sábado, 22 de agosto de 2020
quarta-feira, 19 de agosto de 2020
Provérbios sobre saúde (médicos, remédios, pacientes, excessos, maleitas...)
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| imagem in pinterest.pt |
"Os sãos e os doentes têm pensamentos diferentes."
"O melhor médico é muitas vezes o pior doente."
"Entre a colher e a boca entorna-se muita sopa."
"Dá Deus nozes a quem não tem dentes."
"Ninguém nasce comilão, torna-se."
"Quem meus filhos ama, minha boca adoça."
"Quem dá o conselho, não dá o remédio."
"Bom conselho desprezado há-de ser muito lembrado."
"Conhecidos, muitos; amigos, poucos."
"Guardado está o pecado para quem o há-de comer."
"O que é doce nunca amargou."
"Para grandes males grandes remédios."
"Para mal desesperado, só remedio santo."
"Conforme comermos, assim seremos."
"Conselho sem remédio é corpo sem alma."
"Doença bem tratada raramente é demorada."
"Água e conselhos só se dão a quem os pede."
"Quem achar remédio primeiro, ajude o parceiro."
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Provérbios médicos
sábado, 15 de agosto de 2020
terça-feira, 11 de agosto de 2020
Uma pequena reflexão sobre leitura e escrita
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| imagem in portaldaliteratura.com |
Carlos Drummond de Andrade disse um dia: "A leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas por incrível que pareça, a quase totalidade das pessoas não sente esta sede."
Ao começar a ler o livro de Ana Luísa Amaral Arder a palavra e outros incêndios, Relógio d'Água, dezembro de 2017, encontro reflexões muito interessantes logo nas primeiras páginas sobre a leitura e a escrita e gostaria de aqui partilhar algumas.
A autora considera a frase de Drummond "algo arrogante", considerando que o facto de não se sentir essa sede "está sobretudo ligado a questões de ordem sociocultural, com hábitos ensinados e depois integrados".
Ana Luísa Amaral refere que esta frase de Carlos Drummond de Andrade lhe trouxe à memória não só o poema de Emily Dickinson, em tom mais humilde, e que começa assim: "Não há fragata como um livro/Para levar-nos terra afora", como também uma frase de Fernando pessoa "Ler é sonhar pela mão de outrem".
Considera que "A leitura implica um gesto que passa pelos dois sentidos de comoção: mover-se e comover-se. Implica um determinado tipo de acção. Mas tratará a leitura de um agir diferente do agir da escrita? É que agir não quer dizer só comportar-se ou conduzir-se, agir quer dizer igualmente intervir, e, no caso da escrita, significa também pegar na caneta, ou no lápis, afiar o lápis, correndo o risco de, partindo-se o seu bico , partir-se também a ideia antes pairando, enquanto se afiou o lápis para dentro do cinzeiro que está em cima da mesa de café, isto se estivermos num café onde se pode fumar, que é onde é bom escrever, desde que não haja aquela música alta que agora pões nos cafés, com o pretexto de que toda a gente gosta, e é mentira, as pessoas são coagidas a gostar de música alta, experimentem perguntar às pessoas e elas dizem que não gostam ou então que tanto lhes faz, mas continuemos, estávamos então a afiar o lápis, dizendo que agir significa também afiar o lápis, depois fiar-se no movimento da mão, afinar o tempo, a ver se porventura ali: ponto de luz em sobressalto ou calma, ficar-se em espera, olhando o ar, roendo a ponta do lápis, e onde é que está o prazer disto, e todavia o prazer está lá, espreitando, disfarçado de angústia, ficar então em espera, olhando o ar, depois desconfiar da palavra que de repente surge, ou não tão de repente, porque, nestes casos, foi convocada por uma ideia ou mesmo quem sabe por outra palavra que veio antes dela, mas o processo é sempre um pouco estranho - e, apesar disso, apesar de tudo, do prazer, do desprazer que tudo isto traz, ainda assim confiar na palavra, no seu aparecimento, que é às vezes também aparição...".
