quarta-feira, 25 de março de 2026

Quaresma: Tema de reflexão na 5ª semana Quaresmal

imagem: santo.cancaonova.com



Para ajudar a refletir:


Do Testamento de São Francisco (23)

“O Senhor me revelou que devemos dizer esta saudação: 
Que o Senhor vos dê a paz!"

Da Lenda dos Três Companheiros (58)

“Era seu desejo ardente que tanto ele quanto os irmãos abundassem nas boas obras pelas quais o Senhor é louvado. E disse-lhes: "A paz que proclamais com os vossos lábios, que ela cresça ainda mais em vossos corações. Não provoqueis a ira ou escândalo a ninguém, mas que 
todos sejam atraídos à paz, à bondade e à harmonia pela vossa mansidão."

Pensamento:

A paz é um dom de Deus, mas também exige o nosso compromisso. Não basta rezar por ela: 
devemos buscá-la e construí-la todos os dias. 

São Francisco compreendeu isso muito bem e fez da paz parte de sua missão, levando-a a povos divididos, rezando por cidades em conflito e abrindo-se ao diálogo com todos, até mesmo com o Sultão. 

A paz nasce de um coração reconciliado, guiado pelo Espírito; ela fundamenta-se na verdade, na justiça, no amor, no diálogo, na reconciliação e na liberdade. Francisco compreendeu que Jesus nos dá a sua paz, diferente da paz do mundo, e que nos chama a sermos seus artífices: homens e mulheres que, com gestos simples do dia a dia, constroem fraternidade, perdão e esperança. 

É por isso que ele nos confia esta sua vontade.

"Amai os vossos inimigos", diz o Senhor, um mandamento exigente, um caminho estreito, mas nobre, para a paz. Muitas vezes sentimo-nos frágeis, incapazes de amar verdadeiramente. No entanto, como nos lembra Dorothy Day, mesmo quando os nossos corações parecem vazios, mesmo quando acreditamos não ter amor para dar, basta tentar, perseverar, desejar: o amor, da ficção, torna-se realidade. Aqueles que escolhem amar, logo aprendem a amar de verdade.

Hoje, enquanto os nossos olhos contemplam imagens de guerra e dor, queremos erguer o olhar e sonhar com a paz. Queremos acreditar que gestos de bondade e reconciliação podem reconstruir a humanidade ferida.

Ação:

Gesto de paz: ir ter com um colega, um familiar ou um amigo para oferecer perdão ou para pedir desculpa por algo que o magoou.

terça-feira, 24 de março de 2026

"Alfacinhas" - sabemos que os Lisboetas são assim conhecidos! Mas porquê?

Professor e escritor João Carlos Brito
imagem obtida in: e.cultura.pt


Obra do autor:
"Em português nos [des] entendemos",
de João Carlos Brito

É uma questão que pode ser colocada por qualquer um de nós: é que a palavra é curiosa e engraçada para apelidar os nascidos em  Lisboa.

Segundo a minha pesquisa, a origem interessante deste epíteto apresenta como explicação o que a seguir partilho:

"'Alfacinha' é o nome pelo qual são conhecidos os habitantes de Lisboa ou, se quisermos ser mais rigorosos, os naturais de Lisboa. É um epíteto curioso e engraçado, bem acolhido pelos próprios, que são os primeiros a, com orgulho, afirmarem-se como tal.

Existe várias versões para explicar esta denominação dada a quem nasce na capital, sendo que a história primordial relata um clássico hábito da Lisboa burguesa dos finais do século XIX.

Na transição do Romantismo para o Realismo, as famílias da classe média lisboeta tinham a prática muito regular de, nas tardes soalheiras de domingo, se reunirem em lautas merendas pelas inúmeras hortas que existiam nos arredores da cidade. Aí, acompanhando o tradicional peixe frito, diz-se que se consumiam quantidades gigantescas de salada de alface.

Ora, aos olhos de quem vinha de fora da cidade , este hábito tornava-se tão peculiar como pitoresco. Na verdade, o consumo da alface era então pouco difundido pelo resto do país e esta moda foi considerada estranha e até caricaturada. Daí vem o cariz pejorativo do nome "alfacinha", mas, como se sublinha, atualmente não faz sentido o lisboeta sentir-se ofendido por ser assim apelidado. Antes pelo contrário, deve sentir-se orgulhoso dos seus hábitos tão saudáveis e avançados para a época. "

REFERÊNCIA:

Em Português nos [Des]Entendemos, de *João Carlos Brito, Ideias de Ler, 2020 

*professor e escritor 

quarta-feira, 18 de março de 2026

Penamacor: origem e história do nome da terra

imagem: www.youtube.com


imagem pt.wikipedia.org

Pesquisa sobre o concelho de Penamacor:

Viveu neste concelho um salteador muito conhecido, chamado Macor.

Abrigava-se numa caverna que era conhecida por "penha" tal como o monte, que tinha o mesmo nome.

Tal monte/tal penha, ficaram conhecidos por "Penha de Macor", tendo a palavra evoluído para PENAMACOR

E foi assim que os habitantes da terra, segundo a tradição popular, lhe deram o nome.

Na pesquisa que efetuei, fiquei ciente de que os historiadores falavam de uma povoação muito importante, do tempo dos romanos, godos, árabes, túrdulos. 

O topónimo (nome de uma localidade ou de um lugar), segundo uma outra lenda, é o resultado de grandes lutas entre os habitantes da terra e dos bandos que os assaltavam. 

Na sua obra Dicionário do nome das Terras, (Editora Casa das Letras, 2ª edição, maio de 2007) João Fonseca diz, e transcrevo :

"E o sangue que então correu era "de má cor", de tal modo que por "demacor" (depois Penamacor) ficou conhecida a terra."

Uma das povoações tem o nome de "Pena Garcia" (Penha Garcia) e outra é Pena Maior (aproveito para referir, baseada, claro, na pesquisa que já referi, que o autor destaca que para a designação que os antigos pronunciavam à castelhana, magor,  com o tempo sugeriu macor e, portanto, "Pena macor" Penamacor."

Um pormenor interessante : a nível de pesquisas efetuadas por investigadores, é reconhecido que, em documentos muito antigos, esta povoação aparece como Pena Macor. Explicam que há a probabilidade (devido ao prefixo pen, que significa elevação), de PENAMACOR ser "de origem céltica".

segunda-feira, 16 de março de 2026

Quaresma: Tema de reflexão na 4ª semana quaresmal

imagem in: www.holyart.pt


Para ajudar a refletir:

Do Testamento de São Francisco (Testamento 20)

"Trabalhei com as minhas mãos e quero trabalhar; e desejo firmemente que todos os irmãos trabalhem com honestidade."

