de la fin de l’hiver.

Recette de crêpes pour la Chandeleur
La Chandeleur est associée à la préparation et au partage des crêpes, un mets simple devenu emblématique. Leur réussite repose sur un bon équilibre des proportions et sur une pâte suffisamment fluide. Voici une recette classique, fiable et éprouvée, pour réaliser une douzaine de crêpes.
Dans un saladier, versez 250 g de farine de blé, puis formez un puits.
Ajoutez trois œufs entiers, une pincée de sel et, pour une version sucrée, deux cuillères à soupe de sucre.
Mélangez progressivement en incorporant 50 cl de lait entier, versé petit à petit afin d’éviter la formation de grumeaux.
Ajoutez ensuite une cuillère à soupe d’huile neutre ou 30 g de beurre fondu, puis mélangez jusqu’à obtenir une pâte lisse, homogène et légèrement fluide.
Laissez reposer la pâte au minimum 30 minutes à température ambiante.
Faites chauffer une poêle antiadhésive légèrement graissée.
Versez une louche du mélange, répartissez-le finement, puis laissez cuire environ une minute, le temps que les bords se détachent.
Retournez la crêpe et poursuivez la cuisson 30 à 45 secondes.
Répétez l’opération jusqu’à épuisement de la pâte.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

"La Chandeleur" - A Festa das Candelárias (ou Nossa Senhora das Candeias) festeja-se a 2 de fevereiro: a igreja festeja hoje

imagem in: padrepauloricardo.org

Celebra-se hoje a Apresentação de Jesus no Templo, a Festa em que o Senhor foi apresentado por Maria e José.

Festeja-se simultaneamente a Festa de Nossa Senhora das Candeias, da Candelária ou ainda da Purificação da Virgem Maria.

Na "Chandeleur" os franceses não dispensam festejar este dia sem degustar os deliciosos crepes que gostam de confecionar nas suas casas, em família, mantendo uma tradição antiga. 


A minha pesquisa:

A Apresentação de Jesus no Templo, festividade litúrgica celebrada no dia 2 de fevereiro, celebra um episódio da infância de Jesus. É também a data em que se comemora a Festa da Candelária (festa à luz de velas), uma festa de origem pagã e latina comemorada tradicionalmente em alguns países, que depois se tornou uma festa religiosa cristã.

Na Igreja Ortodoxa e em algumas Igrejas Católicas Orientais, ela é uma das doze Grandes Festas, e é por vezes chamada de Hypapante (literalmente "Encontro", em grego); outros nomes tradicionais são Dia de Nossa Senhora das Candeias, ou da Candelária, ou da Purificação da Virgem Maria. Na Igreja Católica Apostólica Romana, esta festividade religiosa é uma das mais importantes, sendo realizada entre a Festa da Conversão de São Paulo, no dia 25 de janeiro, e a Festa do Trono de São Pedro, no dia 22 de fevereiro.

No rito latino da Igreja Católica, a Apresentação de Jesus no Templo é o quarto Mistério Gozoso do Santo Rosário. Com a reforma litúrgica do Concílio Vaticano II, esta festividade tem sido referida como a festa da Apresentação do Senhor.

Apresentação do Senhor
em Pádua.

(imagem in pt.wikipedia.org)

Relato bíblico

Este episódio foi descrito em Lucas 2:22–40. De acordo com o evangelho, a Virgem Maria e São José levaram o Menino Jesus para o Templo de Jerusalém quarenta dias depois do nascimento para completar o ritual de purificação de Maria após o parto e para realizar a redenção do primogênito, de acordo com a Torá. São Lucas explicitamente afirma que José e Maria escolheram a opção disponível para os pobres (os que não podiam comprar um cordeiro[2]), sacrificando «Um par de rolas ou dois pombinhos.» (Lucas 2:24). Levítico 12:1–4 indica que este evento deve se realizar quarenta dias após o nascimento de um menino, daí a Apresentação ser celebrada quarenta dias depois do Natal.

Ao trazer Jesus até o Templo, eles encontraram Simeão. O evangelho relata que Simeão recebeu uma promessa de que ele «ele não morreria antes de ver o Cristo do Senhor.» (Lucas 2:26). Simeão então entoou uma oração que ficaria conhecida como Nunc Dimittis (ou "Cântico de Simeão"), que profetiza a redenção do mundo por Jesus:
“ «Agora tu, Senhor, despedes em paz o teu servo Segundo a tua palavra; Porque os meus olhos já viram a tua salvação, a qual preparaste ante a face de todos os povos: Luz para revelação aos gentios, E glória do teu povo de Israel.» (Lucas 2:29–32) ”

Simeão então profetizou a Maria: «Este é posto para queda e para levantamento de muitos em Israel, e para sinal de contradição. (também uma espada traspassará a tua própria alma), para que os pensamentos de muitos corações sejam revelados.» (Lucas 2:34–35)

A idosa profetisa Ana também estava no Templo e ofereceu orações e glórias a Deus, contando a todos os que estavam por ali sobre Jesus e seu papel na redenção de Israel (Lucas 2:36–38).

