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quarta-feira, 13 de novembro de 2024

Alice Maia Magalhães (1914-1989) - A minha homenagem

Casa da Torre
imagem encontrada em facebook.com 

Sendo sócia da Acção de Solidariedade Social dos Professores (ASSP), e de que muito me orgulho como professora aposentada (e para onde muito provavelmente irei um dia, se se proporcionar ou lá me quiserem receber), deparei com um artigo de homenagem a esta docente, no Boletim Informativo 234 do 3º trimestre de 2024, página 11.

O seu apoio na implementação da "nossa" Associação (com a devida vénia à autora do artigo - texto de AMM - Ana Maria Morais, atual Presidente do Direção Nacional da ASSP), mostra-nos que Alice Maia Magalhães desempenhou um papel preponderante nesta instituição, uma vez que foi a primeira Presidente da Direção Nacional da ASSP. Foi professora de Ciências Físico-Químicas e neste ano em que se celebram 50 anos do 25 de abril, a ASSP homenageia-a merecidamente.

Trabalhou nos liceus D. João de Castro, Pedro Nunes, Maria Amália Vaz de Carvalho, entre outros...

Opôs-se sempre à ditadura do estado-Novo. Enfrentou o salazarismo e acabou por ser perseguida entre 1949 e 1972, o que levou à sua expulsão como professora,  por motivos políticos. Seria  reeintegrada em 1972, lecionando até 1984, altura em que se aposentou, mas continuou a intervir como cidadã apaixonada pela sua profissão. 

Era solteira e adotou várias crianças, acabando por participar na constituição da ASSP.

A Dra Alice Bravo Torres Maia Magalhães legou à ASSP a  CASA DA TORRE (ao serviço das diversas delegações da ASSP), em Sobrosa, uma vila considerada histórica, do Concelho de Paredes. Ali se realizam encontros entre professores, seminários, entre outras atividades (assp.pt)


Casa da Torre, Sobrosa (preços atualizados para 2024)
Casa da Torre, em Sobrosa
imagem encontrada em booking.com

REFERÊNCIA: 

Partilhei aqui passagens do post do blog da autoria de João Esteves, silenciosememorias.blogspot.com de 06.09.2014, onde me baseei para certas passagens que resumi sobre a vida desta tão nobre senhora (para além do Boletim Informativo da ASSP que referi no 1º parágrafo). 

quinta-feira, 16 de maio de 2019

António Costa ganhou mesmo a batalha política sobre o caso dos professores?

in rtp.pt

Sim, foi mesmo uma batalha política entre o primeiro-ministro António Costa e os professores do nosso país, tendo como base a contagem integral do tempo de serviço destes. 

A vida não estava fácil para António Costa com tantos problemas à sua volta como o caso das colocações de familiares do PS na administração pública, as sondagens para as eleições europeias com maus resultados e a ver fugir uma maioria absoluta...

Costa resolveu agir: ameaçou demitir-se se a lei da contagem integral do tempo de serviço dos professores fosse aprovada no parlamento, uma vez que considerava que não era possível governar, por causa da despesa para o ano de 2019 e para os anos seguintes.

Ao ler uma Crónica na SÁBADO, a propósito deste tema, escrita pelo Subdirector da referida revista, (cf. página 76, número 784 de 09 a 15 de maio do corrente), Carlos Rodrigues Lima, não posso deixar de a transcrever, uma vez que o modo como pensa e interpreta o que se passou, coincide muito com a opinião que formei sobre os factos ocorridos:

"Crónica 
Vá lá à sua vida
A vitória da política sobre o país
PARECE QUE ANTÓNIO COSTA GANHOU. Não se sabe bem o quê, mas tudo indica que foi uma batalha política, esse tipo de contenda que faz as delícias dos comentadores e analistas, mas que não resolve problema nenhum, neste caso o problema dos professores. Mas, Costa, diz-se por aí, ganhou. E com esta vitória confirmou, como analisou Marques Mendes, o novo Comentador Geral da República, depois de um longo mandato de Marcelo Rebelo de Sousa, o seu estatuto de "profissionalão" da política. Uma expressão que pode ter duas leituras: Costa é um bom político ou Costa não fez mais nada na vida além de estar encavalitado na política.
Percursos à parte, o que importa agora são os professores e como estes foram sucessivamente enganados pelo PS e, mais recentemente, por PSD e CDS. É preciso recuar até novembro de 2017, quando o atual governo e os principais sindicatos dos professores assinaram um acordo, em que ficou estabelecido que as partes aceitariam negociar "o modelo concreto da recomposição da carreira que permita recuperar o tempo de serviço". Ou seja - e não é preciso chamar um intérprete com poderes especiais de hermenêutica - as duas partes do acordo aceitavam a premissa da recuperação do tempo de serviço. O que faltava definir era o método.
Dois anos depois deste acordo, o primeiro-ministro foi à televisão (há bem poucos dias) declarar, que, afinal, "nem daqui a 10 anos será possível devolver o tempo integral, durante o qual as carreiras estiveram congeladas." Como a retidão de princípios e a "palavra dada é palavra honrada" (autor desconhecido...) são duas qualidades pouco ou nada habituais na corte em Lisboa, o primeiro-ministro é elogiado pela sua capacidade política, pelo brilhante jogo de xadrez que fez com a oposição e também com os seus parceiros de uma coligação, a quem um dia chamaram "geringonça". É difícil de entender como é que perante um dos maiores embustes deste Governo se elogia o brilhantismo político de Costa. Ou até será fácil. dado o pântano em que a política portuguesa mergulhou. Mais depressa se elogia o embuste do que a promessa cumprida. Os professores continuam com um problema, mas a última semana foi preenchida com "recuo", "esvaziamento", "feitiços contra o feiticeiro", "coligação negativa". Prioridades. 
Como se isto não bastasse, o CDS e o PSD resolveram entrar no jogo político, tendo apenas como objetivo amealhar uns milhares de votos para as próximas eleições. Ambos os partidos, os tais do rigor e mais não sei quê, revelaram que, juntamente com o PS, fazem parte desse clima pantanoso da política, em que os problemas concretos das pessoas são meros argumentos numa disputa eleitoral. A cobardia da direita foi desmascarada mal António Costa ameaçou com a demissão. Primeiro, o CDS apareceu a dizer que tinha votado a recuperação do tempo congelado aos professores, mas se houvesse condições para pagar. O PSD, depois de uma longa reflexão de Rui Rio, também procurou corrigir o tiro, declarando ter votado qualquer coisa, mas que não implicava despesa. Eis a maravilha da economia social democrata: vota-se favoravelmente uma despesa que não vai dar despesa.
Moral da história, caro leitor: a política não se faz para resolver os problemas dos cidadãos. A política cria expectativas nos cidadãos e alimenta-as até ao limite. Quando nos apercebemos que fomos enganados, nada como uma "crise política" para ninguém falar do engano em si e todas as atenções estarem centradas na tal crise, no perigo de ficar sem Governo, na instabilidade dos mercados, nos compromissos internacionais, na Zona Euro, no crescimento, nos sinais dados aos investidores, na imprevisibilidade do resultado das eleições, das maiorias absolutas ou relativas, das coligações à direita ou à esquerda num cenário de legislativas antecipadas, nos acordos parlamentares, etc. Confesse, caro leitor, depois desta última frase, já não quer saber dos professores, pois não? A política é isto mesmo."

in online.sapopt

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Lutas em torno da carreira dos docentes portugueses: o relatório da OCDE

in: jornaleconomico.sapo.pt

Chamou-me a atenção este artigo que abaixo transcrevo, de Pedro Sousa Tavares, no dn.pt de 11 de setembro de 2018, pois é um tema sério, importante, e que merece ser analisado por todos nós, sociedade portuguesa, neste princípio de ano escolar!

Mantém-se uma espécie de "guerra" entre os sindicatos da educação e o governo, a propósito da contagem do tempo de serviço dos professores, tendo nós assistido, já há meses, a posições extremadas por parte dos docentes com greves às aulas, às avaliações, aos lançamentos de notas, aos exames...

É lamentável a ausência de paz e tranquilidade neste setor! A falta de acordo entre sindicatos e governo continua, neste início de mais um  novo ano letivo...

Vamos então ler o que diz Pedro Sousa Tavares sobre a forma como o Relatório da OCDE - Education at a Glance 2018 - (podendo traduzir-se por educação em resumo), retrata a classe docente portuguesa:

"OCDE diz que temos professores envelhecidos que ganham bem e trabalham menos horas
Portugal tem uma força de trabalho docente envelhecida, com salários relativamente altos e horas dedicadas ao ensino comparativamente curtas". É desta forma - que dificilmente poderia ser mais controversa, numa altura em que sindicatos e governo travam uma batalha em torno do tempo de serviço congelado - que a OCDE abre o capítulo dedicado aos professores nas notas relativas a Portugal do relatório Education at a Glance 2018.
No documento é explicado que, por força da quebra nas novas contratações, a parcela dos docentes com mais de 50 anos aumentou 16% no país, entre 2005 e 2016, enquanto na média da OCDE a progressão foi de apenas 3%. Esta tendência, como já tinha sido revelado no ano passado, no relatório Perfil do Docente, da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e da Ciência, levou a que, "em 2016, apenas 1% de todos os professores, do primeiro ciclo ao secundário, tivessem menos de 30 anos (a média da OCDE era de 11%) e que 38% tivessem 50 anos ou mais (a Média da OCDE era de 35%).
Este facto é apontado como uma das explicações para o que a OCDE considera ser uma folha salarial "relativamente elevada", já que os docentes mais velhos estão habitualmente nos patamares mais elevados da carreira, onde se ganha melhor. Mas não é a única. De acordo com a organização, a classe goza em Portugal, face a trabalhadores com qualificações comparáveis, de um estatuto que é quase único no contexto dos seus estados-membros.
"Ao contrário de quase todos os outros países da OCDE, os professores portugueses, do pré-escolar ao ensino secundário, ganham mais do que outros trabalhadores com educação terciária [ensino superior]", diz o relatório, precisando que esta diferença "varia de 35% a mais no 3.º ciclo para 50% a mais no pré-escolar". Os diretores também são referidos, com a OCDE a concluir que estes "ganham o dobro do que os trabalhadores com o ensino superior ganham em média".
Refira-se que o relatório não afirma que os professores portugueses ganham mais do que os seus colegas de outros países. De resto, a mesma organização já produziu documentos que concluem precisamente o contrário, sobretudo quando se trata dos primeiros anos de profissão. O que a OCDE está a dizer é que, considerando a realidade nacional, os salários dos professores podem ser considerados acima da média.

"Horários mais leves do que a média"

A OCDE reconhece que, além do salário, é importante garantir outras "boas condições de trabalho" e que esta é uma variável "que engloba várias dimensões, muitas das quais são difíceis de medir". No entanto, diz também que, "pelo menos em termos de tempo dedicado ao ensino, os professores em Portugal beneficiam de horários mais leves do que na média da OCDE, e têm comparativamente mais tempo para atividades não letivas, como a preparação de aulas e a correção de trabalhos de casa".
Por exemplo, diz, "nos programas do terceiro ciclo em Portugal, o tempo dedicado às atividades letivas é de 616 horas por ano (a média da OCDE é de 701), o seu tempo de trabalho requerido na escola é de 920 horas (a média da OCDE é de 1178) e os professores passam 42% do seu horário total de trabalho a lecionar (quando a média, entre os países com dados disponíveis, é de 44%)".
O relatório lembra ainda que, "como noutros países, a carga de trabalho e exigência em termos de ensino podem evoluir ao longo da carreira dos professores" e que, em Portugal, "os professores podem beneficiar de uma redução dos horários letivos devido à sua idade ou anos de profissão, ou por se dedicarem a atividades extracurriculares na escola"."
Entretanto, li também no jornaleconomico.sapo.pt de 15 de setembro (artigo de Mariana Bandeira) que: 
"Professores pedem reunião extra ao Governo por causa do relatório da OCDE: A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) pediu uma reunião suplementar ao Governo e pediu explicações à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) por causa do último relatório sobre educação. A federação sindical refuta os dados divulgados esta semana e pretende receber explicações do diretor-geral para a Educação e Competências da OCDE, Andreas Schleicher.
A análise da OCDE concluiu, entre outros aspetos, que os docentes e diretores das escolas em Portugal ganham em média mais do que outros trabalhadores com formação superior, uma tendência que contrario a maioria dos países membros.
“Os dados não só falsearam estas duas realidades da atividade docente em Portugal (salário e horário) como serviram para, junto da opinião pública, denegrir a imagem dos professores, através da divulgação de informações que, por não serem verdadeiras, os docentes de Portugal pretendem ver corrigidas, reiterando a Fenprof o pedido de informação sobre como recolheu a OCDE os dados que divulgou”, refere a missiva enviada à OCDE.
O “Education at a Glance 2018” demonstrou ainda que as instituições de ensino portuguesas despendem menos dinheiro por aluno anualmente do que a média da OCDE –  i.e. gastam menos de 10 mil dólares (aproximadamente 8.600 euros) por ano."

terça-feira, 19 de junho de 2018

As greves dos professores nas escolas portuguesas

Esta luta está a durar há muito tempo, os professores e o Ministério da 

Educação não conseguem entender-se. 
António Costa e Tiago Brandão Rodrigues dizem que "não há dinheiro"!
É melhor revermos a situação:
Porque é que os docentes estão em greve? O que diz o Governo? 
E como é que as paralisações podem vir a afetar os alunos?
Quando começa a greve?
Na semana passada cumpriu-se uma das paralisações, que foi convocada pelo 
recém-formado Sindicato de Todos os Professores (S.T.O.P.). 
Docentes em mais de 100 escolas fizeram greve às reuniões de conselhos de 
turma “apesar do clima de intimidação” dos professores, como denunciou na 
altura André Pestana, o dirigente do S.T.O.P.
A partir da próxima semana, este e os outros sindicatos de professores – 
nomeadamente a Federação Nacional de Professores (FENPROF) e a 
Federação Nacional da Educação (FNE) – avançam com novas greves, 
a primeira delas às avaliações que vão estar a decorrer entre 18 e 29 
de junho, embora sem abarcar os exames nacionais marcados para o 
mesmo período.
Se o Governo não ceder às reivindicações, os professores sindicalizados 
prometem avançar com um novo protesto grevista no início do próximo 
ano letivo, depois das férias de verão, a 14 de setembro e na primeira 
semana de outubro.