Gostei muito desta reflexão, pois obrigou-me a pensar tal como Ana Luísa Amaral afirma que "se a escrita está ligada ao prazer é porque ela não vive sem a leitura".
E para concluir esta minha pequena (ínfima) reflexão sobre a leitura e a escrita, cito mais uma ideia deste livro e que a autora refere que pertence a Samuel Johnson (conhecido por Doctor Johnson): "a maior parte da vida de um escritor é passada na leitura; depois uma pessoa revira metade de uma biblioteca para fazer um só livro."
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O Prazer da Leitura e da Escrita
domingo, 9 de agosto de 2020
Quem protege os idosos em Portugal?
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| in oeirasdigital.pt |
Notícias sobre idosos são quase constantes nos meios de comunicação social e referem muitas vezes maus tratos, abandonos, falta de assistência a quem já deu o seu contributo uma vida inteira à sociedade, à família, ou até ao Estado, que, pelos vistos, não lhe presta grande atenção.
Ouvimos relatos inconcebíveis todos os dias ou vemos imagens constrangedoras nos meios televisivos, referentes a idosos! E no que diz respeito a Lares ou Residências para Idosos, em plena pandemia, então, nem se fala!
Esta é mais uma notícia igual ou semelhante a tantas outras! Todos temos de contribuir para que esta situação se inverta! Trata-se de seres humanos que deram o seu contributo individual toda uma vida! Com maus tratos e indiferença? Contribuíram com muito para que certos setores do quotidiano de todos nós, acontecesse! É assim que se lhes paga? Desprezando-os ou ignorando-os, como se fossem lixo?
Ao lermos estas notícias, arrepiamo-nos, revoltamo-nos com tamanhas injustiças!
"O que é feito da dona Isabel?" Vizinhos contam como deram pela falta de idosa que o filho terá deixado morrer à fome
Vizinhos estranharam a casa estar sempre fechada, mas não chamaram as autoridades porque o filho vivia com ela. Ele acabou preso, suspeito do homicídio da mãe por não ter cuidado dela
(ler mais in observador.pt de 06.08.2020, por Sónia Simões)
Grândola. Homem de 53 anos detido por deixar a mãe de 82 anos à fome até morrer
Homem de 53 anos não trabalhava e recebia a pensão da mãe. A idosa de 82 anos já não saía do quarto e a PJ acredita que ele não a alimentava para que morresse. O suspeito ficou em prisão preventiva.
“Um cenário miserável de habitabilidade”. Foi assim que uma fonte da Polícia Judiciária de Setúbal descreveu ao Observador a casa em Grândola onde este fim de semana um homem de 53 anos foi detido por suspeito de ter morto a mãe, de 82, deixando-a aparentemente morrer à fome.Há cinco anos que o agora suspeito, filho único e sem ocupação profissional conhecida, tinha voltado à casa da mãe depois de um divórcio. Na altura a vítima ainda era vista na rua, com alguma autonomia, e era ela que fazia questão de se dirigir ao posto dos CTT para levantar a sua reforma. Segundo testemunhas no local à PJ, no entanto, há dois anos numa dessas idas aos correios sentiu-se mal e acabou por ter que ser assistida no hospital, apresentando já à data sinais de desidratação.
O tempo foi passando e os vizinhos viam-na cada vez menos. Também as persianas do quarto onde dormia eram cada vez menos abertas. Com a pandemia, no entanto, todos se recolheram em casa e o próprio carteiro começou a levar-lhe a reforma à porta. O filho mostrava o cartão de cidadão da mãe e recebia-a.
Pela hora de almoço do último sábado foi ele que ligou ao INEM dando conta de que a mãe teria morrido. Mas quando o INEM e a GNR chegaram ao local aperceberam-se logo de um cenário “miserável”. A PJ foi chamada ao local por se tratar de uma morte e suspeitou logo das circunstâncias da morte da idosa.