Nome da festa

Na Igreja Católica Romana, a festa é conhecida como "Apresentação do Senhor" nos livros litúrgicos publicados pela primeira vez pelo papa Paulo VI e como "Purificação da Abençoada Virgem Maria" nas edições anteriores. Na Igreja Ortodoxa e nas Igrejas Católicas Orientais de rito bizantino, como "Festa da Apresentação de Nosso Senhor, Deus e Salvador Jesus Cristo no Templo" ou como "O Encontro de Nosso Senhor, Deus e Salvador Jesus Cristo".

Ela é conhecida como "Apresentação de Nosso Senhor" na Igreja Evangélica Luterana da América. Em algumas igrejas protestantes, a festa é conhecida como a "Nomeação de Jesus", embora, historicamente, ele teria recebido seu nome no oitavo dia após o nascimento, quando foi circuncidado.

História

A festa da Apresentação do Senhor é uma das mais antigas festas da Igreja. Há sermões obre ela compostos pelos bispos Metódio de Patara († 312), Cirilo de Jerusalém († 360), Gregório, o Teólogo († 389), Anfilóquio de Icônio († 394), Gregório de Níssa († 400) e João Crisóstomo († 407).

A mais antiga referência sobre os rituais litúrgicos específicos sobre a festa foram descritos pela freira Egéria durante a sua peregrinação à Terra Santa entre 381 e 384. Ela reportou que 14 de fevereiro era um dia solene em Jerusalém, com uma procissão até a Basílica da Ressurreição de Constantino I, com uma homilia sobre Lucas 2:22 e uma Liturgia Divina. A chamada Itinerarium Peregrinatio ("Itinerário da Peregrinação") de Egéria não oferece, porém, nenhum nome específico para a festa. A data de 14 de fevereiro indica que em Jerusalém, na época, celebrava-se o nascimento de Jesus em 6 de janeiro, dia da Epifania. Nas palavras dela:

Originalmente, a festa era uma celebração menor. Mas então, em 541, uma terrível praga irrompeu em Constantinopla matando milhares. O imperador bizantino Justiniano I, em consulta com o patriarca de Constantinopla, ordenou um período de jejum e oração por todo o Império Bizantino. E, na festa do "Encontro do Senhor", organizou grandes procissões por todas as cidades e vilas, além de um serviço solene de orações (Litia) para pedir a libertação de todos os males e o fim da praga. Em agradecimento, em 542, a festa foi elevada para uma celebração mais solene e passou a ser celebrada por todo o império pelo Imperador.

imagem in pt.wikipedia.org .
Apresentação do Senhor


1500-01. Por Hans Holbein, o Velho, atualmente no Kunsthalle de Hamburgo, na Alemanha

Em Roma, a festa aparece no "Sacramentário Gelasiano", uma coleção de manuscritos dos séculos VII e VIII associados com o papa Gelásio I, mas com muitas interpolações e algumas fraudes. É ali que aparece pela primeira vez o novo título da festa, "Purificação da Abençoada Virgem Maria".

Celebrações litúrgicas

Tradicionalmente, a festividade de Nossa Senhora das Candeias (ou da Candelária) era a última festa do ano cristão, que era todo marcado em relação à data do Natal. As festas móveis são calculadas em relação à data da Páscoa.

Cristianismo ocidental

A festividade das Candeias (ou das Candelárias) ocorre passados quarenta dias após o Natal. Tradicionalmente, o termo "Candeias" ou "Candelárias" faz referência à prática na qual o sacerdote, no dia 2 de fevereiro, abençoa as velas de cera de abelha utilizadas nos serviços religiosos do ano todo, algumas das quais são distribuídas entre os fiéis para uso doméstico.

Porém, após as revisões do Concílio Vaticano II, esta festa passou a dar mais importância à profecia de Simeão, sendo retirada a importância das velas benditas e da Purificação da Santíssima Virgem Maria. O Papa João Paulo II ligou a festa com a renovação dos votos religiosos.

Esta festa nunca cai na Quaresma (a Quarta-feira de Cinzas mais cedo possível no ano cai em 4 de fevereiro, quando a Páscoa cai em 22 de março de um ano não bissexto). Porém, nos calendários que tinha um Tempo da Septuagésima, poderia acontecer que o "Aleluia" tinha que ser omitido da liturgia.

Em Portugal

Em Portugal festeja-se no dia 2 de fevereiro a festividade de Nossa Senhora das Candeias ou Nossa Senhora da Luz. Na tradição popular, o estado do tempo neste dia condiciona o tempo para o resto do inverno. Dizendo-se "Nossa Senhora a rir, está o Inverno para vir. Nossa Senhora a chorar está o Inverno a passar." Quer isto dizer que se no dia estiver sol, ainda virá muito "Inverno", se no dia estiver chuva, o inverno já passou.

(pesquisei em:  pt.wikipedia.org)