Porque é que os professores estão em greve?
O caderno de reivindicações é encabeçado por uma exigência: que o 
Ministério da Educação reponha os 9 anos, quatro meses e dois dias de 
tempo de serviço das carreiras dos docentes que estão congelados desde 
2005.
Nesse ano, o Governo de José Sócrates decretou a não-contagem do tempo 
de serviço dos professores entre 30 de agosto de 2005 e 31 de dezembro de 
2006. Em dezembro desse ano, o congelamento foi alargado por mais um ano, 
até 31 de dezembro de 2007.
Nos anos civis de 2008, 2009 e 2010, ainda sob o mesmo Executivo socialista, 
o tempo de serviço foi contabilizado de forma normal.
A 1 de janeiro de 2011, o Governo liderado por Pedro Passos Coelho ditou novo 
congelamento das carreiras dos professores, uma situação que se manteve em 
vigor em 2012, 2013, 2014, 2015 e 2016 através de sucessivas Leis do 
Orçamento do Estado.
Os professores criticam a situação de injustiça sofrida pela sua classe face a outras 
cuja progressão nas carreiras tinha sido congelada por causa da crise económica e 
financeira mas que entretanto foi reposta.
Quem aderiu às paralisações?
A greve da semana passada, convocada para o período entre 4 e 15 de junho, foi 
convocada apenas pelo S.T.O.P. Já as paralisações do final deste mês e as que estão 
convocadas para o início do próximo ano letivo envolvem as três estruturas sindicais 
que representam a classe de professores.
Esta semana, e após consultas entre os seus membros, o Sindicato Democrático dos 
Professores da Madeira (SPDM) e o Sindicato dos Professores da Madeira (SPM) 
decidiram levantar a greve às avaliações dos alunos.
O que diz o Ministério da Educação?
O ministro Tiago Brandão Rodrigues e o primeiro-ministro, António Costa, dizem que 
“não há dinheiro” para repor todos os anos de serviço que os docentes viram 
congelados.
Os sindicatos argumentam que os Ministérios da Educação e das Finanças se tinham 
comprometido com essa reposição total numa declaração de compromisso assinada 
em novembro e acusam o Governo de voltar atrás com a sua palavra. 
Nas últimas reuniões entre Brandão Rodrigues e os sindicatos, o ministro informou 
que só consegue contabilizar uma parte do tempo de serviço congelado para efeitos
de progressão na carreira, num total de dois anos, nove meses e 18 dias de serviço 
congelado.
Face à rejeição dessa proposta, o Ministério retirou-a das negociações. 
Sem ela, disse o ministro no início de junho, “fica tudo como estava”. 
Ou seja: até ver, os professores não irão beneficiar de qualquer reposicionamento 
nas carreiras motivado por esse tempo.
“A partir do momento em que as organizações sindicais não avançaram e não deram 
nenhum passo depois de o Governo ter dado um passo, não existem condições neste 
momento para se proceder a um acordo e irmos para a negociação formal”, sublinhou 
Brandão Rodrigues.
Por causa do braço-de-ferro, o Bloco de Esquerda pediu e o Parlamento aprovou na 
semana passada uma audiência urgente ao ministro da Educação, que ainda está por 
agendar.
O que dizem os pais?
Face à greve às reuniões de avaliações que começaram há uma semana e que abrangem 
os alunos do 9.º, 11.º e 12.º anos, a Confederação Nacional de Associações de Pais 
junho para acautelar a situação dos alunos que têm exames nacionais. No fundo, exigem 
uma mudança na lei para que esta e futuras greves dos professores não afetem os alunos.
A atual legislação define que basta faltar um professor para impedir a realização dos 
conselhos de turma, o que acaba por adiar as avaliações dos alunos e atrasar todo o 
processo. A Confap diz que entende que as greves às avaliações são “legítimas e 
permitidas” mas teme pelos efeitos das paralisações no percurso educativo dos estudantes, 
sobretudo aqueles que vão a exames nacionais em breve.
“Os pais compreendem a luta dos professores, mas não podem compreender esta forma de 
luta, que prejudica aqueles que trabalham” e que, sublinha o dirigente da Confap, Jorge 
Ascensão, não passam de uma “instrumentalização da educação” pelos sindicatos.
Neste contexto, os pais querem que o Ministério da Educação “emita um despacho 
normativo para garantir as necessárias condições ao cumprimento do calendário escolar”.
(in: rr.sapo.pt 14 junho 2018)