“Estava esquelética, subnutrida e com vários escaras no corpo, como quem está há muito tempo na mesma posição”, disse.
No entanto, o filho, esse não parecia subnutrido.
Nos últimos meses havia mesmo quem lhes levasse sacos a casa com bens alimentares, como a apurou a PJ numa primeira recolha de prova testemunhal. Mas essa comida, suspeita-se agora, nunca terá chegado à vítima. As autoridades acreditam que o seu filho quis que morresse à fome, para parecer uma morte natural. “Talvez por não ter coragem de lhe tirar a vida de uma forma mais violenta”, analisa fonte da PJ, que diz que o suspeito teve um discurso muito contraditório e pouco credível sobre os factos.
Perante as primeiras provas recolhidas, a PJ deteve o filho da vítima por suspeitas de homicídio qualificado, por acreditar que ele quis mesmo provocar a morte à mãe e nada fez para evitá-la. Foi mais que maus tratos, considera a PJ. Mantinha-a “fechada em casa e confinada ao quarto de dormir, privada de alimentos, bebida e cuidados de saúde, assistindo impávido ao degradar do seu estado, até à falência total dos órgãos vitais e consequente morte, no passado sábado”, lê-se no comunicado.
O suspeito foi segunda-feira presente a tribunal. O corpo da mãe ainda será autopsiado. A PJ acredita que não teria morrido muito tempo antes de o filho alertar as autoridades.
Segundo noticiou, entretanto, o jornal Correio da Manhã, o suspeito ficou em prisão preventiva, depois de ter deixado “a mãe idosa morrer à fome”.
(in observador.pt, 03.08.2020 texto por Sónia Simões)
(in observador.pt, 03.08.2020 texto por Sónia Simões)
quinta-feira, 6 de agosto de 2020
A virologista Li Meng-Yan
Li Meng-Yan, a virologista chinesa que diz ter fugido do país por recear pela vida, deu mais uma entrevista onde assegura que o novo coronavírus foi “criado num laboratório militar” controlado pelo regime comunista chinês. “O mercado de Wuhan foi apenas usado como um isco, uma distração“, garante a enigmática virologista.
Depois de, a 10 de julho, ter dado uma entrevista à Fox News que correu mundo (e de ter falado também com outros jornais, posteriormente), Li Meng-Yan deu uma nova entrevista citada pela Taiwan News onde diz que antes de fugir da China “tinha claramente determinado que o vírus tinha vindo de um laboratório militar do Partido Comunista Chinês“.
Essa foi uma convicção que a virologista, atualmente escondida nos EUA, transmitiu aos seus superiores na escola de saúde pública da Universidade de Hong Kong – mas diz ter sido ignorada.Na entrevista à Fox News, Li Meng-Yan também tinha dito que o seu antigo supervisor, um homem chamado Leo Poon, avisou a investigadora para se “manter calada e ter cuidado“. “A razão por que vim para os Estados Unidos é porque tenho de contar a verdade sobre a Covid-19”, disse a investigadora à Fox. “Se tivesse contado a minha história na China, acabava desaparecida ou assassinada”, declarou.
Tanto o regime chinês como, também, a Organização Mundial de Saúde (OMS) têm desprezado as alegações da investigadora, com a OMS a garantir que não tem registo de que a virologista (ou, mesmo, o seu supervisor, Leo Poon, que alegadamente teria lá trabalhado como consultor) terem estado envolvidos em qualquer investigação relacionada com o novo coronavírus.
A virologista está no centro de uma intriga à escala internacional, ora aparecendo como uma denunciante que arriscou a vida e deixou a família para trás ora sendo acusada de estar a ser utilizada por figuras como Steve Bannon, ex-conselheiro de Trump, para tentar derrubar o regime chinês.