Pensamento:

Para São Francisco, a possibilidade e a capacidade de trabalhar são um elemento importante na caminhada rumo à fraternidade universal. O trabalho dá dignidade e sustento àqueles que o realizam com honestidade e profissionalismo, mas também deve ser considerado um meio privilegiado de contribuir para o bem comum e de alcançar o próximo. Trabalhar também nos permite não desperdiçar
nossos dias em atividades ociosas que podem se tornar fonte de desconforto para nossas vidas e para toda a comunidade.

A vocação cristã se traduz em trabalho e serviço concretos, e para experimentar em primeira mão o amor expresso pela dedicação, nos deixaremos agora guiar pelo testemunho direto de um de nossos irmãos.

terça-feira, 10 de março de 2026

Marisa Liz: "É o que é"! Para relaxar depois de um dia de trabalho...

Quaresma: Tema de reflexão na 3ª semana quaresmal

in pt.wikipedia.org


Para ajudar a refletir:

Do Testamento de São Francisco (Testamento 14)

“E depois que o Senhor me deu irmãos, ninguém me mostrou o que eu devia fazer, mas o Altíssimo me revelou que eu devia viver segundo a forma do santo Evangelho.”

Pensamento:

O Evangelho lembra-nos que o amor mútuo é a marca daqueles que seguem a Cristo. Não um amor genérico, mas um amor que se torna serviço, aceitação e perdão. Agora, queremos traduzir este Novo Mandamento num gesto simples, porém, poderoso: oferecer aos outros um gesto/ sinal de paz, comprometendo-nos a construir juntos a unidade alegre e a fraternidade. É o ato de reconhecer no outro, ao nosso lado, um irmão amado por Deus.

A vida cristã não é apenas uma caminhada individual, mas uma vocação para viver o Evangelho juntos, como irmãos. Neste tempo, somos chamados a construir e a viver a Fraternidade, como Francisco de Assis.

Ação:

Enviar SMS / Email aos teus pais e amigos a dizer que gostas deles e desejas para eles todo o bem.

quinta-feira, 5 de março de 2026

António Lobo Antunes: "desaparecimento" de um nome "grande" da Literatura Portuguesa

imagem obtida in: pt.wikipedia.org


Homenagem a um nome que se destaca na nossa Literatura Portuguesa Contemporânea: 

António Lobo Antunes

Pela manhã de hoje, fomos surpreendidos com a notícia da morte do escritor António Lobo Antunes, um nome da nossa Literatura que nunca será esquecido.

Escreveu durante mais de quatro décadas.

Foi médico militar em Angola durante a guerra colonial  e a sua escrita ficou marcada por essa experiência, em que está bem patente a condição humana, um aspeto que o preocupava.. 

Foi em 1979 que se iniciou na literatura com a obra “Memória de Elefante”. É curioso que, nesse mesmo ano foi publicado “Os Cus de Judas” (romance). 

A ficção portuguesa enriqueceu com o seu contributo como escritor e a exigência daquilo que escrevia (sempre à mão e passando depois a limpo)! 

Recebeu vários prémios e foi candidato durante muitos anos ao Prémio Nobel da Literatura.

quarta-feira, 4 de março de 2026

Quaresma - Tema de reflexão da 2ª semana quaresmal

imagem in : franciscanos.pt


Partilho o que me enviaram por e-mail o tema tão importante como o é o da Preparação Quaresmal:


Reflexão

Do Testamento de São Francisco (Testamento 4)

E o Senhor me deu tal fé nas igrejas que eu simplesmente rezava e dizia: Nós vos

adoramos, Senhor Jesus Cristo, em todas as vossas igrejas pelo mundo, e vos

bendizemos, porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.


Pensamento:

Francisco, perto da morte, deixou aos seus irmãos um dos dons capazes de

transformar completamente um ser humano: a oração. Para ele, cada momento

passado com Deus nada mais era do que uma busca constante e apaixonada por

uma nova perspectiva, renovada, sobre Deus e sobre os outros. Assim, para

Francisco, Deus se torna a totalidade da sua vida, e o homem é quem precisa ser

iluminado, preenchido e transformado pela Sua presença. 

Esta é a oração de "uma alma sedenta de seu Cristo", de uma alma que, na 

oração, reconhece Deus como Pai, a Igreja como Mãe e todos os outros irmãos e 

irmãs no caminho para a glória do céu.

Ação:

- Rezar: Convidamos-te a ires todos os dias desta semana à capela (num momento durante o dia) e rezar ao jeito de São Francisco: “Onde houver ódio, que eu leve o amor. Onde houver ofensa, que eu leve o perdão. Onde houver discórdia, que eu leve a união. Onde houver dúvidas, que eu leve a fé. Onde houver erro, que eu leve a verdade. Onde houver desespero, que eu leve a esperança. Onde houver tristeza, que eu leve a alegria. Onde houver trevas, que eu leve a luz.”

terça-feira, 3 de março de 2026

Vicks - Vick Vaporub - a origem desta pomada


imagem obtida in: www.auchan.pt

A maior parte de nós lembra-se bem de, nos anos 50/60/, ao mínimo sinal de resfriado, constipação ou até gripe, os nossos pais nos esfregarem logo o peito com esta "milagrosa pomada", havendo ainda um inalador, também  da Vick Vaporub (!!!).  

Claro que estou a referir-me mais à minha infância e adolescência, apesar de ainda ter chegado a utilizá-la também nos meus filhos, mas muito esporadicamente.

Os anos foram passando e, como é natural, a pomada andou um pouco esquecida ou pelo menos, não tão conhecida, porque foram aparecendo outras novidades. 

Agora parece ter regressado "em força", aparecendo em anúncios televisivos.

Como fui cliente assídua da Livraria Menabel, sita em Costa Cabral (Marquês - Porto) e cujo proprietário senhor Nunes dos Santos, autor de alguns livros que ali estavam também à venda, adquiri alguns e foi n'Uma Mão Cheia de Curiosidades", (Humberto/Porto, 1ª Edição, fevereiro de 2000) que fiquei a conhecer a origem desta "pomada".