Pedro Sousa Tavares é o autor do seguinte artigo no dn.pt que escolhi
para ajudar a compreender melhor esta situação
"Pedido de serviços mínimos na greve às avaliações"
Governo tenta implementar a medida na segunda fase da greve às reuniões de 
conselho de turma, a partir de 2 de julho. Sindicatos descartam hipótese de se 
chegar a um acordo
O Governo convocou os sindicatos da educação para uma reunião, nesta terça-feira,
para tentar "chegar a acordo" sobre serviços mínimos a aplicar no segundo período
da greve às avaliações, que começa em 2 de julho, anunciaram as organizações 
sindicais em conferência de imprensa. Uma hipótese que estas recusam.
"Quero ser claro. Não há acordo nenhum", avisou o secretário-geral da Federação
Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira, em conferência de imprensa, 
em Lisboa, onde foi feito o balanço mais atualizado do primeiro dia de greve às 
avaliações, que segundo os sindicatos terá impedido a realização de mais de 90% 
dos conselhos de turma que estavam agendados.
O DN contactou o governo, que respondeu em comunicado. 
"O Ministério da Educação decidiu solicitar serviços mínimos atendendo a que o 
alargamento dos períodos de greve ao mês de julho põe em causa necessidades 
sociais impreteríveis, como sejam a conclusão do processo de exames e o 
consequente acesso ao ensino superior por parte dos alunos", lê-se no texto.
De acordo com a lei, quando não há acordo entre as partes relativamente à 
fixação de serviços mínimos, a decisão final cabe a um colégio arbitral. 
A lei da greve foalterada pelo anterior governo, na sequência de uma greve aos 
exames nacionais, passando a integrar na lista de "necessidades sociais 
impreteríveis" - passíveis da fixação de serviços mínimos - provas e exames 
nacionais cuja realização tivesse lugar na mesma data a nível nacional.
Não é líquido que as reuniões de avaliação, que podem ser reagendadas e em que 
basta a ausência de um docente para que as notas dos alunos não possam ser 
homologadas, possam ser enquadradas nessa lei.
Notícia atualizada às 20:30 com comunicado do governo"
(in: dn.pt 18 junho 2018)

quinta-feira, 23 de março de 2017

Vamos motivar os professores...