(in observador.pt a 04.08.2020 texto por Edgar Caetano)
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Saúde
quarta-feira, 5 de agosto de 2020
Aprovada regulamentação da app de rastreio à COVID 19 pelo Presidente da República
A aplicação "Stayaway Covid" foi concebida para rastrear contactos e ajudar a travar a pandemia do COVID19 em Portugal, esperando-se que seja lançada por estes primeiros dias do mês de agosto do ano de 2020.
A 'Stayaway covid' é uma aplicação voluntária que, através da proximidade física entre 'smartphones', permite rastrear de forma rápida e anónima as redes de contágio por covid-19, informando os utilizadores que estiveram, nos últimos 14 dias, no mesmo espaço de alguém infetado com o novo coronavírus." (in jornaldenegocios.pt)
O Presidente da República promulgou esta terça-feira o “diploma que estabelece o responsável pelo tratamento dos dados e regula a intervenção do médico no sistema STAYAWAY COVID”, lê-se no site da presidência. A aplicação tinha iniciado um teste piloto a 18 de julho para o qual convidou cerca de 13 mil pessoas, mas apenas pode participar quem tivesse um smartphone com sistema operativo Android. O teste devia ter terminado a 31 de julho, mas foi estendido até 7 de agosto.
Apesar de a Apple já ter aprovado a aplicação, ainda não deu aval para que a aplicação seja integrada na sua plataforma de testes TestFlight, impedindo assim quem tenha iPhone de aceder à a mesma. Questionado pelo Observador sobre o que poderia acontecer caso a aplicação fosse implementada antes de haver este “ok” da marca da maçã, Rui Oliveira, professor e administrador no INESC TEC, explicou que um dos cenários possíveis passariam por disponibilizar a app primeiro a quem tenha Android e depois a quem tenha iOS, “como aconteceu em França”.
Com o diploma promulgado pelo presidente da República, fica aberto o caminho para que o Governe anuncie que o INESC TEC pode disponibilizar a app a quem quiser usá-la. A app é de utilização voluntária e instalação gratuita.
Na segunda-feira, o secretário de Estado da Saúde, Lacerda Sales, tinha dito que as novidades sobre a aplicação que foi desenvolvida pelos investigadores do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) em colaboração com o Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) e com Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), a Keyruptive e a Ubirider, estariam para “muito breve”.
O Governo aprovou a regulamentação para a app Stayaway a 16 de julho, em Conselho de Ministros, tendo pedido um parecer posterior à Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD), que acusou a legislação de ser “excessivamente minimalista”, por remeter “todos os aspetos concretos ao tratamento de dados pessoais para uma definição posterior a ser feita pela DGS”.
(in observador.pt de 04.08.2020)
E do mesmo modo, o jornaldenegocios.pt de 04.08.2020 convida-nos a ler também sobre o mesmo tema, o seguinte:
(in observador.pt de 04.08.2020)
E do mesmo modo, o jornaldenegocios.pt de 04.08.2020 convida-nos a ler também sobre o mesmo tema, o seguinte:
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou hoje que a aplicação 'Stayaway covid' abre caminho que espera frutuoso para os portugueses, no mesmo dia em que promulgou o diploma.
"Não tive dúvida nenhuma, é uma lei que é muito importante, porque abre um caminho que esperamos que seja frutuoso para todos os portugueses", afirmou o chefe de Estado português.
Marcelo Rebelo de Sousa promulgou esta terça-feira o diploma que estabelece o responsável pelo tratamento dos dados e regula a intervenção do médico no sistema Stayaway covid', segundo informação disponível no sítio na internet da Presidência da República.
À margem de uma visita a Lagoa, no Algarve, o Presidente da República realçou que a lei "foi preparada durante muito tempo e com cuidados especiais para proteger uma série de direitos das pessoas" e poder corresponder "àquilo que autoridades independentes que respondem à Assembleia da República defendem" quanto à proteção desses direitos.