Por isso, vou partilhar a sua pesquisa sobre o assunto:

Esta pomada, para quem sofre de problemas respiratórios, é universalmente conhecida. 

O que muitos desconhecem é a sua origem, a qual remonta aos primórdios do século XX.

O americano Lunsford Richardson, por não se ter adaptado à vida de professor, decidiu trabalhar como farmacêutico, para cuja profissão sentia particular intuição.

Assim, em 1890, decidiu ir com a família para uma pequena cidade chamada Greensboro, onde comprou uma pequena farmácia, na qual atendia basicamente pessoas humildes, com dificuldades económicas para consultar um médico.

Para essas pessoas, Richardson criou em 1898 um bálsamo chamado Ben-Gay, usado em casos de gota, reumatismo, artrites e sinusites.

A linha de produtos foi crescendo e, em pouco tempo, já eram 21. Até que, em 1905, Richardson criou uma nova pomada à base de mentol e outras essências naturais para o seu filho mais velho que sofria de problemas respiratórios. Foi deste modo que nasceu "Vick Vaporub", cujo nome foi escolhido em homenagem ao seu cunhado, o médico Joshua Vick, um dos seus mentores. E, "Vaporub" foi a palavra que ele criou para dizer "vapor que se esfrega", que é a forma de aplicar a pomada.

Achei esta pesquisa muito interessante!



segunda-feira, 2 de março de 2026

Ruy de Carvalho: homenagem a um "grande senhor" do Teatro Português, que completou 99

imagem in pt.wikipedia.org


Ruy de Carvalho completou 99 anos neste último domingo,  1 de março!

Aqui estou a prestar-lhe a minha homenagem!


Ruy de Carvalho encontra-se a recuperar de um AIT (Acidente Isquémico Transitório) e de outros problemas de saúde, e, por isso, não marcou presença na gala de entrega dos "Prémios Cinco Estrelas", que aconteceu na passada sexta-feira, dia 27, fazendo-se representar pelos dois filhos.

Em conversa com a imprensa, João de Carvalho falou sobre o delicado momento que a família atravessou.

"Foi um susto muito grande, porque o meu pai escondeu-nos, durante muito tempo, um sério problema cardiovascular. Temos três veias que levam o sangue ao coração e duas dessas veias dele estavam completamente entupidas", começou por dizer.

"No hospital, não puderam fazer o cateterismo, porque as veias estavam muito fracas, mas, durante os 15 dias em que ele esteve nos cuidados intensivos, conseguiram desentupi-las e o sangue voltou a circular", continuou o ator.

"O meu pai não tem medo da morte, como eu também não tenho", findou João de Carvalho.

REFERÊNCIA: selfie.iol.pt

domingo, 1 de março de 2026

"Peixes": o signo que precisa do mar...

imagem in portaledicas.com


"Em março, cada dia chove um pedaço".

Há seres humanos que têm muitas vezes uma certa curiosidade em conhecer as profecias dos signos do Zodíaco. 

As pessoas são todas diferentes, por isso é preciso salvaguardar que este post é "dedicado" aos que gostam ou aos que acreditam, claro! 

Até pode haver quem não goste nem acredite mas, mesmo assim, alguns vão lendo! É uma maneira de se divertirem.

Às vezes, precisamos de sair da realidade para nos evadirmos um pouco deste mundo que "está de pernas para o ar" e a nossa imaginação aproveita e "foge" um pouco deste difícil dia-a-dia. 

Partilho, a seguir, uma das minhas pesquisas sobre este signo  efetuada o
no Verdadeiro Almanaque "Borda D'Água" da Editorial Minerva, onde encontrei o Oráculo deste signo: "Os nativos de PEIXES são muito simpáticos, muitas vezes encontram-se na companhia de pessoas muito diferentes. São altruístas, estão sempre dispostos a ajudar os outros, sem esperar receber nada em troca. Sendo um signo de ÁGUA, é caracterizado por empatia e capacidade emocional expressa. As pessoas nascidas sob o signo de PEIXES têm uma compreensão intuitiva do ciclo d vida e, assim, alcançam a melhor relação emocional com outros seres."  🐋
 
A outra pesquisa foi em mariahelena.pt :

peixes
O signo Peixes é o último do Zodíaco, o que significa que é aquele cuja personalidade está mais diluída no Cosmos, sendo o mais intuitivo e o mais metafísico. O Zodíaco simboliza a evolução espiritual do Homem e, por esse motivo, o primeiro signo, que é Carneiro, é o mais egocêntrico e pragmático, chegando a Peixes, aquele que se procura fundir com todos os seres e que se dilui na essência universal. Conheça 12 segredos deste signo misterioso e difícil de conhecer.

1 - Ele acredita num mundo ideal

Peixes tem um profundo idealismo e acredita que é realmente possível ser melhor e fazer um Mundo melhor. Por esse motivo, as suas ações são sempre dirigidas para o bem de todos, evitando magoar os outros, procurando aquilo que pode ser efetivamente benéfico para a comunidade.

2 - Vive na sua bolha especial

Por ser tão idealista, Peixes tem uma enorme dificuldade em ver as coisas como elas são. A não ser que outros elementos do seu Mapa Astral o façam ser mais prático, o nativo de Peixes típico é o sonhador acordado que vive sempre no seu mundo de sonho.

3 - Perde-se nos pormenores

Peixes repara em todos os detalhes e pormenores, desde os bilhetinhos que lhe escrevem aos acessórios que usa. Repara em aspetos que passam despercebidos aos olhos dos outros, porque consegue ver a vida com a pureza de uma criança, que se deixa encantar pelas histórias e pela simplicidade do mundo que o rodeia.

4 - Tem dificuldade em concentrar-se

Por ser tão sonhador, Peixes tem uma grande dificuldade em concentrar a sua mente nos aspetos mais práticos da vida e isso faz com que seja muitas vezes um tormento para ele estar atento nas aulas ou cumprir com as tarefas que lhe são exigidas no trabalho.

5 - Adora filmes e música

Todos os aspetos da arte, em geral, tocam profundamente a alma de um nativo de Peixes, porque é nela que encontra as portas mágicas que o transportam para o mundo de sonhos para onde adora sempre fugir. Por esse motivo os nativos deste signo têm uma propensão especial para a música e uma forte apetência pelo cinema, artes da sua eleição.