Ser professor, não é fácil!... De todo!
Não devemos esquecer-nos que esta profissão lida com jovens e estes precisam de uma educação bem ministrada, permitindo-lhes ser capazes e autónomos nesta "era de aceleração"... 
Partilho aqui este artigo que desenvolve esta temática e concordo que está na altura de "dizer bem dos professores", pois estes desempenham um papel importantíssimo na sociedade! O futuro dos jovens está, de facto, nas mãos dos professores... A responsabilidade do professor é, assim, muito grande! 
in: observador.pt
"Caderno de Apontamentos
É tempo de dizer bem dos professores
Afonso Mendonça Reis
23/3/2017
Os professores estão hoje desmotivados. Este problema diz respeito a todos, pois os professores têm o futuro dos nossos jovens e, por isso, o futuro da nossa sociedade nas mãos.
Precisamos de uma educação forte, as oportunidades da 4.a revolução industrial estão a deixar milhões para trás, a desigualdade de rendimento aumenta em Portugal e pelo mundo fora e o populismo ameaça os valores basilares da democracia. Jimmy Wales, fundador da Wikipédia, quando confrontado com o fenómeno Trump, respondeu prontamente que uma competência essencial nos dias de hoje é saber identificar falácias e argumentos dúbios.
Thomas Friedman, jornalista do New York Times, ilustra como a “era da aceleração”, a velocidade de transformação num ritmo alucinante de hoje, exige uma educação que capacite e que crie autonomia. Primeiro, a AT&T, uma empresa líder de telecomunicações nos Estados Unidos, criou um novo “contrato social” com os seus colaboradores assente na aprendizagem ao longo da vida. Quem quiser manter os seus empregos, e ambicionar empregos para a vida, terá de fazer mini-cursos financiados para actualizar as suas competências. Quem quiser um emprego para a vida, terá de aprender toda a vida. Segundo, a Internet, ambiente onde estamos todos em contacto sem filtros ou moderação, dá ao cidadão comum um poder de criação e destruição sem precedentes.
Este ambiente sem moderação cria a necessidade de ensinar às crianças e jovens o pensamento crítico, aliado a valores e ética, para se tornarem em cidadãos digitais conscientes e agentes de mudança positiva. Não existem fórmulas mágicas nem atalhos para estas questões, precisamos de uma educação robusta. Mesmo na 4.a revolução industrial, qualquer que seja o modelo de ensino, e melhor ou pior que seja, serão sempre os professores a dar corpo à educação, dia a dia, aluno a aluno.
E qual é o impacto dos professores na educação e nos alunos? É sabido que o que melhor explica o desempenho escolar dos alunos é o seu contexto socioeconómico, que tem sido medido através do nível de educação dos seus pais. Mas, no sistema de ensino, os professores são o factor que maior impacto tem no desempenho escolar dos alunos, isto quer seja segundo o estudo PISA da OCDE ou segundo o estudo Atlas da Educação, realizado pela Universidade Nova. Um ponto importante é que se o aluno não tem um estatuto socioeconómico alto, este aluno dependerá dos seus professores para atingir todo o seu potencial de sucesso escolar.
Os professores precisam e merecem inspiração. Ser professor é extremamente desafiante e fazer esse reconhecimento é essencial para valorizar o trabalho realizado e, consequentemente, contribuir para a sua motivação e melhoria. Um aluno do 10º ano dizia, ao participar na campanha “Inspira o teu Professor”, em que alunos criam conteúdos para inspirar professores, que ele nunca poderia ser professor, porque apesar de ele aluno estar sempre a falhar, os seus professores nunca desistiam dele, e isso exigia uma força que ele pensava não ter em si.
Para além da resiliência, um professor, primeiro tem de se actualizar constantemente, quer sobre as suas disciplinas quer sobre os interesses dos seus alunos, pois na era da aceleração o ritmo de mudança é exponencial e, na mesma velocidade que esta mudança ocorre, mudam os seus alunos. Segundo, cada aluno é único e traz consigo o seu contexto familiar e social. Quem ensina, ensina um aluno no seu todo, sendo necessário adaptar a linguagem utilizada, conteúdos aplicados e planos de aprendizagem desenvolvidos. Terceiro, ensinar implica um grande envolvimento emocional com os alunos, o que tanto é uma fonte de inspiração como de frustração. Fazer um bom trabalho em todas estas frentes requer um elevado nível de motivação e investimento pessoal, que começa com empenho e convicção mas que, para continuar ao longo da carreira docente, pede o reconhecimento e o encorajamento que os alunos, os pais e os outros professores podem dar.
A evidência é clara, no sistema de ensino são os professores quem têm maior impacto no desempenho escolar dos alunos, são eles que garantem a agilidade do sistema e todo o potencial da educação.
Temos de saber agradecer e encorajar os bons exemplos e inspirar todos a querer melhorar. Esta poderia ser uma citação de qualquer guru da gestão ou CEO carismático pois estudos em comportamento organizacional sugerem que atitudes e emoções mais positivas levam a melhores níveis de desempenho. Quando dizemos que a maioria dos professores dá aulas porque não arranjou outro emprego, estamos a fazer um mau serviço à educação. Estamos simplesmente a encorajar à mediocridade, pois dizemos que, faça o que fizer, não reconhecemos mérito no trabalho do professor. Também não quer dizer que todos os professores sejam perfeitos, que é fácil de imaginar que não.
No entanto, quando pais e alunos valorizam o trabalho dos professores, nasce uma clara afirmação do impacto que o professor tem na sociedade e da responsabilidade que tem na formação de gerações futuras. E é neste clima de colaboração construtiva e alinhada entre pais e professores que os alunos tiram o maior proveito da sua educação. Em alemão existem duas palavras diferentes para educação, Bildung é a educação que recebemos na escola, e Erziehung a educação que recebemos em casa dos nossos encarregados de educação. Irina Bokova, secretária geral da UNESCO, no Global Education and Skills Forum de 2017 lembrou-nos que a educação tem um papel preponderante no contrato social europeu, e que a educação da escola, ministrada pelos professores, detém o papel principal. É tempo de aprender a elogiar os professores, porque eles têm o nosso futuro nas mãos!
Fundador das Mentes Empreendedoras, Inspira o teu Professor e Professor Universitário na Nova SBE
‘Caderno de Apontamentos’ é uma coluna que, às quintas-feiras, discute temas relacionados com a Educação, através de um autor convidado.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Docentes portugueses estão exaustos

"Ensino. 30% dos docentes sofrem de 'burnout'

Trinta por cento dos docentes portugueses estão em "burnout", ou seja, exaustos emocionalmente e sem qualquer sentimento de realização profissional. Durante três anos - entre 2010 e 2013 - uma equipa de investigadores do Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida (ISPA) inquiriu cerca de mil docentes que davam aulas a alunos do 2º e 3º ciclos, mas também do ensino secundário. "Esta percentagem fica um pouco acima dos números habituais registados nos outros países que rondam entre os 15% e os 25%, sublinhou a psicóloga clínica e investigadora do ISPA responsável pela coordenação do estudo Ivone Patrão. A maioria dos docentes em "burnout" são mais velhos, têm um vínculo à função pública e dão aulas no secundário, acrescentou a responsável, explicando que a média de idades dos inquiridos é de 49 anos." 
(in www.readmetro.com)


imagem obtida em: www.forbes.com

sábado, 23 de janeiro de 2016

Professores nas imobiliárias? E por que não?


in: uptokids.pt
"Imobiliárias querem aproveitar qualidades dos professores
Docentes são altamente qualificados e as suas características começam a ser muito valorizadas no setor das vendas 

Têm um curso superior, sabem falar línguas, têm capacidade de mobilização e de falar em público, mas milhares estão no desemprego. Referimo-nos aos professores, que não tendo lugar nas salas de aula estão a chamar a atenção na área das vendas, nomeadamente no setor imobiliário. Só para trabalhar na Remax é possível encontrar vários anúncios online que pedem especificamente professores. 