À margem de uma visita a Lagoa, no Algarve, o Presidente da República realçou que a lei "foi preparada durante muito tempo e com cuidados especiais para proteger uma série de direitos das pessoas" e poder corresponder "àquilo que autoridades independentes que respondem à Assembleia da República defendem" quanto à proteção desses direitos.
Aos jornalistas, Marcelo Rebelo de Sousa destacou ainda que "faz sentido" que "o que for criado" reporte à Direção-Geral da Saúde (DGS).
O Presidente considerou que "muitos portugueses ansiavam por esta lei e esta aplicação", mas, para ter a certeza que "não era inconstitucional nem levantava problema legais, foi feito um estudo" que não lhe trouxe "dúvidas nenhumas".
Quanto à adesão à aplicação, o chefe de Estado sublinhou que os portugueses "aderiram ao confinamento e perceberam como era importantes", realçando que "esta aplicação supõe uma adesão voluntária".
"Penso que as pessoas perceberão que, quer neste momento em que o surto parece ter uma evolução mais positiva, quer em momentos posteriores em que ninguém sabe o que vai acontecer, estamos munidos deste instrumento para conhecer a realidade. É bom para o Estado e para saúde pública, mas é bom para as pessoas", defendeu.
No dia 27 de julho, o Governo aprovou a versão final do diploma que estabelece a obrigatoriedade da aplicação de rastreio de contactos 'Stayaway covid' de respeitar a legislação e a regulamentação sobre proteção de dados e sobre cibersegurança.
A DGS é a autoridade gestora do sistema, sendo responsável pelo tratamento de dados para efeitos da legislação europeia e nacional aplicável à proteção de dados pessoais, e regula a intervenção do médico no sistema 'Stayaway covid'.
O Governo assegurou que a aplicação garante a privacidade dos cidadãos, sendo apenas registado um contacto próximo e de duração superior a 15 minutos com alguém que esteja infetado com o novo coronavírus, que provoca a doença covid-19.
A uma pessoa que tenha um teste positivo será dado um código por um profissional de saúde para introduzir no telemóvel.
Através do sistema de comunicação sem fios 'Bluetooth', os telemóveis que tenham a aplicação instalada reconhecem-se e enviam mensagens informando da proximidade de uma pessoa que tenha sido infetada, garantindo-se todo o anonimato, defendeu o executivo.
A 'Stayaway covid' é uma aplicação voluntária que, através da proximidade física entre 'smartphones', permite rastrear de forma rápida e anónima as redes de contágio por covid-19, informando os utilizadores que estiveram, nos últimos 14 dias, no mesmo espaço de alguém infetado com o novo coronavírus.
A aplicação foi desenvolvida pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC).
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terça-feira, 4 de agosto de 2020
Um Poema de Catulo (Caio Valério Catulo)
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| imagem in escritas.org |
Ó Pardal, delícia da minha amada,
com o qual costuma brincar, que costuma ter no seio
e ao qual costuma dar a ponta do dedo a bicar,
provocando assim as suas agudas picadas,
quando a essa linda mulher, que é o objeto dos meus desejos,
apetece brincar a um jogo que lhe é querido
e que é ao mesmo tempo um subtil alívio para a sua paixão,
julgo eu, para que se acalme o forte ardor:
pudesse eu, assim como ela, brincar contigo
e aliviar também os meus tristes pensamentos.
Esta sua brincadeira é-me tão agradável como dizem
que foi para a jovem ágil a maçã de oiro,
que lhe fez desligar o cinto (1) há muito ligado.
(1) alusão aos cintos que as donzelas gregas e romanas usavam
e que o marido desligava no primeiro dia do casamento.
in Poesias, Caio Valério Catulo,
Texto Latino e versão portuguesa por Ema Barcelos,
Tomo I, Porto Editora
in Poesias, Caio Valério Catulo,
Texto Latino e versão portuguesa por Ema Barcelos,
Tomo I, Porto Editora
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