6 - Tem uma alma poética e uma natureza profunda

Para além do cinema e da música, também a poesia toca o seu coração de uma forma especial. Peixes, mesmo que tenha um grau académico mais baixo, tem sempre uma alma poética, de artista, porque sente as coisas de uma forma especial e particularmente profunda. Peixes é silencioso e enigmático porque a sua natureza se debate com questões metafísicas profundas, que o inquietam e absorvem por completo. Por esse motivo, deixa escapar facilmente os aspetos mais quotidianos do dia-a-dia, distraindo-se das contas que tem para pagar ou de um recado que o incumbiram de transmitir.

7 - Tem um estilo muito próprio

Peixes deixa transparecer a sua personalidade singular através da forma como se apresenta. Os nativos deste signo têm, muitas vezes, um ar de "hippie" ou, por outro lado, uma imagem profundamente cuidada, mas que se destaca sempre dos demais. Porque dá muita importância à forma como vive, cuida da sua imagem com romantismo e evoca sempre um ar de artista, um quê de boémio, algo que o distingue dos demais.

8 - Não tolera injustiças

Ao contrário de outros signos, que se insurgem ruidosamente e que vociferam quando presenciam algum tipo de injustiça, Peixes tende a sofrer calado, mas não assiste de braços cruzados. Procura sempre ajudar os que lhe parecem mais desfavorecidos, cuidando e apoiando, mesmo que o faça de uma forma discreta.

9 - Tem uma incrível capacidade de sacrifício

Peixes sofre quando o mundo sofre e, por esse motivo, nunca coloca as suas necessidades nem as suas dores à frente das dos demais. Guarda as suas dores para si, sendo capaz de suportar muito mais do que outros signos do Zodíaco, sem se queixar. Há algo na sua personalidade que lhe diz que o sofrimento faz parte da vida e, assim sendo, não o enfatiza, aceitando-o com resignação.

10 - É muito intuitivo

Por estar sempre com um pé neste mundo e o outro no espaço, Peixes é talvez o signo que mais facilmente capta as vibrações subtis do espaço que o rodeia. É por esse motivo que os nativos deste signo são frequentemente apaixonados pelo esoterismo e pelas ciências ocultas, sendo magneticamente atraídos por tudo o que é oculto e inexplicável. Consegue, facilmente, captar aquilo que os outros pensam, compreendendo intuitivamente as suas motivações e o porquê das suas ações.

11 - Sonha encontrar a sua alma-gémea

Peixes é muito romântico e, no seu sonho romântico, sonha encontrar a sua alma-gémea, a outra metade de si, com quem a sua alma se funde e se completa. Não é por acaso que o símbolo deste signo é dual: dois peixes que navegam em direções opostas, simbolizando a dualidade da sua alma sempre inquieta. No amor, Peixes tem dificuldade em entregar-se porque sonha encontrar alguém que o compreende e que o ama como ele é, sem que sejam necessárias palavras.

12 - Precisa do mar

Este é um dos signos cuja ligação à água, o seu elemento, é mais forte. Precisa de ter um contacto próximo e regular com o mar, que o acalma e sossega, onde consegue recuperar energias e tocar no mais profundo da sua essência.

Caraterísticas do signo Peixes


A lenda do signo Peixes

FONTE DA MINHA PESQUISA (ARTIGO E IMAGENS)
mariahelena.pt

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Quaresma - Tema de Reflexão na 1ª Semana Quaresmal

imagem in: https://www.e-cultura.pt


Para ajudar a refletir


Do Testamento de São Francisco (1-3)

“O Senhor deu-me, a mim irmão Francisco, a graça de começar a fazer penitência desta maneira:

quando eu estava em pecado, parecia-me amargo demais ver os leprosos, e o próprio Senhor me conduziu até eles, e eu lhes mostrei misericórdia. E, à medida que me distanciava deles, o que me parecia amargo transformou-se em doçura da alma e do corpo. E depois, fiquei um tempo e deixei o mundo.”

Pensamento:

O santo de Assis, que nos inspira a viver o Evangelho de Jesus, usou as palavras iniciais de seu Testamento para reconhecer a intervenção de Deus em sua vida. Foi o Senhor quem o convidou a iniciar um caminho de penitência – de conversão – com um coração capaz de acolher a humanidade sofredora, em vez de ignorá-la ou rejeitá-la. Tal como a Francisco, o Senhor também nos convida a vencer a resistência pessoal e comunitária para que possamos alcançar aqueles que carregam feridas dolorosas no corpo e no espírito, excluídos do bem-estar material, cultural e espiritual, para compartilhar com eles a consolação de Deus e o amor de uma comunidade capaz de se tornar próxima (cf. Lc 10,29-37).

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

"Contas à moda do Porto" - uma expressão regional da língua portuguesa

www.ideiasdeler.pt


A expressão "contas à modo do Porto" alerta-nos para uma fatura cujo pagamento vai ser dividido ou uma conta que deverá ser liquidada de imediato.

Apesar de usada em todo o nosso Portugal, remete-nos mais para uma expressão de que os portuenses se servem, apontando para contas que são liquidadas no momento.

No entanto, o Professor Carlos Brito refere na sua obra ("Em português nos (des) entendemos", da editora Ideias de Ler, 2020), que não tem a ver só com a Invicta, "mas com o porto de pesca ou comercial, onde as pessoas corriam o risco de não se voltarem a encontrar e, como tal, as contas tinham de ficar saldadas na altura".

O certo é que os falantes do Porto "tomaram conta" desta expressão ou idiomatismo; e o professor Carlos Brito explica: "Ou seja: tomar o porto (de pesca) por Porto (cidade) e, considerando que para um nortenho uma palavra vale mais do que qualquer escritura, as contas certas, justas, honestas também, são do Porto-cidade. Só que, nesta segunda tese, o sentido altera-se ligeiramente, já que quer dizer que cada um paga a sua parte - nem mais nem menos".

A nossa língua é maravilhosa, cheia de enigmas que os especialistas na matéria vão desbravando e nos dão a conhecer, partilhando-os nas suas obras!

www.portoeditora.pt

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

"É Carnaval, ninguém leva a mal"

imagem in: www.etsy.com

(máscara veneziana)

O Entrudo festeja-se hoje. 

Sim, o Carnaval é folia, mas não só... 

Por acaso, conhecemos a origem dos costumes e brincadeiras desta época?

Donde provém o termo ENTRUDO?