 "A Remax, reconhecida em 2015 como a Escolha do Consumidor e a Melhor Empresa para trabalhar", pode ler-se num anúncio, acredita "que, com a cultura da nossa empresa e valores, temos a capacidade em ajudar e apoiar os professores, que este ano não foram colocados, a integrarem-se com sucesso num setor de atividade que desconhecem, tirando partido das suas melhores capacidades enquanto profissionais". 

As capacidades que as imobiliária procuram e encontram nos professores são "comunicação, capacidade de mobilização, motivação e persuasão na sala de aula", aponta César Israel Paulo, da Associação Nacional dos Professores Contratados. A procura de docentes por empresas fora do setor da Educação não é estranha, já que "temos recebido na associação contactos de multinacionais nas áreas das vendas para saber se os professores estariam interessados". 

Ofertas que César Israel Paulo vê com bons olhos, são "sinal de que temos bons profissionais e com uma boa formação de base. Os professores estão a ser muito procurados para as áreas de gestão de vendas e de equipas". São, aliás, cada vez mais comuns os casos de professores que "procuram uma reconversão profissional e muitos já não voltam ao ensino". 

Pensar "fora da caixa" 

Noutra das ofertas de emprego da imobiliária Remax - que o DN tentou contactar durante dois dias, sem sucesso, uma vez que todos os responsáveis estavam reunidos num encontro nacional -, uma das justificações é procurarem "pessoas "fora da caixa" para integrar a nossa equipa comercial". Daí indicarem que procuram "professor". As ofertas incluem uma faturação acima de 50 mil euros por ano, independência e isenção de horário, ter o seu próprio negócio. Em troca, os candidatos têm de apresentar "bons conhecimentos de informática", "capacidade de comunicação, argumentação e persuasão" e também "sentido de responsabilidade, organização e método de trabalho". 

A associação que representa uma grande fatia de docentes desempregados acredita que estas ofertas são positivas para os professores que não conseguem ter um emprego fixo nas escolas. Mas avisa que se é verdade que hoje mais de 20 mil pessoas concorrem aos concursos e ficam de fora, "daqui a sete ou oito anos vão faltar professores". César Israel Paulo aponta o dedo "aos governos anteriores que deixaram abrir vagas e cursos para professores em todas as universidades, e isso gerou um excesso de docentes". Um cenário que já aconteceu noutros países, onde "depois de cortar nas vagas como cá se verificou uma falta de professores passado uma década". O dirigente teme que "depois de procurarem outra carreira estes professores não queiram regressar ao ensino quando forem precisos no sistema. 

Century e ERA também apostam 

Ricardo Sousa, administrador da Century 21 Portugal, conhece vários colaboradores do grupo que provêm da área do ensino. "Hoje, a mediação imobiliária é uma opção de carreira para muitos jovens licenciados e para pessoas com carreiras em distintas áreas, que descobriram esta profissão pelas razões mais diversas e que já não ponderam abandonar o setor", indica o responsável. 

No recrutamento, a Century 21 adota uma "política não discriminatória". "Além deste princípio fundamental, as aptidões académicas ou profissionais dos candidatos são também uma opção aberta e paritária", afirma Ricardo Sousa. As competências técnicas são privilegiadas, mas não são fundamentais. "Temos um plano de integração e formação muito completo e estruturado, para treinar e acompanhar os nossos colaboradores, com ou sem experiência no setor." 

Já na ERA, cerca de 95% dos franqueados provêm de outros setores de atividade. "Temos vários professores a trabalhar como comerciais, tal como temos pessoas com outras profissões, nomeadamente engenheiros, arquitetos e advogados", indica Miguel Poisson, diretor-geral da ERA. Há casos de professores universitários que deixaram o ensino para se lançarem num projeto próprio, mas também há outros "integrados na rede de gerência, na direção comercial ou em funções administrativas". 

Quanto ao perfil do professor, Miguel Poisson considera que "é difícil generalizar", mas que este pode ter algumas competências importantes para o setor imobiliário: "Tendem a ser mais organizados, estão habituados a lidar com pessoas, têm boa formação de base e capacidade de aprendizagem." Ao contrário do que acontecia há dez anos, a ERA tem atualmente "equipas inteiras só com pessoas licenciadas"".
(Ana Bela Ferreira e Joana Capucho in dn.pt  22.01.2016)

sábado, 19 de julho de 2014

Avaliação de Professores leva a boicotes e protestos...