Com base no que procurei, encontrei:
1.
'...(...)...a palavra Entrudo provém do latim introitus, que significa «acto de entrar, entrada, acesso, introdução, começo». Nos textos medievais, aparecem registados os termos entruido e entroydo. Mais tarde, o termo apresenta a (grafia com i: Intrudo. O Entrudo começou por designar a noite de terça-feira, que era a entrada da Quaresma; depois a própria terça-feira e, finalmente, os três dias que precedem imediatamente a entrada da Quaresma.'

in Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/entrudo-novamente/26236 [consultado em 19-02-2026]

2.
'O Carnaval é uma das festas mais populares do mundo. No Brasil, em Portugal e em tantos outros países, ele é sinónimo de música, cor, máscaras e celebração. Mas de onde vem esta tradição? Será apenas uma festa antes da Quaresma cristã ou terá raízes mais antigas?

Ao longo da história, muitos investigadores procuraram responder a esta pergunta. Um dos estudos que ajuda a compreender melhor este percurso é a dissertação: “O Entrudo: Ensaio sobre as raízes clássicas do Carnaval“, de Elen Regina da Costa (2022), onde se analisa a ligação entre o Carnaval, o antigo Entrudo português e as festas da Antiguidade Clássica.

O que era o Entrudo?

Antes do Carnaval moderno, existia o Entrudo. Em Portugal, especialmente nas regiões do Norte e também na Galiza, o Entrudo era marcado por brincadeiras populares, uso de máscaras, inversão de papéis sociais, crítica e exagero. Havia jogos com água, farinha e outros elementos que simbolizavam purificação e renovação.

Quando os portugueses chegaram ao Brasil, levaram consigo estas tradições. No Nordeste brasileiro, por exemplo, ainda se encontram manifestações que recordam o antigo Entrudo. A autora da dissertação observa precisamente essas permanências culturais e mostra como certos elementos atravessaram séculos e oceanos.

Muito antes do Cristianismo

Embora o Carnaval esteja hoje ligado ao calendário cristão, sobretudo por anteceder a Quaresma, as suas raízes são muito mais antigas. Para compreender essa origem, é preciso recuar à Antiguidade Greco-Romana.

Na Roma antiga celebravam-se as Saturnais, festas dedicadas ao deus Saturno. Durante esses dias, a ordem social era temporariamente invertida: os escravos podiam sentar-se à mesa com os senhores, havia troca de presentes e liberdade para brincar e satirizar. Era um tempo de suspensão das regras habituais.

Outra festa importante eram as Lupercais, ligadas à fertilidade e à purificação. Celebradas em fevereiro, marcavam o final do inverno e pediam proteção para os rebanhos e para a comunidade.

No mundo grego, destacavam-se as festas Dionisíacas, dedicadas a Dioniso, deus do vinho, da festa e do teatro. Nessas celebrações havia música, dança, máscaras e representações dramáticas, elementos que continuam presentes no Carnaval atual.

O ciclo do inverno e a fertilidade

Um ponto central no estudo das origens do Carnaval é o chamado “ciclo do inverno”. Muitas festas antigas estavam ligadas ao calendário agrícola. O inverno era um período de espera e incerteza. Celebrar significava pedir fertilidade para a terra, proteção para os rebanhos e renovação da vida.

Rituais de purificação, máscaras e inversões sociais tinham um significado simbólico profundo: o mundo precisava ser “virado ao contrário” para renascer. O caos temporário ajudava a restaurar a ordem.

Com o tempo, essas práticas foram sendo reinterpretadas. Quando o Cristianismo se afirmou na Europa, muitas festas pagãs não desapareceram completamente. Em vez disso, foram adaptadas ao novo calendário religioso.

Da festa pagã ao Carnaval cristão

O Carnaval passou a situar-se antes da Quaresma, período de jejum e reflexão. Assim, os dias de festa tornaram-se uma espécie de despedida dos excessos antes da penitência.

A própria palavra “Carnaval” é frequentemente associada à ideia de “adeus à carne”, remetendo para a abstinência quaresmal. No entanto, a energia da celebração, a liberdade temporária e o uso de máscaras são heranças muito mais antigas.

O que mudou ao longo dos séculos foi o sentido cultural. O que começou como ritual religioso ligado à fertilidade tornou-se festa popular, depois manifestação urbana organizada, e em muitos lugares, espetáculo turístico e mediático.

Permanências e transformações

O mais fascinante na história do Carnaval é perceber como certas estruturas culturais resistem ao tempo. A inversão de papéis, a crítica social disfarçada, a máscara como símbolo de liberdade, o riso coletivo, tudo isso já existia na Antiguidade.

Ao mesmo tempo, cada época acrescentou novos significados. Hoje, o Carnaval pode ser expressão de identidade local, afirmação cultural ou simplesmente momento de alegria partilhada.

A investigação de Elen Regina da Costa mostra que o Carnaval não é apenas uma festa moderna, mas o resultado de uma longa caminhada histórica. Ele liga o mundo rural antigo às cidades contemporâneas, atravessa o paganismo, o Cristianismo e a modernidade, mantendo viva a necessidade humana de celebrar, rir e renovar.

Conclusão

O Carnaval é muito mais do que desfiles. Ele é herdeiro de rituais antigos, de festas ligadas ao inverno e à fertilidade, de celebrações dedicadas a deuses como Saturno e Dioniso.

Ao longo dos séculos, transformou-se, adaptou-se e ganhou novos significados. Mas continua a cumprir algo essencial: criar um tempo diferente dentro do tempo comum, um espaço onde a ordem pode ser suspensa e a vida celebrada.

Talvez seja essa a verdadeira razão da sua permanência. O Carnaval recorda-nos que, antes da disciplina, há sempre um momento para a festa, e que celebrar também faz parte da história da humanidade.

in espacomaria.com (Referência bibliográfica: Costa, E. R. (2022). O Entrudo: Ensaio sobre as raízes clássicas do Carnaval (Tese de mestrado). Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.


domingo, 15 de fevereiro de 2026

Aquarianos: para os nascidos a 15 de fevereiro

in www.mariahelena.pt

Horóscopo diário 
15 de fevereiro 2026
Por Maria Helena 
(pesquisa in: mariahelena.pt)

Pensamento do Dia

“Nunca encontrei uma pessoa tão ignorante que não pudesse ter aprendido algo com a sua ignorância.”

Galileu Galilei
Nasceu a 15 de Fevereiro de 1564

Dia 15.02.26 

Aquário

Carta do Dia: A Lua, que significa Falsas Ilusões. 
Amor: As relações devem ser cuidadas todos os dias. Surpreenda o seu amor.
Saúde: Cuide das suas emoções. Mente sã em corpo são.
Dinheiro: Pense bem antes de se comprometer com um crédito. Não caia em falsas ilusões. 
Números da Sorte: 36, 41, 15, 3, 37, 20
Carta n. 18

Fonte: in rostos.pt (mariahelena)

Conheça as características deste signo que é visto como excêntrico, original e imprevisível e que, sem dúvida, veio ao Mundo para o revolucionar!

Se está à espera que um nativo de Aquário obedeça, calado, a uma ordem que lhe dê, se tem esperança que ele não lhe faça mil perguntas perante uma afirmação sua, se acredita que as regras vão ser cumpridas cegamente por ele... espere sentado! Este é o signo, por excelência, da rebeldia, da contestação, da originalidade e da independência levada ao seu maior expoente. Atenção, pois nem todos os nativos de Aquário são rebeldes ou contestatários. Muitos são, até, pessoas pacatas e discretas. Contudo, a mente de um nativo de Aquário é veloz como o vento e tem sempre pensamentos rebuscados, divertindo-se a arquitetar planos, a especular sobre situações... mesmo que nem chegue sequer a partilhar as suas ideias com mais ninguém.

Este signo é regido pelo planeta Úrano, que se relaciona com as mudanças, as inovações, o imprevisto. O nativo de Aquário não gosta de seguir a norma, procura sempre encontrar a melhor solução, sendo especialmente dotado para as novas tecnologias e todos os assuntos de vanguarda. Adora experimentar coisas novas e sente-se fascinado pela possibilidade de fazer as coisas de uma nova maneira, melhor, mais rápida, mais moderna. Úrano dá-lhe, também, uma certa impaciência, pois como capta tudo mais rapidamente que a maioria das outras pessoas, não tem tolerância para mentes conservadoras nem para pessoas com vistas curtas. É visionário, conseguindo descobrir num ápice a solução que outros procuraram, durante horas. Todos os assuntos mentais são do seu interesse, é mais intelectual do que físico e não gosta, de um modo geral, de trabalhos manuais. Aprecia ler, principalmente livros de ficção científica ou que alarguem os seus horizontes, e tudo aquilo que possa amplificar os seus saberes. Aquário sente que veio ao Mundo para aprender e para, com a informação adquirida, aplicá-la de forma melhorada em prol dos outros. 

Pertence ao Elemento Ar e tem, como nenhum outro, uma enorme necessidade de liberdade. O seu potencial criativo precisa de sentir-se livre para se manifestar em pleno, Aquário acredita num mundo melhor, mais justo para todos, mais equilibrado. E faz, sem dúvida, a sua parte. Este é o signo dos voluntários, dos missionários, havendo um grande número de nativos de Aquário ligados a associações de voluntariado e a todo o tipo de serviço social. Como tem uma enorme flexibilidade e se aborrece com a rotina, Aquário envolve-se em vários projetos ao mesmo tempo, dando o seu melhor em cada um deles. A sua única exigência: acreditar naquilo que faz, e acreditar que aquilo que faz vai trazer benefícios aos outros. Este é, também, o signo mais altruísta do Zodíaco. Aquário relaciona-se com o coletivo, com o grupo, e pensa geralmente mais em termos de grupo do que em si próprio. Não pretende fama nem glória, pretende fazer a diferença. 

Quem quiser conquistar um nativo de Aquário deve, antes de mais e acima de tudo, ser 100 % genuíno. Estes nativos não se importam se a outra pessoa estiver despenteada ou se tiver um buraco na camisola. Antes pelo contrário, são seduzidos pela genuinidade e pela coragem que a pessoa mostra, e gostam principalmente de quem, tal como ele, não dá importância nenhuma àquilo que os outros pensam. Ele foge de compromissos e de afetos exacerbados; procura, antes, um companheiro que saiba ser amigo, antes de ser amante, que saiba respeitar o seu espaço e que não exija a sua atenção constante. Quem souber respeitar a sua natureza livre e indomável, e não quiser fazer dele algo que ele não é, terá sem dúvida somado alguns pontos a seu favor.
Aquário é o signo da liberdade, do idealismo, do sentido de ajuda aos outros e da consciência que nenhum homem é uma ilha isolada. Aquilo que aprendemos com os nativos deste signo é, em primeiro lugar, a aceitar as diferenças, e a honrá-las por serem elas que contribuem para que o Mundo seja tão rico. 

O Signo Aquário em resumo: 

Original, independente, frontal e sincero, eis o nativo de Aquário. Destaca-se por ter um ar um pouco sonhador, parecendo estar sempre perdido nas suas ideias. Profundamente criativo, possui uma imaginação fértil e um mundo interior muito rico, criado pelos seus pensamentos. Defende a liberdade e a igualdade, sendo idealista e tendo preocupações humanitárias muito profundas, que manifesta desde jovem. Gosta de ser útil aos outros, procurando ter sempre um papel ativo na sociedade. Tem um espírito livre e prefere fazer as coisas à sua maneira, não gosta que lhe imponham regras nem limites. No amor, é companheiro e amigo, procurando uma relação onde haja respeito e liberdade mútuos. Gosta que estimulem a sua mente e que lhe lancem desafios.

Signos com quem é mais compatível: Sagitário – Carneiro – Gémeos – Leão

Signos com quem tem maiores incompatibilidades: Virgem – Caranguejo – Escorpião

Cristal para o seu signo: Água-Marinha – aumenta a sua coragem e força para enfrentar os desafios. Melhora o poder de comunicação, a fluidez de ideias e a rapidez de raciocínio.

(in: mariahelena.pt)

É interessante que ao ler as características deste signo no Verdadeiro Almanaque Borda D'Água de 2025 encontrei: 

"Oráculo - os aquarianos são tímidos e quietos, mas por outro lado eles podem ser excêntricos e energéticos. No entanto, em ambos os casos, eles são profundos pensadores e pessoas altamente intelectuais que gostam de ajudar os outros. Eles são capazes de olhar sem preconceitos, o que os torna pessoas que facilmente resolvem problemas." 
in: (Borda d'Água, página quatro, 2º mês, Editorial Minerva, 2025)

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Fernando Pessoa: citação profunda sobre a amizade

pt.pinterest.com

É bonito ser amigo, mas confesso: é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias.