Para ler em: 
http://www.ionline.pt/artigos/portugal/professores-avaliacao-leva-boicotes-protestos

Professores. Avaliação leva a boicotes e protestos

Ministério de Nuno Crato marcou a prova para terça-feira, surpreendendo directores, docentes e sindicalistas
O espaço de manobra é curto, mas associações, sindicatos e movimentos de professores prometem usar todos os trunfos para impedir a prova de avaliação de conhecimentos e capacidades (PACC) que ontem o Ministério da Educação marcou para esta terça-feira: boicotes, protestos frente às escolas ou mais providências cautelares na Justiça.
O braço-de-ferro entre professores e o ministro Nuno Crato está de volta. A Fenprof já convocou para terça-feira reuniões sindicais nas cercas de 80 escolas onde as provas vão decorrer e assegura que vai disparar por todo o país providências cautelares para tentar impedir outra vez a avaliação dos docentes contratados.
O Ministério da Educação conseguiu surpreender todos ao marcar a prova com três dias úteis de antecedência. O prazo é curto, impedindo os sindicatos de convocarem uma greve dos docentes do quadro à vigilância da prova. A estratégia, aliás, já foi usada em Dezembro, quando se realizou a primeira PACC. Mas, tal como no ano passado, o movimento Boicote & Cerco está convencido de que vai ter tempo de sobra para organizar uma "uma luta fortíssima e sem precedentes no dia 22, por todo o país" ameaçou ontem o movimento em comunicado.
A Fenprof por seu turno quer dificultar a tarefa da tutela ao convocar reuniões sindicais para a hora e o dia da prova, que vão durar "o período necessário", estando as faltas de todos os professores que comparecerem, "justificadas ao abrigo da lei sindical", explicou Mário Nogueira.
O secretário-geral da federação salientou também que, não se tratando de "uma reunião de avaliação final, os professores que, por qualquer motivo, não forem à escola, podem justificar a falta da forma que quiserem", não necessitando de um atestado médico. "Quem não tem cão, caça com gato", avisou o dirigente sindical.
A corrida começou e o relógio está a contar para os dois lados desta barricada. A Federação Nacional de Professores reuniu-se de emergência ainda da parte da manhã para delinear estratégias e os sindicalistas já estão no terreno.
A tutela de Nuno Crato também não tem tempo a perder se quiser que os resultados desta prova tenham efeitos no concurso de professores para o próximo ano lectivo. A urgência fez até com que abdicassem da componente específica da prova, que tinha como objectivo testar os conhecimentos dos docentes nas áreas que leccionam.
As provas feitas em Dezembro por cerca de oito mil docentes já estão corrigidas e as que forem feitas esta terça-feira vão ser vistas rapidamente, assegura a tutela. Os cerca de 5 mil docentes que não a fizeram começaram ontem a ser notificados por email. Boa parte já se terá candidatado ao concurso extraordinário para integração nos quadros ou à contratação inicial. Se não a fizerem, não serão colocados, o que provocou uma onda de indignação nas redes sociais. Muitos dos convocados, aliás "já estavam de férias porque os seus contratos terminaram", criticou César Paulo, da Associação Nacional de Professores Contratados.
O tempo também é curto para os directores dos agrupamentos escolares. Ontem, logo pela manhã, as cerca de 80 direcções das escolas onde se vai realizar a prova receberam uma mensagem electrónica enviada pela tutela dando conta da realização da PACC. Em anexo, a indicação de que teriam de estar em Lisboa às 16h30, para uma reunião com a tutela. E tinham até às 19 horas de ontem para nomear os professores que vão vigiar as provas na terça-feira.
A marcação da prova provocou um autêntico alvoroço entre os professores, mas o certo é que no final da semana passada, Nuno Crato já tinha avisado durante a sua visita a Londres que a avaliação aos docentes contratados iria ser retomada "muito em breve". Até Abril, aliás, o ministro esteve de mãos atadas. Após um percurso na justiça com mais de 20 providências cautelares interpostas pelos sindicatos, o Tribunal Central Administrativo Sul revogou a última providência que impedia a realização da prova ou qualquer outra decisão sobre esta matéria.
A 18 de Dezembro, quase metade dos professores inscritos terão falhado o exame em consequência de uma greve de professores e de protestos e incidentes junto a várias escolas onde estava a ser realizada.
A prova foi incluída no estatuto da carreira docente em 2007, durante a governação socialista de José Sócrates, mas nunca avançou devido à forte contestação dos sindicatos. O exame constava do programa de governo de Pedro Passos Coelho, tendo sido assumido como uma prioridade do ministro Nuno Crato.  

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