(Fernando Pessoa)

FONTE: in pensador.com

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Dia Mundial da Rádio comemora-se hoje, 13 de fevereiro

imagem in: radiolumena.com


Hoje é sexta-feira e é dia 13 de fevereiro (abençoada sexta-feira, 13 !). Dá sorte...

Comemora-se o Dia Mundial da Rádio com alegria e um grande reconhecimento pelo trabalho incansável de todas as equipas de profissionais que nela trabalham..

Ouvir rádio diariamente tornou-se indispensável nas nossas vidas já há muito, pois os radialistas transmitem-nos tudo o que há de mais importante, que se passa em todo o mundo.

E, neste momento,  o mundo não está nada fácil, o que faz com que esses profissionais corram demasiados riscos, noticiando no local, "mesmo em cima dos acontecimentos".

Um GRANDE obrigado a todas as rádios pelas informações "minuto a minuto", "hora a hora" e pela companhia que nos fazem e sem as quais já não passamos.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

"À tripa forra" - uma curiosa expressão popular portuguesa


"À tripa forra" é uma expressão popular que significa na nossa língua:  

  • com fartura
  • abundantemente
  • gratuitamente
  • sem se preocupar com o custo ("comer ou viver sem se preocupar - "à tripa forra")

FONTE: Baseei-me na leitura da obra "Novos Dicionários de expressões idiomáticas", de António Nogueira Santos, Edições João Sá da Costa, 1ª edição, 1990

Já No Ciberdúvidas da Língua Portuguesa pode encontrar-se a seguinte explicação para a referida expressão:

Pergunta de um consulente ao Ciberdúvidas:

'A origem da expressão «gastar à tripa-forra»
Há uma expressão que se lê e ouve constantemente: «gastar à tripa forra». Embora se compreenda facilmente o seu significado, será possível informarem-me como surgiu?
Obrigada.
...(...)...(...)...

Resposta

Não encontro comentários sobre a origem da expressão. No Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa (2001), tripa-forra (com hífen)1 tem entrada própria, sendo a palavra classificada como elemento nominal da locução adverbial «à tripa-forra», cujas definições são: «em grande quantidade ou abundância, fartamente; até não poder mais» e «gratuitamente, às custas de outrem; de borla».

Note-se que tripa é, em linguagem familiar, o mesmo que barriga (cf. idem), como na expressão «encher a tripa», «comer muito até ficar farto»; e forra, o feminino de forro, «livre, desobrigado». Tripa-forra é, pois, a fixação do sintagma «tripa forra», isto é, «barriga livre». Lembrando que barriga é por metonímia o mesmo que apetite, como ocorre na expressão «ter mais olhos que barriga», é de sugerir que tripa-forra tenha surgido como alusão a um apetite sôfrego, desenfreado ou descontrolado, sem limites por falta de comida ou de dinheiro para a comprar. 

Sendo assim, «gastar à tripa-forra» quer dizer «gastar descontroladamente». O que acabo de propor é meramente uma conjectura baseada na análise semântica e morfológica da expressão, visto que, como disse, não tenho elementos históricos que me permitam descrever o contexto factual da sua génese.

1 O Dicionário Houaiss (edição brasileira de 2001, s. v. tripa) regista «à tripa forra» sem hífen, definindo-a como locução sinónima de «à larga». Dado que tripa-forra ou tripa forra ainda mantêm um certo grau de composicionalidade (os significados das palavras suas constituintes ainda estão acessíveis à interpretação), considero que ambas as grafias são aceitáveis.' 

(por Carlos Rocha)

in Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/a-origem-da-expressao-gastar-a-tripa-forra/28859 [consultado em 13-02-2026]

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Guarda-chuva: festeja-se hoje o seu dia

imagem in: www.amazon.com

Pois é verdade, é bem merecido: o dia do guarda-chuva festeja-se hoje, a 10 de fevereiro. 

Tão gasto de ser usado por todos, é justo recordá-lo e homenageá-lo.

Nada mais verdadeiro e bem preciso é termos este fiel companheiro nestes dias chuvosos que não nos abandonam desde setembro.

O pior são as séries de "depressões atmosféricas"... são "umas atrás das outras"... 

Cá para mim, a coleção de todas elas que já tivemos de suportar (e ainda as que faltam "visitar-nos"), só passarão se marcarem consulta no médico! 

E, por este andar, nós também não escaparemos...

Mas o tratamento, Senhor Doutor, tem mesmo de ser muito intensivo!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

"Em fevereiro chuva, em agosto uva" - um ditado popular

in www.calendarr.com

 No mês de fevereiro os dias aumentam.

Em relação ao oráculo: os aquarianos são tímidos e quietos, mas por outro lado eles podem ser energéticos e excêntricos. No entanto, em ambos os casos eles são profundos pensadores e pessoas altamente intelectuais que gostam de ajudar os outros. Eles são capazes de olhar sem preconceitos, o que os torna pessoas que facilmente resolvem problemas.

A 2 de fevereiro festeja-se as Candelárias , com muito simbolismo para os Celtas, uma vez que no calendário deste povo  se iniciava a primavera neste mês.

É o dia da Apresentação de Jesus no Templo, por Maria e José.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

La Chandeleur - le 02 Février se fête aujourd'hui - La recette des crêpes

imagem in: ruralea.com

A festa d Nossa Senhora das Candeias.
Este post está em francês, porque a festa de Nossa Senhora das Candeias tem uma repercussão muito expressiva no seio dos habitantes de França. 
Quem quiser, pode sempre traduzir este texto e inteirar-se de todos os pormenores que dizem respeito a esta celebração.
Refiro, desde já, que a minha pesquisa sobre o tema, foi na FONTE capital.fr
Então, vamos aceder a mais uns aspetos de cultura geral, que faço questão de partilhar aqui: .
C'est quoi la Chandeleur ?
La Chandeleur est une fête célébrée chaque année. 
En France, elle est principalement associée à la tradition culinaire des crêpes, partagées en famille ou entre amis. 
Derrière cette coutume populaire se cache toutefois une histoire longue et complexe, à la croisée des traditions païennes, chrétiennes et agricoles.
Quelle est l’origine de la Chandeleur ?
Histoire de la Chandeleur : une tradition d’origine païenne
La Chandeleur remonte à la Rome antique, où le début du mois de février était marqué par des fêtes de purification et de lumière, notamment les Lupercales. 
Ces célébrations visaient à purifier la cité et à favoriser la fécondité, à l’approche du printemps. 
Les processions aux flambeaux symbolisaient alors la lumière victorieuse de l’hiver.
Une fête chrétienne : la Présentation de Jésus au Temple
Au IVᵉ siècle, l’Église catholique institue la fête de la Présentation de l’Enfant Jésus au Temple et la purification de la Vierge Marie, quarante jours après Noël. 
Selon l’Évangile de Luc (Lc 2, 22-40), Marie et Joseph présentent l’Enfant Jésus au Temple de Jérusalem. 
C’est à cette occasion que le vieillard Siméon reconnaît en Jésus la « lumière pour éclairer les nations ».

La fête Imbolc chez les Celtes

La Chandeleur trouve par ailleurs son origine dans la culture celte, où il était de tradition de célébrer la fête païenne Imbolc le 1ᵉʳ février. Rendant hommage à la déesse de la fertilité, Brigit, elle célébrait l’arrivée du printemps et le retour à la lumière. 

Les Celtes avaient alors pour habitude de déguster des crêpes.

Quelle est la signification de la Chandeleur aujourd’hui ?

Une tradition populaire devenue centrale.

Au fil des siècles, la dimension religieuse s’estompe dans les pratiques sociales, tandis que s’impose une tradition populaire : faire des crêpes

Leur forme ronde et leur couleur dorée sont interprétées comme un symbole du soleil, de la lumière retrouvée et de l’abondance à venir.

Une fête conviviale et largement sécularisée

Aujourd’hui, la Chandeleur est avant tout une fête conviviale, vécue comme un moment de partage familial ou amical. Elle s’inscrit dans un calendrier de célébrations culturelles où la référence religieuse n’est plus centrale. La pratique s’est ainsi largement sécularisée, sans pour autant perdre sa dimension symbolique.

Une mémoire culturelle toujours vivante

Derrière le geste apparemment anodin de faire sauter une crêpe se cache en réalité l’ensemble de cette période historique durant laquelle se sont durablement entremêlés rites païenssymbolique chrétienne et pratiques populaires. La Chandeleur illustre ainsi la capacité des traditions à se transformer tout en conservant une mémoire collective.


Pourquoi la fête s’appelle-t-elle «Chandeleur» ?

Le nom Chandeleur trouve son origine dans le mot latin « candela », quisignifie « chandelle » ou « bougie », et qui a donné l’expression « festa candelarum », « fête des chandelles ». Cette étymologie renvoie aux rites de la lumière associés à cette fête et reflète à lui seul la profondeur historique de la célébration..

Quelle est la date de la Chandeleur en 2026 ?
Le 2 février de chaque année
La Chandeleur est célébrée chaque année à la date du 2 février, soit exactement 40 jours après Noël (fin du cycle de la Nativité). En 2026, la célébration de la Chandeleur est fixée au lundi 2 février, soit deux jours avant la fin des soldes d’hiver
Cette date marque également, dans le calendrier traditionnel, une étape symbolique de l’hiver, associée au renouveau saisonnier.
Une date déterminée par le calendrier chrétien
La Chandeleur est célébrée 40 jours après Noël, conformément à la tradition chrétienne de la Présentation de Jésus au Temple. Ce calcul repose sur un comptage calendaire simple et constant :Noël : 25 décembre (la naissance du Christ).
Du 25 décembre au 2 février : 40 jours.
La date ne varie donc jamais, contrairement à Pâques ou à d’autres fêtes mobiles.
Elle intervient également 27 jours après l’Épiphanie, célébrée le 6 janvier.
Pourquoi mange-t-on des crêpes à la Chandeleur ?
La fête des crêpes en hommage au soleil
À la Chandeleur, les Français préparent des crêpes. Mais pourquoi ? Cette coutume culinaire est d’abord attribuée aux païens romains qui dégustaient des crêpes aux céréales, symbolisant le disque solaire et l’arrivée du printemps après de longues nuits d’hiver. Puis au pape Gélase 1er, qui distribuait des galettes aux pèlerins au moment de leur arrivée à Rome.
Dans les sociétés rurales, la Chandeleur marquait aussi un moment clé du calendrier agricole : elle correspondait à l’utilisation de la farine excédentaire de l’hiver, avant les semailles de printemps, symbole de prospérité.
Faire sauter une crêpe avec une pièce
Autre coutume, les paysans préparaient des crêpes à la Chandeleur pour s’assurer d’une bonne récolte de blé et d’une bonne prospérité l’année suivante. Ils étaient tenus de respecter un rituel : faire sauter la première crêpe de la main droite en tenant fermement un louis d’or dans la main gauche (à défaut une monnaie).
Comment est célébrée la Chandeleur dans le monde ?
Il n’y a pas qu’en France que l’on célèbre la tradition de la Chandeleur à la date du 2 février. Aux quatre coins de la planète, la Présentation de Jésus au Temple de Jérusalem fait l’objet de diverses manifestations.
Une fête aux expressions multiples
Selon les pays du monde et les cultures, la Chandeleur peut ainsi prendre des formes très différentes :processions lumineuses et chants d’enfants en Europe ;
rituels religieux et repas traditionnels en Amérique latine ;
célébrations populaires et symboliques en Amérique du Nord.
Malgré cette diversité, un thème commun demeure : la lumière, le renouveau et l’espoir de la fin de l’hiver.

Recette de crêpes pour la Chandeleur
La Chandeleur est associée à la préparation et au partage des crêpes, un mets simple devenu emblématique. Leur réussite repose sur un bon équilibre des proportions et sur une pâte suffisamment fluide. Voici une recette classique, fiable et éprouvée, pour réaliser une douzaine de crêpes.
Dans un saladier, versez 250 g de farine de blé, puis formez un puits.
Ajoutez trois œufs entiers, une pincée de sel et, pour une version sucrée, deux cuillères à soupe de sucre.
Mélangez progressivement en incorporant 50 cl de lait entier, versé petit à petit afin d’éviter la formation de grumeaux.
Ajoutez ensuite une cuillère à soupe d’huile neutre ou 30 g de beurre fondu, puis mélangez jusqu’à obtenir une pâte lisse, homogène et légèrement fluide.
Laissez reposer la pâte au minimum 30 minutes à température ambiante.
Faites chauffer une poêle antiadhésive légèrement graissée.
Versez une louche du mélange, répartissez-le finement, puis laissez cuire environ une minute, le temps que les bords se détachent.
Retournez la crêpe et poursuivez la cuisson 30 à 45 secondes.
Répétez l’opération jusqu’à épuisement de la pâte.